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Entrevista com Lucas Tischer, novo reforço do Bauru Basket

O Canhota 10 antecipou ontem, horas mais tarde o Bauru Basket confirmou e Lucas Tischer é o primeiro reforço do time para a temporada 2013/2014. Com contrato de um ano, o pivô chega para fortalecer o garrafão bauruense e está bastante animado em seu retorno ao basquete brasileiro, depois de rápida (e enriquecedora) passagem pela Argentina, onde defendeu o Peñarol de Mar del Plata. Confira a seguir a entrevista exclusiva que o novo camisa 99 do Dragão concedeu ao C10. Ele fala do acerto, de humildade, da vontade de ser campeão aqui, de sua fama de mau e coloca ponto final em sua conturbada saída do Brasília.

Faz tempo que você estava conversando com Bauru? Ou o acerto foi rápido?
“Eu não tinha conversado com ninguém antes de chegar ao Brasil, até porque eu estava focado em ganhar o campeonato argentinho, a gente tinha chances. Quando cheguei aqui, o Guerrinha me procurou, conversou comigo, explicou o que estava pretendendo para a próxima temporada. É o que queria também, formar um grupo novo com jogadores um pouco mais velhos para poder correr e conquistar o que faltou pouco neste ano.”

O que o fez escolher o Bauru Basket?
“Acompanhei o campeonato brasileiro lá da Argentina, sabia o que estava acontecendo aqui e vi o desempenho da equipe de Bauru. É um time que tem tudo para chegar. Vai montar uma equipe forte, falta pouco para ficar completa. Este ano conseguiu grandes resultados. Tem um bom técnico, uma estrutura excelente.”

Contra Bauru, nas quartas do NBB4. Foto: Suzy Morais/LNB

Você já chega como o jogador mais vitorioso do elenco. Como esse currículo cheio de títulos pode contribuir com o grupo?
“No basquete, quanto mais o tempo passa, mais aprendo coisas novas. Vou atuar com jogadores de 22 anos, que estão começando, e claro que posso ajudar muito. O Guerrinha é um cara que sabe levar isso muito bem, foi um grande jogador e tem larga experiência. Vou procurar contribuir da melhor forma, como influência positiva, dando força para a garotada e, principalmente, resolver lá no garrafão, que é para o que fui contratado. Agora é entrar em forma. Já combinei de daqui a duas semanas chegar a Bauru, antes da galera, para poder render o máximo possível. A intenção é ganhar títulos. E quero estar pronto para isso.”

Bauru pretende montar um elenco forte e numeroso para enfrentar um calendário cheio, que inclui torneio internacional. Preocupa ser titular ou reserva? Como você chega em relação a isso e ao elenco?
“Eu sei muito bem o que vou fazer no time, isso está muito bem definido. Não estou preocupado em disputar posição. Não importa quem vai começar jogando, importa o objetivo em comum. Todas as equipes vencedoras estão focadas nisso. Tem que ter pensamento humilde para trabalhar em grupo. Não adianta ser estrela, fazer 30 pontos, se o colega não estiver contente. Quando a bola chegar nele, a mão vai estar mole e você não vai ganhar nada. Tem que ter um time em que todos estejam dispostos a crescer juntos. Vejo o Larry jogar, é uma estrela que passa a bola sem egoísmo. Isso é uma coisa que aprendi a dar muito valor.”

Você é tido como um jogador brigador, até com fama de mau, que vai fazer cara feia no garrafão. Como você usa isso a seu favor. A torcida de Bauru ficou animada com a chegada de um cara que vai botar medo nos adversários…
“Olha, estou ficando um pouco mais velho, isso mudou um pouco. E no jogo eu não me vejo no espelho, não tem como ver como estou reagindo [risos]. É meu jeito de jogar, mas de forma alguma quero intimidar alguém. As pessoas que jogam comigo, me conhecem, meus amigos sabem que eu sou uma pessoa boa, que não sou de dar porrada nem machucar. Isso não faz parte do basquete. A minha diferença é que eu sou só um torcedor, jogo torcendo.”

Sua última partida no Brasil, a única pelo NBB5, contra Franca. Foto: João Pires/LNB

Você já jogou em Bauru com casa cheia. Como foi ser adversário? E qual sua expectativa de agora ser aplaudido pela torcida?
“Antes, quero dizer que eles sempre erraram o nome da minha esposa quando me xingaram… [risos] Como o nome diz, é uma panela de pressão. É uma torcida muito bonita, sempre gostei de jogar lá. Quem disser que entra nesse ginásio e não percebe a pressão está mentindo. O legal do interior de São Paulo é que as pessoas estão envolvidas com o projeto e a torcida ajuda a carregar o time, sempre tem um torcedor dando força para um jogador desanimado. Principalmente o mais novo, que precisa se sentir querido. Em Bauru, fazem isso e estão de parabéns.”

De volta ao basquete brasileiro, o episódio da sua saída de Brasília já é página virada?
“Claro. Foi uma experiência para eu aprender muita coisa, eles também. São meninos de ouro, merecem tudo de melhor. Eu só quero continuar meu trabalho. Não tenho mais tanto tempo de carreira e estou chegando na melhor fase da minha vida para jogar. Quero desfrutar disso. Antigamente o basquete tinha mais confusão, hoje é uma festa bonita que merece ser vista.

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Noroeste, novo elenco Copa Paulista (2): Alex Bacci

Os jornais locais divulgaram que o zagueiro Alex Bacci, natural de Bauru, está treinando com o elenco do Noroeste e pode ser contratado. O fator casa deve ajudar nessa negociação. E parece um bom nome.

A princípio, o torcedor alvirrubro não deve ser otimista em relação ao elenco da Copinha. Será a molecada do sub-20, poucos remanescentes do (fatídico) semestre passado e, provavelmente, alguns refugos empurrados por empresários. Mas não parece o caso de Alex Bacci. Tem um currículo interessante: cresceu na base do XV de Piracicaba e, já como profissional, participou da campanha do acesso do Nhô Quim à elite em 2011. No ano seguinte, disputou o campeonato sul-matrogrossense pelo Ivinhema, no primeiro semestre, e a Copa Paulista pelo XV no segundo. Por fim, esteve novamente na região pantaneira neste semestre. Tem histórico de gols de cabeça por lá. Provas de ser um atleta com potencial, pois tem apenas 21 anos.

Alex aparenta ter bom porte físico e certo traquejo com a bola. Vídeo de jogador, claro, seleciona e exalta os melhores lances, mas vale dar uma espiada abaixo. Ele e Magrão (se ficar) formariam uma boa dupla de zaga.

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Bauru Basket

Bauru Basket, novo elenco (2): Lucas Tischer vem aí

Como já era esperado, a diretoria do Bauru Basket iniciou a busca por reforços no garrafão. E o primeiro nome que surge com força é o do pivô LUCAS TISCHER, que atuou na última temporada pelo Peñarol de Marl del Plata, da liga argentina — depois de ser dispensado por Brasília após apenas um jogo no NBB5, o que impossibilitou sua ida para outro time brasileiro na ocasião.

Já houve conversas com a diretoria bauruense e o acordo virá nas próximas horas. O jogador falou com o Canhota 10 e está animado com a possibilidade. “Vejo na equipe grandes chances de ser campeã. Isso me motiva muito, além de ter amigos de muitos anos no time. Sem dúvida seria uma grande chance de ser campeão, Bauru está crescendo a cada dia. Já tem seu grupo fechado e seu técnico sabe muito bem orquestrar o que falta”, disse o camisa 99.

Na liga argentina, Tischer teve média de 14,5 minutos em quadra, 5,2 pontos e 3,4 rebotes em 25 jogos disputados. Seu histórico no NBB é melhor: são 111 partidas no total, com médias de 8,2 pontos e 5,2 rebotes — disputou a primeira edição por Araraquara, a segunda por Assis e participou dos dois últimos títulos nacionais de Brasília. Nunca foi titular absoluto, mas sempre deu sua contribuição. Suas médias em solo brasileiro são boas para sua minutagem (inferior a 20min em quadra).

O pivô de 2,07m tem na garra e na competitividade seus pontos fortes. Paranaense de Marechal Rondon, tem 30 anos e começou no Paulistano. Ainda defendeu Franca, Ribeirão Preto, São José dos Pinhais, Phoenix Suns (breve passagem pela NBA: três partidas na pré temporada 2005/2006), Pinheiros e Galil-Gilboa (Israel) antes do NBB1 por Araraquara.

É uma boa opção para o Bauru Basket. Um guerreiro nato, com sangue nos olhos — e com títulos no currículo. Resta saber se a aposta nele será como titular ou como um excelente e providencial reserva para a rotação.

Atualizado: o Bauru Basket confirmou o reforço e o anunciou no final da tarde. Abaixo, a foto do pivozão assinando contrato.

Com o agasalho do novo time. Agora, ele é Dragão. Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket
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Bauru Basket

Bauru Basket, novo elenco (1): começando

Terminada a temporada 2012/2013 para o Bauru Basket, hora de olhar para a movimentação do mercado basqueteiro. Antes, vale avisar aos navegantes: trataremos aqui de possibilidades, sondagens e até acertos, desde que confirmados por fontes seguras. Às vezes, torcedores/leitores ficam bravos quando nomes não se concretizam, mas não é o jornalista quem fecha contrato… (rs) A função é informar a movimentação, sem se render à boataria nem inventar história. Se houver pista quente, aqui estará. E, claro, se outro veículo publicar uma informação, repercutiremos com o devido crédito. Para começar, três notinhas:

– Apesar de ser um sonho de muitos torcedores (e do amigo Larry Taylor), dificilmente o ala SHAMELL, do Pinheiros, virá para Bauru. Além do alto salário, a diretoria do Dragão não pensa em reforços estrangeiros para a próxima temporada — mesmo ele sendo praticamente brasileiro… O time está de olho, prioritariamente, em atletas brasileiros. Ele não é prioridade e somente se os cofres se abrirem muito para haver uma reviravolta.

– Conforme o próprio técnico Guerrinha falou em entrevista pós-jogo no último sábado, ao Jornada Esportiva, a prioridade é reforçar o garrafão com nomes de peso. Diante disso, a continuidade de JEFF AGBA está em xeque. Além de sua permanência no basquete brasileiro depender de julgamento no STJD, há também o aspecto técnico — sua deficiência defensiva.

– A noiva do pivô DeAndre Coleman segue se recuperando e, por enquanto, o foco do norte-americano está todo na saúde dela. Quem vai cuidar de uma possível renovação é o agente dele, mas o assunto não será tratado nos próximos dias. Sua permanência também passará por avaliação da comissão técnica.

Vale ainda, neste espaço, comemorar a manutenção do basquete do Palmeiras. Grande notícia.

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Bauru Basket

Sobre a polêmica Murilo/Bauru Basket

O blog Bala na Cesta publicou ontem que há negociações entre o Bauru Basket e o jogador Murilo, o que foi prontamente negado pelas duas partes, conforme repercutiu o Basketeria.

O namoro é antigo e até torcedores bauruenses vinham comentando esse sonho nos últimos meses. Não é muito difícil deduzir que o melhor jogador do último NBB interessa a um time cuja cidade ele tem identificação. Mas daí a cravar a negociação, só com fonte confiável. E o jornalista Fábio Balassiano deve ter a sua (ou mais de uma). Não há nada de errado nisso. O papel do clube e do jogador é negar mesmo, faz parte do jogo. Não há outra coisa a fazer, com o campeonato em andamento. Sem julgar o Bala, o fato é que seu post causou uma saia justa entre Bauru e São José.

Discutir se é o momento certo ou não de divulgar — pois a bomba surgiu no meio deste NBB5 –, cabe à linha editorial de cada um. O Basketeria reforçou sua postura de só falar de especulações/negociações quando time ou jogador envolvido já estiverem fora de uma competição.

No caso do Canhota 10, depende da fonte e do momento. Se for oficial e pedir sigilo, calo-me, como foi o caso de Ricardo Fischer. Do contrário, se checado, investigado, publico, como quando Bauru estava atrás de Guillermo Araujo. Mas, no caso do pivô paraguaio, já era um momento de movimentação do mercado. No meio do campeonato, tem que pensar bem, pesar o impacto. Meu blog tem um lado claro, é opinativo e faz escolhas. Se soubesse de Murilo, não publicaria. Mas, repito: aparentemente Bala agiu como manda o hard news. A conferir.