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O Dragão está voltando… Bauru traz fundamental vitória de Joinville

Pilar marca o arremesso de Probst: jogo duro. Foto: Roberto Dias Borba/Divulgação

Há quase um ano, o Bauru Basket ia a Joinville para vencer e assumir a liderança. O inesperado revés deu início a uma fase descrescente do time de Guerrinha. Nesta quinta edição o NBB, ocorreu o inverso: o Dragão foi à cidade catarinense para se reerguer — e conseguiu! Com um primeiro quarto consistente e eficiência para segurar a pressão dos donos da casa os períodos seguintes, coube a Larry Taylor voltar a ser Alienígena na última parcial (9 pontos) para garantir a vitória por 83 a 71.

O nome do jogo, entretanto, foi Gui, que acertou todos os seus chutes, fechando com 22 pontos, incluindo a conclusão da partida com uma cravada. Coisa linda, Batman!

Bauru agora tem 5 vitórias em 9 jogos e pega Limeira, fora de casa, na próxima segunda (7/jan).

O JOGO

Desfalcado de Fernando Fischer, Guerrinha levou à quadra um quinteto titular interessante, com Larry, Ricardo Fischer, Gui, Pilar e Jeff Agba. O quarto foi movimentado e de domínio bauruense, o que ajudou a construir a diferença que resultou na vitória. Comandado pela mão certeira de Gui (10 pontos em 10 tentados) e pelo trabalho interno de Jeff Agba, o Dragão fechou a parcial em 33 a 24.

Depois de abrir 12 pontos, o segundo período se mostrou perigoso, com os donos da casa diminuindo a vantagem para apenas 3 — era preciso descansar Larry e companhia e o novo quinteto (Luquinha, Jason, Gui, Coleman e Sidão) se desdobrou. Mosso e Jeff Agba finalizaram o quarto para evitar o empate, fechando a parcial em 13 a 15 (levando vitória de 46 a 39 para o intervalo).

O terceiro quarto seguiu tenso. Até faltarem 5min, coube a Ricardo, Gui, Coleman, Andrezão e Sidão — o predador foi excluído precocemente, com 5 faltas. Quando Joinville encostou, ficando a 4 pontos de Bauru, Larry trouxe alívio com providencial bola de três, fechando o período em 62 a 55 (16 a 16 na parcial).

Errando muitos lances livres, os guerreiros viram Joinville abrir 6 a 0 e ficar apenas um pontinho atrás (62 a 61), até o menino Gui acertar um chute de três. Mais dois pontos, de Larry. Outra bola ali na frente, do Alienígena (de três!), e uma breve tranquilidade (70 a 63).  A partir daí, Bauru conseguiu manter uma diferença segura (parcial de 21 a 16) para garantir a importantíssima vitória por 83 a 71.

Jeff constrói parede no garrafão bauruense. Foto: Roberto Dias Borba/Divulgação

ASPAS
Em entrevistas a Rafael Antonio (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

“Se eu joguei bem é porque o time ajudou. Foi perfeito. O time está de parabéns”, comemorou Gui.

“Foi um jogo duro. A equipe vem crescendo, evoluindo e é quando o adversário melhora no jogo é que temos que ter um jogo de dupla, uma individualidade. O Gui foi muito bem. O Ricardo também. Precisava de dois armadores bem, só o Larry não iria conseguir conduzir o jogo todo. A equipe tem que entender que tem espaço pra todo mundo. Estão todos treinando, muito unidos. Esse é o caminho. E a torcida voltará a ter confiança quando a gente passar essa confiança. O time está com pegada, a defesa melhorou. Foi uma vitória muito importante”, comentou o técnico Guerrinha.

“O Gui e o Ricardo vieram do ritmo da LDB e fizeram a diferença. Esse aproveitamento do Gui eu nunca vi e ele está de parabéns pela bela atuação“, avaliou o auxiliar Hudson Previdelo.

NÚMEROS

Gui, fantástico, 22 pontos em 22 tentados!

Larry Taylor: 16 pontos e 3 rebotes (curiosamente, nenhuma assistência)

Ricardo Fischer, belo jogo: 13 pontos, 2 rebotes, 5 assistências.

Menção aos 3 pontos e 4 rebotes de Jason Detrick, começando a aparecer.

Coleman, discreto na pontuação (5), foi o líder nos rebotes (7).

Jeff Agba anotou 12 pontos e pegou 5 rebotes.

O ex-bauruense Thyago Aleo, de Joinville, mostrou serviço em 35 min em quadra: 17 pontos e 5 assistências.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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