Categorias
Noroeste

Adeus, Série D

Noroeste empata em casa como São Caetano e praticamente sai fora da briga de cima

Foi um domingo agitado. De jornada quádrula. A saber: jogo do Bauru Basket, show do Pato Fu, fechamento de poster do Flamengo campeão da Taça Guanabara e, por fim, o Noroeste… A pior parte do domingão… Como não vi a partida com a devida atenção – até porque o PFC tesourou o primeiro tempo para passar São Paulo x Palmeiras, atrasado por causa da chuva – não conseguiria descrever os lances. Se bem que o noroestino não quer mesmo lembrar como foi.

Melhor explica a situação do Norusca, o reflexo dessa péssima 17ª posição, o texto que está em todas as bancas de Bauru e região nesta segunda (28/2): a coluna Papo de Futebol do jornal Bom Dia Bauru.

Antes, a ficha da partida:

Adeus, Série D

Empatar com o também fraco São Caetano, em casa, foi a senha definitiva. As próximas nove rodadas serão de briga no rodapé da tabela e muito sofrimento para o torcedor noroestino. Muitos dirão que continuar na Série A1 será lucro. Para mim, o prejuízo já está quase liquidado: ficar de fora da Série D. Mais um ano sem competição nacional…
Enquanto o Noroeste não pensar grande, seguirá nessa vidinha de ioiô. É muito pouco concentrar o foco em pouco mais de quatro meses no ano – e depois jogar a Copa Paulista com desdém. É limitado apegar-se aos quase R$ 2 milhões de cota de TV e apostar nessa vitrine para promover jogador de empresário. Ainda mais se os manequins tiverem mesmo pernas de pau.
O Brasileiro da Série B é um ambiente de sonhos para o tamanho do Noroeste, nem precisa almejar a elite nacional. Está a três degraus, já esteve mais próximo em anos anteriores (2006 e 2007), mas não parece uma obsessão alvirrubra. Vez ou outra alguém da diretoria toca no assunto, mais para jogar pra galera do que, realmente, ambicionar esse feito.
Enquanto isso, os itinerantes da vida estão por lá. Grêmio Prudente, Americana e Boa (ex-Ituiutaba, agora em Varginha), com cerca de duas décadas de futebol profissional, estarão de maio a novembro televisionados em pay-per-view e, vez ou outra, na tela do Sportv ou da TV aberta, na RedeTV. Seus jogadores darão entrevistas, seus torcedores comprarão jornais, as rádios locais terão agenda cheia: todo mundo sai ganhando.
Matematicamente, ainda dá tempo de começar a subir essa escada, mas pareço até louco de afirmar isso, tamanho o buraco que aguarda novos tropeços. A Série D vai sumindo no horizonte, a Série A2 é logo ali.

Alheio
Sempre me causaram estranheza comentários de que Damião Garcia pouco se inteirava dos bastidores do clube. Entretanto, parece ser a mais pura verdade. Deve ser apenas o cara que assina o cheque. Como é que o presidente do clube só foi conhecer o novo treinador pessoalmente quase um mês depois de sua contratação? Na coletiva pós-jogo, Lori Sandri confidenciou que foi abraçar o patrão pela primeira vez. Com o líder Mirassol pela frente, pode ter sido também o último.

Nem com mágica
Na véspera da partida contra o São Caetano, o elenco alvirrubro contou com palestra da dupla motivacional Átila e Rosi, famosos ilusionistas. Com todo respeito aos profissionais, teria mais efeito no brio dos jogadores, na manhã de domingo, terem descido de seus confortáveis quartos do hotel Howard Johnson e atravessado a rua. Logo ali, no ginásio da Luso, os guerreiros do Bauru Basket – que derrotaram o poderoso time de Brasília (92 a 85) – deram uma aula de motivação, com sua garra habitual que inflama os torcedores. Um time que é aplaudido até quando perde.

Vale o ingresso
Aliás, nada contra o Noroeste, mas tudo a favor do Bauru Basket. Se você tiver grana para um evento só, não tenha dúvidas. Ver Larry Taylor jogar é comovente, vale cada centato. E a adrenalina do ginásio lava a alma.

Amargou
Registre-se: o Noroeste estragou meu domingo, até então perfeito. Vitória do basquete, show impecável do Pato Fu – no sempre organizado e elogiável Sesc – e golaço do Ronaldinho Gaúcho. Mas terminou com Otacílio Neto brigando com a torcida alvirrubra. Foi o fim da picada.

Categorias
Esportes

São Paulo e Palmeiras: empate debaixo d’água

Dagoberto divide bola com Tinga. Foto de Wagner Carmo/InovaFoto/Vipcomm

Chuva castigou o gramado do Morumbi e atrapalhou medição de forças

O clássico Choque-Rei tinha muitos ingredientes para ser eletrizante. Dois times de olho na ponta da tabela, tabu em campo (nove anos sem vitória do Palmeiras sobre o São Paulo no Morumbi), Valdivia finalmente em forma, o São Paulo se ajeitando. Mas, foi tudo por água abaixo. A chuva castigou o gramado e atrapalhou um confronto tradicionalmente bem jogado.

Por outro lado, não faltou sangue quente, reclamações, todo o clima que envolve uma partida dessas. Que teve também golaço, o de Fernandinho. E, finalmente, teve dancinha. Adriano Michael Jackson empatou o jogo e foi para a festa – não registradas pelas câmeras do PFC…

Mesmo tendo sido um jogo com suas pitadas de emoção, não foi possível medir forças entre os times. Palpitar quando dos dois é melhor, quem tem mais cara de campeão paulista, ficou difícil. A não ser que futebol aquático fosse uma modalidade.

Então, que a corneta e você decida:

Quem chega mais longe no Paulistão 2011: Palmeiras ou São Paulo?

Comente aqui embaixo!!!

Categorias
Vídeos

BD Arquibancada: quem fica com a Taça das Bolinhas?

Mesa-redonda levanta polêmica com Taça das Bolinhas

Envie seu comentário e concorra a camisas

Agência Bom Dia

O BOM DIA na Arquibancada entra de sola na polêmcia da Taça das Bolinhas e a mesa fica dividida.

Falamos também das estreias de Palmeiras e Paulista na Copa do Brasil, da vitória corintiana no clássico contra o Santos e da rodada deste meio de semana da Série A-2 do Campeonato Paulista.

Envie seu comentário na página do BOM DIA e concorra a uma camisa histórica da seleção brasileira no programa da próxima sexta (25/2). Ao final do Paulistão, os comentários de todos os programas concorrerão a camisas de clubes do Interior. Clique aqui e veja todos os programas de 2011.

1º bloco:

2º bloco:

Categorias
Vídeos

Assista ao Bom Dia na Arquibancada!

Mesa-redonda prepara você para o futebol no fim de semana

Tem Paulistão, Série A-2, Copa do Brasil e Libertadores. E tem o quadro “Só bebendo” também

Agência BOM DIA

O BOM DIA na Arquibancada desta sexta-feira teve que beber duas vezes para aguentar os acontecimentos da semana no futebol. Assista o programa e veja se você concorda.

A mesa-redonda também analisa a rodada de fim de semana do Paulistão e da Série A-2 e fala de Copa do Brasil e Libertadores.

Clique aqui e veja todos os programas gravados em 2011. Deixe seu comentário na página do BOM DIA e concorra a uma camisa histórica da seleção brasileira. Aliás, hoje foi dia de sorteio. Assista e veja quem ganhou.

E lembre-se: deixando seu comentário em todos os programas, você tem mais chances de ganhar a camisa do seu time do Paulistão. Participe!

1º bloco:

2º bloco:

Categorias
Esportes

Homenagem a Ronaldo Fenômeno

Foto de Divulgação/Daniel Kfouri/Nike (inclusive home)

Como hoje (7/6/2011) ele se despede da Seleção, em grande festa no Pacaembu, republico texto que escrevi em homenagem ao Fenômeno quando ele anunciou a aposentadoria.

Fenômeno não precisa provar nada: sua carreira é brilhante

Quando eu escrevia para o Jornal do Pontal, da minha Ituiutaba-MG, Felipão, pelos idos de 2002, convocava a Seleção para amistosos antes da Copa. Aquela leva de jogos decisiva que cravou as vagas de Anderson Polga, Gilberto Silva e Kleberson. E… Ronaldo. Na ocasião, escrevi no título “Ele é mesmo um fenômeno”, ironizando como era possível um jogador em recuperação física, fora de forma, ser chamado para defender o Brasil num Mundial. A exemplo de muitos cronistas, quebrei a cara.

Depois que Ronaldo arrebendou na Coreia e no Japão, fazendo oito gols em sete jogos e trazendo o quinto caneco brasileiro, prometi nunca mais criticá-lo. Cravar seu fim? Jamais. Quando novamente teve problema no joelho, no Milan, novamente deram-no como acabado. Eu fiquei quieto, já calejado pelo poder de superação do dentuço. Dito e feito: ele foi para o Corinthians e arrebentou em 2009, ganhando Paulistão e Copa do Brasil.

Evidentemente (e visivelmente) acima do peso, mesmo assim o camisa 9 fez belos gols e desfilou seu talento pelos gramados brasileiros. Mas, tudo tem seu fim. E ele realmente se arrastava em campo nesse início de 2011. O corpo não obedecia mais. O próprio Ronaldo admitiu, ao portal do Estadão: “Não aguento mais. Eu queria continuar, mas não consigo. Penso uma jogada, mas não executo como quero. Tá na hora. Mas foi lindo pra caramba”.

Foi muito lindo. Desde seus primeiros passos (largos) no Cruzeiro. Da Holanda, chegavam vídeos com seus golaços pelo PSV. Em um centro maior, já foi possível assistir seus partidaços pelo Barcelona, a melhor fase de sua carreira. Na Inter, apesar das contusões, ganhou uma Copa da Uefa. O Real Madrid o comprou em novo auge, pós-Copa 2002, e ele já chegou marcando gols e ganhando Mundial de Clubes e Espanhol, brilhando ao lado do amigo Zidane.

No Milan, a curva da carreira começou a ficar descendente, mas não sem antes marcar alguns gols em sua curta passagem. Novo problema no joelho e a acolhida do Corinthians: a fiel abraçou o novo ídolo e foi muito feliz com ele. Mas não o perdoou com mais uma Libertadores perdida – culpa dessa burra obsessão pela América…

Todo mundo curtiu chamá-lo de gordo, fazer piadinhas prontas com a palavra peso, enfim, é saudável e faz parte do futebol. Mas, o momento é de reverenciar o maior ícone do futebol mundial nos últimos 15 anos. Nem Cristiano Ronaldo, nem Messi, afinal, eles são subproduto do Fenômeno. Sem o R9, não haveria superstars da bola. Isso começou com ele, com suas arrancadas fulminantes em campo e sua habilidade com a mídia fora dele. Nem Pelé foi tão habilidoso marqueteiro.

Obrigado, Ronaldo. Quem gosta de futebol deve esse agradecimento a você.