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Com cabeça fria e coração quente, Bauru vence Mogi fora de casa

O Paschoalotto Bauru voltou a vencer no Campeonato Paulista e ganhou fôlego na luta pela liderança, já que São José e Paulistano também venceram na rodada (XV de Piracicaba e Palmeiras, respectivamente). Se a partida de ida, na Panela, foi difícil, a volta não seria menos complicada. A liderança do placar se alternou, mas valeu a experiência de Murilo para conduzir o time, que contou também com boa pontuação de Larry Taylor e com a personalidade Fabián Barrios nos momentos decisivos, fechando o primeiro triunfo centenário bauruense, por 100 a 90. Já ficou famosa a frase do argentino, de que o time tem que jogar com “la cabeza fría y el corazón caliente”.

Com 14 vitórias em 17 jogos, Bauru está na cola do líder São José (15 em 18), que tem um jogo a mais. O tira-teima será na próxima quinta, dia 3 de outubro, às 20h, na Panela de Pressão. Partida para não sobrar um centímetro sem torcedor. Hora de botar fogo na Caverna do Dragão.

Murilaço: grande partida. Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket
Murilaço: grande partida. Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket

O jogo
Como de costume nas partidas do Dragão, o primeiro quarto foi equilibrado, lá e cá. Os visitantes se portaram bem diante da pressão inicial da torcida mogiana e conseguiram fechar a parcial um pontinho na frente: 19 a 18. No segundo, com boa entrada de Mathias e a onipresença de Murilo, Bauru construiu uma fração mais folgada (26 a 20) e levou vantagem para o vestiário: 45 a 38.

Após o intervalo, Mogi voltou mais ligado. Com Gustavinho inspirado, abriu fazendo 12 a 2, virou o jogo e conduziu vantagem até a metade do quarto. Aí, Murilo novamente chamou o jogo, Andrezão também converteu bolas preciosas e o Paschoalotto, novamente, assumiu a dianteira do placar, 71 a 68 (parcial melhor de Mogi, 26 a 30).

No tempo anterior ao último quarto, Guerrinha chamou a atenção dos jogadores aos cochilos da defesa, assistindo aos pontos de Gustavinho e Alemão. Com o recado, aí foi a vez dos alvilaranjas abrirem boa vantagem no início de quarto (10 a 2). Fato raro em temporadas anteriores e costumeiro nesta, Bauru novamente teve jogador excluído com cinco faltas — Lucas Tischer, a 4min do fim. da dificuldade aparente, veio a solução. Barrios entrou no lugar do Diabo Loiro e decidiu o jogo, fazendo onze pontos decisivos nos instantes finais para sacramentar a vitória bauruense.

Abre aspas*
“Estou contente porque jogamos uma grande partida. Fui um agraciado, principalmente nos minutos finais.Foi uma partida muito dura. Tomara que continuemos nesse caminho, vamos trabalhar para isso”, comemorou o argentino Barrios, herói do jogo.

“Tivemos deslizes, mas perdemos para boas equipes fora de casa. Hoje, melhoramos nossa saída de pressão, que foi o ponto chave das derrotas.  Temos que parar com erros bobos. Se não tivéssemos perdido tantas bolas, não teríamos deixado eles voltarem para o jogo. Mas a equipe foi madura na hora de decidir. Parabéns para o Fabián, que é um jogador importante pra gente e decidiu a partida. Precisávamos voltar para o caminho da vitória e agora temos um jogo chave contra São José”, comentou o pivô Murilo, cestinha bauruense.

“Fomos superiores e mais inteligentes, conseguimos sair da pressão deles. Não desesperamos nos momentos chave e decidimos a vitória. Agora, vamos precisar da torcida, que vai ser crucial para a partida contra São José. Nada melhor do que uma vitória fora de casa para voltar o ânimo do time. Vamos com força total para casa”, avisou o ala Gui.

*Depoimentos ao repórter Chico José (Auri-Verde/Jornada Esportiva)

Números
Murilo Becker: 24 pontos, 11 rebotes, 4 assistências
Larry Taylor: 18 pontos, 9 assistências e 5 rebotes
Fabian Barrios: 17 pontos
Andrezão: 16 pontos
Gui: 12 pontos

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Bauru Basket

Bauru Basket perde em jogaço contra o Pinheiros e deixa a ponta do Paulista

Foi um jogão. Com alternância de liderança no placar, vantagens esticadas e retiradas, triplo-duplo de Larry Taylor, alta pontuação de Murilo, Gui confiante… Só faltou mesmo a vitória, que não veio por vacilos nos momentos finais: deu Pinheiros, 95 a 91. Assim, o Paschoalotto Bauru, com 13 vitórias em 16 jogos, deixa provisoriamente a liderança do Campeonato Paulista — São José bateu Franca e chegou a 14 vitórias, mas com um jogo a mais, já que a partida do Dragão com o Palmeiras foi adiada, por falta de luz no ginásio alviverde, no último sábado. No próximo, dia 28, às 19h, a equipe encerra sua jornada fora de casa encarando o Mogi.

O jogo
Nesse jogo de arrancadas na pontuação, a primeira foi do Bauru Basket, comandado por Gui. O time alvilaranja abriu vantagem, mas as bolas de Paulinho e Shamell começaram a cair, o Pinheiros virou e venceu apertado o primeiro quarto: 24 a 23. No segundo, foi a vez dos donos da casa esticarem, a ponto de abrir 14 pontos de vatangem, principalmente em bolas de Tavernari. Bauru reagiu, mas não a ponto de evitar a boa parcial de 26 a 18, que resultou em placar de 50 a 41 a favor dos pinheirenses na primeira metade do jogo.

Na volta do intervalo, uma reação digna de líder. Murilo e Larry chamaram o jogo. Resultado: fração de 23 a 31 e Bauru na frente no terceiro quarto, 73 a 74. No último período, com as bolas certeiras de Gui e bons lampejos do argentino Barrios, o Dragão caminhava para a vitória. Mas Pinheiros não desistiu, explorou os erros e eu o bote nos segundos finais, quando Tischer desperdiçou lance livre e Gui errou uma saída de bola. Somado a isso, Guerrinha e companhia reclamaram da marcação de falta de ataque Murilo, eliminado com cinco faltas. Lances que decidiram a virada dos campeões das Américas. E Bauru trocou a chance de empatar e levar para a prorrogação por afoito chute de três do Alienígena… Final, 95 a 91, em quarto vencido pelos comandados de Mortari por 22 a 17, em excelente reação.

Números
Larry Taylor fez triplo-duplo, com 17 pontos, 12 assistências e 11 rebotes. Murilo foi o cestinha, com 29 pontos (e pegou sete rebotes). O ala Gui Deodato voltou a pontuar de forma significativa, com 22 pontos.

Abre aspas*
“Foi um grande jogo, lamentavelmente não pudemos ganhar. Mas estamos num bom caminho. Temos que ficar tranquilos e trabalhar muito. Em Mogi, vai ser um jogo muito mais difícil que esse, mas temos que estar com cabeça fria e coração quente para vencer”, versou o ala-pivô Fabián Barrios.

“Perdemos no erro da arbitragem… Foi ridículo. Era para nós estamos atacando a última bola. Tivemos o brilho de buscar o jogo no segundo tempo, vacilamos no final, mas perdemos por causa da arbitragem. A maioria dos árbitros está começando num campeonato tão importante quanto o Campeonato Paulista”, lamentou o pivô Murilo.

“A derrota foi por uma série de coisas. Erramos bolas nos minutos finais. Mas a arbitragem influenciou, sim. Foi fraca e decisiva para o jogo. No segundo tempo, o time mostrou-se efetivo, lutou bastante. Tem que pegar esse segundo tempo e levar para Mogi. Tem muita coisa pela frente e a gente vai aprendendo”, analisou o técnico Guerrinha.

*entrevistas cedidas ao repórter Chico José (Auri-Verde/Jornada Esportiva)

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Bauru Basket

Paschoalotto Bauru perde de novo para o Paulistano, mas segue líder

O Paschoalotto Bauru Basket encontrou uma pedra em seu sapato. São duas derrotas no Campeonato Paulista, duas para o Paulistano. Na noite dessa quinta, na capital paulista, o clube alvirrubro venceu por 84 a 78 e consolidou-se na vice-liderança, com 11 vitórias em 15 jogos. Com a “gordura” que acumulou, o Dragão segue tranquilo na ponta da classificação, com 13 vitórias. Tranquilo por enquanto, pois serão mais três jogos difíceis fora de casa antes de voltar à Panela de Pressão.

O jogo
A partida começou amarrada, com erros dos dois lados, e ninguém conseguiu desgarrar e abrir vantagem, tanto que o placar da primeira metade do jogo foi baixo: 33 a 32 para o Paulistano — cada time dominou um quarto. Foi na volta do intervalo que que os comandados de Gustavinho construíram a vitória, principalmente com as mãos calibradas de Pedro e Holloway: parcial de 29 a 21 no terceiro período. No último, Bauru só conseguiu apertar no minuto final, mas já era tarde. Apesar de ter vencido a fração (22 a 25), não foi suficiente para evitar a segunda derrota no campeonato, por 84 a 78.

A equipe sentiu falta de um melhor revezamento. Quando os reservas não correspondem — e, pior, os titulares não pontuam com tanto volume –, fica mesmo difícil vencer. Por isso, é urgente a volta dos irmãos Fischer, para oferecer mais opções a Guerrinha.

Abre aspas*
“A postura não foi a esperada. É inaceitável, não tivemos vontade de ganhar. Temos que conversar muito, hoje não foi um dia focado”, lamentou o pivô Lucas Tischer.

“A gente sabia que essa saída de Bauru seria difícil. Se a gente tem um jogador que não vai bem, como o Gui não foi, dificulta. Mas vamos evoluir com essas derrotas. Não pode chegar nos playoffs sem sangrar. Não faltou vontade, luta, terminaram o jogo brigando. Tem muita coisa pela frente e tem que saber perder, ser humilde. O Paulistano foi melhor. E o jogo contra o Palmeiras vai ser mais difícil ainda”, comentou o técnico Guerrinha.

*Entrevistas cedidas ao repórter João Paulo Benini (Auri-Verde/Jornada Esportiva)

Números
Lucas Tischer foi o cestinha bauruense: 18 pontos. Larry fez 12 e distribuiu oito assistências. Gui Deodato, pelas bolas de três no finalzinho da partida, que mantiveram Bauru no jogo, anotou 11. E Murilo Becker, apesar de noite menos inspirada, quase fez duplo-duplo (dez pontos e nove rebotes).

Abaixo, mais dois cliques da partida, de Caio Casagrande (Bauru Basket)

Caio Casagrande/Bauru Basket

Caio Casagrande/Bauru Basket

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Noroeste

Com derrota para o Linense, termina a participação do Noroeste na Copa Paulista

Terminou a temporada 2013 para o Noroeste. Era preciso torcer para a Francana. Ela empatou em 2 a 2 com o Monte Azul, o que obrigaria o Alvirrubro a vencer por dois gols de diferença. O Norusca atrasou a entrada em campo, no intervalo idem, para vigiar o placar, mas não teve forças. O zero a zero se arrastou até os 47 do segundo tempo, quando Jordã deu a vitória aos donos da casa por 1 a 0. Num grupo de seis clubes para quatro vagas, o Noroeste conseguiu ficar de fora.

Nem vale retomar todas as dificuldades e equívocos que o time teve nesta Copa Paulista, para isso teremos tempo nos próximos dias, que prometem ser decisivos, se o projeto de Toninho Gimenez ganhar vida. Só vale agora mais um registro do esforço de um grupo com quatro meses de salários atrasados, empenhado no discurso otimista de um treinador que, como eles, insistiu pela vitrine que a camisa do Noroeste ainda é. Que o clube, seja quem for o mandatário, tenha a honestidade de pagar todos os atrasados com o dinheiro que entrar de agora em diante.

O Noroeste perdeu e se despediu com Yuri; Josimar Jr, Marcos Aurélio, Magrão e Rafinha; Alex Bacci (Zé Roni), Ruan (Pedro), Tobias e Márcio Luiz; Cléberson e Aguiar (Marco Túlio).

Foi um ano triste demais e pouco tem a ver com a saída da família Garcia. Deixemos Damião na história do clube. Quem assumiu não tinha obrigação de montar timaços ou trazer resultados grandiosos. Apenas manter o clube vivo, com dignidade. O torcedor consciente não queria mais do que isso, porque apoia o Vermelhinho em qualquer situação — tanto que foi atrás do time e o apoiou em Lins.

Que venham dias melhores, Norusca.

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Bauru Basket

Em sufoco inesperado, Paschoalotto Bauru vence Rio Claro

Era para Rafael, Biloca e Kesley terem ganhado seus minutos, quando o placar estivesse dilatado. Mas o Paschoalotto Bauru não fez um bom jogo. Só venceu Rio Claro (por 82 a 77), por sua superioridade técnica. Daqueles dias em que, viesse um adversário mais qualificado, levava. Daqueles dias também, portanto, que Guerrinha ficou muito bravo à beira da quadra, e mais ainda porque cobrou vibração do time, em noite apática, de muitos erros e sufoco desnecessário. De qualquer forma, o líder do Campeonato Paulista chegou a 13 vitórias em 14 jogos. E agora inicia uma sequência de quatro partidas fora de casa. Vai ter que jogar muito mais do que isso.

O jogo
O primeiro quarto  não foi a facilidade que se esperava, ainda mais com o desfalque da principal estrela rio-clarense, o armador Brown. Os chutes visitantes estavam certeiros, sobretudo com Luisinho. Bauru devolvia com a mão certeira de Andrezão e as cravadas de Lucas Tischer. Na metade do período, Rio Claro chegou a ficar na frente. Mas Larry, que ainda não havia pontuado, entrou em cena e conseguiu fechar o período na frente (23 a 20).

No segundo, Guerrinha lançou Barrios e Mathias para acordar o time. Eles até meteram suas bolinhas, mas Caio, do outro lado, guardou duas de três e manteve o advesário no páreo. Murilo, cestinha do primeiro tempo com 12 pontos, segurou a bronca e novamente o quarto foi vencido na marra (22 a 19), levando vitória de 45 a 39 para o intervalo.

Depois de uma boa e merecida bronca no vestiário, Bauru voltou ainda disperso. A ponto de Guerrinha dar bronca em Larry. “Organize o jogo!”, pediu encarecidamente… Em outra noite ruim, Gui Deodato perdeu bolas e seu chute de três só caiu uma vez, em sete tentativas. Dessa forma, não foi possível aumentar muito a diferença: fração de 19 a 15 e 64 a 54 no placar.

O quarto final foi tenso. Mas serviu para acordar todo mundo, inclusive o público, também em noite discreta. De repente, o ginásio inteiro entrou na pilha, vaiou o adversário, comemorou rebotes. Porque, a 5min do fim, Rio Claro estava na frente! — isto é, botou mais de dez pontos sobre Bauru em meio período. Aí, veio a reação, na raça de Tischer e na frieza de Murilo. Novamente, entretanto, os visitantes colaram. Só mesmo nos instantes finais a vitória se definiu, com bolaça do Alienígena, de fora, a 13s do fim. Vitória por 82 a 77, mas com período perdido por 16 a 22. Vale um puxão de orelhas.

Abre aspas
“Basquete é legal porque qualquer um que se esforçar pode se tornar um time forte. Mas nosso time está encaixado, focado e é muito difícil ganhar da gente. Um dia me perguntaram se Bauru precisava de um jogador novo. Eu disse que estamos encaixados e qualquer contratação nesse momento iria quebrar isso. O trabalho está sendo bem feito e estão todos de parabéns. O Andrezão está evoluindo muito, tem se tornado importantíssimo para o time. Quanto ao Gui, ele está nessa situação porque estamos exigindo muito dele ajudando na armação. Ele está ajudando muito o armador e se desgastando. Não é a mesma equipe do ano passado e está tentando se adaptar”, comentou Lucas Tischer, ovacionado pela galera ao final da partida.

A longa entrevista pós-jogo de Guerrinha trago em post exclusivo nesse domingo. Combinado.

Números
Murilo foi de duplo-duplo: cestinha, com 27 pontos (acertou os sete lances livres que teve), mais dez rebotes e dois tocos.
Larry anotou 18, pegou seis rebotes e distribuiu oito assistências.
Tischer fez 12, pegou dez rebotes.
Andrezão: dez pontos e dois rebotes.
Gui Deodato e Fabián Barrios fizeram somente cinco pontos, cada.