Categorias
YouTube

CANHOTA 10 estreia canal no YouTube

Quando decidiu mudar o rumo de sua caminhada — agora focado no futebol nacional e internacional —, o CANHOTA 10 tinha como principal meta lançar um canal no YouTube. Pois chegou a hora. Abaixo, o vídeo de apresentação:

Todos os vídeos serão publicados também aqui no blog, e peço aos leitores que inscrevam-se e “ativem o sininho” para sempre serem avisados de novos vídeos. E se gostarem, sugiram e compartilhem à vontade!

Categorias
Santos

Quem é Jesualdo Ferreira, o novo técnico do Santos

Já está espalhado aos quatro ventos o acerto do treinador português Jesualdo Ferreira com o Santos — a ponto de seu filho, o DJ Eddie Ferrer, celebrar o acordo em um story de sua conta no Instagram. Que o sucesso de Sampaoli e Jorge Jesus por aqui inspiraria clubes brasileiros a recorrer a misters estrangeiros, não havia dúvida. Mas não se pode dizer que o Peixe se rendeu a modismo por trazer um português no embalo rubro-negro, afinal, foi o clube alvinegro quem teve a ousadia inicial, contratando o argentino.

Mas quem é Jesualdo Ferreira? Para a maioria, o cara que disse que o Brasileirão é a “pior liga do mundo” quando comentou a vinda de Jesus, um de seus rivais históricos na liga portuguesa. A fala, descontextualizada, sugere desdém. A frase seguinte foi “A tarefa de um treinador no Brasil é difícil”, que pode tanto ter significado a competitividade do campeonato ou a instabilidade do cargo — o que é uma grande verdade.

Dias atrás, Jesualdo apareceu posando em cordial foto com Jesus, no período do Mundial de Clubes no Qatar — até abril, ele treinou o Al-Sadd (hoje às ordens de Xavi) e seguiu morando em Doha.

Jesualdo Ferreira, o recordista

A coincidência do novo treinador do Santos com o rubro-negro não é só a nacionalidade. Lembra-se do espanto por Jorge Jesus ganhar seu primeiro título somente aos 56 anos anos? Pois Jesualdo chegou lá aos 61: campeão da liga portuguesa em 2006/2007 com o Porto. Ganhou as duas seguintes também e ainda sustenta a recorde de ser o único técnico de seus país a ganhar o nacional três vezes consecutivas — e quem evitou o tetra foi Jesus, pelos encarnados. Outra marca: foi o quarto mister português a ganhar ligas em três países diferentes (depois de José Mourinho, Vítor Pereira e Artur Jorge). Ganhou no Egito (em 2014/2015), com o Zamalek, e no Qatar este ano.

Sua carreira de quase quatro décadas teve muito osso roído em divisões inferiores e trabalhando em categorias de base (inclusive seleção lusitana) — além de ir e voltar como auxiliar em clubes grandes. Sua primeira temporada completa no Campeonato Português foi somente a de 2000/2001, pelo Alverca (12º colocado). Na seguinte, teve sua primeira chance no “trio de ferro”, levando o Benfica ao quarto lugar. E o trabalho que o levou ao Porto foram consistentes três temporadas pelo Braga, sempre entre os cinco primeiros.

Sem atuar à beira do campo neste semestre, fez as vezes de comentarista no Canal 11, plataforma esportiva de streaming. Analisou, inclusive, a vitória do Flamengo na Libertadores, como você pode conferir no vídeo abaixo:

 

Desafio: reconectar-se à competitividade

O Peixe reabriu o caminho para treinadores estrangeiros e com nome de peso, Sampaoli. Gostou do que viu e decidiu manter o intercâmbio. Bom para o futebol brasileiro, apesar de alguns narizes torcidos.

Se vai dar certo (o que não necessariamente significa títulos, afinal, o argentino saiu daqui respeitado e sem medalhas), o tempo dirá. E o primeiro desafio de Jesualdo é reconectar-se à competitividade. Esteve longe da Europa (entre África e a Ásia) nas últimas cinco temporadas. O Brasileirão pode não ser o oásis da bola atualmente, mas é disputado. Disputadíssimo. E há Libertadores também no caminho do português.

 

Foto topo: Reprodução Al-Sadd

Categorias
Flamengo

Houve jogo entre Liverpool e Flamengo

Desde que foi confirmada a tão esperada final entre Liverpool e Flamengo, amigos me perguntaram qual o palpite para a partida deste sábado. Algo tão difícil para esse embate de realidades diferentes que preferi manifestar um desejo: quero que dê jogo, respondi. Que não fosse ataque europeu contra defesa sul-americana. Que o clube brasileiro mantivesse o estilo que caracterizou sua temporada mágica, atuando de forma franca contra o poderoso campeão da Champions. E assim foi.

A posse de bola foi equilibrada (52% para o Flamengo) e por alguns momentos (na segunda metade do primeiro tempo e início do segundo) o campeão da Libertadores teve o domínio do jogo. Situações que provocaram a prorrogação. Vale destacar, entretanto, que o Rubro-negro não conseguiu fazer Alisson trabalhar. Foram apenas duas finalizações (de pouco perigo) no alvo do goleiro da seleção brasileira.

Por outro lado, Diego Alves foi providencial mais de uma vez, porque sofrer com o poderoso trio do ataque inglês (Salah, Firmino e Mané) era uma certeza. Pela franqueza do Flamengo, sua defesa ficou exposta à velocidade de Mané, como no lance que o VAR corrigiu um pênalti marcado e na jogada do gol de Firmino na vitória por 1 a 0. Salah, o pior em campo dos três, levou bola de ouro do torneio por mera bajulação da Fifa.

Liverpool mereceu, Fla impressionou

O bom embate que Liverpool e Flamengo ofereceram ao público é o melhor legado deste Mundial, pela oportunidade de forças de universos diferentes medirem forças. Que a competição é superestimada pelos sul-americanos e esnobada pelos europeus, já sabíamos. Mas os mais atentos do Velho Mundo não se esquecerão do que Bruno Henrique fez em Doha e do que Jorge Jesus é capaz. E é simplório definir a derrota pela sua opção em substituir Arrascaeta e Everton Ribeiro, duas tentativas do treinador de dar fôlego a uma equipe nitidamente desgastada, mas sem mexer na estrutura de proteção à zaga (ao abrir mão de colocar Diego no lugar de Gerson, por exemplo).

Não é necessário recorrer a clichês como “caiu de pé” e o Flamengo esteve longe de ser “campeão moral”. O Liverpool mereceu o título, foi melhor em campo, mas contra um adversário que jogou bola.

 

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Categorias
ABDA Bauru Basket Esporte de Bauru FIB Futsal Noroeste Vôlei Bauru

Obrigado, Bauru!

Os leitores mais antigos e atentos já haviam percebido que, faz tempo, a periodicidade deste CANHOTA 10 caiu. Foram apenas 20 textos em 2019, contra 56 em 2018 — que já era um número pequeno, considerando um universo de cerca de 1,7 mil posts desde julho de 2010, uma média histórica de um texto a cada dois dias.

Desnecessário citar aqui os motivos dessa perda de pique, de tão diversos, complexos e particulares que são. É um ciclo que se encerra, que fica marcado na minha vida e na história da crônica esportiva de Bauru — e não é preciso ser modesto diante de todos os elogios colhidos em mais de nove anos.

Cumpri a proposta de jogar um olhar diferente sobre a cobertura local, redigir linhas menos óbvias, opinar amparado pela informação. E quando sobrou tempo para ser repórter, ainda pingaram umas notícias em primeira mão no mercado basqueteiro.

Este CANHOTA 10 lançou livro, editou outros dois (de Paulo Sérgio Simonetti, sobre a era Damião e a história do Norusca), ganhou prêmio, homenagem, foi referência para dezenas de universitários (para entrevistas, palestras, mesas-redondas e bancas de TCC), mediou debate na primeira edição do bem-sucedido Blogando e teve a honra de inspirar uma molecada que segue nos trilhos com sua Locomotiva.

E por essa trajetória ter credibilidade e carregar meu estilo de falar sobre esporte, a marca segue comigo para outro desafio. O CANHOTA 10 a partir de agora falará de futebol (nacional e internacional), reconectando-me à paixão que me trouxe ao Jornalismo. Um projeto que envolverá vídeos, redes sociais e que espero que você acompanhe — não sem antes eu agradecer, de coração, a companhia até este momento.

Todo o conteúdo produzido até aqui continuará neste espaço, nas nuvens da eternidade digital. E o mais importante: o CANHOTA 10 se despede do esporte bauruense, mas eu não. O programa ENTREVISTA 10, que deu voz a várias modalidades e personagens incríveis, segue firme em 2020, ao lado do meu grande amigo Júlio Penariol — quem não me canso de elogiar e dizer obrigado por elevar a qualidade do programa.

Foi bom demais, amigos. Canhotar me conectou ainda mais com essa cidade que me acolheu há 20 anos no Jardim Marambá — onde voltei a morar recentemente e de cá sigo olhando para o mundo. Se gratidão puder ter nome, a minha se chama Bauru.

Categorias
Noroeste

Bem-vindo de volta, MAC!

Rivalidade boa é com adversário forte. Campeonato é mais divertido quando há clássico na tabela. Por isso, é boa a notícia de que o Marília está de volta à Série A3 e reencontrará o Noroeste em 2020. O MAC, a exemplo do Norusca em 2015, pagou seu pedágio no inferno do futebol paulista, a Bezinha.

A fração azul-celeste do Centro-Oeste paulista está merecidamente em êxtase nas redes sociais. A parte alvirrubra não deixou por menos nas provocações. Tudo certo essa zoeira: o dérbi do ano que vem já começou — o último encontro, com vitória noroestina, foi em 2018 com quase 5 mil pessoas no Alfredão.

A fanpage oficial do Noroeste parabenizou o Paulista de Jundiaí, o outro time que subiu, mas não fez a mesma gentileza com o rival. Receio de irritar sua torcida? Pode ser. Mas poderia criar o conteúdo de um jeito provocativo e simpático ao mesmo tempo.

Enfim, a terceirona de 2020 já tem seus clubes definidos, entre eles esses arquirrivais, que dão um tempero melhor à competição. Resta saber como o Noroeste estará: com qual presidente e, consequente, patrocinadores, treinador, elenco, etc…

 

Fernando Beagá

 

Foto:  Christian Cabrini/MAC