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Bauru Basket

Itabom/Bauru larga com vitória no Paulista

Não há como não ser otimista. O Itabom/Bauru Basketball Team estreou no Campeonato Paulista de basquete masculino com vitória, fora de casa, sobre o Metodista São Bernardo, por 93 a 88 – com virada no último quarto. O armador Larry Taylor, com 35 pontos e sete assistências, não fugiu de sua responsabilidade de craque do time. Fischer (19 pontos), Douglas Nunes (nove rebotes) e Jeff Agba (oito rebotes) também se destacaram. Continuo apostando em, no mínimo, uma semifinal. O próximo jogo da equipe bauruense é dia 18 (quarta), às 20h, contra o XV de Piracicaba no ginásio da Luso.

Aproveito a ocasião, pois estava devendo, para contar bastidores da festa de lançamento do time na última segunda (9/8). Coquetel saboroso e ótimo acolhimento da imprensa por parte do assessor e colega Gabriel Pelosi. O evento foi elogiado pelo gerente executivo da Liga Nacional de Basquete (LNB), Sérgio Domenici, com quem conversei bastante. Segundo ele, poucos clubes que disputarão a terceira edição do Novo Basquete Brasil (NBB) têm tamanha organização e envolvimento com a comunidade como o Bauru Basket.

Também tive a oportunidade de conversar com o técnico Lula Ferreira, campeão do NBB 2 por Brasília, que veio prestigiar o amigo Guerrinha. Ele fez um relevante comentário – com o qual  Domenici concordou: o Itabom/Bauru tem um dos melhores custos-benefício do basquete brasileiro. Lula explicou que fazendo uma relação entre os resultados almejados/alcançados pelo time e o quanto é gasto com ele, a equação é bastante positiva, se comparada aos cerca de R$ 3 milhões gastos por ano pelo Flamengo, por exemplo.

Por fim, o prefeito Rodrigo Agostinho, conhecido arroz de festa e notoriamente administrando Bauru com muita vontade, revelou a mim e ao repórter Bruno Mestrinelli, do Bom Dia Bauru, que logo a cidade terá mais dez quadras poliesportivas, já licitadas. Seguem as inaugurações de academias a céu aberto e o estádio distrital Edmundo Coube está com reforma saindo do forno. Nem entusiasta de política eu sou – e não votei em Agostinho – mas quem arregaça as mangas merece citação.

Como merece muitos aplausos o treinador Guerrinha, que abraçou a causa do basquete bauruense e evoluiu de um time de garotos afobados para um elenco encorpado e experiente, que logo trará títulos expressivos para a cidade.

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Noroeste

Norusca vence clássico em Jaú

De Bauru
(ligado na Rede Vida/TV Preve)

Nada como um adversário fraco após uma semana conturbada, de cobranças e desconfianças. Os três pontos colocam o Noroeste em posição confortável pela classificação para a segunda fase, mas o futebol ainda não convence – em relação a fazer frente a adversários mais difíceis, pois o que vale primeiro é vencer – e isso o time conseguiu neste sábado (14/8). O resultado coloca o Norusca provisoriamente na vice-liderança do Grupo 1 da Copa Paulista – Penapolense (terceiro) e Linense (líder) se enfrentam no domingo (15/8).
Atualizado: Penapolense e Linense empataram em 1 a 1 e o Norusca segue na vice-liderança.

Apesar de o tom ameno do narrador da TV influenciar, o jogo realmente passou longe de ser pelo menos morno. Como verá abaixo, ficou difícil listar muitos lances de chance de gol durante toda a partida. Yuri salvou de forma milagrosa, como tem se acostumado, somente em uma ocasião. O Noroeste, por sua vez, não teve nenhum lance agudo além do que originou o belo gol de Cleverson.

O meia Deivid, como era esperado, assumiu a bola parada. Cobrou todas as faltas e escanteios. Willian Leandro foi melhor na ala esquerda do que imaginava, mexeu-se bem por ali – depois foi para o meio quando Roque entrou na partida. Mizael teve tímida atuação, mas tem crédito. E Cleverson, não apenas pelo gol, assumiu de vez a liderança técnica do time, como o Canhota 10 previa antes do início da Copa Paulista. Marcus Vinícius segue devendo. A seguir, os poucos lances realmente relevantes do clássico.

O JOGO

As equipes ainda se sondavam quando o Noroeste abre o placar. Contra-ataque, lançamento da defesa que encontra Rafael Aidar na intermediária. Não se sabe se ele tenta ajeitar – e erra – ou dá passe de primeira para Cleverson, que se desloca em velocidade. O camisa 10 domina bonito, avança e toca de cavadinha na saída do goleiro Diego Carioca. Lindo gol.

O time da casa pouco incomoda Yuri. Quando a bola chega no rumo do gol, ele pega com tranquilidade, como no chute de Fabrício, aos 27. Aos 30, o Alvirrubro quase amplia: em cobrança de escanteio de Deivid, Geilson cabeceia bem e Diego coloca para escanteio.

No segundo tempo, o jogo segue mal tecnicamente e muito amarrado – e faltoso – no meio-campo. Tanto que Kelisson logo é expulso, ao receber segundo cartão amarelo. O XV tem sua melhor chance de chegar ao empate aos 24, quando Bruno cabeceia para o chão e obriga Yuri a fazer dificílima defesa. A partida se arrasta, o Galo da Comarca tenta chegar, desorganizado, e o resultado é justo. No final, em chegadas de Rafael Aidar e Leleco, o Noroeste tenta ampliar. A vitória, entretanto, já estava construída.

O próximo compromisso do Trem-Bala do Interior é no próximo sábado (21/8), às 19h, contra o Linense, fora de casa. Aí, sim, um verdadeiro teste para as pretensões alvirrubras.

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Esportes

Seleção Brasileira deixa boa impressão

Quantos deles estarão na foto da estreia em 2014?

O primeiro gol da nova fase da Seleção Brasileira, sob o comando de Mano Menezes, tem todos os ingredientes para animar aqueles sedentos por futebol arte. Há quanto tempo você não via um lateral cruzar quase da linha de fundo, em velocidade, e meter um arco tão perfeito na marca do pênalti? A bola de André Santos encontrou o estreante Neymar, que não tremeu e fez seu primeiro gol com a Amarelinha.

Robinho, que gera desconfiança de muitos, vestiu a braçadeira de capitão e não decepcionou em campo, com sua movimentação e boa troca de passes com os colegas. Pato fez bem o papel de camisa 9. Como disse em outra oportunidade, desloca-se com eficiência – como fez para receber primoroso passe de Ramires e marcar o segundo gol – e tem uma finalização fria e calibrada.

Ganso, legítimo canhota 10

Mas o nome do jogo foi mesmo Ganso. A camisa 10 lhe caiu muito bem. Ele confessou ter tremido um pouco, mas se não tivesse contado nem perceberíamos. Joga como um veterano. Assim como Ramires, que acho que só sai desse time quando se aposentar! Como é inteligente o novo meiocampista do Chelsea. Seu colega de meiuca, Lucas, é outro de lugar cativo, tamanha a confiança – à qual fez jus – de Mano nele.

A nova dupla de zaga foi pouca exigida, mas saiu-se bem, sobretudo David Luiz, que matou a curiosidade de muita gente e deu ótimo cartão de visitas. Criticaram Daniel Alves pela direita, mas ele ficou devendo na Copa e deveria estar compreensivelmente ansioso por mostrar serviço. E nem foi tão mal assim, apoiou bastante no primeiro tempo.

Victor trabalhou bem quando a bola chegou em sua área. Por fim, André Santos. Particularmente, não vou muito com a cara de seu futebol. Mas tiro o chapéu. O treinador o conhece bem e explorou sua melhor virtude, o apoio – o que não aconteceu com Dunga, na Copa das Confederações, quando foi muito tímido ao ataque.

Mano tá ligado: nada de oba-oba

Mano Menezes prometeu montar um time ofensivo e lembrou aquele professor de escolinha que joga a bola no meio do campo e deixa a molecada correr solta. Começa bem sua caminhada, mas que não se acomode com o atual oba-oba, fruto muito mais da forra da imprensa de se ver livre de Dunga.

O episódio negativo do amistoso Brasil x Estados Unidos foi o presente da CBF ao jornalista Alex Escobar, da TV Globo, ofendido por Dunga durante a Copa. Desnecessário e constrangedor. Que a entidade se retratasse à época. Foi apenas mais um capítulo da fortíssima reaproximação da emissora com a confedaração de Ricardo Teixeira. Tanto que a Globo, agora, deixa aparecer as marcas dos patrocinadores atrás de treinador e jogadores, durante as entrevistas.

Para terminar, há muitas pulgas atrás da minha orelha. Apesar de duvidar que as obras para a Copa de 2014 serão pontuais, se forem, há um grande problema: imagine estádios novinhos em folha em 2012, expostos ao vandalismo de torcedores mal educados durante dois anos? Haja grana para mais reformas…

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Noroeste

Qual é a do Norusca neste semestre?

Como esperado, a derrota por 3 a 0 para o Penapolense  exigiu movimentação no complexo Alfredo de Castilho. A torcida e a imprensa, mais do que mudanças, pediam postura. O que se viu, entretanto, foi muito mais jogo de cena. Explico.

Ricardo Occhiuto  gerente de futebol do Noroeste Copa Paulista futebol 2010
Occhiuto: dever moral deve mover o time

Tudo começou na terça-feira. O gerente de futebol, Ricardo Occhiuto, prometeu dar uma chacoalhada no ambiente noroestino. “O momento é de mudanças e elas irão acontecer. O Noroeste tem o dever moral e a obrigação, pela sua história centenária, de fazer campanha convincente na Copa Paulista”, disse à imprensa. No mesmo dia, o auxiliar Marcos Antônio Ribeiro avisou que haveria mudanças no time, mas aguardava a chegada do chefe Luciano Dias. Tanto ele quanto Occhiuto prometeram dar mais atenção aos meninos da base.

Entretanto, no treino da quarta-feira, o jovem volante Juninho, um dos melhores jogadores da campanha alvirrubra na Copa Paulista, foi sacado. Junto com ele, o suspenso Lello, o lateral-direito Rafael Mineiro, o meia Almir Dias e o atacante Adilson Souza. O lateral-esquerdo Roque, contundido, tem chance de continuar titular, caso se recupere. Para dar mais uma resposta na semana de “crise”, Luciano Dias modificou o esquema tático para o 3-5-2, recuando o volante Negretti como zagueiro de sobra.

Àquela altura, imprensa e torcida já se sentiam um pouco mais aliviados – mas não menos desconfiados -, pois alguma mexida ocorrera no clube. Para completar, foram apresentados dois “novos” reforços. Aí o termo “jogo de cena” cabe de forma enfática. Jogadores que já estavam no clube foram apresentados oficialmente à imprensa: o meia Deivid, que já estreou contra o Penapolense, e o atacante Diego Oliveira, ainda dependendo de documentação vinda do Qatar. Como de costume ultimamente, nem a camisa oficial vestiram para as fotos.

Jorge Saran Noroeste treinador Copa São Paulo juniores
Saran: base noroestina reforçada. Foto de Erlinton Goulart/AI Noroeste

A única novidade foi a apresentação do técnico Jorge Saran, que irá comandar o time sub-18 do Norusca na próxima Copa São Paulo de juniores. Experiente, é um alento de que o clube volta a apostar na base.

Por fim, como apurou o site Webesportiva, o gerente Ricardo Occhiuto anunciou que Luciano Dias voltará em breve a comandar o time nas partidas. Não especificou data, mas gesticular à beira do gramado para as câmeras da Rede Vida, contra o XV de Jaú no próximo sábado (14/8), seria o momento perfeito para selar esse assunto, que rendeu mais do que deveria. Afinal, o time já vinha sendo treinado por Dias e, convenhamos, não existe boi de piranha: o passado mostra que um fracasso noroestino poderia degolá-lo, sim, o fato de não estar no jogo não diminui sua responsabilidade.

Dito tudo isso, a pergunta que não quer calar: qual é a do Norusca neste semestre? Copa Paulista ou montar o elenco do Paulistão? O discurso sempre foi voltado para os dois objetivos, mas a partir do momento em que a diretoria incha o elenco com reforços paliativos – e promete a chegada de mais jogadores! -, a impressão é que a Copa Paulista virou prioridade, muito por causa da pressão de ser o ano do Centenário, pois seria vexaminoso cair fora de um grupo de seis em que se classificam quatro.

O ideal seria parar os reforços por aqui. Dispensas? Elas poderão ocorrer naturalmente, com jogadores insatisfeitos por serem pouco aproveitados. Se cada atleta comer mais grama no treinamentos – e principalmente nos jogos – ainda dá tempo de buscar até mesmo o título.

E esqueça essa história de time para a Série A1. Ganhando ou perdendo, poucos ficarão. Do time campeão da Copa FPF 2005, apenas Bonfim, Marcelo Santos, Bebê e Otacílio Neto figuraram, em vários momentos, entre os titulares do Paulistão 2006. Além deles, foram aproveitados (com frequência) o meia Luís Carlos e o atacante Felipe e (poucas vezes) o lateral Cacá e o meia Wellington. Oito jogadores. E só. É assim que funciona. Não tem segredo. O time de 2011  chega no final de novembro, para a preparação do Paulistão. Os que aqui estão hoje, que honrem seus salários agora e deixem de pensar no ano que vem.

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Esportes

Legítimo camisa 8

Toda vez que visito um craque do passado na memória, volto na lembrança mais antiga que tenho dele. No caso de Marco Antônio Boiadeiro, é com a camisa 8 do Vasco da Gama campeão brasileiro de 1989 (o time da foto abaixo) — armava o jogo ao lado de Bismarck e William e, lá na frente, Bebeto conferia.

Essa data exclui, portanto, a melhor fase de sua carreira, no Guarani, quando jogou ao lado de Evair, João Paulo e Ricardo Rocha — na inesquecível final do Brasileirão de 1986, por exemplo (eu tinha só sete anos…). Depois, li e vi muito a respeito. Ele é uma das jóias do Brinco de Ouro.

Lembro-me de ser um jogador baixinho, de meias arriadas e de muito fôlego. Camisa 8 legítimo. Pelo menos no meu entender de como jogava esse número naquela época. Explico: é o meio termo entre o cabeça de área limitado e o armador habilidoso. O meia-direita, enfim. Hoje, todo mundo na faixa central do campo é “apoiador”.

Chutava bem, mas não era de fazer muitos gols. O mais lindo deles, que me recordo, é pela partida de ida da final da Supercopa da Libertadores de 1992, contra o Racing-ARG, no Mineirão. “Boi, boi, boi, boi, Boiadeiro, faz mais um gol pra torcida do Cruzeiro!”, gritava a galera. Pelo time azul, seus colegas de meio eram Ademir ou Douglas, Betinho e Luiz Fernando Flores. Municiou ataques distintos. Na primeira Supercopa azul, em 1991, eram Mário Tilico e Charles Baiano. No ano seguinte, os Gaúchos: Renato (ele mesmo, o atual treinador do Grêmio) e Roberto. Ainda teve a honra de, em 1993, atuar com Éder Aleixo na conquista da Copa do Brasil. No mesmo ano, ficou marcado por perder pênalti contra a Argentina, na Copa América em que Parreira convocou predominantemente jogadores que atuavam no Brasil.

Depois, disputou o Carioca de 1994 pelo Flamengo. Lá vestiu a 7 (a 8 era de Marquinhos). Dividia o meio ainda com Fabinho e Nélio. Sávio surgia como titular ao lado de Charles Baiano. Carlos Alberto Dias e Valdeir The Flash eram banco. Muitas feras juntas que viram o Vasco chegar ao tri estadual.

Veio o Timão na vida de Boiadeiro, o último grande ato. Títulos paulista e da Copa do Brasil, mas sem a titularidade garantida. Aí, começou a costumeira peregrinação até encerrar a carreira, em 1998, e ser, de fato, um criador de gado. Era um jogador simples, daqueles que treinam muito e cumprem seu papel. Segundo o Futpedia, fez sete gols em 143 partidas no Brasileirão.

Vasco Boiadeiro Cruzeiro Flamengo Seleção Guarani
O Vasco de 1989. Em pé: Mazinho, Luiz Carlos Winck, Zé do Carmo, Quiñonez, Marco Aurélio e Acácio. Agachados: William, Sorato, Boiadeiro, Bebeto e Bismarck