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Paschoalotto Bauru constrói vitória tranquila sobre o Minas no NBB

retranca-NBBJogando em casa, a molecada do Minas bem que tentou correr atrás do prejuízo depois do intervalo, mas o consistente primeiro tempo do Paschoalotto Bauru na defesa garantiu a terceira vitória em três jogos no NBB 8, por 83 a 67. O bom público na Arena Minas, aconchegante ginásio na rua da Bahia, no charmoso bairro de Lourdes na capital mineira, reviu o técnico Demétrius Ferracciú, comandante do título mineiro de 2015 e agora do outro lado. O próximo desafio do Dragão é contra o Pinheiros, dia 18/nov/qua, na Panela, com transmissão web da LNB!

BOLA QUICANDO
O primeiro quarto decide a partida, com o passeio de 25 a 12 comandado por Day, o Especialistas (100% em três triplos) e por Jefferson William, também com nove pontos marcados. Já o segundo período é amarrado, uma parcial baixíssima (10 a 8 para o Dragão) e de intensa briga no garrafão, com dez rebotes para cada lado — o esforçado Labbate atua 4min e sai de escaute zerado, mas com duas violações.

No segundo tempo, o Paschoalotto administra vantagem construída. Perde a fração por dois pontos (24 a 26), comandado por Alex Garcia, que marca todos os seus 12 tentos no terceiro quarto — e Roberdei, o nome da noite mineira, guarda mais seis. Na parcial derradeira, Paulinho Boracini e Wesley Sena atuam todo o tempo e comandam os 23 a 22, fechando a partida em 83 a 67. Vale destacar que, na segunda etapa, o Dragão chuta APENAS sete bolas de fora e converte cinco (57% de aproveitamento).

No total, são 19 tentativas de triplos, com 42% de acerto. O time força o jogo embaixo, conquistando 25 pontos de lances livres e outros 34 no perímetro interno.

ABRE ASPAS
Aspas colhidas pelo colega Rafael Antônio (Auri-Verde 760AM/Jornada Esportiva)

“As oportunidades vão aparecendo aos poucos e eu ajudo como eu posso”, celebrou o pivô Wesley Sena, cada vez melhor.

“A cada jogo, a cada treino, a gente vai melhorando, assimilando o trabalho do Demétrius. A defesa melhorou, foi uma grande vitória, pois alguns times vão perder aqui. O time vai evoluindo”, disse o armador Ricardo Fischer.

“Eu estou me sentindo melhor do que no ano passado. Meu joelho doía bastante e fiz um trabalho de recuperação. Estou melhor fisicamente e isso está refletindo no meu jogo. A vitória foi positiva, mas não foi do jeito que queremos. Temos que melhorar nosso foco, manter a intensidade o jogo inteiro”,  analisou o nome do jogo, Robert Day.

“A equipe se comportou muito bem. Tivemos o domínio durante 36 minutos do jogo e ditamos o ritmo. Isso é o mais importante: estamos crescendo, defendendo bem e ganhar conjunto ofensivo e defensivo para crescer no campeonato. Soubemos variar opções, o time está amadurecendo e sabendo explorar a deficiência do adversário. O ponto-chave foi ter o controle do jogo e é normal oscilar nesse começo de trabalho”, avaliou o treinador Demétrius Ferracciú.

NUMERALHA
Roberdei, o Lenhador: 17 pontos, 5 rebotes, 3 assistências
Brabo: 12 pontos, 3 assistências
Jé: 11 pontos, 4 rebotes, 3 assistências
Magic Paulo: 11 pontos, 2 roubos de bola
Léo Monstro: 10 pontos, 8 rebotes
Crava, Sena: 9 pontos, 6 rebotes, 3 enterradas
Ligeirinho: 7 pontos, 8 rebotes, 3 assistências
Canelaimeir: 6 pontinhos…

GUIA DO NBB 8
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Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket

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Bauru Basket

Sem Carioca e Gabriel, Bauru encara o Minas pelo NBB

retranca-NBBO título parece estranho, pois dá a impressão de que são grandes desfalques. Mas é porque, como de costume neste Canhota 10, vale deixar o registro de quem não faz mais parte do elenco do Paschoalotto Bauru — passou praticamente batido, não li em lugar nenhum. Até porque estamos falando de dois meninos que compuseram o elenco principal durante toda a temporada vitoriosa de 2014/2015.
Atualizado: o colega Rafael Placce passou a informação da saída dos jogadores durante a transmissão de Bauru x Macaé. Publicação, portanto, só no áudio — que agora registro, após alerta do JP Benini.

O armador Carioca e o ala Gabriel tinham contrato até o final de outubro. Uma espécie de “última chance” — durante o Paulista, principalmente — que não se concretizou. Carioca, o Predador, tem um estilo de armação agressivo e um temperamento idem. Que essa personalidade forte o ajude a prosperar. Já Gabriel chegou após impressionar atuando por Jacareí, mas não teve sucesso por aqui — nem digo no time principal, mas esperava-se mais dele conduzindo a molecada na Liga de Desenvolvimento. Seguem novo rumo, que realizem seus sonhos, são bons meninos.

Carioca e Gabriel: boa sorte!
Carioca e Gabriel: boa sorte!

Para o lugar de Carioca, como terceiro armador, desponta o menino Stefano, argentino que dizem ser um diamante bruto. Ele já ficou no banco na partida contra o Flamengo. Já a “vaga jovem” para a ala já tinha Léo Eltink como cativo.

TIME EM BH
Nesta quinta, às 19h30, o Dragão tem o seu terceiro jogo pelo NBB 8, contra a molecada do Minas, que o técnico Demétrius Ferracciú conhece tão bem e, por isso, pede cautela. “Eles jogam muito fisicamente e com certeza vai ser um jogo bem duro. O fato dos dois técnicos se conhecerem muito bem, pois trabalhei um ano com o Cristiano [técnico do Minas], vai ser um ingrediente a mais para a partida”, disse o treinador, via assessoria.

GUIA DO NBB 8
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Fotos: Caio Casagrande/Bauru Basket

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Noroeste

Noroeste: caminho desenhado para 2016

O Noroeste já sabe o que fazer em 2016. E como fazer. Após reunião na Federação Paulista de Futebol na tarde de terça, ficou definida a fórmula de disputa da Série A-3. Que não se altera, aliás — apenas o critério de acesso (sobem apenas dois) e rebaixamento (caem seis). Os 20 clubes se enfrentam na primeira fase, em turno único, e oito se classificam para a segunda etapa, em dois quadrangulares com partidas de ida e volta, indo os campeões dos grupos para a final e, consequentemente, para a A-2 de 2017.

Só dá para compreender esse afunilamento de vagas de acesso porque a Federação precisa seguir o critério da A-1 (que a pedido da TV Globo terá 18 participantes em 2017 e 16 em 2018). Para efeito de diálogo com a CBF, A-1, A-2 e A-3 são primeira divisão, possibilitando que os times desses três módulos possam jogar a Copa do Brasil, que exige times da elite. É isso. Só pode ser isso. Mas que é um corte na carne do futebol do Interior, é…

Voltando ao Norusca, vale destacar e celebrar que no dia seguinte da festa do acesso (aquele suado empate com o Fernandópolis) o trabalho visando 2016 já começou. Rapidamente houve a renovação com o técnico Vitor Hugo, a composição da diretoria foi fortalecida — e mais nomes ainda serão confirmados, como um diretor de marketing — e uma série de entendimentos viabilizou mais uma sede da Copa São Paulo de futebol júnior da forma menos onerosa possível (custo praticamente zero para o clube, um terço bancado pela Semel e dois terços pela Federação).

O presidente Emilio e o vice, Rafael Padilha, na sede da FPF. Foto: Divulgacão Noroeste
O presidente Emilio e o vice, Rafael Padilha, na sede da FPF. Foto: Divulgacão Noroeste

MAIS GENTE NO ALFREDÃO
Na ocasião da coletiva da diretoria noroestina, na semana passada, perguntei ao presidente Emilio Brumati como o clube tentaria aproveitar o “resíduo” do excelente público do jogo do acesso (mais de 8 mil torcedores) para ter o Alfredão mais cheio em 2016. O presida reconheceu que o resultado em campo é o maior chamariz, mas prometeu que, junto à nova gestão de marketing, trabalharia no assunto. A primeira medida, aliás, já agrada: segue a política de ingresso a preço único de R$ 10.

28, DE NOVO
A FPF também manteve a regra que limita 28 jogadores inscritos. Para a elite é ruim, pois sacrifica jogadores da base. Mas, para nosso mundo caipira, terceirona, acho um bom cabresto para evitar loucuras, como o que aconteceu com o Noroeste em 2013 e 2014, com elencos inchados de pernas-de-pau que resultaram em rebaixamentos. No desespero, cartola costuma contratar com o campeonato em andamento. Com limite, tem que planejar melhor o elenco inicial e, durante, apenas faz ajustes com as trocas permitidas. Foi o que aconteceu em 2015: Marcelo Santos, Marcelinho, Léo Cunha e Edson Negão foram a cereja do bolo e ajudaram muito no acesso.

CALENDÁRIO
Se tudo der certo, o Noroeste terá 27 datas em 2016, entre 31 de janeiro e 15 de maio, a luta: 19 jogos na primeira fase, seis na segunda e as duas partidas da decisão. Segundo semestre? Assunto para depois, segundo o diretor de futebol Rodrigo Gomes, o Mosca, quando perguntei da possibilidade de disputar a Copa Paulista. “Só estamos pensando na Série A-3, em montar o melhor time, concentrando todos os esforços”. Ainda mais com apenas duas vagas de acesso (e seis de queda!!!), melhor mesmo pensar só nisso agora.

AÇÕES TRABALHISTAS
Quando conversei com o tesoureiro Estevan Pegoraro, perguntei sobre as ações trabalhistas que o clube sofre e qual o cenário para os próximos meses. Segundo o novo membro da diretoria, de fato o clube deixou de pagar alguns acordos, pois a demanda era maior do que a capacidade de pagamento. Pior: se pingava uma ação individual maior, quebrava todo o esforço de quitar as demais. O clube pretende se reunir com o Sapesp (sindicato dos atletas do estado) e com a Justiça do Trabalho para negociar claramente: pegar o que o clube consegue arcar por mês e diluir entre os que têm a receber.

 

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Buscando ajustes, Paschoalotto Bauru supera Macaé

retranca-NBBQue o adversário não amedrontava e a vitória estava na conta, ok. Mesmo em um reinício de trabalho, seria um senhor tropeço perder para o esforçado Macaé. A vitória veio (88 a 64), mas o time não ficou satisfeito. Afinal, o momento é de ajustes e o entendimento com o novo pacote tático é com a bola em jogo. Erros e acertos vão surgindo, às custas de muita conversa, alguns pitos, mas tudo isso para forjar uma equipe que pretende terminar o NBB 8 com a taça. Como diria Faustão, “quem sabe faz ao vivo”. A turma está se virando nos 30 — digo, nos 24 segundos.

Com duas vitórias em dois jogos, o próximo desafio do Paschoalotto Bauru será contra o Minas, em Belo Horizonte, dia 12/nov/qui, às 19h30.

BOLA QUICANDO
O Dragão começa a partida bem no ataque, com bom aproveitamento, mas vacila na defesa. Não necessariamente no garrafão, onde permite apenas um rebote ofensivo dos fluminenses, mas nos chutes de longa distância — só o norte-americano Caleb Brown guarda três assim. Parcial do primeiro quarto: um apertado 22 a 21.

Já viu o GUIA do NBB 8 do Canhota 10? CLIQUE na capa acima e confira!
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No segundo período, aquela deslanchada necessária. Paulinho Boracini e Léo Meindl entram bem e puxam a pontuação dos guerreiros — em seis chutes triplos da dupla, quatro caem. Pressionado, o Macaé não consegue fluir seus ataques, desperdiçando chutes precipitados e sem conseguir encaixar uma assistência sequer. Assim, a fração é tranquila (24 a 12) e o descanso é merecido: — intervalo com 46 a 33.

O relaxamento, entretanto, adentra o terceiro quarto: não é que o vice-campeão carioca leva a melhor no período? Além de Caleb Brown, aparecem os experientes Márcio Dornelles e Eddy. Pelo lado bauruense, seria injusto dizer que Hettsheimeir jogou sozinho, afinal, a equipe trabalhou para que a bola chegasse nele, para mais uma etapa de seu “intensivão do jogo interno” — oito pontos fugindo da linha dos três. Mas é pouco para evitar a parcial de 16 a 21 para o Macaé (62 a 54).

Para não dar sustos na torcida, o Paschoalotto trata de matar o jogo antes de o cronômetro pressionar. Alex faz aquele trabalho físico de mano a mano lá embaixo, Day mostra porque ainda pode ser chamado de Especialista (dois triplos) e Wesley Sena também mostra seu repertório ofensivo. Já o Macaé consegue anotar apenas dez pontinhos (26 a 10) e despede-se de Bauru com uma derrota por 88 a 64.

ABRE ASPAS
Entrevistas pós-jogo ao Rafael Placce (Auri-Verde 760AM/Jornada Esportiva), hoje à beira da quadra:

“Parece besteira falar isso, porque a gente ganhou por 24 pontos, mas foi ruim demais. Jogamos mal, entramos moles. Temos que entrar todos os jogos como entramos contra o Flamengo”, disparou o armador Ricardo Fischer.

“Estou me sentindo em casa. Minha adaptação foi rápida por causa dos meus companheiros e estou jogando tranquilo, solto”, disse Léo Meindl, que também falou de seus minutos em quadra. “Tudo na vida são escolhas. Vim sem saber como ia ser, mas pra ser campeão. E coloquei na cabeça que os minutos que eu fosse jogar seriam os minutos da minha vida. E é isso que estou fazendo”. Falou bonito.

“Tem que estar focado o jogo inteiro, não importa o adversário. Pra não deixar ninguém insatisfeito, tem que jogar duro do início ao fim e, se o tornar o jogo fácil, dá pra colocar o pessoal que joga menos e assim a gente vai descansando para os próximos jogos. Eu sou da seguinte opinião: independentemente do que acontecer no ataque, a gente tem que marcar forte, tem que garantir nossa vitória na defesa. Se lá atrás a gente for forte, consistente, aqui na frente as coisas vão acontecer naturalmente. Não adianta querer ganhar no ataque e deixar o outro time jogar. Se puser um pré-mirim aqui e deixar jogar, a molecada mete bola! Tem que marcar firme do início ao fim para tirar a confiança do adversário e a gente crescer no nosso”, ensinou Alex Garcia, com a propriedade de ser o melhor defensor de todas as edições do NBB.

“Eu avalio o jogo positivamente, porque marcamos dois quartos muito bem. Na média, conseguimos o objetivo de tomar no máximo 65 pontos. O Macaé é uma equipe muito bem treinada e soube explorar o poder ofensivo jogando com cinco abertos e a gente teve que se adaptar durante o jogo. O mais importante é que tivemos um ataque que fluiu”, comentou o técnico Demétrius.

NUMERALHA
Rafa: 18 pontos, 5 rebotes
Alex: 15 pontos, 3 rebotes, 3 assistências
Léo 1: 13 pontos, 5 rebotes, 2 assistências
Day: 12 pontos, 2 rebotes, 3 assistências
Jé: 10 pontos, 7 assistências
Paulo: 10 pontos, 2 rebotes, 3 assistências
Sena: 6 pontos, 2 rebotes
Fischer: 3 pontos, 4 rebotes, 5 assistências
Léo 2: 1 ponto, 1 rebote
Lá, bate: 1 rebote, 1 toco

 

Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket

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Guia do NBB 8: revista especial do Canhota 10!

Sim, é uma revista. Não no papel, mas folheável. Um guia completo da oitava edição do Novo Basquete Brasil, um presente do Canhota 10 para a comunidade basqueteira.

Permita-me repetir abaixo o texto de abertura que está na página 4 do guia, que resume bem porque quis executar essa ideia (que contou com muita gente fera da imprensa, que manja muito de basquete):

Já são cinco temporadas de cobertura do Novo Basquete Brasil. Para quem já conhece o meu trabalho, sabe que o viés é parcial, acompanho a caminhada do Paschoalotto Bauru. Entretanto, depois de tantos jogos, a convivência com o público do basquete — e o anseio dessa audiência qualificada por conteúdo e visibilidade da bola laranja — me deixa à vontade para produzir este material.

Mais à vontade ainda porque me sinto inserido na comunidade basqueteira. Para apurar notícias, tenho dialogado com colegas jornalistas Brasil afora, sempre solícitos em dividir o que sabem. Não foram poucas as vezes que furos foram publicados (no C10 ou nos veículos deles) a partir dessa troca de informações. E ninguém melhor do que o próprio profissional que acompanha presencialmente os jogos para traçar o perfil e opinar sobre as chances de cada time. Meu agradecimento especial a todos, que agregaram muito valor a este guia do NBB 8.

A maior competição do nosso basquete me­rece um material feito com carinho e comprometido com o crescimento da modalidade. Bom NBB pra todos!

PARA ACESSAR E DEGUSTAR À VONTADE A REVISTA, BASTA CLICAR NA IMAGEM DA CAPA, ABAIXO:

E fique à vontade também pra dizer o que achou (e compartilhar)! Aqui na caixinha, no Face ou no meu e-mail (fernandobh@canhota10.com).