Panela, o seriado: que venha a próxima temporada

Panela de Pressão, o seriado: fim de mais uma temporada

Dito e feito: nem 24 horas depois do spoiler dado aqui no CANHOTA 10 para o fim da temporada de Panela, o seriado, tudo resolvido. Mais uma vez, a Prefeitura é emparedada como vilã, mas banca o final feliz — aqui não é defesa, é constatação, que fique claro.

Saiu melhor do que a encomenda: pelos próximos seis meses, Bauru Basket e Vôlei Bauru terão R$ 150 mil, cada, para reforçar seus orçamentos. Dá para pagar não somente DAE e CPFL, como também o aluguel. Se a locação for negociada por R$ 20 mil mensais, conforme apurou o Jornal da Cidade, sobra um pouquinho para o IPTU — teoricamente, é o locatário quem paga.

Considerando que cada clube já estava disposto a gastar R$ 6 mil mensais na Panela, com recursos próprios, está tudo em casa. Segue o jogo.

Emoções da próxima temporada? O leilão, se ocorrer. Ou, mais tardar, janeiro de 2020, com a necessidade de um novo aditivo no Fundo Municipal de Esportes, de onde virá a grana.

Uma trama paralela: a equivocada esperança depositada no ginásio do Sesi, uma arena PARTICULAR. O maior erro da Prefeitura foi desistir de construir a Arena Bauru. Em maio de 2017, o prefeito Gazzetta disse ao CANHOTA 10 que procurava viabilizar a obra, na Nações Norte, para 2020. O assunto esfriou e se escorou na iniciativa do Sesi...

Fernando Beagá

 

 

Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Bauru

Ginásio Panela de Pressão não é novela, é seriado

Panela de Pressão

Novela tem começo, meio e final (feliz). O ginásio Panela de Pressão já teve tantos finais felizes, depois de dramas rocambolescos, que cada um deles pode ser considerado final de temporada de um seriado. Vale roteiro de Netflix.

Depois de virar criadouro de pombos e ratos em 2006, um novo roteiro começou a ser escrito em outubro de 2010, a partir do aviso prévio da demolição do ginásio da Luso, com venda aprovada. Surgiram cenas de pura ficção (entrega das chaves do ginásio à Prefeitura) e muitas reviravoltas. O contrato de aluguel para o poder público foi assinado em março de 2011, mas o palco só ficou pronto em fevereiro de 2012, recebendo uma etapa da Liga das Américas de basquete. Parasse aí, seria um belo filme, mas vieram novos episódios.

Nem me atrevo a lembrar de todas as datas dos enroscos seguintes. Mas a trama era sempre a mesma: o contrato acabava e não era possível renová-lo porque o Noroeste tornara-se novamente inadimplente. A cada Refis, uma nova decepção. A canetada da Prefeitura (nem sempre vilã, mas com essa carapuça) salvava o season finale.

Agora, há novos elementos. O jurídico municipal deu um basta no Refis-do-Refis-do-Refis, a justiça trabalhista tornou-se protagonista e leilão rima com vilão. Ou não? Há quem torça por esse argumento. Como de costume, os personagens envolvidos têm suas falas dramáticas — e temos que concordar que, em todas as vezes, foi a comoção causada pelo temor da mudança de cidade dos times que resolveu a parada.

Como espectador, tenho um palpite (ou seria spoiler?): a temporada 2019 terá novamente final feliz. Bauru Basket e Sesi Vôlei Bauru irão dividir o aluguel, a Prefeitura seguirá pagando água e energia. O IPTU é a interrogação. Se houver leilão lá na frente, aí começa outra temporada… Falei que era seriado. Bem chato, aliás.

Fernando Beagá

Sesi Vôlei Bauru na semifinal da Superliga: duplo ineditismo!

Sesi Vôlei Bauru na semifinal da Superliga

São dois os feitos históricos do Sesi Vôlei Bauru nessa vitória por 3 sets a 1 (parciais de 26/24, 25/27, 23/25 e 19/25) sobre o Sesc Rio. Primeiro, e mais importante, a primeira semifinal de Superliga feminina da história da Cidade Sem Limites. Segundo, e mais fantástico: impor ao técnico Bernardinho sua primeira ausência entre os quatro melhores da competição desde que iniciou seu projeto.

Foram 21 temporadas ininterruptas como semifinalista, do Rexona (ainda em Curitiba) da temporada 1997/1998 ao Sesc Rio de 2017/2018. Doze títulos, cinco vice-campeonatos, três medalhas de bronze e um quarto lugar. Vinha de quatorze finais seguidas. Agora, controle remoto. É um feito e tanto das gigantes bauruenses. Quebrar uma hegemonia e, quem sabe, inaugurar uma nova história vitoriosa. Curiosamente — e preocupante —, duas belas equipes sob o incentivo do ameaçado Sistema S.

Assunto para outra hora. Por ora, apenas aplaudir as novas semifinalistas. Exaltar seu grande feito. E desejar que curtam cada gota desses playoffs. Pode haver gole de champanhe no final. Nada é impossível para quem destronou Bernardinho.


Fernando Beagá

 

Foto: Marcelo Ferrazoli/Assessoria Sesi Vôlei Bauru

Sesi/Vôlei Bauru apresenta técnico Anderson e promete ginásio para setembro de 2019

Sesi Vôlei Bauru

Terminada a temporada 2017/2018 para as equipes do Sesi/Santo André e do Vôlei Bauru, a manhã desta sexta-feira marcou oficialmente o início do projeto Sesi/Vôlei Bauru. Um evento com muita pompa, concorrido, com toda a sorte de personalidades e correntes políticas — vale lembrar que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é pré-candidato ao governo paulista.

Palanque à parte, o esporte bauruense tem muito a comemorar. Foram apresentados detalhes do novo ginásio, que será erguido na unidade Sesi do Horto Florestal — onde fica a escola, aliás, que hoje recebeu o nome do professor Duda Trevizani, outro momento do evento.

Com capacidade para cinco mil espectadores, o ginásio terá projeto pronto até julho, início das obras no final de outubro deste ano e previsão de inauguração em setembro de 2019. O custo estimado é de quinze milhões de reais. Terá também salas de fisioterapia, musculação, enfermaria, lanchonete e área externa para food trucks, além de espaços destinados à imprensa.

Novo treinador

Durante a cerimônia, foi apresentada a comissão técnica do Sesi/Vôlei Bauru, encabeçada por Anderson Rodrigues. Quando jogador, o campeão olímpico foi o primeiro capitão da primeira equipe apoiada pelo Sesi, em 2009. Ao CANHOTA 10, o novo treinador afirmou que o objetivo para a próxima temporada é brigar pelo título paulista e chegar, no mínimo, às semifinais da Superliga. E enalteceu que uma equipe que aposta em categorias de base pensa em continuidade. Até 30 de junho o novo elenco profissional será apresentado.

Tifanny - Anderson - Sesi Vôlei Bauru
Tifanny já trocou uma ideia com seu provável novo treinador. Foto: Fernando Beagá/Canhota 10

A permanência de Tifanny

Presente ao evento, a oposta Tifanny não chegou a ter sua presença anunciada, tampouco falou-se oficialmente sobre sua renovação. Muito requisitada pelos presentes, teve um momento reservado com Skaf, quando tiraram fotos. Ao repórter Luiz Lanzoni, da TVC Bauru, o vice-presidente do Vôlei Bauru, Adriano Pucinelli, confirmou a renovação.

Vôlei Bauru termina primeira fase da Superliga em oitavo e vai encarar o Praia Clube

Vôlei Bauru x São Caetano: próximo adversário será o Praia Clube

Não teve jeito. O Vôlei Bauru pagou pela campanha irregular e se classificou para as quartas de final apenas na oitava e última vaga — e vai encarar o líder Praia Clube. A partida derradeira na fase de classificação foi contra o São Caetano: derrota fora de casa por 3 sets a 1 (parciais de 28/26, 19/25, 25/21 e 29/27). Curioso: o São Caetano, que ficou de fora, em nono, venceu as gigantes duas vezes nesta Superliga. Uma vitória no tie-break também não adiantaria: somente os três pontos colocariam Bauru em sétimo — igualmente numa pedreira, o Sesc Rio, que vem crescendo.

O negócio era terminar em sexto, eu alertava há algumas semanas, para fugir de Praia e Rio. Mas significaria pegar o Minas, terceiro colocado, que vem embalado com título sul-americano e seria igualmente complicado. Ultrapassou o Osasco, que vai encarar o Barueri nas quartas. O Rio pega o Pinheiros. Minas e Fluminense fecham o chaveamento.



“Domingo já estamos treinando. Temos que trabalhar. Agora é playoff!”, avisou o técnico Fernando Bonatto, em entrevista pós-jogo ao repórter Chico José, da Jovem Pan News Bauru.

Na condição de azarão, Bauru pode surpreender o Praia, que provou não ser imbatível ao cair na semifinal da Copa Brasil… Paula Pequeno, no nosso programa ENTREVISTA 10, falou sobre jogar sem o peso do favoritismo.

Bom trabalho para as gigantes!

 

Flavio Perez/São Caetano