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Zico, uma entidade

(1/10) Sabe aquele desafio nas redes sociais de escolher os dez jogadores que influenciaram seu gosto pelo futebol? Pois é, eu estava salivando para ser convidado — obrigado, amigo Tiago Jokura, pela convocação. Achei um barato, rabisquei rapidamente os meus, de forma criteriosa e cronológica.

Não são necessariamente os melhores que vi jogar, tampouco alcançam os dias de hoje. São os dez que primeiro chamaram a minha atenção, por algum motivo que irei descrever por aqui. O primeiro deles é aparentemente óbvio por eu ser flamenguista, mas vai muito além disso.

O primeiro impacto por Zico tem dia gravado na memória: 21 de junho de 1989, quando o Botafogo deu fim a seu jejum de títulos. Foi o primeiro jogo de futebol que eu assisti na minha vida. Eu tinha nove anos e fazia menos de um que jogava bola. Os amigos da escola, flamenguistas, conversavam sobre a partida daquela noite, uma decisão. Fiquei curioso e, pela influência, decidi torcer pelo Flamengo.

E forjado da melhor forma, sabendo perder, sigo rubro-negro desde então. Daquele universo que eu descobria, ver Zico entrar em campo rodeado de repórteres e câmeras foi a constatação de que ele era o maior ali. E havia uma aura naquele personagem que eu não sei explicar. Mesmo sem entender nada de futebol ainda, sem nunca tê-lo visto jogar — vagamente a memória de comentários sobre a Copa de 1986 —, foi amor à primeira vista.

O jeito de correr, de bater na bola, a maneira como o uniforme lhe caía bem — por esse casamento visual, o manto da Adidas de 1988 a 1992 é e sempre será o mais bonito —, Zico era uma entidade desfilando no Maracanã.

Só isso explica como admirar o que se desconhece, mas ter certeza de estar diante de algo grande. Sem saber ainda de seus tantos feitos, sem ter tido a oportunidade de saborear seus melhores momentos. Hoje é fácil viajar no tempo (obrigado, YouTube), mas foi Placar quem me norteou a partir daquela quarta à noite, quem meu contou cada fábula do herói rubro-negro.

Ainda tive a chance de ver seu último semestre, em especial os desempenhos contra o Corinthians (na Copa do Brasil) e o Vasco (aquela tarde de Bujica, pelo Brasileirão), a despedida em Juiz de Fora e a festa contra aquele combinado do “resto do mundo”. Meio ano para compensar uma era. E mais uns golinhos: na “Copa do Craque”, torneio de masters organizado por Luciano do Valle, nos golaços que chegavam do Japão e ainda no início do futebol de areia. Foi pouco para justificar que fosse meu maior ídolo no futebol, mas o bastante para prestar eterna reverência.

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Garotos do Ninho: Flamengo perdeu a chance de agir conforme sua grandeza

Completa-se um ano da tragédia dos garotos do Ninho, o incêndio que vitimou dez meninos da base no CT do Flamengo. Um ano de poucas resoluções, muita frieza e debates infrutíferos. Não falo de certo e errado jurídicos, mas da perda de oportunidades de fazer gestos que provassem que o clube realmente se importa com as famílias. Há exemplos, que cito no vídeo abaixo, de atitudes que só arranham o Flamengo, que poderia ter sido gigante e ir além do que trafegar em ziguezague pelas burocracias, o que só adia o sofrimento. Barrar familiares neste sábado, 8 de fevereiro de 2020, na entrada do CT do Ninho do Urubu, foi só mais um gesto infeliz — e tão fácil de ser evitado…

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Michael no Flamengo: vai dar certo?

Grande movimentação do mercado da bola no início de 2020, a confirmação do atacante Michael no Flamengo levantou imediato questionamento: tamanho investimento vai dar certo? Certamente é uma aposta, e no vídeo abaixo comento por que o clube carioca faz essa boa tentativa, de olho no calendário da temporada.

O que significa a negociação do Real Madrid por Reinier? Assista!
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Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC

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Reinier no Real Madrid: nova realidade do mercado europeu

Reinier no Real Madrid? A negociação pode se concretizar a qualquer momento! Independentemente do sucesso da investida espanhola, é mais um exemplo de como os grandes clubes europeus vêm buscar talentos no futebol brasileiro. Confira o comentário de Fernando Beagá:

Já viu o vídeo das cinco camisas mais bonitas do futebol brasileiro em 2019? Confira!

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Houve jogo entre Liverpool e Flamengo

Desde que foi confirmada a tão esperada final entre Liverpool e Flamengo, amigos me perguntaram qual o palpite para a partida deste sábado. Algo tão difícil para esse embate de realidades diferentes que preferi manifestar um desejo: quero que dê jogo, respondi. Que não fosse ataque europeu contra defesa sul-americana. Que o clube brasileiro mantivesse o estilo que caracterizou sua temporada mágica, atuando de forma franca contra o poderoso campeão da Champions. E assim foi.

A posse de bola foi equilibrada (52% para o Flamengo) e por alguns momentos (na segunda metade do primeiro tempo e início do segundo) o campeão da Libertadores teve o domínio do jogo. Situações que provocaram a prorrogação. Vale destacar, entretanto, que o Rubro-negro não conseguiu fazer Alisson trabalhar. Foram apenas duas finalizações (de pouco perigo) no alvo do goleiro da seleção brasileira.

Por outro lado, Diego Alves foi providencial mais de uma vez, porque sofrer com o poderoso trio do ataque inglês (Salah, Firmino e Mané) era uma certeza. Pela franqueza do Flamengo, sua defesa ficou exposta à velocidade de Mané, como no lance que o VAR corrigiu um pênalti marcado e na jogada do gol de Firmino na vitória por 1 a 0. Salah, o pior em campo dos três, levou bola de ouro do torneio por mera bajulação da Fifa.

Liverpool mereceu, Fla impressionou

O bom embate que Liverpool e Flamengo ofereceram ao público é o melhor legado deste Mundial, pela oportunidade de forças de universos diferentes medirem forças. Que a competição é superestimada pelos sul-americanos e esnobada pelos europeus, já sabíamos. Mas os mais atentos do Velho Mundo não se esquecerão do que Bruno Henrique fez em Doha e do que Jorge Jesus é capaz. E é simplório definir a derrota pela sua opção em substituir Arrascaeta e Everton Ribeiro, duas tentativas do treinador de dar fôlego a uma equipe nitidamente desgastada, mas sem mexer na estrutura de proteção à zaga (ao abrir mão de colocar Diego no lugar de Gerson, por exemplo).

Não é necessário recorrer a clichês como “caiu de pé” e o Flamengo esteve longe de ser “campeão moral”. O Liverpool mereceu o título, foi melhor em campo, mas contra um adversário que jogou bola.

 

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo