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Paschoalotto Bauru supera início difícil e vence o XV com boa vantagem

Jogo contra o XV foi difícil só no começo, depois Bauru construiu vitória fácil, a oitava no Paulista

Direto da Panela (o cabeçudo só esqueceu de levar a câmera)

Não foi a pedreira que se anunciava, apenas no primeiro quarto. Ok, o XV de Piracicaba venceu a parcial do terceiro quarto, mas àquela altura o jogo estava decidido e sonolento. No fim das contas, foi possível dar minuto aos reservas e fechar a partida com boa vantagem: Bauru venceu por 74 a 62, chegou à sua oitava vitória em nove jogos e lidera com propriedade com Campeonato Paulista.

O jogo
Parecia que o time do XV ia ser chato. Liderou todo o primeiro quarto, permitindo a virada apenas no final (17 a 14 para o Dragão). No segundo, aí sim, os guerreiros voaram e abriram a diferença que definiu o jogo (fração de 24 a 9), com direito a bolinha preciosa do menino Rafael. Assim, Bauru levou bom placar para o intervalo: 41 a 23.

Na volta dos vestiários, a Panela com público tímido viu um terceiro quarto preguiçoso, vencido pelos visitantes (12 a 18), mas nada suficiente para mudar o rumo do triunfo alvilaranja. No último período, o Paschoalotto voltou a imprimir ritmo forte e foram vistas boas trocas de bola embaixo da cesta, entre Murilo, Tischer e Andrezão. No último período, o devido descanso aos titulares e a manutenção da diferença: faltando três minutos, estavam em quadra Rafael, Barrios, Biloca, Kesley e Mathias. Com 21 a 21 no quarto, Bauru fechou a tranquila, no fim das contas, tranquila vitória por 74 a 62.

“Foi uma vitória administrada. O Ricardo, o Murilo e o Lucas [Tischer] puderam descansar. Demos mais minutos para o Rafael, que vem bem. Poderíamos ter ganho de mais, mas demos mais minutos para os mais novos, o que conta muito para a carreira deles”, avaliou o técnico Guerrinha.

Bronca do bem
O pivô Tischer protagonizou o lance mais interessante da partida: ele literalmente esperneou no garrafão, num momento em que Ricardo Fischer não lhe passou a bola, livre. Arrancou risadas do público num primeiro momento, mas em seguida teve seu nome gritado pela galera até o fim do jogo. A cena é rara para os leigos, mas o camisa 99 já deu bronca em Alex, quando estava em Brasília.. É o jeito dele, que se entrega em quadra e quer o melhor para o time.

“Quando eu cheguei aqui, conversei o seguinte com o time: se quer falar, tem que saber ouvir. Eu falo e escuto. Falo com o Guerra, com todo mundo. Para o time evoluir, tem que aproveitar a oportunidade de conversar. A diferença é que é no calor do jogo, a partida é tensa, mas nós sabemos filtrar muito bem”, comentou Tischer.

Números
Tischer foi também o destaque da equipe, cestinha com 16 pontos e ainda quatro rebotes. Murilo anotou 12, capturou oito rebotes, deu quatro passes decisivos e roubou três bolas. Ricardo Fischer: 11 pontos e sete rebotes. Andrezão, também 11 e cinco rebotes.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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