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Assista ao Bom Dia na Arquibancada!

Mesa-redonda prepara você para o futebol no fim de semana

Tem Paulistão, Série A-2, Copa do Brasil e Libertadores. E tem o quadro “Só bebendo” também

Agência BOM DIA

O BOM DIA na Arquibancada desta sexta-feira teve que beber duas vezes para aguentar os acontecimentos da semana no futebol. Assista o programa e veja se você concorda.

A mesa-redonda também analisa a rodada de fim de semana do Paulistão e da Série A-2 e fala de Copa do Brasil e Libertadores.

Clique aqui e veja todos os programas gravados em 2011. Deixe seu comentário na página do BOM DIA e concorra a uma camisa histórica da seleção brasileira. Aliás, hoje foi dia de sorteio. Assista e veja quem ganhou.

E lembre-se: deixando seu comentário em todos os programas, você tem mais chances de ganhar a camisa do seu time do Paulistão. Participe!

1º bloco:

2º bloco:

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Esportes

Homenagem a Ronaldo Fenômeno

Foto de Divulgação/Daniel Kfouri/Nike (inclusive home)

Como hoje (7/6/2011) ele se despede da Seleção, em grande festa no Pacaembu, republico texto que escrevi em homenagem ao Fenômeno quando ele anunciou a aposentadoria.

Fenômeno não precisa provar nada: sua carreira é brilhante

Quando eu escrevia para o Jornal do Pontal, da minha Ituiutaba-MG, Felipão, pelos idos de 2002, convocava a Seleção para amistosos antes da Copa. Aquela leva de jogos decisiva que cravou as vagas de Anderson Polga, Gilberto Silva e Kleberson. E… Ronaldo. Na ocasião, escrevi no título “Ele é mesmo um fenômeno”, ironizando como era possível um jogador em recuperação física, fora de forma, ser chamado para defender o Brasil num Mundial. A exemplo de muitos cronistas, quebrei a cara.

Depois que Ronaldo arrebendou na Coreia e no Japão, fazendo oito gols em sete jogos e trazendo o quinto caneco brasileiro, prometi nunca mais criticá-lo. Cravar seu fim? Jamais. Quando novamente teve problema no joelho, no Milan, novamente deram-no como acabado. Eu fiquei quieto, já calejado pelo poder de superação do dentuço. Dito e feito: ele foi para o Corinthians e arrebentou em 2009, ganhando Paulistão e Copa do Brasil.

Evidentemente (e visivelmente) acima do peso, mesmo assim o camisa 9 fez belos gols e desfilou seu talento pelos gramados brasileiros. Mas, tudo tem seu fim. E ele realmente se arrastava em campo nesse início de 2011. O corpo não obedecia mais. O próprio Ronaldo admitiu, ao portal do Estadão: “Não aguento mais. Eu queria continuar, mas não consigo. Penso uma jogada, mas não executo como quero. Tá na hora. Mas foi lindo pra caramba”.

Foi muito lindo. Desde seus primeiros passos (largos) no Cruzeiro. Da Holanda, chegavam vídeos com seus golaços pelo PSV. Em um centro maior, já foi possível assistir seus partidaços pelo Barcelona, a melhor fase de sua carreira. Na Inter, apesar das contusões, ganhou uma Copa da Uefa. O Real Madrid o comprou em novo auge, pós-Copa 2002, e ele já chegou marcando gols e ganhando Mundial de Clubes e Espanhol, brilhando ao lado do amigo Zidane.

No Milan, a curva da carreira começou a ficar descendente, mas não sem antes marcar alguns gols em sua curta passagem. Novo problema no joelho e a acolhida do Corinthians: a fiel abraçou o novo ídolo e foi muito feliz com ele. Mas não o perdoou com mais uma Libertadores perdida – culpa dessa burra obsessão pela América…

Todo mundo curtiu chamá-lo de gordo, fazer piadinhas prontas com a palavra peso, enfim, é saudável e faz parte do futebol. Mas, o momento é de reverenciar o maior ícone do futebol mundial nos últimos 15 anos. Nem Cristiano Ronaldo, nem Messi, afinal, eles são subproduto do Fenômeno. Sem o R9, não haveria superstars da bola. Isso começou com ele, com suas arrancadas fulminantes em campo e sua habilidade com a mídia fora dele. Nem Pelé foi tão habilidoso marqueteiro.

Obrigado, Ronaldo. Quem gosta de futebol deve esse agradecimento a você.

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Noroeste

Noroeste: cauteloso 3-6-1 pode dar certo contra o Santos

Lori Sandri pensa primeiro em não perder e fecha os espaços, mas desenho tático pode surpreender

Chame como quiser: 3-2-4-1 ou 3-4-2-1. A verdade é que 4 + 2 = 6. O Noroeste vai congestionar o meio-campo na Vila Belmiro para evitar perder para o Santos nesta sexta-feira (11/2), às 21h.

Giovanni será titular. Foto de Cristiano Zanardi/Agência Bom Dia (inclusive home)

Ao sacar o atacante Aleílson do time, o técnico Lori Sandri reforça o meio, com a entrada de Giovanni – pela primeira vez relacionado para um partida, a joia agenciada por Fernando Garcia já começa como titular, contra um grande clube, em sua cidade natal, e com transmissão do Sportv. O que aparentemente é uma retranca, pode se revelar um bom esquema para surpreender o Peixe. Afinal, já ficou provado nas duas partidas anteriores que o trio de zagueiros permite que os laterais (ou alas, como quiser) apoiem sem medo.

Com a entrada de Giovanni, desenha-se um quadrado no meio: Júlio César (pela direita) e Marcelinho (esquerda) formam a dupla de volantes, responsável pela saída de bola; e Ricardinho (direita) e Giovanni (esquerda) estarão mais próximos de Márcio Gabriel e Gleidson para triangularem e criarem jogadas para a bola chegar em Zé Carlos, isolado lá na frente.

Se não der certo, Lori pode voltar com Aleílson ou mesmo apostar em Diego novamente. Hernani está mais uma vez relacionado e poderá ser bastante útil. Aliás, o banco noroestino terá Yuri, França (em cima da hora, substitui Da Silva, que cortou a cabeça no treino de quinta), Gustavo Henrique, Hernani, Thiago Marin, Aleílson e Diego.

Lembrando os titulares do Alvirrubro: André Luis; Cris, Halisson e Matheus; Márcio Gabriel, Júlio César, Marcelinho, Ricardinho, Giovanni e Gleidson; Zé Carlos.

Pode dar certo, mas, como escrevi no Bom Dia Bauru na última segunda, o normal será o Santos vencer, até mesmo por goleada. O que deverá ser analisado nesta é o comportamento do Noroeste em campo, para mensurar se, definitivamente, brigará acima ou abaixo na tabela de classificação.

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Coluna

Coluna repercute goleada e prevê o jogo em Santos

Texto de ‘Papo de Futebol’ do dia 7 de janeiro, publicado no Jornal Bom Dia Bauru

Com já foi comentado no programa Bom Dia na Arquibancada deste dia 8 de fevereiro, não pude estar no Alfredão no último sábado (foto na homepage de Cristiano Zanardi/Agência Bom Dia). Entretanto, pude constatar a mudança de ânimos não só no Noroeste, mas na crônica e entre os torcedores. E é disso que fala a coluna Papo de Futebol do dia 7, que ainda lança olhar sobre a partida do Norusca contra o Santos, a próxima sexta-feira.

Após o texto, para não perder o hábito – nem o histórico -, ficha do jogo e os gols.

Entre o céu e o inferno

As reações que o futebol provoca são imediatistas, vindas do calor da emoção e com pouca razão. É essa mistura perigosa que leva gente a chacoalhar o ônibus de um time ou, no caso do Noroeste, decretar o pior a 13 rodadas do fim da tabela – mesmo a poucos pontos do G8, já estava fadado a desafiar o rebaixamento. A goleada sobre o Mogi Mirim provou que o céu e o inferno são vizinhos. Na pré-temporada, o time estava voando e causava otimismo. Bastou um início vacilante no Paulistão para o elenco virar um bando de pernas de pau.

De repente, chega treinador novo, o Norusca goleia, méritos do professor que motivou o grupo, aquela prosa toda. Mas as pernas são as mesmas, ora bolas! Cenário igual ocorreu na sequência de derrotas na Série A2 de 2010, que derrubou Amauri Knevitz. Naquele momento, ninguém acreditava no acesso. Que veio.

A história de um campeonato se conta em capítulos (rodadas), muitos deles dramáticos. Deve-se analisar a caminhada do time à medida que se acumulam os jogos.

Ok, o Noroeste passou vexame na goleada para Americana, perdeu muitos gols em Jundiaí, mas trouxe bons empates de Ribeirão Preto e, principalmente, do corintiano Pacaembu. Faltava se impor no Alfredão. Não falta mais.

Demorou para dar esse passo, mas segue vivo, segue na briga, como sempre foi dito neste espaço. Não é questão de bancar o “eu já sabia”. Eu não sei de nada. É que somente a rodada 19 saberá.

Oito e oitenta
Opinar no calor do revés já transformou heróis em vilões em Bauru – e que deverão ganhar elogios de novo. Gleidson era o ala moderno e apoiador na pré-temporada. De repente não servia nem para o futebol amador.

Com Aleílson, sempre guerreiro na frente, foi questão de miopia mesmo: foi (mal) comparado com o fraco Adílson Souza, hoje no XV de Piracicaba. Matheus, sim, joga com descrédito desde o início. A ausência contra o Mogi pode ter feito bem a ele. Que volte sem pensar que é Domingos da Guia ou Lúcio. Melhor dar chutão do que entregar o ouro.

3-5-2
Parece mesmo que o esquema com três zagueiros deu mais equilíbrio ao Noroeste, que está bem servido de volantes. Hernani e Marcelinho são sombras incômodas para os titulares Francis e Júlio César.

Já na armação das jogadas, Ricardinho é absoluto, com suas preciosas assistências. E Zé Carlos, na ausência do capitão Francis, assumiu a braçadeira. Um moral para o goleador, que errou e se redimiu. Isso pode ser creditado à sensibilidade de Lori Sandri.

Normal
Não será nenhum espanto se o Norusca perder para o Santos, na Vila Belmiro, na próxima sexta-feira. Até de goleada, pois a turma de Elano e Maikon Leite tem média de quase três gols por jogo. E aí, volta a crise? Será preciso avaliar a forma como o time eventualmente perderá. Se empatar ou vencer, surpreendendo o baladado Peixe, a maré vira de vez.

Fiel?
A palavra fiel não combina com as atitudes dos torcedores corintianos na última semana. Indignação tem limite: a vaia e o boicote – deixar de comprar ingresso, afinal, as arquibancadas são termômetro da situação de um time.

Acho que nem o melhor dos sociólogos explica porque uma derrota esportiva causa tamanha revolta enquanto o gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, ficou vazio no dia seguinte à aprovação de mais um aumento estratosférico do salário de nossos “produtivos” deputados.

Ficha de Noroeste x Mogi

Os gols de Noroeste 4 x 1 Mogi Mirim

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Noroeste

Conheça melhor o treinador Lori Sandri

O novo comandante do Noroeste pelo ponto de vista de um amigo

Como já foi difundido, o novo treinador do Noroeste, Lori Sandri, tem sua estaca fincada no estado do Paraná, onde atuou profissionalmente como jogador e também onde teve passagens marcantes como treinador. Por lá, tem um amigo chamado Roberto Queiróz, que muitos noroestinos já devem saber quem é.

Queiróz é tio do atacante Diego, titular nas duas últimas partidas do Norusca. A meu pedido, ele fez um relato traçando um perfil de Lori Sandri e fez questão de destacar: não vai pedir uma vaguinha ao sobrinho para o amigo. Que conquiste na bola. Confira:

“Bem, o estilo do Lori é o da palavra correta. Ou seja, com ele o jogador não terá espaço para mil desculpas ou uma outra chance para provar que é capaz.

Ele é do diálogo, porém, com personalidade para não aceitar estrelismo.

Com argumento embasado em profundos conhecimentos, não só do futebol brasileiro, mas também com o futebol mundial, é um cara simples, educado e boa praça.

Lembro que em 2008/09 ele treinava o Marítimo, de Portugal, e o presidente do time começou a dar pitacos na escalação, já que o time estava meio lá e meio cá  no campeonato. O Lori não aceitou as interferências do presidente e se mandou do time.

Com toda certeza é de personalidade forte e exemplar. Uma outra situação foi em um jogo entre Paraná Clube e São Paulo. O Paraná foi goleado sumariamente e durante a entrevista ele disse mais ou menos assim: ‘Meus atletas não tiveram a ousadia nem pra sujar a camisa do Rogério Ceni. Ele não precisará mandá-la pra lavanderia…’.

Ele é muito querido nos Emirados Árabes, onde conquistou títulos, como a Copa do Golfo, se não me engano em 1993, pelo Al Shabab, e em 1999 a Copa Príncipe Faissal, o nosso Brasileirão e a nossa Copa do Brasil, respectivamente.

Ele era volante, jogava duro, porém limpo. Fez sucesso no Atlético Paranaense, embora ele tenha jogado também em um dos times que originou o Furacão (o Água Verde) e no Londrina.

Posso dizer que ele pode ser a ‘salvação’ do Norusca, se o elenco ajudar (principalmente) e não houver interferências da diretoria, pois não faz parte do hábito dele receber ordens para escalar esse ou aquele.

Resumindo: personalidade, conhecimento, palavra correta e tranquilidade. Este é o estilo do seu Lori Paulo Sandri.

Embora o conheça… Não tenho a ousadia de falar pra ele: ‘Pô, seu Lori, coloca o Diego, ele precisa de ritmo de jogo’. O cabeludo terá que ganhar a vaga na raça, no talento e marcando gols, o que é mais importante! Se quiser pode publicar essa observação sobre o Diego. O lance é esse, jogar aberto.”
(Roberto Queiróz)

Foto na homepage: Diogo Carvalho/Noroeste