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Noroeste

Finalmente! Noroeste vence Monte Azul no Alfredão e respira

De 20 de fevereiro a 17 de agosto. Praticamente seis meses de angústia por comemorar uma vitória. Contra o mesmo Monte Azul, no mesmo Alfredão. Se os 2 a 0 serão suficientes para amenizar a crise do Noroeste, só os próximos dias dirão. Dentro de campo, pelo menos, deverá trazer tranquilidade.

Aliás, viu-se no gramado (ruim) muita aplicação do time. Não houve corpo mole. O que faltou foi qualidade e tranquilidade para trabalhar melhor a bola, nas pouquíssimas vezes que o time, de fato, chegou próximo à área adversária no primeiro tempo. A única investida aguda foi a que resultou no gol da vitória, aos 27. Flávio cruzou da direita, Cléberson e Bruno Santos brigaram na área e ela sobrou na entrada para Márcio Luiz, que chutou firme e contou com desvio da zaga para balançar a rede.

Na etapa final, Yuri foi exigido apenas duas vezes. O Monte Azul até que pressionou, no sufoco dos minutos finais, mas em chuveirinhos rechaçados por Marcos Aurélio e Magrão, seja lá no alto ou, na queda da pelota, emendando chutão. Afinal, bola pro mato que… Já o ataque, novamente Márcio Luiz pressionou, numa descida pela direita que parou na mão do goleiro. A pequena torcida (195 pagantes) já se contentava com a vitória simples, até que um contra-ataque bem encaixado resultou em mais uma alegria nessa tarde fria. Aos 38, Cléberson foi à linha de fundo, na esquerda, e cruzou na marca do pênalti para Marco Túlio completar rasteiro.

Apitado o final, muita vibração do técnico Edinho Machado: uma ponte que pariu, um sinal-da-cruz, o desabafo aliviado. Os jogadores foram até o alambrado saudar a galera, torcedores que nunca abandonaram o time. Agora, o  Norusca está a três pontos da zona de classificação e volta a sonhar com a próxima fase.

Abre aspas
“Graças a Deus! A gente sabe o quanto a gente lutou por essa vitória. Fico muito feliz, sei da dificuldade que estamos enfrentando e a qualidade desse grupo. Queria pedir para a cidade de Bauru apoiar esse clube, pois dentro do vestiário só tem homem, independente de quem comanda o clube. Nós honramos essa camisa. A gente espera que parem de falar nos bastidores e ajam um pouco mais. Esperamos, pra ser bem sincero, um pouco mais de honestidade”, desabafou em tom firme o goleiro Yuri, ao sair do campo, aos microfones de Jota Martins (87FM/Jornada Esportiva) e Jota Augusto (Auri-Verde).

O Noroeste finalmente venceu com Yuri; Flávio, Marcos Aurélio, Magrão e Jorginho Paulista; Alex Bacci, Rafael Muçamba, Ruan (Douglas) e Márcio Luiz (Marco Túlio); Cléberson e Bruno Santos (Zé Roni).

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Noroeste

A interrogação continua no Noroeste

Já é sabido todo o bafafá que rolou na última quinta-feira em Alfredo de Castilho. Funcionários e jogadores cruzaram os braços, fez-se uma reunião nos vestiários e, muitos palavrões em alto e bom som depois, houve treino leve e estabeleceu-se uma trégua. Que tem prazo: 15 dias. Foi o tempo que o presidente Anis Buzalaf e o gestor Fabiano Larangeira pediram para resolver as pendências financeiras, alegando estarem próximos de fecharem contratos de patrocínio.

Não é preciso muito esforço para deduzir que, na verdade, ganharam tempo. Nesses 15 dias, o Norusca poderá estar desclassificado da Copa Paulista. Dessa forma, nada de patrocinador — quem colocaria dinheiro num time que não teria jogos a disputar até dezembro? Nesse cenário, só posso imaginar a dissolução da parceria e até mesmo a renúncia de Buzalaf — dedução minha, reforço.

O outro cenário desse “pedido de tempo” seria uma recuperação na Copinha, um fôlego novo para a fase seguinte, acompanhado de um novo patrocinador. O material gráfico a ser apresentado para investidores está pronto e imagina-se que o Anis e Larangeira já estão na rua, batendo de porta em porta.

O jogo contra o Monte Azul, pela sexta rodada, será o definidor de qual situação o Noroeste irá viver nas próximas semanas. De qualquer forma, há um desgaste no discurso de presidente e gestor. Um defende o treinador Edinho Machado, o outro pressiona. Mesmo suas funções estão confusas. No início, Anis iria atrás de dinheiro ALÉM do prometido por Larangeira. O empresário gaúcho, que seria principal investidor, mudou o discurso e virou “captador”. Disse que “dinheiro não cai do céu”, mas quando chegou a Bauru deu a impressão de que ele caíra do céu.

Larangeira deve ter achado que, chegando com um jogador campeão do mundo de clubes (Michel Neves) e um famoso ex-jogador da Seleção (Josimar) a tiracolo, seduziria o empresariado local. Esqueceu-se de pesquisar que há tempos o Alvirrubro é ignorado como vitrine, apesar de ser a mais tradicional instituição esportiva da cidade.

Tenho refletido nos últimos dias se nós, da imprensa, não deveríamos ser mais enfáticos em apelos aos homens do dinheiro de Bauru. Se o poder público não deve ser cobrado a olhar com mais carinho para o Norusca. Certamente. Mas a casa tem que estar arrumada. Quando o basquete esteve ameaçado de parar no início de 2012, espantava não surgir apoio a um time tão organizado e competitivo. O Noroeste precisa de credibilidade. E, sem julgar boa ou má intenção, a gestão Buzalaf não recupera mais. Ele tem sido aconselhado a renunciar. Faria bem a si mesmo e ao clube que ele ama se o fizesse.

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Bauru Basket

Bauru perde para o Paulistano na Panela

É sempre bom reconhecer o melhor jogo do adversário, mas foi daquelas noites em que pouca coisa deu certo. O aro estava duro, a vibração não foi suficiente. E os erros do início do campeonato — sobretudo o passe — estiveram mais evidentes. Assim, o Paschoalotto Bauru perdeu a primeira no Paulista, logo em casa. O Paulistano triunfou com propriedade, por 92 a 81.

O jogo
Foi um início equilibrado, como prometia ser a partida. Placar lá e cá, até que o Paulistano resolveu mostrar um nova faceta nesta temporada: a marra. Quando Guerrinha alertou a mesa de que o técnico Gustavinho de Conti havia modificado a substituição, ele deixou quatro jogadores em quadra para desafiar o treinador bauruense, por três jogadas — uma bola de três do time da capital, seguida de oito pontos bauruenses para pôr fim à afronta que não deu certo. Com Barrios calibrado, Bauru fechou o primeiro quarto com 23 a 14.

O segundo período foi igualmente tenso. Gustavinho reclamava de um lado, Guerrinha devolvia um “fala muito” do outro. E o pivô Renato, ex-bauruense, resolveu provocar, estapeando a tabela depois de uma enterrada. Depois errou passe, tomou toco e pouco feliz dali em diante. Mas seu time conseguiu equilibrar a parcial (23 a 24), levando para o intervalo o placar de 46 a 38. O Dragão errou muitas bolas (11 perdidas no primeiro tempo) e Guerra deve ter cuspido fogo no vestiário.

Na volta, a dificuldade desse início de Paulista novamente esteve evidente: Ricardo Fischer sobrecarregado e muito marcado. As disputas no garrafão foram intensas, sobretudo entre Tischer e Mineiro. Nos chutes de César (cestinha da partida, com 22 pontos!) e nas infiltrações de Holloway, o Paulistano fez boa fração de 19 a 30 e passou à frente: 65 a 68.

O quarto final foi mais uma vez de teste para a competitividade do time em momentos adversos, pois o Paulistano chegou a abrir 13 pontos, explorando os erros de Bauru e encaixando contra-ataques. Barrios brigou muito com Renato lá embaixo e, como bom argentino, soube catimbar. O jogo pilhado acabou esquentando os ânimos fora da quadra. A dreitoria bauruense teve trabalho para conter manifestações mais hostis ao banco de reservas dos visitantes. E o time da capital, até outro dia freguês, botou pressão, com cravada e peitadinha estilo NBA. A marra funcionou: 81 a 92 (parcial de 16 a 24). E criou-se uma nova rivalidade, pois, agora, o Paulista tem returno…

Bronca
Assim que terminou de conceder entrevistas, o Guerrinha reuniu time e comissão técnica no vestiário. Aproveitou o calor da derrota para mexer nos brios. “Se a gente acha que está acima, não pode perder um jogo desses. Se chegar em playoff com o espírito de hoje, perde”, cravou o treinador, que reconheceu o melhor jogo do adversário.

“Dá para tirar várias lições do jogo. O Paulistano jogou com muito mais intensidade do que nós. Temos que aprender e entender que o campeonato é forte, não podemos ficar dependendo da volta do Larry. Não podemos perder 18 bolas! Nosso time ficou acuado e não conseguimos reagir. Nunca é bom perder. Em casa, pior ainda! Principalment por essa diferença de pontos…”, finalizou Joge Guerra.

Sábado, às 18h, o visitante será Mogi, que venceu Limeira, em casa, por 80 a 37.

Números
Murilo foi o cestinha bauruense, com 20 pontos — e pegouoito rebotes. O argentino Barrios, cada vez mais solto, marcou 15. Ricardo, mesmo em noite pouco inspirada, fez 13 e distribuiu seis assistências. Andrezão anotou 11 e pegou sete rebotes. Tischer fez nove pontos e também capturou sete bolas.

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Bauru Basket

Fernando Fischer comenta início do Paulista e comemora boa recuperação do tornozelo

 

Ontem (14/ago), Fernando Fischer completou 32 anos. Gostaria de comemorar presenteando a torcida com seus chutes certeeiros, mas segue engajado na recuperação de cirurgia no tornozelo direito. O ala falou com o Canhota 10 sobre seu momento atual, acompanhando todos os treinamentos dos colegas e participando ativamente das partidas — ele tem ficado, junto com Luquinha (também em recuperação), no banco de reservas, apoiando os colegas e imerso no clima de jogo. Hoje, estará novamente com a equipe na difícil partida contra o Paulistano, na Panela, às 20h.

Reconhecido pelo próprio Guerrinha como bom leitor de jogo, o camisa 14 também comentou o que tem achado do time nesses jogos iniciais e avisou que, em dois meses, estará de volta. Parabéns, Fischer, e bom trabalho nessa reta final de tratamento.

Recuperação
“Está muito boa. Voltei a correr semana passada e estou me sentindo ótimo. Tudo melhor do que o esperado. Tenho feito um trabalho excelente na piscina, que está me ajudando muito, fora todos os períodos de fisioterapia. A previsão de retorno continua sendo a inicial, que era de seis meses pós-cirurgia, o que resulta em mais ou menos mais uns dois mese,s arredondando.”

O novo elenco
“Tenho gostado muito do time, não só pelas vitórias, mas principalmente pela vontade, motivação e o companheirismo que todos estão tendo. Todos com muito a fim. O entrosamento leva um tempo para se completar. Alguns jogadores têm maior facilidade em jogar com novos companheiros, alguns levam mais tempo. Faz parte do processo. Estou muito confiante e doido para poder ajudar de qualquer forma.”

Junto com o time
“Estou participando cada vez mais dos momentos coletivos. Acredito que isso seja bom para o grupo e para mim, para ir entrando no clima, conversando, observando de perto aonde posso me encaixar e o que devo buscar. O que me deixa bem mais tranquilo é o quão bacana são meus companheiros.”

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FIB Futsal

FIB traz empate de São Bernardo na estreia da Copa Federação

O FIB/Semel/Bauru conseguiu bom resultado na estreia da Copa Federação de Futsal, empatando em 2 a 2 com o São Bernardo. A Laranja Mecânica abriu o placar logo aos 17 segundos, com Murilo, mas permitiu a virada dos donos da casa. Usando a estratégia do goleiro-linha, o time bauruense pressionou e chegou ao empate a dois minutos do fim, com Willian.

A partida foi disputada no belo ginásio Adib Moyses Dib e nos faz pensar: quando a Cidade Sem Limites terá um ginásio municipal poliesportivo capaz de acolher com conforto os grandes jogos de quadra? — e, de quebra, pode pleitear partidas de seleções brasileiras de vôlei, basquete, futsal, handebol… Demorou.

O próximo confronto do time da FIB também será fora de casa, no dia 6 de setembro, contra o Wizard Pulo do Gato, em Campinas. A torcida poderá matar saudades da bolinha pesada no Duduzão somente no dia 17, na partida contra a AABB.