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Muricy Ramalho não passou de sonho… Mano convidado

Atualizado às 16h36 de 23/7: o Fluminense endureceu o jogo com a CBF, ex-parceiros que são depois de apoiarem Fabio Koff na eleição dos Clube dos 13. Muricy fica no Tricolor carioca, pelo menos até a próxima reviravolta. Mantenho o texto abaixo, no mínimo como curiosidade… E aguardo o nome do novo treinador da Seleção com muita ansiedade. Resta saber ser virá a tempo de convocar na próxima segunda.

22h35: A CBF confirmou convite a Mano Menezes. Que responde na manhã deste sábado em entrevista coletiva. Num dia de tantas furadas, melhor aguardar…

Não foi Leonardo, como bancou a ESPN Brasil ainda durante a Copa. Não foi Mano Menezes, como quase toda a imprensa garantiu, cada um com suas fontes – sinal de que os informantes da bola estão cada vez menos confiáveis ou então Ricardo Teixeira e Rodrigo Paiva andam gostando de pregar peças nos jornalistas.

Enfim, a bola da vez é Muricy Ramalho. E, neste exato momento, às 14h32, nem é oficial. O presidente da CBF aguarda acordo de rescisão contratual entre o treinador e o Fluminense para fazer o anúncio. Mas, homem de palavra como é Muricy, pode cravar.

Muitos jornalistas comemoram a escolha, pela seriedade, por ter currículo. Entretanto, outros tantos, lembrando-se de sua rispidez nas entrevistas coletivas e de seu estilo de jogo pragmático, com placares magros, já se preocupam. Vejamos como será essa relação sempre delicada entre treinador da Seleção e imprensa – ainda mais que sua missão é dura: não perder o hexacampeonato em casa. A ordem é essa memsa: no lugar de ganhar (obrigação), o certo é não perder.

Para não ficar em cima do muro, eu gostei da escolha. Preferia Luxemburo, pelo modo como prepara taticamente suas equipes, a facilidade em explorar todo o talento de um jogador e, até mesmo, ser um grande marqueteiro – talvez Muricy se irrite com a agenda midiática com a qual será obrigado a conviver até 2014. Mas não se pode contestar o currículo e a qualidade do novo treinador.

E por que gostei? Porque ele treina um time para ganhar. Acima de jogar bonito, eu quero ganhar. Mas há chance de uma Seleção treinada por Muricy jogar bem, afinal, ele poderá escolher os melhores. No São Paulo, no Palmeiras e recentemente no Flu, estava limitado a seus elencos. Agora, não. Tem um leque riquíssimo e, estudioso como é do futebol, cara que assiste futebol o dia inteiro, da Copa Paulista à Champions League, não deixará de observar nenhum jogador em boa fase.

Resumindo, então, os pontos positivos e negativos do novo treinador da Seleção Brasileira. Ah! E uma dúvida: vai escalar o time no 3-52 ou no 4-4-2?

Foto de Wallace Teixeira/Photocamera

POSITIVOS
“Aqui é trabalho, meu filho!”: Muricy será um incansável observador, vai respirar Seleção a todo momento. Ele não tem folga, está sempre diante da TV vendo jogos – e deverá viajar o mundo observando, imagino. Dificilmente seremos surpreendidos por alguma convocação ou, pelo menos, ele terá um ótimo argumento para justificar a escolha.
• Muricy não é de fazer média com a imprensa, vai seguir suas convicções. Nesse ponto, parece-se com Dunga. O ex-treinador não agradou nesse ponto. Será que a paciência agora será maior?
• Ex-meia habilidoso que foi, sempre exalta em entrevistas o armador de futebol vistoso e cadenciado, ao mesmo tempo em que lamenta sua escassez no futebol atual. Sinal de que Ganso, certamente, estará em seus planos. Fosse Darío Conca brasileiro, seria seu camisa 10 – já cornetamos entre amigos a possibilidade de ele se naturalizar…

NEGATIVOS
• Muricy não gosta de perder. Isso é bom, mas ele lembra aquele lembra o famoso termo “apelou, perdeu”. Fica arredio ao explicar uma derrota, mas isso faz parte da função – ajudar o torcedor a entender porque o time jogou mal.
• Precisará vencer a desconfiança de que não é bom em mata-mata. Já ganhou Paulistão com o São Caetato e Conmebol com o expressinho do São Paulo. Mas “falhou” em três Libertadores com o São Paulo. São circunstâncias, coisas do futebol, não dá para achar que é incompetente em comandar um time num jogo eliminatório.
• Deverá provar de que não impõe um estilo de jogo previsível, apesar de eficiente. Seus times são taxados de defensivos, velozes, com muito jogo aéreo.

JOGADORES EM ALTA COM O NOVO CHEFE
Muricy gosta de zagueiros e laterais rápidos, volantes de bom passe, meias colaborativos defensivamente – habilidosos ao mesmo tempo – e atacantes que pressionam a saída de bola adversária. Quem joga assim, comemore. É possível que iniciará seu trabalho com jogadores que conhece bem, treinados por ele, além de unanimidades como Ganso. Alguns favoritos à convocação da próxima segunda-feira:
• Mariano
• Miranda
• Richarlyson
• Pierre
• Hernanes
• Diego Souza
• Ganso
• Neymar
• Fred

A conferir. Boa sorte, Muricy!

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De ponta a ponta

Já que vou falar dos anos 1990, permitam-me deixar de fora o glorioso período da carreira do ponta-direita Renato Gaúcho, que na década anterior conquistou a América e o mundo com o Grêmio e arrepiou pelo Flamengo, principalmente no Brasileiro de 1987 – a controversa Copa União.

Renato Gaúcho ponta atacante Flamengo Fluminense Cruzeiro Grêmio futebol cariocaDepois de frustrada passagem pela Roma, o boêmio jogador voltou para os braços do Cristo Redentor, ou melhor, para os braços da mulherada carioca. Não é só o time da capital italiana que traz más lembranças. A Copa do Mundo daquele país, em 1990, ficou marcada por um grupo desunido – e Renato foi um dos que ameaçaram sair no meio da competição por ser pouco aproveitado.

No mesmo ano, ganhou a Copa do Brasil pelo Fla, ao lado do amigo Gaúcho – em uma das fotos ao lado, abraçado ao já jogador do Botafogo. No Alvinegro, chegou como supercraque, mas saiu pela porta dos fundos, com fama de rubro-negro – por da causa do controverso churrasco/aposta com Gaúcho um dia depois de levar 3 a 0 do Fla na final de ida do Brasileirão de 1992. E foi para o Cruzeiro.

Ao contrário do ponta veloz e diblador do início da carreira, Renato aprendia a jogar mais perto do gol. Dessa forma, brilhou no time celeste na conquista da Supercopa da Libertadores 1992, em saudosa formação ofensiva com Boiadeiro, Betinho e Roberto Gaúcho – um dos melhores times que já vi jogar.

De volta à Gávea, outro timaço: com Gilmar Rinaldi, Marcelinho Carioca e Casagrande, perdeu a Supercopa da Libertadores para o São Paulo nos pênaltis. A exemplo de sua chegada no Botafogo, desembarcou no Atlético-MG, em 1994, como galático. E não só ele. Com os zagueiros Adílson Batista e Kanapkis (seleção do Uruguai), os meias Darci e Neto e ponta Éder Aleixo, formava a ‘SeleGalo’. Frustração total: o Cruzeiro do menino Ronaldo ganhou o Estadual.

Aí, veio a redenção, novamente, no Rio. Pelo Flu, o famoso gol de barriga. O fim da fila de nove anos do Tricolor carioca, que renovou com Renato depois de ele posar com a camisa do São Paulo, em 1996.

O fim da carreira, claro, para terminar a década como começou, no Flamengo. De ponta a ponta. Na reserva, entrava e fazia uns golzinhos. Pesadão, divertia-se em apostas com Romário no futevôlei dos treinamentos. Ainda ameaçou uma volta ao Bangu, sem sucesso.

Para quem não viu – e não gosta do jeito falastrão do hoje treinador – ele podia se gabar como jogador. Conhecia o ofício.

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Pênalti no fim estraga festa alvirrubra

Direto do Alfredão

Definitivamente, como martelam os colegas da crônica bauruense, o Noroeste tem seus mil e poucos torcedores de verdade. Muito pouco para uma cidade de 360 mil habitantes ocupar apenas 6% das dependências do estádio. O Norusca tem Bauru no escudo, no peito, mas Bauru não tem o Norusca no coração… Do contrário, mais gente teria ido prestigiar o amistoso internacional contra o Estoril, mais pelo amor à camisa de seu centenário clube do que pelo adversário, lógico. Afinal, a noite estava agradável, dava tempo de pegar depois o jogo da TV em andamento. Enfim, o leite já derramou, vamos à partidda.

Encontro de muitas gafes, registre-se. A começar pelo uniforme dos portugueses. Improvisado, sem o escudo, afinal, vieram ao Brasil para pré-temporada e jogos-treino, não para partida com jogo de camisa. A assessoria do time lusitano passou escalação com posições trocadas, correção a mão. Somente quando o time se postou em campo acabaram as dúvidas. Para piorar, o goleiro Cleber estava usando um meião emprestado do Norusca! Bom, isso é problema deles. Mas o Alvirrubro também aprontou das suas…

Acostumado a ter jogo de camisas para jogo oficial, com onze na linha e sete reservas, provavelmente a fornecedora de material esportivo não havia disponibilizado números acima da camisa 18. Mas, por ser amistoso, eram nove reservas – havia os camisas 19 (Leleco) e 20 (Adilson). Só no papel… A certa altura do segundo tempo, dois camisas 14 (Mizael e Leleco) figuravam em campo. Por falar em número, a versão dourada na camisa branca foi bem infeliz. Maldito designer que inventou aplicações prateadas e douradas no futebol!

De resto, tudo ok. Queima de fogos, entrega de troféu (campeão dos Regionais), bandeirinhas fazendo a alegria dos marmanjos. E para o futebol, o principal: um time com mais atitude. Pelo menos no primeiro tempo…

O jogo
As equipes ainda se estudam em campo quando o meia Vinícius Reche acerta um maravilhoso chute de fora da área. A bola no ângulo direito do goleiro Yuri inaugura o placar. A reação alvirrubra vem em seguida, em jogada individual de Rafael Aidar, que dribla três adversários, mas finaliza mal.

O empate chega aos 16, também com golaço. Almir Dias cruza da esquerda, Paulo Roberto escora e Aidar pega firme, de primeira, colocando a bola rasteira no canto esquerdo de Cleber.

Minutos depois, o perseguido Roque protagoniza dois lances antagônicos. Primeiro, erra passe como sempre e é vaiado. Mais tarde, chapela Bebê no meio-campo e arranca até a linha de fundo. Sob aplausos e sem fôlego, falha no cruzamento…

O meia Cleverson, ainda fora da forma ideal, aparece pela primeira vez no ataque somente aos 27. Aidar cruza, Paulo Roberto ajeita e o camisa 8 – a 10 ficou com Almir, a surpresa na escalação no lugar de Willian – chuta prensado, para escanteio. A partir daí o jogo esfria um pouco, sem lances perigosos.

O segundo tempo foi marcado por muitas alterações (cinco de cada lado). Como bem observou o Prof. Marco Antonio Machado no microfone do Jornada Esportiva – sintonizo o retorno do transmissor FM! – tantas mudanças transfomaram o jogo em um lá e cá de uma intermediária a outra. Para se ter uma ideia, o Estoril chega com perigo apenas aos 19, com Jeferson dando trabalho a Geilson em jogada de linha de fundo. Aos 24, os portugas de novo, em perigosa cobrança de escanteio.

Somente aos 28 o Noroeste volta a jogar, com boa troca de passes. Não fosse o preciosismo de Leleco em querer enfileirar zagueiros, o gol sairia… A partir daí, ouve-se nas cadeiras cobertas familiares dos jogadores gritando olé, berrando, incentivando. Em vão. Os ‘Canarinhos’ são mais perigosos e obrigam Alexandre Villa a fazer boa defesa aos 38, em chute de Rafael Ueta após linda tabela com o, acredite, habilidoso atacante norte-americano Tony.

Aos 43, raro momento: Willian Leandro limpa a jogada e bate a gol, rasteiro, perto da trave. Um minuto depois, a judiação… Geilson segura Tony na área. Pênalti. O árbitro Vinicius Furlan estraga a comemoração, que já não estava das mais bonitas – reconheça-se, entretanto, que foi falta mesmo. O camisa 10 do Estoril cobra bonito, rasteiro no canto esquerdo, deixando Villa fora da foto.

Quatro minutos depois, o goleiro Cleber faz sua primeira defesa em todo o segundo tempo, em cabeçada de Lello (agora com dois L, correção da assessoria de imprensa). Leleco também tenta de cabeça aos 48, mas a festa acaba. Com penetra.

Com duas derrotas no semestre, o Noroeste começa a tentar se reerguer na próxima quarta, 28, em Penápolis, contra o Penapolense (Copa Paulista). Que repita a dinâmica de jogo do primeiro tempo e terá alguma chance.
Atualizado às 10h30 de 22/7: a partida com o Penapolense foi remarcada para 8 de agosto, às 10h. O próximo compromisso é o clássico com o Marília, dia 31, às 19h.

O CARA: Vinícus Reche mostrou ser um verdadeiro canhota 10. Criatividade, bom passe, pé calibrado.
O PEREBA: a sábia voz do povo elegeu Almir Dias, muito vaiado ao ser substituído – Roque e Paulo Roberto também foram ‘homenageados’.
A CONFERIR: Marcus Vinícius entrou aos 13 do segundo tempo, mas pouco tocou na bola, tamanha a ineficiência do Norusca na metade final do jogo. Aguardemos.

CURIOSIDADES:
• O fotógrafo Cris Zanardi, do Bom Dia Bauru, passou na frente da cabine comentando que a iluminação do estádio estava ruim. Para as lentes, certamente. Mas não comprometeram o olho nu.
• O mais bacana de cobrir jogo in loco é a interação com os colegas de imprensa. E, principalmente, o espírito de colaboração. Quem saiu? Gol de quem? Quanto tempo? Alguém tem a resposta e compartilha com os demais. Ao meu lado nessa noite, Bruno Mestrinelli (Bom Dia), Wagner Teodoro (Jornal da Cidade), Prof. Sinuhe e o incomparável Leo de Brito (o dois gravando o VT da TV Preve) e ótimos papos do mundo da bola. Eu, flamenguista, cercado pelo quarteto: um corintiano, um tricolor, um palmeirense e um santista.

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Esqueça o Linense, hoje é dia de festa!

Ok, o Estoril não é uma força do futebol mundial. Disputa a Segundona de lá. Entretanto, convenhamos que o Noroeste não figura, hoje, em nenhuma das divisões do Campeonato Brasileiro. Deixem o Boca Juniors para o Palmeiras, campeões da América que são. Portanto, nada de chiadeira e vamos à festa. E com bom jogo: os times se equivalem, precisam pegar ritmo para suas competições oficiais, não será nada amistoso.

Mais: a estreia com o Linense, na Copa Paulista, foi mesmo desastrosa, mas a base do time que devolveu o Norusca à elite do Estadual merece um voto de confiança. Ainda mais com o preço do ingresso bastante acessível (R$ 10 a arquibancada – com meia entrada a quem tem direito -, R$ 20 a cadeira coberta, R$ 50 o camarote).

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Damião apresenta Marcus Vinícius ao lado do gerente Occhiuto: pressa (Foto de Erlinton Goulart/Divulgação Noroeste)

A derrota do sábado, entretanto, refletiu em campo. Juninho, que entrou bem no segundo tempo, ganhou vaga de titular no lugar de Negretti. Cleverson volta antes do previsto, sem estar 100% fisicamente, por causa da escassez de armadores – Adilson Souza sai. E o atacante Marcus Vinícius, que veio do Goiás, teve sua apresentação oficial adiantada para estar em campo hoje – deverá ser opção no banco.

Do outro lado, como o Canhota 10 adiantou, há um time que mais parece paulista do que português. Jogadores que pertencem à Traffic, que gere o clube, formam a base do elenco. O meia Luciano Bebê irá reencontrar o Alfredo de Castilho. O centroavante Clodoaldo, do Corinthians, segue em teste, assim como Pablo Escobar, e deverão assinar com o Estoril – que, segundo a imprensa portuguesa, contará com o atacante Paulo Sérgio (não hoje), do Flamengo, aquele que fez gol sobre o Botafogo na semana passada.

O torcedor noroestino tem compromisso, portanto, nesta quarta à noite. Até porque dá tempo de voltar para casa e pegar o primeiro tempo do Brasileirão em andamento…

Abaixo, as escalações – a do Estoril, não divulgada oficialmente, poderá sofrer alterações.

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Foto Cleverson (Erlinton Goulart/Divulgação Noroeste); Marco Silva (Reprodução)

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Alô, Mano! Esse é seu time de 2014

Mano Menezes terá que seguir uma diretriz definida pelo presidente Ricardo Teixeira: renovação. O cartola quer o time de 2014 jogando já. Acho precipitado pensar que o time da Copa no Brasil será o mesmo que disputará a Olimpíada de 2012. Há alguns experientes que não podem ficar de fora. Então, vamos ao time imaginário, uma gentileza do Canhota 10 para facilitar o início de trabalho do técnico:

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Julio Cesar: tem crédito de sobra e pode ser o capitão em 2014. Não há motivos para renovação no gol se ele é considerado um dos melhores do mundo em sua posição.

Maicon: terá 33 anos incompletos durante a Copa. Com sua privilegiada forma física e a escassez de bons jogadores brasileiros na lateral-direita, também merece um voto de confiança – até porque terminou entre os melhores da Copa 2010.

Thiago Silva: com a experência de ter participado do grupo de 2010 e a solidez que sua carreira encontrou na Europa (bem no Milan e assediado pelo Real Madrid), pode ser o novo Lúcio – até porque também gosta de subir ao ataque.

David Luiz: apesar de quase anônimo para os brasileiros, causou espanto em Portugal sua ausência na lista de Dunga, tamanha sua reputação defendendo as cores do Benfica. Seria uma boa aposta.

Marcelo: uma indicação com o pé atrás. Titular e melhor do time na Olimpíada de Pequim, sumiu das convocações de Dunga – aprontou alguma coisa? Além disso, aparenta estar acima do peso. Caso se cuide, tem bola de sobra para ser dono da 6.

Hernanes: o título espanhol deixou mais evidente que passou da hora de escalar volantes que sabem jogar. E a melhor fase do camisa 10 são-paulino foi  exatamente quando atuou mais atrás.

Ramires: quando entrou em campo na África do Sul, deixou o time mais dinâmico. Sua continuidade na Seleção como titular foi unanimidade entre os cronistas brasileiros.

Diego: terá 29 anos em 2014, idade considerada como ápice da maturidade do jogador. Muitos já julgaram que ele não vinga na Seleção, mas a verdade é que a cobrança sempre foi grande e a paciência, pequena com ele. Como Kaká é uma incógnita fisicamente, o meia da Juventus desponta com favorito.

Ganso: aclamado ao som de vuvuzelas, será o responsável pela criatividade – Diego carrega a bola, ele faz ela correr. Terá muitos amistosos pela frente para provar que a voz do povo, da mídia – de todos, enfim! – tem razão.

Neymar: Robinho terá 30 anos em 2014 e é sua sombra. Porque o moleque da Vila anda muito marrento, marqueteiro demais. Se vacilar, seu colega de Santos mais experiente pega a camisa 11 de volta. Por enquanto, é dele.

Pato: teve problemas físicos e particulares na última temporada e perdeu sua vaga no ataque brasileiro. Mas tem muita velocidade, é inteligente demais e finaliza bem. Dê a camisa 9 a ele, uma sequência de jogos e não irá se arrepender.

Certamente você discorda de muitos nomes. Que bom! Assim a gente discute, corneta. Fique à vontade, escale sua Seleção.