
A comemorar, também, o fato de a Cidade Sem Limites ter inaugurado a competição. Coquetel no meio da tarde, Panela de Pressão cheia de recursos (telão, câmera do beijo, publicidade em LED, transmissão ao vivo, etc) e cheia de gente, mais de 2 mil pagantes.
Claro que havia no ar aquela interrogação de “como será sem Guerrinha?”, a torcida Fúria levou uma faixa para homenagear o “eterno paizão do projeto”, o nome dele foi gritado. Justo. Mas, como teria que ser, Demétrius foi bem acolhido, percebe-se que o grupo está animado com a mudança, bola pra frente.
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DESAJUSTE
Tenho dito isso em rodas de conversa e publico aqui: o empecilho do penta nacional do Flamengo está na armação. Rafa Luz ainda está se adaptando ao basquete brasileiro, percebe-se que está irritadiço. Tanto que Marquinhos teve que se desdobrar em quadra (distribuiu oito assistências!) para compensar a baixa produção ofensiva do colega — e de Gegê, que ficou 24min em quadra e saiu zerado em pontos e passes decisivos. Vejamos se no próximo duelo Ricardo x Luz, no segundo turno, as forças se equiparam. Por enquanto, o Ligeirinho sobra.
AS TAIS BOLAS DE TRÊS…
Elas nunca sairão do repertório dos atiradores de elite de Bauru. E vai demorar para equilibrar tentativas e acertos. Ainda foram muitos os chutes de fora (31), com um aproveitamento mediano (32%), muito por conta de exageros de Jefferson (1/8) e Alex (1/6), em noite descalibrada. Ainda bem que Ricardo (4/5) e Day (3/5) compensaram.
NO GRITO
O time tem muito pouco tempo de treinos táticos, com um cardápio completamente novo de jogadas. Por isso, os atletas têm que conversar muito durante as partidas. E se exaltar também. Ricardo e Hett discutiram no primeiro tempo. O Brabo deu uma sonora bronca no menino Sena. Todos tentando acertar.
SPARRING
O reforço Thiago Labbate ficou apenas 1min54 em quadra, pegou um rebote e levou um toco de cinema. Nos bastidores, o que se diz é que a principal função do pivô será exigir fisicamente de Hettsheimeir nos treinamentos, para tirá-lo da zona de conforto. O que vier a mais, é lucro. Mas ele é dedicado e vivencia a chance da carreira.
ABRE ASPAS
Roberdei, com visual lenhador, analisou a mudança do time:
Ricardo Fischer, cada dia melhor:
Demétrius avalia a estreia:
NUMERALHA
Ligeirinho: 18 pontos, 6 assistências
Canelaimer: 15 pontos, 4 rebotes
Brabo: 11 pontos, 6 rebotes, 7 assistências, 3 roubos de bola, 1 bronca
Léo Monstro: 11 pontos, 4 rebotes
O Especialista: 9 pontos
Jé: 8 pontos, 8 rebotes
Wesley Sena do Brasil: 5 pontos, 3 rebotes (e uma senhora cravada!)


“É a oportunidade da minha vida. Estou muito feliz, espero jogar 200%, me dedicar em todas as bolas e dar o sangue em busca de vitórias. Vou dar o melhor de mim e quero ajudar Bauru a conquistar títulos”, disse o pivô.
A imagem acima foi um dos momentos mais emocionantes desse domingo especial. O abraço dos amigos Edinho (ex-lateral-direito) e Vitor Hugo (ex-zagueiro), que jogaram juntos no Noroeste nos anos 1980. O primeiro vibrou no meio da galera, disse que ficou arrepiado, lembrando-se das sensações dos tempos de jogador. O segundo estava aliviado, depois da pilha de comandar o time à beira do gramado. Edinho e Vitor Hugo são dois dos entrevistados que listo abaixo, com áudios exclusivos para os torcedores/leitores saborearem um pouco mais o acesso.
(Direto do Alfredão) A torcida atendeu à convocação: mais de 7 mil pessoas foram à Vila Pacífico empurrar o Noroeste de volta à Série A-3. Não foi nada fácil. Aliás, para o Norusca tem que ser assim, sofrido. O empate em 2 a 2 com o Fernandópolis, aliado à vitória da Internacional de Bebedouro sobre o Lemense (5 a 1), deixaram ECN e Inter com 17 pontos e o clube bauruense levou o segundo lugar do grupo 4 no saldo de gols (sete contra cinco), abandonando a lama onde nunca deveria ter pisado, mas de onde sai com dignidade.
O sufoco continua, o Noroeste não consegue passar do meio-campo, envolvido pela troca de passes. As falhas na saída de bola irritam o capitão Marcelinho, que paga geral – Makelelê e Sávio ouvem bastante… Aos 26, sufoco. Diego recebe sozinho na marca do pênalti, mas finaliza fraco e Aranha pega. Um minuto depois, o alívio: o Alvirrubro consegue achar um escanteio, cobrado com carinho por Sávio e finalizado, de cabeça, pelo artilheiro. Abençoado Hygor Silva, obrigado. Empate bem na hora em que chega a notícia de que a Inter já vencia em Bebedouro.
Aos 33min – bendita idade de Cristo, amém –, Sávio recebe em velocidade na esquerda e dá preciosa assistência para Gustavo Henrique, que sutilmente escora e vai para a festa! Em Bebedouro, 4 a 1… Machucado, Sávio, o garçom do acesso, sai ovacionado pela torcida.


