
Chegando ao estádio, já fiquei emocionado de ver duas famílias se cumprimentando, todo mundo fardado. Avô, pai, mãe, molecada, papagaio. Quem acha que esse time não tem torcida não sabe nada de futebol, de paixão. Tinha tanta camisa velha, com Tilibra, uma meio quadriculada que eu nem sabia que a Kanxa já havia vestido o clube, outra dos tempos magros, quando a Globo Sport fazia… E do modelo novo, um monte, fruto da bem sucedida reativação da loja oficial pela Associação Avante, Rubro!
A fila era grande, acredite, e foi preciso improvisar na bilheteria porque não havia mais ingressos impressos. Achei um lugarzinho bacana, no rumo do centro do campo, pertinho da batuqueira da Sangue, pra ritmar o coração e garantir que ele não parasse, porque aquela bola no último minuto…

O registro fotográfico eu fiz, mas me permiti curtir o jogo no gogó, com a galera, no lugar de ficar sofrendo sozinho lá na cabine dedilhando um notebook. Assim, sem chance de descrever com fidelidade a sequência das jogadas. Sei que o primeiro tempo foi de chorar, pegado demais, jogado de menos, sem susto para nosso goleiro, mas igualmente sem sujar o uniforme do arqueiro adversário.
Na volta do intervalo, aí sim, emoções. O Alvirrubro voltou com Gustavo Henrique no lugar de Luciano, isto é, deixou de ter três zagueiros para ter três atacantes. Mas foi o beque Rafael Pontoli quem fez jogada de ponta e levou o primeiro perigo. Não sem antes tomarmos um susto com uma finalização no pé da trave… Aí o Norusca acordou, pressionou. Até Gustavo encontrar Edson Negão sozinho na entrada da área e o camisa 9, aos 22min, tocar no cantinho.
Depois do gol, claro que a Inter, fazendo cera até então, iria correr atrás do prejuízo. Mas Aranha estava lá, com sua bela camisa cinza e sua raça habitual. A única que passou dele, Sávio salvou em cima da linha, no apagar das luzes. Tem que ser sofrido, para o noroestino. Mas como lava a alma.
O Norusca finalmente alcança a segunda posição do grupo 4, com 13 pontos, deixando para trás São Bernardo (12), Manthiqueira e Inter (ambos com 11) e o Lemense, com dois. O Fernandópolis lidera com 17.
Na próxima rodada, os bauruenses vão a Leme encarar o lanterna (dia 18/out, às 10h). Uma combinação de resultados pode fazer com que o Vermelhinho suba por antecipação — se vencer o Lemense, se o Fernandópolis empatar com o São Bernardo e se Manthiqueira e Inter empatarem. Faca e queijo na mão de Vitor Hugo e companhia, nessa bela arrancada que já acumula três vitórias seguidas.
ABRE ASPAS
Falei com alguns protagonistas da tarde:
O artilheiro Hygor Silva, que passou em branco, mas incomodou a zaga adversária e abriu espaços:
O zagueirão Rafael Pontoli, que deu segurança à defesa e ainda se aventurou no ataque:
O lateral-esquerdo Sávio, que tirou a bola de cima da linha no finalzinho:
O Noroeste venceu jogando com Aranha; Rafael Pontoli, Luciano (Gustavo Henrique) e Marcelinho; Ian, Makelelê, Alison José, Léo Cunha e Sávio; Edson Negão (Luiz Azevedo) e Hygor Silva (Rafael Melauro).

Já não é mais preciso ser beliscado. O Paschoalotto Bauru jogou uma partida de NBA. Foi o primeiro time brasileiro a atuar no Madison Square Garden, um templo do basquete. Jogadores, comissão técnica e dirigentes realizaram um sonho — só Alex Garcia, que jogou por Spurs e Hornets, havia sentido esse gostinho.
SEGUNDA CHANCE
QUE NOITE!
BOLA ROLANDO
A Confederação Brasileira de Vôlei divulgou nesta quinta a tabela da edição 2015/2016 da Superliga feminina, que pela primeira vez conta com o Côncilig Vôlei Bauru, campeão da série B na última temporada. Além das gigantes bauruenses, outras 11 equipes estarão na disputa, cuja fórmula será em partidas de turno e returno na fase regular, classificando-se oito para os playoffs — melhor de três nas quartas e semi e jogo único na decisão.