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Guerrinha fala sobre a fase do Bauru Basket

Há algumas semanas o Canhota 10 publicou um desabafo de Fischer, comentando o momento ruim do time após a derrota na semifinal do Paulista e na final dos Abertos. Mas ainda não havia conversado com Guerrinha a respeito. Segue o depoimento do treinador do Bauru Basket nesse fechamento de 2012, esperando por dias melhores para os guerreiros.

“Todos nós fomos cobrados pelas derrotas. Eu fui muito cobrado. O Larry está sendo cobrado porque não está jogando aquele basquete de antes da Seleção. É que o Fischer se expôs com um torcedor e depois abriu um canal via internet e teve um desgaste maior. No geral, a equipe foi muito cobrada. Acho que, em alguns pontos, foram cobranças positivas. Outras foram pessoais, de gente que não gosta e usa a internet, que é escudo para os covardes. Usam qualquer nome para criticar sem saber o que se passa no dia a dia. Mas a equipe teve a maturidade de absorver e se superar. Eu acho que, de uma certa forma, aquela apatia e a descarga emocional daquela tristeza… foi bom. Mostrou que o jogador sente pelo time. O duro seria se continuassem rindo, brincando e não estivessem nem aí com as derrotas. Esse foi o lado bom: eles sentiram na alma o que é perder a chance de fazer uma final, de não corresponder às expectativas do torcedor e da própria equipe. Mas se abateram muito. Estamos trabalhando e buscando resgatar e isso vai ser muito positivo para finalizar a temporada.”

A impressão que tenho é que Guerrinha ainda tem (permita-me o termo) tesão por estar à beira da quadra. Gosta de revelar jogadores mais do que conduzir cobras criadas. E sobretudo tem consciência das limitações do time que tem nas mãos. A chance de título já se foi, ele sabe disso. Será preciso um elenco remodelado, um novo ciclo, para esse momento da taça chegar. Claro, não precisa ser uma remontagem como fez Franca. Mas a temporada 2013/2014 precisará ser de caras novas, diminuindo a margem de erro nas contratações.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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