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Guerrinha: “O time vai melhorar mais ainda”

Quem viu os primeiros jogos do Paschoalotto Bauru percebeu como o time demorou a se entrosar. Foram muitos passes errados e saídas de bola equivocadas — como se sabe, por desfalques, adaptação das novas peças e pela curta pré-temporada, com apenas um amistoso e poucos coletivos.

Pois bem, o aprimoramento foi com a bola quicando mesmo, durante o primeiro turno do Paulista, que se encerra nessa quinta (4/set) para o Dragão em difícil confronto com Franca, no Pedrocão. Mesmo se perder, Bauru termina o turno na liderança. Aos poucos, a equipe foi minimizando os erros e ganhando confiança.

“O time vai melhorar mais ainda”, avisa o técnico Guerrinha, que foi inserindo o cinco contra cinco à rotina de treinos. “Colocamos os minicoletivos e muito trabalho de drible e corte. Nos últimos jogos, diminuímos a bola perdida”, comenta o treinador, que avalia que, finalmente, a parte técnica e tática está alcançando a física: “No início, estávamos bons para academia, não para jogar basquete”.

Larry
O Bauru Basket ainda não anunciou a data de retorno do armador Larry Taylor, após a eliminação precoce do Brasil na Copa América. Somente quando chegar e suas condições forem avaliadas, é que saberemos se encara a Liga Sorocabana, no sábado, ou se retorna no dia 12, contra Limeira, na Panela — onde receberia providencial carinho da torcida, pois deve estar abatido.

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Noroeste

Empate heroico do Norusca, no dia do aniversário de 103 anos

Uma partida com a cara da história centenária do Noroeste. No peito e na raça, sem nunca desistir, o Norusca foi buscar um empate, que já parecia improvável, em 1 a 1 com o Rio Preto, fora de casa. Se para a disputa da Copa Paulista foi um mau resultado, pois o time segue fora do G-4 do grupo 1, para festejar o aniversário alvirrubro foi de lavar a alma, com defesa de pênalti (santo Yuri!) e gol(aço de falta de Márcio Luiz) aos 47 do segundo tempo!

Com dois pontos atrás do Monte Azul e seis por disputar, a esperança está em secar novamente o adversário direto, que fez um ponto nos últimos seis, e bater a Francana em casa no próximo sábado. Na última rodada, torcer para a mesma Francana, que recebe o Monte Azul, e encarar um dificílimo jogo na casa do Linense — contando com o fato do Elefante, já classificado, jogar mais relaxado.

A comemorar, a possibilidade de o Norusca ter uma nova dupla de ataque, já que Cléberson e Zé Roni não têm rendido. O menino Aguiar entrou muito bem e Michel Neves, agora apto, pode muito bem fazer a função de meia-atacante.

O Noroeste empatou com o Jacaré com Yuri; Ruan, Marcos Aurélio, Magrão e Jorginho Paulista; Alex Bacci, Rafael Muçamba, Pedro (Josimar Jr) e Márcio Luiz; Cléberson (Aguiar) e Zé Roni (Michel Neves).

Homenagem
Pensei tanta coisa para celebrar os 103 anos do glorioso Norusca, perdi o “taime”, mas não pode passar em branco. Portanto, reproduzo o texto que escrevi para a edição de 1/set/2010 do jornal Bom Dia, em virtude do centenário — com algumas atualizações. Espero que gostem, inclusive quem já leu na ocasião.

GENÓTIPO E FENÓTIPO

Peço licença para falar do centenário Esporte Clube Noroeste. Licença porque não sou bauruense, não nasci de linhagem alvirrubra. Entretanto, recorde as aulas de biologia, caro leitor.

Genótipo é o conjunto de genes, de nossas características hereditárias, nosso código de barras. Por essa teoria, sou torcedor do Ituiutaba [atualmente Boa Esporte, em Varginha (!), na Série B nacional], natural que sou de cidade homônima, do Triângulo Mineiro. Entretanto, não passava de um time amador quando de lá saí, há quase 14 anos.

Voltemos à biologia. Fenótipo: o resultado da interação do código genético com o ambiente. É aí que meu coração ganhou o carimbo noroestino. Passou a pulsar no descompasso desse time errante, um ioiô que testa cardíacos com seu sobe-desce, da elite à segundona, do inferno ao céu – parêntese para a geografia: céu que nessas coordenadas do Centro-Oeste paulista é o melhor ambiente do voo a vela e endereço do mais belo pôr do sol que já vi.

A paixão pelo Noroeste, porém, não me pegou de súbito. A nova vida universitária me ocupava – estudante demora a interagir de verdade com a cidade, a comunidade, muitos vão embora sem comer o legítimo sanduíche e mal sabem o que há depois da Rodoviária.

A princípio, achava graça do nome da dupla de ataque: Petróleo e Tequila. Interessava-me mais torcer para que o clube retornasse à elite para ver grandes times de perto. Pé frio: em 1999, o Norusca caiu para a A-3. Enquanto o time vivia no limbo da Terceirona, eu estudei, namorei, formei-me jornalista, casei e finquei minha estaca por aqui. Hoje, arrependo-me de não ter estado ao lado do time naquelas horas difíceis, quando agonizava num sucateado Alfredo de Castilho, como um doente terminal. É nesses momentos que se forja o melhor dos torcedores.

Pelo menos, quando o Corinthians veio a Bauru para o retorno do clube à elite, em 2006, eu já não queria mais ver time grande. Grande era o Norusca! Já sentira o prazer de subir aos trancos e barrancos – sofrido como tem que ser – e até de ser campeão, na emblemática Copa FPF. Já estava contaminado, meu sangue era, de fato, rubro.

A partir dali, os heróis noroestinos ganharam herdeiros. Fabiano Paredão lembrou Amélio. Bonfim é tão longevo quanto Xandu. Marcelo Santos foi vigilante no lado esquerdo como Gualberto. O capitão Hernani honrou Lorico. Lenílson engraxaria as chuteiras de Ranulfo, mas por cinco meses triunfou pela meia-esquerda. Baroninho e Chico Spina teriam problemas em apostar corrida com Otacílio Neto pela ponta. Zé Carlos, o mais recente dos goleadores, foi guerreiro como Toninho na Série A-2 [de 2010].

Eu, como disse, não sou herdeiro de noroestino. Não assino Pavanello, Brandino, Grillo, Souto ou Perazzi. Mas já rasurei meu código de barras. E sou grato por ter sido acolhido por Bauru, berço desse glorioso time de futebol.
Atualizado: eu deveria ainda incluir tantos outros sobrenomes… Santos, Agrella, Mansano, Melleiro, Amâncio, Marinho, etc, etc…

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Bauru Basket

Paschoalotto Bauru vence prova de fogo contra o Pinheiros

Quem acompanha o Canhota 10 sabe que aqui não tem lero-lero. Não fui ao jogo hoje. Não pude ir. Mas como me arrependo! Ouvindo o segundo tempo da partida no Jornada Esportiva, percebi o jogão que perdi! O Paschoalotto Bauru venceu por 80 a 74. Partida emocionante, que parecia decidida ao final do terceiro quarto, mas que encheu-se de alternativas no período final. E que, segundo a transmissão, foi a primeira vez na temporada que a torcida se inflamou naquele clima que caracteriza a Panela de Pressão como alçapão bauruense. A vitória foi a nova do time alvilaranja em dez jogos, liderança absoluta, com dois triunfos de folga para a concorrência.

Bauru perdeu o primeiro quarto por 21 a 17, mas na sequência teve dois períodos superiores (24 a 19 no segundo, 23 a 12 no terceiro), que constuíram boa diferença (64 a 52) para o início da fração derradeira. Foi quando o time desacelerou, cometeu erros, os jogadores se desconcentraram e Guerrinha precisou caprichar na bronca, na gota d’água que foi uma falta técnica de Ricardo Fischer nos minutos finais. Foi quando Murilo, em noite discreta, acertou bandeja providencial depois de erros anteriores, mostrando seu poder de concentração — aliás, comentei outro dia com o próprio Jorge Guerra: mesmo num mau dia, o camisa 21 ponta em dois dígitos.

Abre aspas*
“Foi um dos jogos mais emocionantes até agora. Foi muito legal a festa, ganhamos, casa cheia… Mas não pode estar ganhando de 14 pontos e deixar encostar. É aprendizado para os próximos jogos”, ponderou o pivô Murilo, que partiu para o abraço com a galera ao final da partida. “Eu sempre estou junto com a torcida, não sou um cara que vai sempre pular na arquibancada, sou mais frio… Mas é bacana reconhecer o apoio deles, ver a casa cheia”, comemorou.

“O Ricardo me deu cada assistências maravilhosa hoje… A cravada é consequência. Mas o time saiu do foco uma hora, discutindo entre a gente, e isso poderia ter nos custado o jogo”, disse o pivô Lucas Tischer.

“Estou muito contente por estar crescendo, ganhando confiança. Somos uma equipe e não dependemos só de um jogador, é importante que todos estão crescendo”, avaliou o ala-pivô Fabián Barrios.

*depoimentos colhidos pelo repórter Arthur Sales (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

Números
Lucas Tischer foi o cestinha bauruense, com 17 pontos (mais cinco rebotes), Murilo fez duplo-duplo (15 pontos, 11 rebotes), Ricardo Fischer também (15 pontos, dez assistências), Gui anotou 13, Barrios, 11, e Andrezão, nove.

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Noroeste

Gimenez pede prazo para formalizar projeto para o Noroeste

Após reunião fechada do Conselho Deliberativo — para formalizar a saída da FL Work and Sport –, imprensa e alguns torcedores se reuniram para ouvir a proposta do empresário Toninho Gimenez, de juntar patrocinadores para reerguer o Noroeste.

Não foi uma fala decisiva, ele pediu 20 dias para formalizar o projeto, segundo ele procurar os empresários com quem já falou previamente e formalizar os apoios. Chegou a dizer que, se ouvir não dessas pessoas, a opção será fechar as portas. Mas não será o caso, o cenário está desenhado.

Gimenez já está apalavrado com pelo menos quatro empresas e o montante deve girar entre R$ 60 mil e R$ 80 mil mensais, havendo ainda boa possibilidade de a empresa GVT, que se instalou há pouco em Bauru, patrocinar com cerca de R$ 300 mil por ano.

O valor inicial (que pode beirar os R$ 100 mil por mês, portanto) é para enxugar a estrutura e viabilizar o clube. Para a Série A-3, Gimenez promete um novo projeto, considerando inclusive a possibilidade de chegarem jogadores com salários bancados por seus respectivos empresários. A cessão do Complexo Damião Garcia à prefeitura também é um ponto defendido pelo conselheiro — uma economia de R$ 30 mil mensais, segundo ele.

No uso da palavra, Gimenez foi duro e não poupou críticas à gestão Buzalaf. Mas fez mea culpa, em nome do Conselho. “Fomos ridículos e covardes”, afirmou, sobre o fato de terem jogado essa batata quente chamada Noroeste nas mãos do inexperiente cartola Anis Buzalaf. Rechaçou o apoio de prefeituras vizinhas defendido por Abel Abreu e, apesar de elogiar o trabalho, viu como infrutífero o projeto de marketing apresentado por Marcos Cafeo, “tentado várias vezes nos últimos anos”.

anis-noroesteAnis continua, por enquanto
O presidente chegou a dizer que estava disposto a renunciar durante a reunião, mas como a proposta ainda não se concretizou, no fim das contas disponibilizou-se a ajudar na busca de patrocinadores. Tampouco formalizou o pedido de licença (por motivos de saúde) que havia anunciado. Gimenez disse que a presença de Anis nesses 20 dias será necessária para “limpar o clube” — leia-se acabar com os vestígios da era Larangeira. A tendência é que, tão logo o projeto se concretize, Buzalaf se afaste e um grupo gestor assuma interinamente o clube até as eleições, que serão antecipadas para novembro — a tempo de preparar o time para a A-3.

Novo Conselho?
Sempre se fala em renovação do Conselho Deliberativo e novamente o assunto entrou em pauta — eleição também em novembro. Mas sempre abordado de forma confusa. O quadro associativo (que elege o Conselho, que, por sua vez, elege o presidente) é uma caixa preta e, por mais que faça parte do discurso, não se nota muita disposição para oxigenar esse grupo. E torcedores das arquibancadas, definitivamente, não serão levados em consideração, pelo teor das declarações dos conselheiros.

De novo a imprensa…
Novamente a imprensa foi cobrada por suas reportagens, o que se tornou corriqueiro nos últimos tempos. O jornalista Rafael Antonio foi injustamente mal interpretado por ter adiantado informação que se concretizou nessa sexta, sem ter revelado nomes na ocasião. Apenas respeitou a fonte e suas condições, princípios básicos do Jornalismo. Reafirmo que a imprensa de Bauru tem sido exemplar na cobertura do Noroeste, expondo a verdade e, digo mais, poupando o noticiário de fatos negativos e nebulosos exatamente por ser responsável, por não ter provas. Mas a rubraiada sabe dos bastidores…

Somos todos Noroeste
O que se espera desse novo momento que se anuncia no Noroeste é que o seu bem maior seja respeitado: sua torcida. Gente que procura o lado dos eucaliptos para amenizar o sol na testa. Gasta seu suado dinheiro no ingresso, na camisa oficial. Que vai até Criciúma apoiar o Alvirrubro. Que respira vermelho e branco diariamente, atenta ao noticiário, debatendo e imaginando soluções. Que vê a quantidade de torcedores diminuir ano após ano, mas insiste, tatua a pele, teima em sofrer, porque sabe que vai sorrir de novo. Que seja logo, aplaudindo um clube sustentável.

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Bauru Basket

Paschoalotto Bauru supera início difícil e vence o XV com boa vantagem

Direto da Panela (o cabeçudo só esqueceu de levar a câmera)

Não foi a pedreira que se anunciava, apenas no primeiro quarto. Ok, o XV de Piracicaba venceu a parcial do terceiro quarto, mas àquela altura o jogo estava decidido e sonolento. No fim das contas, foi possível dar minuto aos reservas e fechar a partida com boa vantagem: Bauru venceu por 74 a 62, chegou à sua oitava vitória em nove jogos e lidera com propriedade com Campeonato Paulista.

O jogo
Parecia que o time do XV ia ser chato. Liderou todo o primeiro quarto, permitindo a virada apenas no final (17 a 14 para o Dragão). No segundo, aí sim, os guerreiros voaram e abriram a diferença que definiu o jogo (fração de 24 a 9), com direito a bolinha preciosa do menino Rafael. Assim, Bauru levou bom placar para o intervalo: 41 a 23.

Na volta dos vestiários, a Panela com público tímido viu um terceiro quarto preguiçoso, vencido pelos visitantes (12 a 18), mas nada suficiente para mudar o rumo do triunfo alvilaranja. No último período, o Paschoalotto voltou a imprimir ritmo forte e foram vistas boas trocas de bola embaixo da cesta, entre Murilo, Tischer e Andrezão. No último período, o devido descanso aos titulares e a manutenção da diferença: faltando três minutos, estavam em quadra Rafael, Barrios, Biloca, Kesley e Mathias. Com 21 a 21 no quarto, Bauru fechou a tranquila, no fim das contas, tranquila vitória por 74 a 62.

“Foi uma vitória administrada. O Ricardo, o Murilo e o Lucas [Tischer] puderam descansar. Demos mais minutos para o Rafael, que vem bem. Poderíamos ter ganho de mais, mas demos mais minutos para os mais novos, o que conta muito para a carreira deles”, avaliou o técnico Guerrinha.

Bronca do bem
O pivô Tischer protagonizou o lance mais interessante da partida: ele literalmente esperneou no garrafão, num momento em que Ricardo Fischer não lhe passou a bola, livre. Arrancou risadas do público num primeiro momento, mas em seguida teve seu nome gritado pela galera até o fim do jogo. A cena é rara para os leigos, mas o camisa 99 já deu bronca em Alex, quando estava em Brasília.. É o jeito dele, que se entrega em quadra e quer o melhor para o time.

“Quando eu cheguei aqui, conversei o seguinte com o time: se quer falar, tem que saber ouvir. Eu falo e escuto. Falo com o Guerra, com todo mundo. Para o time evoluir, tem que aproveitar a oportunidade de conversar. A diferença é que é no calor do jogo, a partida é tensa, mas nós sabemos filtrar muito bem”, comentou Tischer.

Números
Tischer foi também o destaque da equipe, cestinha com 16 pontos e ainda quatro rebotes. Murilo anotou 12, capturou oito rebotes, deu quatro passes decisivos e roubou três bolas. Ricardo Fischer: 11 pontos e sete rebotes. Andrezão, também 11 e cinco rebotes.