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5 motivos para você ir torcer para o Noroeste na estreia da A3 2017

retranca-ECNPor que 5 motivos e não 10, 20? Pra fazer coro na campanha do Noroeste, que pretende colocar 5 mil pessoas no estádio Alfredo de Castilho na estreia na Série A3, contra o São Carlos, no próximo domingo (29/jan), no convidativo horário das 10h da manhã. Há mais motivos, o clima é predominantemente de otimismo, mas foquemos nestes abaixo, mais do que suficientes para você pegar o seu manto alvirrubro e prestigiar o início dessa caminhada.

1 A montagem do elenco foi criteriosa

Elenco trabalha forte desde o dia 5 de dezembro
Elenco trabalha forte desde o dia 5 de dezembro

Se vai dar certo, só a campanha vai dizer. Mas os noroestinos velhos de guerra já viram muitos elencos montados na base de refugos e, de cara, já prenunciavam sofrimento. Desta vez, a maioria dos jogadores chega com experiência na bagagem ou estão em pleno desenvolvimento. O cardápio é vasto: há atletas com passagem pelo exterior, com categorias menores da Seleção Brasileira no currículo, formados na base de grandes clubes. Mas, sobretudo, a quilometragem nas três divisões inferiores do futebol paulista é extensa. Em 2016, o goleiro Airon brilhou na Santacruzense, o zagueiro Renato Oliveira foi capitão do Paulista d e Jundiaí, o volante Maicon Douglas foi o melhor jogador do Norusca, o meia Diego Iacotela marcou 15 gols pelo Taboão da Serra na Bezinha e o atacante Bruno Rodrigues, além de três gols, foi garçom do Atibaia na última A3. Além disso, há muitos jogadores identificados com a região, nascidos em Bauru, Agudos, Marília, Ribeirão Preto… Muita gente perto de casa, das famílias, com a cabeça boa e focada no acesso. Pra terminar o tópico: olho na molecada que o Alvirrubro está apostando: o lateral-esquerdo Rael, o volante Rafinha e os atacantes Aguilar e Juninho Bueno.

 

2 O técnico Marcelo Sangaletti promete ser uma ótima surpresa

A desconfiança inicial foi compreensível quando o nome de Sangaletti foi anunciado como treinador para a Série A3. Afinal, será seu primeiro trabalho como treinador. Mas o voto de confiança foi na mesma proporção, pois o que se viu no dia a dia foi diálogo, simplicidade e muita vontade de mesclar conceitos táticos modernos com a bagagem dos tempos de jogador. Só o tempo vai dizer, mas Sangaletti preparou-se para esse momento, para iniciar uma ascensão, um projeto de carreira mesmo. E escolheu a grande vitrine que é o Noroeste como primeiro degrau.

 

3 O relacionamento clube/torcedor melhorou bastante

noroeste-torcedores

A perda de identidade tão lamentada nos últimos anos não é algo que se recupera rápido. Mas a atual gestão noroestina tem se esforçado, reaproximando-se do torcedor. Sem invencionices, fazendo o que é obrigatório hoje: um perfil pulsante nas redes sociais, mantendo a galera bem informada de tudo o que vem acontecendo no clube. E também estimulando, convocando para o jogo — a meta de 5 mil na estreia é ousada, mas por que não? —, divulgando as vantagens de ser sócio-torcedor. Principalmente, colocando o apaixonado pelo Noroeste como parte integrante desse processo, enviando vídeos, mostrando suas tatuagens apaixonadas, respondendo a seus questionamentos nos comentários dos posts.

 

4 O clube está empenhado em melhorar

O presidente Estevan e o amigo e sócio Alecsandro, atacante do Palmeiras: todos pelo Norusca
O presidente Estevan e o amigo e sócio Alecsandro, atacante do Palmeiras: todos pelo Norusca

O clube aderiu ao ProFut, o aluguel da Panela de Pressão finalmente foi renovado, os perrengues decorrentes de dívidas trabalhistas deram um trégua. O programa de sócio-torcedor (aqui) tem quase 700 adesões e gerou grana importante para trazer reforços. Além disso, a diretoria cumpriu a promessa de entregar camisas oficiais aos planos que tinham esse direito — por mais que seja obrigação, a palavra noroestina valeu menos em outros tempos. Até uma coleção de camisetas bem descoladas foi lançada, pela grife Diffe (propriedade do presidente Estevan Pegoraro), com receita revertida para o clube — uma simpática forma de aumentar ainda mais a empatia entre time e cidade.

 

5 O Alfredão é um barato!

Na alegria ou na tristeza, na elite ou na Bezinha, o estádio Alfredo de Castilho está lá, simplezinho, aconchegante, sempre divertido. Comer amendoim ou chupar picolé à sombra dos eucaliptos, xingar o juiz — ou dar risadas com os xingamentos criativos ao lado —, bater papo com a rubraiada no intervalo. A saudade acabou, gente! Todo mundo domingo no Alfredão!

ONDE COMPRAR INGRESSOS ANTECIPADOS • preços promocionais de R$ 10 (arquibancada) e R$  20 (cadeira)

• Secretaria do Estádio Dr. Alfredo de Castilho: rua Benedito Eleutério, quadra 3, s/nº, Vila Pacífico. Telefone: (14) 3010-1963 (9h às 17h)

• Loja Merci Collections: rua Araújo Leite, 35-73, Vila Universitária (9h às 19h)

• Loja Adidas: Boulevard Shopping (10h às 22h)

• Loja Music Sound: Bauru Shopping (10h às 22h)

• Banca Topázio: Supermercado Tauste (9h às 18h)

• Banca do Adilson: rua Treze de Maio com Primeiro de Agosto, Centro (9h às 18h)

• Pé Quente Calçados: av. Dr. Marcos de Paula Raphael, 13-08, Mary Dota (9h às 18h)

• Stillo Materiais para Construção: rua Lindolpho Silva Sobrinho, 1 40, Geisel. Telefone: (14) 3281-2212 (horário comercial)

Informações no Noroeste: 3010-1963

 

Fotos: Bruno Freitas/Noroeste

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Bauru Basket

Fora da Liga das Américas, Bauru Basket deve buscar reparação

retranca-bauru-basketNão tem mais jeito. A bola sobe nesta sexta-feira, na cidade de Mexicali-MEX,,,,, pela Liga das Américas 2017 sem Bauru Basket, Flamengo e Mogi das Cruzes. Resultado da suspensão imposta pela FIBA (Federação Internacional de Basquetebol) à CBB (Confederação Brasileira de Basquete), impedindo o basquete brasileiro de disputar qualquer competição internacional até 28 de janeiro. É logo ali, mas não duvide que venha nova punição, pois a CBB nada fez nesse período para melhorar esse cenário vergonhoso.

Nesta semana, a LNB (Liga Nacional de Basquete) emitiu forte nota, em nome de todos os clubes, lamentando a ausência na principal competição do continente. Investimento na formação do elenco, patrocinadores atraídos por esse holofote… O prejuízo é imenso. Por isso, o próximo passo é ir atrás da reparação. E o alvo é a CBB.

“O Código Civil brasileiro determina em seu artigo 927 que aquele que, por ato ilícito, causar dano a outro, fica obrigado a repará-lo. Parece-nos se enquadrar integralmente no caso”, afirma o advogado bauruense Carlos Alberto Martins Júnior, especialista em direito desportivo.

Segundo Martins Júnior, uma ação buscaria repartar o que o Bauru Basket deixou de ganhar em premiações, exposição de mídia, venda de produtos licenciados motivados pela campanha. Além disso, há os danos morais. “Apesar de ter conquistado o direito de disputa, o time se viu de mãos atadas perante a situação, criou expectativas e ficou com a imagem fica arranhada perante torcedores e apoiadores, o que nos revela um possível dano moral a ser indenizado”, comenta.

Justiça Comum versus Desportiva

O advogado Carlos Alberto Martins Júnior: Bauru pode requerer danos morais também. Foto: Erlinton Goulart/Futebol Bauru
O advogado Carlos Alberto Martins Júnior: Bauru pode requerer danos morais também. Foto: Erlinton Goulart/Futebol Bauru

Questionei o advogado sobre a implicação desportiva de se buscar a Justiça Comum. “A Constituição Federal estipula em seu artigo 217, parágrafo 1º, que o Poder Judiciário só admitirá ações relativas às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da Justiça Desportiva. Porém, a matéria envolvida no caso extrapola a competência da Justiça Desportiva, diante da necessidade de apuração dos danos sofridos, em sua maior parte residente em relações comerciais com terceiros, o que abre caminho para se acionar diretamente a Justiça Comum”, explica Júnior.

Ações de torcedores

Carlos Alberto Martins Júnior cita o rebaixamento da Portuguesa, do Brasileirão de futebol, em 2013, como precedente que inibe chances de vitória de torcedores que, sentindo-se lesados, ingressem com ações judiciais: “Os tribunais superiores não vêm aceitando esse tipo de ação. No caso da Portuguesa, ao chegar na análise do Superior Tribunal de Justiça, entendeu-se que o direito pleiteado era próprio do clube, motivo pelo qual os torcedores não poderiam pedir em nome próprio direito alheio”.

Portanto…

“A bola está com o Bauru Basket!”, enfatiza Martins Júnior. “Diante da lamentável conduta da CBB, que frustrou seus planos de participação no torneio mais importante da temporada, resta ao clube buscar a reparação dos prejuízos que lhe foram causados e aos seus torcedores”.

Segundo o diretor técnico do Bauru Basket, Vitinho Jacob, a associação estuda mesmo processar a CBB.

 

Foto topo: Divulgação Fiba Americas

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Bauru Basket

Murilo Becker: “Agradeço o carinho dos torcedores”

luto-chapecoenseTerminada a partida entre Gocil Bauru e Vasco, pelo NBB, o pivô Murilo Becker, de duas passagens vitoriosas pelo Dragão, foi logo rodeado por torcedores, para abraços e fotos. Quando consegui uma brechinha, o assessor de imprensa levou embora, o que, mais tarde, o próprio Murilo justificou. “Tive que vir correndo, porque nosso assessor de imprensa pediu. Estava tendo reunião no vestiário, pela partida que a gente fez”, isto é, tinha que se juntar ao grupo para levar bronca.

O camisa 21 foi bem autocrítico sobre a atuação de seu Vasco. “Muito triste com a atuação, minha particularmente. Eles marcaram zona o jogo inteiro e nosso foi uma zona também! Não conseguimos jogar, só rodando bola e eles com facilidade tremenda de marcar a gente. E isso não foi só nessa partida, vem de algum tempo. Não sei falar o que está acontecendo, porque estamos treinando. Mas precisamos mudar a atitude, pois temos jogadores experientes. Num jogo de TV tomar uma sacolada dessa… Temos uma torcida fanática que não merece isso”, comentou.

AINDA BAURUENSE

Como esperado, Murilo Becker, que atuou no Bauru Basket nas últimas três temporadas, foi aplaudido pela torcida no ginásio Panela de Pressão. “Agradeço o carinho dos torcedores, tenho muitos amigos aqui, tenho negócios aqui, vivo em contato com o pessoal”, lembrou, aproveitando para fazer o merecido jabá de seu Gabriel’s Mercado. “Está lá a duzentos metros do Vitória Régia, frango assado e costela assada no final de semana. Show de bola, continua! Não ia me desfazer porque saí de Bauru. Meu sócio está aqui, tocando e muito bem, graças a Deus”, enfatizou.

Depois de sua ida para o Vasco, a família permaneceu por um tempo morando em Bauru, mas o pivô teve que desenvolver uma logística para ficar mais perto da esposa, Patricia, e dos cinco filhos. “Eu procurei casa no Rio durante um mês, mas era época de Olimpíada. Perto de São Januário não tem apartamento grande e é longe dos hospitais que meus filhos precisam. Depois conheci a Tijuca, que é ali pertinho, só que nesse meio tempo minha esposa precisava ficar perto da família dela. Então, optamos por ela ir para São José dos Campos”, explicou Murilo, morrendo de saudades de Duda, Maya, Gabriel, Leonardo e Rafaella. “Está muito difícil pra mim. Acabando essa temporada, aconteça o que acontecer, eu não fico mais longe deles. São só três horas e meia, mas é complicado, pois é difícil ter dois dias de folga. Mas eu tenho cinco filhos! Tenho que sofrer um pouco agora, porque a carreira é curta, justamente por eles”.

#ForçaCHAPE

“Eles estavam num momento sensacional da carreira deles. Muitos jogadores foram emprestados para a Chapecoense porque não tinham muito espaço em times grandes. E de repente os caras numa final de Sul-Americana, voando, uma torcida fanática… Quando soube da notícia pensei: a gente pega avião toda semana. Imagine as famílias. Nada que nós possamos fazer vai tirar a dor de famílias e amigos, inclusive de companheiros de imprensa, da tripulação. É muito, muito triste, não dá pra imaginar a dor deles. O que nos resta é orar por eles e pelos sobreviventes. Que Deus dê muita força às famílias. É como tirar um pedaço do coração, é difícil. É impossível não se emocionar, a dor é muito grande. Se agente sente, imagine quem é próximo”, comentou Murilo Becker, sobre a tragédia que se abateu sobre o esporte e o jornalismo brasileiro na última terça.

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Bauru Basket

Homenageando Chapecoense, Bauru e Vasco seguem seus caminhos

luto-chapecoense(Direto da Panela) Ainda estou aqui me perguntando se este jogo deveria ou não acontecer nessa terça-feira, depois da tragédia que vitimou time, comissão técnica e jogadores da Chapecoense, além de vários colegas jornalistas e tripulação. E fica na minha cabeça a excelente definição do ala Guilherme Filipin, do Mogi, que encontrou com a delegação catarinense na véspera, no Aeroporto de Guarulhos: “Estavam como nós, viajando a trabalho e buscando um sonho”. Pois bem, milhares de atletas mundo afora seguem buscando seus sonhos, sempre nos ares ou nas estradas; e haverá sempre tripulações a levá-los e jornalistas a acompanhá-los para contarem suas histórias. Sendo assim, a homenagem foi em forma de trabalho e sonho.

Destaco, principalmente, o esforço descomunal que o narrador Odinei Ribeiro fez para transmitir a partida pelo Sportv. Perdeu muitos amigos, mas segurou a onda na transmissão. Até o cronômetro apitar pela última vez, ele chamar o intervalo e se desmanchar em lágrimas. O comentarista Renatinho teve a sensibilidade de retirar o fone do colega, que tentava se recompor. O gesto indicou que ele assumiria a bronca de, sozinho, finalizar a transmissão.

chapecoene-bauru-vasco-hettsheimeirAh, o jogo. Deu Gocil Bauru, por 82 a 58, em noite inspirada de Rafael Hettsheimeir, com 34 pontos e 13 rebotes. Por outro lado, o armador Gui Santos sofreu uma entorse no joelho. Mais um desfalque…

Falei com alguns personagens do jogo e, claro, abordei o tema Chapecoense com eles. Com o agora vascaíno Murilo Becker também, mas guardo para outro texto.

Jefferson William:

 

Gui Deodato:

 

Demétrius Ferracciú:

 

NUMERALHA

Hettsheimeir: 34 pontos, 13 rebotes, 1 toco
Gui Deodato: 15 pontos, 3 rebotes, 2 assistências
Gegê: 9 pontos, 7 rebotes, 4 assistências, 3 bolas roubadas
Jefferson: 9 pontos, 5 rebotes
Valtinho: 8 pontos, 4 assistências
Gabriel Jaú: 3 pontos, 5 rebotes
Shilton: 2 pontos, 5 rebotes
Gui Santos: 2 pontos

Fotos: Caio Casagrande/13 Comunicação/Bauru Basket

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Sócio-torcedor impulsiona contratações do Noroeste

retranca-ECNO Noroeste segue anunciando contratações para a disputa da Série A3 de 2017. No último sábado (26/nov), o volante Jonatas Paulista, de 22 anos, e nesta segunda o meia Caio Tavera, 29. O principal ponto a se destacar desses recentes reforços é que o clube atribui ao programa de sócio-torcedor a possibilidade de fechar esses dois negócios.

Não é uma conta difícil: com 400 adesões confirmadas e com o menor preço de R$ 19,90 mensais, pode arredondar uma receita mínima de R$ 8 mil, por enquanto. Claro que tem custos administrativos do programa e o repasse à empresa total Player, mas como há adesões em valores maiores, é só uma conta rápida mesmo mostrando a importância do sócio-torcedor. Não sei qual o salário que esses jogadores vão receber, mas é sabido que a média salarial de uma terceirona não é alta. Isto é, oito contos ajuda e muito.

E não é apenas ajudar, claro. Há parcerias que rendem descontos em pontos comerciais, além de já ter o ingresso garantido por um valor inferior ao da bilheteria, na média. Se você quer aderir ao sócio-torcedor do Noroeste, confira detalhes clicando aqui.

ANÁLISE DOS NOVOS NOMES

Caio assina contrato. Foto: Bruno Freitas/Noroeste
Caio assina contrato. Foto: Bruno Freitas/Noroeste

Este Canhota 10 já comentou sobre CAIO TAVERA, anunciado hoje, mas revelado por seu empresário na sexta e repercutido por aqui, no post sobre os primeiros reforços. Clique pra conferir, mas aqui resumo: nunca se firmou ou se destacou nas mais de dez equipes pelas quais passou — e coleciona muitas dispensas. Começou no Cruzeiro, passou pela base da Seleção, mas não deslanchou. Pelo YouTube, mostra talento, um estilo vertical, driblador, além de boa bola parada. Natural da vizinha Agudos, tomara que se sinta bem perto de casa e vença essa desconfiança.

Jonatas na Seleção
Jonatas na Seleção

Já o volante JONATAS PAULISTA ainda se enquadra no perfil de promessa. Formado pelo Vasco, também atuou nas categorias menores da Seleção, mas não conseguiu espaço no profissional em São Januário. Assim, disputou a Série B de 2015 pelo Boa Esporte (rebaixado), onde não se firmou como titular, e o Carioca deste ano pelo Boavista. Seu contrato com o clube cruz-maltino não foi renovado e agora o meio-campista busca novo espaço no futebol. Considerando que a Série A3 é de um nível inferior ao que ele disputou até agora, pode fazer a diferença por aqui.

 

Fotos: Reprodução