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Buscando ajustes, Paschoalotto Bauru supera Macaé

Apesar da vitória tranquila, a segunda no NBB, Dragão está em pleno processo de reprogramação tática

retranca-NBBQue o adversário não amedrontava e a vitória estava na conta, ok. Mesmo em um reinício de trabalho, seria um senhor tropeço perder para o esforçado Macaé. A vitória veio (88 a 64), mas o time não ficou satisfeito. Afinal, o momento é de ajustes e o entendimento com o novo pacote tático é com a bola em jogo. Erros e acertos vão surgindo, às custas de muita conversa, alguns pitos, mas tudo isso para forjar uma equipe que pretende terminar o NBB 8 com a taça. Como diria Faustão, “quem sabe faz ao vivo”. A turma está se virando nos 30 — digo, nos 24 segundos.

Com duas vitórias em dois jogos, o próximo desafio do Paschoalotto Bauru será contra o Minas, em Belo Horizonte, dia 12/nov/qui, às 19h30.

BOLA QUICANDO
O Dragão começa a partida bem no ataque, com bom aproveitamento, mas vacila na defesa. Não necessariamente no garrafão, onde permite apenas um rebote ofensivo dos fluminenses, mas nos chutes de longa distância — só o norte-americano Caleb Brown guarda três assim. Parcial do primeiro quarto: um apertado 22 a 21.

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No segundo período, aquela deslanchada necessária. Paulinho Boracini e Léo Meindl entram bem e puxam a pontuação dos guerreiros — em seis chutes triplos da dupla, quatro caem. Pressionado, o Macaé não consegue fluir seus ataques, desperdiçando chutes precipitados e sem conseguir encaixar uma assistência sequer. Assim, a fração é tranquila (24 a 12) e o descanso é merecido: — intervalo com 46 a 33.

O relaxamento, entretanto, adentra o terceiro quarto: não é que o vice-campeão carioca leva a melhor no período? Além de Caleb Brown, aparecem os experientes Márcio Dornelles e Eddy. Pelo lado bauruense, seria injusto dizer que Hettsheimeir jogou sozinho, afinal, a equipe trabalhou para que a bola chegasse nele, para mais uma etapa de seu “intensivão do jogo interno” — oito pontos fugindo da linha dos três. Mas é pouco para evitar a parcial de 16 a 21 para o Macaé (62 a 54).

Para não dar sustos na torcida, o Paschoalotto trata de matar o jogo antes de o cronômetro pressionar. Alex faz aquele trabalho físico de mano a mano lá embaixo, Day mostra porque ainda pode ser chamado de Especialista (dois triplos) e Wesley Sena também mostra seu repertório ofensivo. Já o Macaé consegue anotar apenas dez pontinhos (26 a 10) e despede-se de Bauru com uma derrota por 88 a 64.

ABRE ASPAS
Entrevistas pós-jogo ao Rafael Placce (Auri-Verde 760AM/Jornada Esportiva), hoje à beira da quadra:

“Parece besteira falar isso, porque a gente ganhou por 24 pontos, mas foi ruim demais. Jogamos mal, entramos moles. Temos que entrar todos os jogos como entramos contra o Flamengo”, disparou o armador Ricardo Fischer.

“Estou me sentindo em casa. Minha adaptação foi rápida por causa dos meus companheiros e estou jogando tranquilo, solto”, disse Léo Meindl, que também falou de seus minutos em quadra. “Tudo na vida são escolhas. Vim sem saber como ia ser, mas pra ser campeão. E coloquei na cabeça que os minutos que eu fosse jogar seriam os minutos da minha vida. E é isso que estou fazendo”. Falou bonito.

“Tem que estar focado o jogo inteiro, não importa o adversário. Pra não deixar ninguém insatisfeito, tem que jogar duro do início ao fim e, se o tornar o jogo fácil, dá pra colocar o pessoal que joga menos e assim a gente vai descansando para os próximos jogos. Eu sou da seguinte opinião: independentemente do que acontecer no ataque, a gente tem que marcar forte, tem que garantir nossa vitória na defesa. Se lá atrás a gente for forte, consistente, aqui na frente as coisas vão acontecer naturalmente. Não adianta querer ganhar no ataque e deixar o outro time jogar. Se puser um pré-mirim aqui e deixar jogar, a molecada mete bola! Tem que marcar firme do início ao fim para tirar a confiança do adversário e a gente crescer no nosso”, ensinou Alex Garcia, com a propriedade de ser o melhor defensor de todas as edições do NBB.

“Eu avalio o jogo positivamente, porque marcamos dois quartos muito bem. Na média, conseguimos o objetivo de tomar no máximo 65 pontos. O Macaé é uma equipe muito bem treinada e soube explorar o poder ofensivo jogando com cinco abertos e a gente teve que se adaptar durante o jogo. O mais importante é que tivemos um ataque que fluiu”, comentou o técnico Demétrius.

NUMERALHA
Rafa: 18 pontos, 5 rebotes
Alex: 15 pontos, 3 rebotes, 3 assistências
Léo 1: 13 pontos, 5 rebotes, 2 assistências
Day: 12 pontos, 2 rebotes, 3 assistências
Jé: 10 pontos, 7 assistências
Paulo: 10 pontos, 2 rebotes, 3 assistências
Sena: 6 pontos, 2 rebotes
Fischer: 3 pontos, 4 rebotes, 5 assistências
Léo 2: 1 ponto, 1 rebote
Lá, bate: 1 rebote, 1 toco

 

Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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