Depois de comandar o placar em boa parte do jogo — como aconteceu em outras derrotas — o Bauru Basket permitiu a virada e perdeu para o Paulistano, em São Paulo, por 76 a 73. O revés interrompeu a sequência positiva do time, que vinha ganhando desde o início do ano.
Larry Taylor voltou a ser protagonista de uma partida, com 21 pontos, 6 rebotes e 4 assistências, mas não foi suficiente. Quando o técnico Gustavo de Conti mudou o sistema de marcação, complicou a vida dos guerreiros e virou a partida no minuto final.
“Comandamos o jogo, mas eles mudaram a marcação para zona, com que temos dificuldade. Méritos para o Paulistano. Na hora da decisão, oscilamos. E não pode. Temos que melhorar isso”, comentou o armador Ricardo Fischer ao microfone de João Paulo Benini, do Jornada Esportiva.
“A gente poderia ter ganho o jogo se tivesse feito um último quarto melhor. Não é uma derrota anormal, por três pontos na casa deles, mas poderíamos ter saído com a vitória. Não conseguimos sair da defesa zona do Paulistano e isso nos deixou muito restritos”, resumiu o técnico Guerrinha.
Se foi difícil nessa quinta, imagine no sábado, contra o quarto colocado, o Pinheiros. Como tem jogado de igual para igual contra todos os adversários, uma vitória é possível. Até porque é provável que haja mais torcedores do Dragão do que do clube da Zona Sul — a torcida Fúria vai viajar, há muitos bauruenses morando lá e até a galera da Sangue Rubro Capital vai dar uma força. Que gritem a plenos pulmões no período final, que é quando o time tem desacelerado — ou acelerado demais nos anteriores?
Carismático, Sidão não teve tempo para mostrar seu potencial. Foto: JB Anthero/Divulgação
O Bauru Basket enviou comunicado anunciando a saída de Sidão Santana. Com proposta do basquete angolano, não coberta pela diretoria bauruense, o pivô não mais vestirá a camisa 27 do Dragão.
A princípio, a vaga deixada pelo grandalhão não deve ser reposta — dedução a partir do que disse Guerrinha, via assessoria: “Temos substitutos para a posição. O Mosso e o Coleman estão melhorando muito e podem assumir funções táticas dessa posição”.
A verdade é que Sidão agradou mais pelo carisma (foi ovacionado logo em sua estreia) do que pelo desempenho em quadra. Poderia evoluir, claro, mas cobrir uma proposta salarial apostando numa eventual melhora não seria mesmo o caso.
Se tivesse ‘chegado, chegando’, a conversa poderia ter sido outra. Mas com 3,9 pontos e 2,1 rebotes por jogo, fica difícil lamentar sua saída.
Penso que a diretoria poderia não repor essa vaga e dar mais minutos a Andrezão — Nandão é outra opção para o garrafão. Que guarde essa grana e negocie já com Lucas Tischer para a próxima temporada. Já pensou?
Não estive na Panela ontem (12/1), mas ouvi relatos animadores de que, mais uma vez, o Bauru Basket se impôs ao adversário, vencendo o Palmeiras por 91 a 67. Melhor ainda: Ricardo Fischer segue evoluindo e se aproxima rapidamente do patamar que se espera que ele alcance com a camisa do Dragão. O camisa 5 foi o mais eficiente em quadra, com 21 pontos, 4 rebotes e 5 assistências. Quando Fernando Fischer voltar do tratamento no tornozelo direito, é possível que veja o irmão mais novo consolidado como titular.
Com 8 vitórias em 12 jogos (67% de aproveitamento), o Bauru Basket está na sexta posição(por aproveitamento, não por pontos), finalmente na parte da tabela correta para seu nível. E se continuar evoluindo, quem sabe não surpreenda com uma excelente quarta posição…
Ao final da partida, o Jornada Esportiva apurou (e o Papo com o Papadetalhou) que o pivô Sidão pode estar de saída. Ele colocou na mesa uma proposta de um clube angolano e quer uma contrapartida bauruense — que não acredito que acontecerá.
Na crônica do jogo, foi inevitável brincar com as palavras depois de tantos espetinhos… Mas que fique claro que Bauru não menosprezou Suzano. A seguir, as impressões de Pilar, Guerrinha e do técnico de Suzano, Cadum.
Pilar “A gente tornou o jogo fácil. Estamos entrando em quadra pra jogar contra qualquer time, reformulando nosso jeito de jogar. A equipe está mais unida, fazendo bons jogos. Não importa o adversário, estamos jogando forte, de forma coletiva e com intensidade para fazer que nosso esquema funcionar.”
Guerrinha “Construímos um jogo legal. O importante não é a diferença. É como o time vem jogando. Eles estão sentindo prazer em passar a bola um para o outro. Estão se identificando na defesa. Resgataram valores que tinham perdido no início da temporada, por vários motivos. Trabalhamos muito o lado da consciência, da união e conseguimos reverter esse quadro. O time está com uma energia diferente, independentemente do placar e do adversário. Levamos a sério o jogo e construímos o placar, por mais que haja uma ou outra desconcentração.”
Cadum, técnico de Suzano “Estamos com plano a curto prazo. Peço para o time aproveitar o momento da melhor maneira possível. Entramos num campeonato fortíssimo com pouca experiência. Temos jogadores que nunca tinham jogado nesse nível. Estou otimista porque ganhamos ao enfrentar adversários fortes como Bauru. Isso nos proporciona evoluir e ganhar de times que estão no mesmo nível que o nosso. E tentar jogar de igual pra igual contra os fortes. Contra Bauru não foi possível, mas contra Brasília só decidiram no último quarto.”
Na verdade, o Dragão já voltou. Voltaram a garra, a pegada, o entusiasmo e o espírito coletivo. Mas contive a euforia da afirmação no título desse post porque tem muita coisa para acontecer nessa equilibradíssima quinta edição do Novo Basquete Brasil. O momento é de alta, haverá outra baixa e o importante é perseguir um percentual à altura das pretensões para os playoffs.
Nem vou falar em revanche da derrota da final dos Abertos. Deixemos aquele jogo pra lá. Hora de celebrar essa vitória sofrida e fantástica na casa de um adversário difícil. Por 84 a 82, o Bauru Basket sai de Limeira ainda mais revigorado. E comemorando duas coisas: a atuação de um jogador que começa a se soltar: Jason Detrick, o cestinha bauruense com 17 pontos; a vitória na última bola, que dá confiança para a equipe que já perdeu três vezes assim (Uberlândia, Basquete Cearense e Flamengo).
Com 6 vitórias em 10 jogos, agora é receber Suzano (quinta, 10/jan) e Palmeiras (sábado) na Panela para aproximar-se de vez dos líderes.
O JOGO
Sidão fez esses 2 pontos, pegou 2 rebotes e deu 2 assistências. Fotos: JB Anthero/Divulgação
O primeiro quarto foi arrasador, com Bauru impondo um ritmo impressionante, comandado por Ricardo Fischer (voltou a jogar muito bem, o menino) e com Pilar e Jason puxando a pontuação: 28 a 15.
O Dragão continou bravo até a metade do segundo período, quando Limeira começou a mostrar reação. Nesse equilíbrio, parcial de 23 a 24 para os donos da casa, com DeAndre Coleman se destacando. Bauru leva vantagem de 12 pontos para o intervalo: 51 a 39.
Esperava-se que os comandados de Demétrius voltassem voando para tentar a virada, mas os de Guerrinha seguiram controlando a diferença, que subiu para 14 no final do terceiro quarto: 69 a 55 (parcial de 18 a 16). Isso graças aos 6 rebotes de Larry Taylor no período e aos pontos de Jason e Coleman.
No último quarto, Limeira entrou no jogo. Tirou a diferença com Fernando Mineiro e o gringo Carter. Do lado bauruense, bolas providenciais de Mosso e Jason tentavam segurar o avanço adversário. Até que Coleman desperdiçou dois lances livres e Limeira virou a partida a 12s do fim! — ficando pela primeira vez à frente do placar em todo o jogo (81 a 82). Com a bola queimando nas mãos, Bauru confiou a Jason Detrick o último lance: ela rodopiou no aro e Pilar estava atento para pegar o rebote e converter sofrendo falta. O Cavalo converteu o lance de bonificação e os anfitriões, a 4s do fim, desperdiçaram no desespero. Que vitória bauruense: 84 a 82.
ASPAS Entrevistas ao repórter Chico José (Jornada Esportiva/Auri-Verde); e que transmissão de Rafael Antonio!
“Seria um castigo imenso perder hoje, jogamos muito bem coletivamente”, cravou Pilar, o homem da bola do jogo, que não viu a vitória como revanche. “A gente vem se reerguendo. Não é revanchismo bobo vencer aqui, mas foi uma vitória para reafirmar nosso crescimento.”
“Vacilamos no último quarto, mas estamos de parabéns, essa vitória fora de casa foi muito importante”, comemorou Ricardo Fischer, um dos grandes nomes do jogo (quase duplo-duplo).
“Temos todos que nos preparar, esse campeonato vai ser todo assim, muito duro. Essa vitória recupera uma derrota nossa em casa e aos poucos vamos melhorando. O importante é que a equipe está vibrando e todos colaborando. Veja o Mosso, que quase não jogou, mas fez uma bola de três importantíssima e ainda pegou um rebote. E finalmente o Jason apareceu, pois quem determina o tempo em quadra do jogador é ele mesmo, com seu desempenho”, avaliou o técnico Guerrinha.
DESTAQUES
Jason Detrick atuou 28min e foi o cestinha de Bauru, com 17 pontos.
DeAndre Coleman fez 14 pontos e pegou 7 rebotes.
Jeff Agba, sempre pontuando em dois dígitos (12), pegou 8 rebotes.
Ricardo Fischer, 27min em quadra, fez 8 pontos, pegou 4 rebotes e distribuiu 10 assistências!
Gui não foi o monstro de Joinville, mas fez 8 importantes pontos e deu 3 assistências.
Larry Taylor contribuiu com 7 pontos, 7 rebotes e 2 assistências.
Importante destacar o trabalho coletivo, pois a cada jogo é um cestinha diferente, alguém se sobressai em algum fundamento e, claro, Bauru ganha com isso.