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Bauru Basket

Em clima de churrasco, Bauru vence Suzano

A ideia foi muito boa. Com média de público fraca até então (418 pagantes por jogo) e com dois adversários modestos pela frente, a diretoria do Bauru Basket promoveu a venda casada dos ingressos das partidas contra Suzano e Palmeiras. De quebra, o patrocinador máster ofereceu espetinhos (6 mil!) para os torcedores saborearem enquanto assistiam ao passeio do Dragão sobre os visitantes.

Os convidados para o churrasco bem que se esforçaram, mas, com um nível técnico muito inferior, viram Bauru assar o jogo a partir do segundo quarto, depois de uma primeira parcial primorosa, com muita energia e sem mudar o quinteto. Larry, Ricardo Fischer, Gui, Pilar e Jeff cravaram 30 a 12, sem dó.

A partir do segundo período, revezando bastante — inclusive promovendo a estreia do ala-pivô Kesley –, o nível foi caindo. Com parcial de 17 a 9, Bauru foi para o intervalo com 47 a 21, com destaque para a atuação de Ricardo, com 13 pontos.

Na outra metade do jogo, poderiam colocar a mesa no meio da quadra e confraternizar. Virou festa. Pontes aéreas frustradas, passes de efeito, sorrisos soltos resultaram  numa fração mais apertada (17 a 14 para Bauru).

O último quarto seguiu na mesma toada, mas nem é condenável a postura dos bauruenses. O adversário era muito fraco e ficava difícil conter a firula. E foi mais um passeio, 21 a 9, fechando a partida em 85 a 44.

Sábado tem mais. Porco na brasa?

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Bauru Basket Noroeste

Feliz 2013?

Duas sumidas recentes, o leitor há de ter notado. A primeira pela corrida insana que dezembro nos impõe. A segunda para curtir a virada de ano, misturada às férias, o mais longe possível do teclado. Agora, vai. Pra começar, feliz novo ano para você e todos que estima. E segue minha lista de desejos para 2013.

BAURU BASKET
Para o primeiro semestre (o restante do NBB5), não tenho ambição. Apenas quero ver os guerreiros reencontrarem seu melhor basquete. Se isso acontecer, a vaga nas quartas de final, como de costume, acontecerá. Entretanto, um chaveamento desastroso pode colocar um adversário mais qualificado de cara nas oitavas. Uma eliminação precoce seria um encerramento melancólico para um temporada que prometia glórias e tem se mostrado difícil demais, com reforços que ainda não encaixaram e o surgimento das vaias na Panela de Pressão, algo antes inimaginável. O que se deseja, quando o time cair — porque vai cair em algum momento, o título brasileiro agora seria uma façanha sem precedentes –, é que caia de pé, como sempre aconteceu nas outras temporadas.

Aí, quando o NBB acabar, com a tranquilidade de um patrocínio máster de longo prazo, será hora da reformulação que Guerrinha deverá promover. Nada drástico, mas todos têm que se desdobrar para garantir sua continuidade. Fica a dúvida sobre o perfil dos reforços para 2013/2014. E repito o desejo para 2012: que tragam pelo menos um atleta brasileiro calejado, vencedor, aquele cara que coloca a bola debaixo do braço e decide. Para o Paulista, novamente, a expectativa é romper a barreira da semi e chegar à decisão. Vai, Bauru!

NOROESTE
Desejo modestíssimo, o meu. Quero um clube sustentável, administrado de forma transparente e organizada. Que cessem as notícias desencontradas, precipitadas. Que a diretoria consiga honrar os compromissos financeiros em dia. Assim, cada um cumprirá seu papel com dignidade — o tempo será de vacas magras, mas se o mês tiver 30 dias, poderá ser cobrada dedicação, do porteiro ao centroavante.

É bom o presidente Anis Buzalaf tomar cuidado com promessas de parceria, com agentes que arrendam cota no elenco para exibir seus pernas-de-pau. Mesmo que bata o desespero, dinheiro fácil normalmente vai também fácil. O esforço deve se concentrar em buscar apoio local e, sobretudo, conseguir um apoio máster para desafogar o sofrido orçamento.

Espero também que a nova formação do Conselho Deliberativo traga sangue novo para esse órgão e que as reuniões sejam frequentes e produtivas. Por fim, que a torcida abrace o clube neste 2013 que será turbulento. Mas não falo dos habituais noroestinos que seguem de perto sua paixão — esses estarão sempre por perto, inclusive discutindo os bastidores do clube. Falo dos bauruenses em geral, que têm potencial para encher muito mais o Alfredão, comprar mais camisas, redescobrir o barato que é ver esse time jogar a olho nu. Avante, Noroeste!

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Bauru Basket

O Dragão está voltando… Bauru traz fundamental vitória de Joinville

Pilar marca o arremesso de Probst: jogo duro. Foto: Roberto Dias Borba/Divulgação

Há quase um ano, o Bauru Basket ia a Joinville para vencer e assumir a liderança. O inesperado revés deu início a uma fase descrescente do time de Guerrinha. Nesta quinta edição o NBB, ocorreu o inverso: o Dragão foi à cidade catarinense para se reerguer — e conseguiu! Com um primeiro quarto consistente e eficiência para segurar a pressão dos donos da casa os períodos seguintes, coube a Larry Taylor voltar a ser Alienígena na última parcial (9 pontos) para garantir a vitória por 83 a 71.

O nome do jogo, entretanto, foi Gui, que acertou todos os seus chutes, fechando com 22 pontos, incluindo a conclusão da partida com uma cravada. Coisa linda, Batman!

Bauru agora tem 5 vitórias em 9 jogos e pega Limeira, fora de casa, na próxima segunda (7/jan).

O JOGO

Desfalcado de Fernando Fischer, Guerrinha levou à quadra um quinteto titular interessante, com Larry, Ricardo Fischer, Gui, Pilar e Jeff Agba. O quarto foi movimentado e de domínio bauruense, o que ajudou a construir a diferença que resultou na vitória. Comandado pela mão certeira de Gui (10 pontos em 10 tentados) e pelo trabalho interno de Jeff Agba, o Dragão fechou a parcial em 33 a 24.

Depois de abrir 12 pontos, o segundo período se mostrou perigoso, com os donos da casa diminuindo a vantagem para apenas 3 — era preciso descansar Larry e companhia e o novo quinteto (Luquinha, Jason, Gui, Coleman e Sidão) se desdobrou. Mosso e Jeff Agba finalizaram o quarto para evitar o empate, fechando a parcial em 13 a 15 (levando vitória de 46 a 39 para o intervalo).

O terceiro quarto seguiu tenso. Até faltarem 5min, coube a Ricardo, Gui, Coleman, Andrezão e Sidão — o predador foi excluído precocemente, com 5 faltas. Quando Joinville encostou, ficando a 4 pontos de Bauru, Larry trouxe alívio com providencial bola de três, fechando o período em 62 a 55 (16 a 16 na parcial).

Errando muitos lances livres, os guerreiros viram Joinville abrir 6 a 0 e ficar apenas um pontinho atrás (62 a 61), até o menino Gui acertar um chute de três. Mais dois pontos, de Larry. Outra bola ali na frente, do Alienígena (de três!), e uma breve tranquilidade (70 a 63).  A partir daí, Bauru conseguiu manter uma diferença segura (parcial de 21 a 16) para garantir a importantíssima vitória por 83 a 71.

Jeff constrói parede no garrafão bauruense. Foto: Roberto Dias Borba/Divulgação

ASPAS
Em entrevistas a Rafael Antonio (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

“Se eu joguei bem é porque o time ajudou. Foi perfeito. O time está de parabéns”, comemorou Gui.

“Foi um jogo duro. A equipe vem crescendo, evoluindo e é quando o adversário melhora no jogo é que temos que ter um jogo de dupla, uma individualidade. O Gui foi muito bem. O Ricardo também. Precisava de dois armadores bem, só o Larry não iria conseguir conduzir o jogo todo. A equipe tem que entender que tem espaço pra todo mundo. Estão todos treinando, muito unidos. Esse é o caminho. E a torcida voltará a ter confiança quando a gente passar essa confiança. O time está com pegada, a defesa melhorou. Foi uma vitória muito importante”, comentou o técnico Guerrinha.

“O Gui e o Ricardo vieram do ritmo da LDB e fizeram a diferença. Esse aproveitamento do Gui eu nunca vi e ele está de parabéns pela bela atuação“, avaliou o auxiliar Hudson Previdelo.

NÚMEROS

Gui, fantástico, 22 pontos em 22 tentados!

Larry Taylor: 16 pontos e 3 rebotes (curiosamente, nenhuma assistência)

Ricardo Fischer, belo jogo: 13 pontos, 2 rebotes, 5 assistências.

Menção aos 3 pontos e 4 rebotes de Jason Detrick, começando a aparecer.

Coleman, discreto na pontuação (5), foi o líder nos rebotes (7).

Jeff Agba anotou 12 pontos e pegou 5 rebotes.

O ex-bauruense Thyago Aleo, de Joinville, mostrou serviço em 35 min em quadra: 17 pontos e 5 assistências.

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Guerrinha fala sobre a fase do Bauru Basket

Há algumas semanas o Canhota 10 publicou um desabafo de Fischer, comentando o momento ruim do time após a derrota na semifinal do Paulista e na final dos Abertos. Mas ainda não havia conversado com Guerrinha a respeito. Segue o depoimento do treinador do Bauru Basket nesse fechamento de 2012, esperando por dias melhores para os guerreiros.

“Todos nós fomos cobrados pelas derrotas. Eu fui muito cobrado. O Larry está sendo cobrado porque não está jogando aquele basquete de antes da Seleção. É que o Fischer se expôs com um torcedor e depois abriu um canal via internet e teve um desgaste maior. No geral, a equipe foi muito cobrada. Acho que, em alguns pontos, foram cobranças positivas. Outras foram pessoais, de gente que não gosta e usa a internet, que é escudo para os covardes. Usam qualquer nome para criticar sem saber o que se passa no dia a dia. Mas a equipe teve a maturidade de absorver e se superar. Eu acho que, de uma certa forma, aquela apatia e a descarga emocional daquela tristeza… foi bom. Mostrou que o jogador sente pelo time. O duro seria se continuassem rindo, brincando e não estivessem nem aí com as derrotas. Esse foi o lado bom: eles sentiram na alma o que é perder a chance de fazer uma final, de não corresponder às expectativas do torcedor e da própria equipe. Mas se abateram muito. Estamos trabalhando e buscando resgatar e isso vai ser muito positivo para finalizar a temporada.”

A impressão que tenho é que Guerrinha ainda tem (permita-me o termo) tesão por estar à beira da quadra. Gosta de revelar jogadores mais do que conduzir cobras criadas. E sobretudo tem consciência das limitações do time que tem nas mãos. A chance de título já se foi, ele sabe disso. Será preciso um elenco remodelado, um novo ciclo, para esse momento da taça chegar. Claro, não precisa ser uma remontagem como fez Franca. Mas a temporada 2013/2014 precisará ser de caras novas, diminuindo a margem de erro nas contratações.

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Bauru Basket oscila, vacila e Flamengo segue invicto no NBB

Larry encara Kojo: erro crucial no final do quarto período. Foto: Sergio Domingues/HDR Photo

 

Não haveria forma melhor para fechar um 2012 cheio de emoções, do que vencendo o time mais poderoso do Brasil. Chegando a abrir quase 20 pontos (segundo e terceiro períodos excelentes), o Dragão acabou vacilando no último quarto, quando tinha 6 pontos de vantagem a 30s do fim e os rubro-negros foram buscar o empate. Após duas prorrogações, o Flamengo acabou vencendo a partida por 102 a 97.

O primeiro quarto foi equilibrado, com o Dragão perseguindo o Urubu (parcial de 18 a 19). Fischer e Pilar, com 5 cada,  puxaram a pontuação.

O segundo período foi do impressionante aproveitamento nas bolas de três dos guerreiros (7/9), com destaque para Mosso, que fez 11 pontos seguidos (sendo três chutes de fora), e Ricardo Fischer (7) — eles tiveram aproveitamento de 100% na parcial. Com 32 a 24, Bauru garantiu boa vantagem para o vestiário: 50 a 43.

Na volta do intervalo, Bauru continuou melhor. Jeff Agba, Coleman e Larry capturaram juntos 9 rebotes defensivos e Fischer, novamente calibrado, ajudaram o Dragão a aumentar a diferença, fechando em 71 a 59 (parcial de 21 a 16).

Quando a vitória tranquila parecia construída, o Flamengo apertou. E foi buscar o placar, ficando somente três pontos atrás a menos de 4min do fim (77 a 74). Depois disso, Bauru respirou um pouco, liderado por Larry (10 pontos na parcial). Entretanto, nos segundos finais os donos da capa perderam dois ataques seguidos e o adversário conseguiu levar a partida para a prorrogação: 86 a 86.

Primeira prorrogação lá e cá. Caio Torres de um lado, Larry (de três) do outro. Marquinhos nos lances livres, Jeff depois. A,í o Flamengo errou um ataque e Pilar sofreu falta: só um chute convertido e vantagem de dois pontos a um minuto do fim. Cada um desperdiçou um ataque, depois Benite foi parado, converteu as duas bolas e empatou a 40s do fim. Larry perdeu bola no ataque, mas, ufa, Caio Torres comete falta de ataque. O Dragão errou a última ofensiva e veio mais uma prorrogação! 92 a 92.

O segundo tempo extra começou rubro-negro, que abriu 5 pontos. E Guerrinha soltou os lagartos a plenos pulmões, incluindo sonora bronca sobre Larry, que às vezes exagera em jogadas de efeito. Mas havia acabado a perna. A equipe carioca conduziu com tranquilidade, gastando a posse de bola para fechar o jogo. Frustrada, a torcida vaiou ao soar do cronômetro.

O momento é de estudar minuciosamente o vídeo dessa incrível partida, na qual o time acertou e errou muito. E começar 2013 com os acertos apurados e os erros atacados.

Números
Larry fechou o jogo com 21 pontos, 8 rebotes e 5 assistências. Ricardo Fischer fez boa partida, com 13 pontos e 7 assistências. Fischer (14 pontos), Coleman (11 pontos e 6 rebotes), Mosso (12 pontos), Jeff Agba (8 pontos e 8 rebotes) e Pilar (13 pontos e 7 rebotes) também contribuíram bastante. Sidão novamente não disse a que veio, ficando em quadra menos tempo do que o ainda desentrosado Detrick.

Aspas
“É um jogo que a gente tinha que ganhar e recuperar uma derrota. Não faltou perna, faltou inteligência. Não podemos perder jogo assim em casa. Mas ainda tem muito jogo pela frente”, disse o capitão Fischer ao microfone de Rafael Placce, da dobradinha Jornada Esportiva/Auri-Verde.

“Temos que corrigir alguns erros, mas temos que enaltecer o time todo pela vontade”, comentou Mosso, monstro no segundo quarto.

“A gente tem que saber que basquete é céu e inferno. Se vencemos, teríamos quebrado o último invicto. A equipe jogou certo e errado, bem e mal. Por erros em duas posses de bola no último quarto… Poderíamos fechar o jogo por tudo o que fizemos. Não se pode cometer esse tipo de erro diante de uma equipe tão forte. Mas os jogadores foram brilhantes e voltaram a jogar de igual para igual diante de um time top. O time teve uma força muito grande na primeira prorrogação, mas aí na segunda o Marquinhos finalizou o jogo. Se ganha, estaria tudo certo, no bom sentido. No emocional, ninguém fica feliz com a derrota, mas nosso caminho é tentar melhorar, trabalhar esses jogadores em quem a gente acredita. A pegada voltou”, analisou Guerrinha.

O treinador do Flamengo, José Neto, valorizou bastante sua suada vitória: “Bauru jogou uma partida espetacular. Dificilmente alguém terá um aproveitamento parecido. O mérito da vitória foi da nossa defesa, que conseguiu parar essa verdadeira artilharia de Bauru.”