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Paschoalotto Bauru vence prova de fogo contra o Pinheiros

Quem acompanha o Canhota 10 sabe que aqui não tem lero-lero. Não fui ao jogo hoje. Não pude ir. Mas como me arrependo! Ouvindo o segundo tempo da partida no Jornada Esportiva, percebi o jogão que perdi! O Paschoalotto Bauru venceu por 80 a 74. Partida emocionante, que parecia decidida ao final do terceiro quarto, mas que encheu-se de alternativas no período final. E que, segundo a transmissão, foi a primeira vez na temporada que a torcida se inflamou naquele clima que caracteriza a Panela de Pressão como alçapão bauruense. A vitória foi a nova do time alvilaranja em dez jogos, liderança absoluta, com dois triunfos de folga para a concorrência.

Bauru perdeu o primeiro quarto por 21 a 17, mas na sequência teve dois períodos superiores (24 a 19 no segundo, 23 a 12 no terceiro), que constuíram boa diferença (64 a 52) para o início da fração derradeira. Foi quando o time desacelerou, cometeu erros, os jogadores se desconcentraram e Guerrinha precisou caprichar na bronca, na gota d’água que foi uma falta técnica de Ricardo Fischer nos minutos finais. Foi quando Murilo, em noite discreta, acertou bandeja providencial depois de erros anteriores, mostrando seu poder de concentração — aliás, comentei outro dia com o próprio Jorge Guerra: mesmo num mau dia, o camisa 21 ponta em dois dígitos.

Abre aspas*
“Foi um dos jogos mais emocionantes até agora. Foi muito legal a festa, ganhamos, casa cheia… Mas não pode estar ganhando de 14 pontos e deixar encostar. É aprendizado para os próximos jogos”, ponderou o pivô Murilo, que partiu para o abraço com a galera ao final da partida. “Eu sempre estou junto com a torcida, não sou um cara que vai sempre pular na arquibancada, sou mais frio… Mas é bacana reconhecer o apoio deles, ver a casa cheia”, comemorou.

“O Ricardo me deu cada assistências maravilhosa hoje… A cravada é consequência. Mas o time saiu do foco uma hora, discutindo entre a gente, e isso poderia ter nos custado o jogo”, disse o pivô Lucas Tischer.

“Estou muito contente por estar crescendo, ganhando confiança. Somos uma equipe e não dependemos só de um jogador, é importante que todos estão crescendo”, avaliou o ala-pivô Fabián Barrios.

*depoimentos colhidos pelo repórter Arthur Sales (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

Números
Lucas Tischer foi o cestinha bauruense, com 17 pontos (mais cinco rebotes), Murilo fez duplo-duplo (15 pontos, 11 rebotes), Ricardo Fischer também (15 pontos, dez assistências), Gui anotou 13, Barrios, 11, e Andrezão, nove.

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Bauru Basket

Paschoalotto Bauru supera início difícil e vence o XV com boa vantagem

Direto da Panela (o cabeçudo só esqueceu de levar a câmera)

Não foi a pedreira que se anunciava, apenas no primeiro quarto. Ok, o XV de Piracicaba venceu a parcial do terceiro quarto, mas àquela altura o jogo estava decidido e sonolento. No fim das contas, foi possível dar minuto aos reservas e fechar a partida com boa vantagem: Bauru venceu por 74 a 62, chegou à sua oitava vitória em nove jogos e lidera com propriedade com Campeonato Paulista.

O jogo
Parecia que o time do XV ia ser chato. Liderou todo o primeiro quarto, permitindo a virada apenas no final (17 a 14 para o Dragão). No segundo, aí sim, os guerreiros voaram e abriram a diferença que definiu o jogo (fração de 24 a 9), com direito a bolinha preciosa do menino Rafael. Assim, Bauru levou bom placar para o intervalo: 41 a 23.

Na volta dos vestiários, a Panela com público tímido viu um terceiro quarto preguiçoso, vencido pelos visitantes (12 a 18), mas nada suficiente para mudar o rumo do triunfo alvilaranja. No último período, o Paschoalotto voltou a imprimir ritmo forte e foram vistas boas trocas de bola embaixo da cesta, entre Murilo, Tischer e Andrezão. No último período, o devido descanso aos titulares e a manutenção da diferença: faltando três minutos, estavam em quadra Rafael, Barrios, Biloca, Kesley e Mathias. Com 21 a 21 no quarto, Bauru fechou a tranquila, no fim das contas, tranquila vitória por 74 a 62.

“Foi uma vitória administrada. O Ricardo, o Murilo e o Lucas [Tischer] puderam descansar. Demos mais minutos para o Rafael, que vem bem. Poderíamos ter ganho de mais, mas demos mais minutos para os mais novos, o que conta muito para a carreira deles”, avaliou o técnico Guerrinha.

Bronca do bem
O pivô Tischer protagonizou o lance mais interessante da partida: ele literalmente esperneou no garrafão, num momento em que Ricardo Fischer não lhe passou a bola, livre. Arrancou risadas do público num primeiro momento, mas em seguida teve seu nome gritado pela galera até o fim do jogo. A cena é rara para os leigos, mas o camisa 99 já deu bronca em Alex, quando estava em Brasília.. É o jeito dele, que se entrega em quadra e quer o melhor para o time.

“Quando eu cheguei aqui, conversei o seguinte com o time: se quer falar, tem que saber ouvir. Eu falo e escuto. Falo com o Guerra, com todo mundo. Para o time evoluir, tem que aproveitar a oportunidade de conversar. A diferença é que é no calor do jogo, a partida é tensa, mas nós sabemos filtrar muito bem”, comentou Tischer.

Números
Tischer foi também o destaque da equipe, cestinha com 16 pontos e ainda quatro rebotes. Murilo anotou 12, capturou oito rebotes, deu quatro passes decisivos e roubou três bolas. Ricardo Fischer: 11 pontos e sete rebotes. Andrezão, também 11 e cinco rebotes.

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Noroeste

Noroeste traz bom empate de Mirassol e segue sonhando

Mesmo para um time que precisa muito pontuar, para continuar sonhando com uma vaga na segunda fase da Copa Paulista, o empate em 0 a 0 com o Mirassol foi um bom resultado para o Noroeste. Afinal, a partida foi fora de casa, contra o líder invicto da competição — que empatou pela segunda vez sete jogos e tem cinco vitórias. O mesmo Mirassol que passeou em Bauru no primeiro turno, vencendo por 3 a 1.

A manhã de domingo só não foi melhor porque o Monte Azul, em briga direta por vaga, empatou com o Rio Preto — a diferença segue de três pontos, faltando nove a disputar. No próximo domingo (1/set), às 10h, o Norusca tem novo desafio fora de casa, contra o Rio Preto — e o Monte Azul visita o Linense.

O jogo
Antes de a bola rolar, uma agradável execução do Hino Nacional em viola caipira. Quem inventou a lei de que não pode aplaudir o Hino nunca se emocionou na vida…

Apesar do placar zerado, a partida teve bons momentos. Aos 12, Márcio Luiz cobrou falta com perigo, rente à trave esquerda. Aos 14, o troco dos amarelos, em descida de Maurício que Yuri, em sua especialidade (o um contra um), impediu. Aos 24, David Dener recebeu cruzamento caprichado, mas cabeceou para fora.

No segundo tempo, já modificado, o Noroeste não teve o mesmo fôlego, sob o sol forte. Mesmo assim, criou duas vezes: Bruno Santos concluiu de cabeça escanteio cobrado por Douglas, aos 19, mas a zaga afastou. Aos 47, a chance de sair com a vitória foi desperdiçada por Márcio Luiz, que já não tinha pernas para concluir um contra-ataque. A única ofensiva perigosa dos donos da casa foi aos 23, quando Yuri espalmou chute cruzado de Ricardinho.

O Noroeste empatou jogando com Yuri; Ruan (Flávio), Marcos Aurélio, Magrão e Douglas; Alex Bacci, Rafael Muçamba, Jorginho Paulista (Pedro) e Márcio Luiz; Cléberson e Zé Roni (Bruno Santos).

Abre aspas*
“A gente sabe que dava para ir um pouquinho mais. Mas esse pontinho foi bem-vindo. Faltou um pouco mais de atenção, mas foi bom o resultado”, avaliou o atacante Cléberson.

“Tenho certeza de que daqui pra frente as coisas vão se encaminhar bem. O resultado está de bom tamanho, conseguimos pontuar”, comemorou o técnico Edinho Machado.

“Importante é o comprometimento, estamos vestindo a camisa do Noroeste com muito orgulho e vamos lutar até o fim. E gostaria de agradecer aos torcedores que têm nos apoiado”, destacou o volante Rafael Muçamba.

*Declarações ao microfone de Jota Martins (87FM/Jornada Esportiva)

Abnegados
Vale aqui o registro da presença de quatro noroestinos, integrantes da torcida Sangue Rubro. Pelo menos um alvirrubro acompanhou o Noroeste em suas andanças em 2013. E tem sido assim desde sempre, essa torcida está com o Norusca onde ele estiver.
Atualizado: bem me alertou Thiago Navarro, do JC, que foi a Criciúma e inclusive registrou os rubros que estiveram por lá — foram de van. Paixão sem limites de quilometragem, mesmo.

Com o Norusca, onde ele estiver. Foto: Cristiani Simão/Jornada Esportiva
Com o Norusca, onde ele estiver. Foto: Cristiani Simão/Jornada Esportiva
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Paschoalotto Bauru tem vitória tranquila sobre Jacareí

O líder contra o lanterna. O adversário foi respeitado, mas a vitória era certa. Apoiado pela torcida Fúria, que saiu cedinho da Sem Limites, o Paschoalotto Bauru conseguiu construir boa diferença, venceu Jacareí por 83 a 55 e manteve a ponta na classificação do Campeonato Paulista, com sete vitórias em oito jogos.

O jogo
Com Scaglia e Mathias começando como titulares (com Ricardo Fischer, Gui e Murilo), o Paschoalotto Bauru esticou o placar logo de cara. De quebra, Guerrinha pôde descansar Ricardo Fischer, que anda sobrecarregado, ainda no primeiro quarto — e o menino Rafael respondeu bem. Sem cochilar, o Dragão fechou a parcial inicial em 29 a 13. Tischer, Fabián Barrios, Andrezão e Tischer também estiveram em quadra antes do intervalo e todos pontuaram. Assim, mais uma fração com boa diferença (19 a 10) e metade da partida bem cumprida, com ótimos 48 a 23.

Na volta do vestiário, os jogadores voltaram com menos agressividade e acabaram ouvindo muita bronca de Guerrinha nos pedidos de tempo. A disputa no garrafão pendurou em quatro faltas ainda no terceiro quarto os pivôs Tischer e Mathias (eliminados mais tarde), que foi vencido pelos donos da casa (15 a 20). Aí, o treinador bauruense mexeu nos brios dos guerreiros, chamou a atuação do período de vergonhosa e pediu dez pontos de diferença no último quarto. Começou com seu quinteto principal, mas no final apostou em Rafael, Scaglia, Barrios, Kesley e Mathias. E quase teve o pedido atendido, foram oito pontos de frente: parcial de 20 a 12 e vitória tranquila do Dragão, por 83 a 55.

Abre aspas*
“Tentei aproveitar minha oportunidade e dar o meu melhor. Cada chance que o Guerrinha dá, tem que aproveitar”, disse o armador Rafael, que fez boa partida.

“Essa mescla de árbitros novos e experientes é necesssária e a gente tem que entender isso”, disse o maduro Lucas Tischer, quando questionado sobre a qualidade da arbitragem.

“O primeiro tempo foi excelente. Depois, foi mal no terceiro quarto. Mas é normal perder a concentração, depois da vitória de quinta e chegar numa quadra vazia. Foi importante o Rafael entrar bem e o Ricardo descansar. Temos que saber administrar para não sobrecarregar os jogadores lá na frente”, avaliou o técnico Guerrinha, que deixou no ar a possibilidade da chegada de mais um ala para o NBB: “A gente precisa de mais um jogador para elevar o nível do time para o playoff”, lembrando que a associação abriu mão desse nome no Paulista para dar mais responsabilidade aos alas do elenco. Vale lembrar que o porto-riquenho Ricky Sánchez foi sondado na última janela de transferências.

*Ao microfone do repórter João Paulo Benini (Jornada Esportiva/Auri-Verde); Arthur Sales também trabalhou na partida, ouvindo o lado de Jacareí.

Números
O argentino Fabián Barrios estava calibrado nos chutes de fora e fechou a partida como cestinha bauruense (15 pontos) e ainda pegou quatro rebotes. Gui Deodato marcou 14 (mais três rebotes e três assistências). Murilo anotou 13, Andrezão fez dez e capturou sete rebotes. Scaglia marcou oito e o menino Rafael, sete! Mathias aproveitou a oportunidade e teve bons números: seis pontos e oito rebotes.

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Em noite monstruosa de Gui, Paschoalotto Bauru vence em São José

“Eu estava devendo, me cobrando, pois não atuei bem no último jogo”. Mas devolvou com juros, Gui. O ala do Bauru Basket foi disparado o destaque da vitória do Bauru Basket por 85 a 77 sobre São José, no ginásio Lineu de Moura. O Batman anotou 31 pontos, pegou seis rebotes e distribuiu três assistências em 33min41 em quadra. Com a vitória no confronto direto de líderes — e a derrota do Paulistano para o Pinheiros –, o Dragão se isola na ponta do Campeonato Paulista.

No primeiro tempo, as equipes se alternaram na liderança do placar. Com bolas certeiras de Ricardo e Murilo, Bauru chegou a abrir dez pontos, as os donos da casa encostaram um pouco, placar em 19 a 14. No segundo quarto, a postura mudou de lado. Bauru começou a errar as jogadas de ataque e São José conseguiu parcial suficiente (14 a 21) para ir para o vestiário na frente: 33 a 35.

Na volta do intervalo, a defesa bauruense foi perfeita e proporcionou os contra-ataques que construíram a vitória: fração de 24 a 12 e boa diferença para administrar no último quarto (57 a 47). Aí, foi só Gui usar o cinto de utilidades. Bolas de três, cravadas… Estava impossível, o menino. São José ainda ameaçou reação no minuto final, mas a obrigação de fazer faltas para segurar o cronômetro não funcionou, pois Bauru teve aproveitamento de 71% nos lances livres. Aí, foi só comemorar a importante (e inédita em estaduais, pela memória de Rafael Antonio) vitória por 85 a 77 sobre São José, na casa que já foi de Murilo — o pivô, vaiado e pressionado durante a partida, foi cercado pelos fãs no final.

Abre aspas (declarações a Chico José, repórter Jornada Esportiva/Auri-Verde)
“Foi um jogo difícil, o Murilo tinha uma descarga emocional grande por voltar a jogar aqui, isso mostra que ele é ser humano”, comentou Guerrinha, que elogiou bastante a atuação de Gui Deodato. “Veja a evolução do jogo do Guilherme, que bateu pra dentro, fez uma partida diferenciada”, comemorou.

“No intervalo, conversamos sobre a dificuldade em desenvolver o pick and roll e conseguimos reagir. O time fez o que a gente pediu. É uma vitória importantíssima para nossas pretensões”, disse o assistente técnico, Hudson Previdelo.

“Vitória importantíssima, que vai valer lá na frente. O time foi bem pra c… Conseguimos fazer uma defesa forte, puxar contra-ataques e fazer as bolas de três. É um bom começo de campeonato, mas o importante é estar em primeiro lá no final”, empolgou-se o armador Ricardo Fischer.

Números
Além do destaque, Gui Deodato (eficiência 33), Murilo anotou duplo-duplo (16 pontos, 15 rebotes), apesar do nervosismo — Chico José relatou que ele discutiu com alguém de São José (a saída do time do Vale foi tumultuada). Ricardo Fischer, outro ex-joseense, anotou 15 pontos e distribuiu três assistências. O argentino Barrios, que ainda busca seu melhor jogo, evoluiu, com dez pontos, quatro rebotes e sete assistências — a Águia estava com um time com menor estatura em ele ficou mais tempo em quadra, 25min. Assim, Andrezão (sete pontos e cinco rebotes) e Tischer (seis pontos, sete rebotes) foram mais discretos, mas não menos importantes.

Murilo fez duplo-duplo na sua ex-casa. Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket
De uniforme novo, Murilo fez duplo-duplo na sua ex-casa. Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket