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Noroeste: o fundo do poço não chega nunca

Quando parece quem não há nenhuma notícia negativa capaz de expor ainda mais a situação calamitosa do Noroeste — como a recente inspeção do sindicato dos jogadores profissionais —, vem mais um golpe no estômago… Segundo relataram os jornalistas Emerson Luiz, no site da 94FM, e Erlinton Goulart, em seu Futebol Bauru, funcionários do clube testemunharam uma agressão do gestor Fabiano Larangeira ao técnico Edinho Machado.

O empresário gaúcho já havia manifestado desejo de demitir o treinador, que foi bancado pelo presidente Anis Buzalaf. O motivo da agressão ainda não está claro. A reportagem do Jornal da Cidade apurou que haverá uma reunião entre o presidente, o gestor e o treinador para, provavelmente, descontinuar a parceria. “Por mim não teria dado os 15 dias que pediu o gestor. Já teria acabado com a parceria”, disse o presidente do Conselho Deliberativo, Toninho Rodrigues, ao Futebol Bauru, ressaltando que não tem a prerrogativa de afastar a FL Work and Sport, que cabe ao presidente Buzalaf.

Luz no fim do túnel?
A situação está insustentável. É preciso uma limpeza geral na gestão do clube, recomeçar do zero. Ao JC de ontem, o presidente afirmou que passa o bastão a quem encarar o desafio. No programa Giro Esportivo, da 87FM, o jornalista Rafael Antonio revelou que há sim um grupo interessado em assumir o clube, desde que a atual diretoria executiva saia — junto com a cogestora, claro. Coincidência ou não, ontem houve uma reunião entre o ex-presidente Toninho Gimenez (também mandatário interino na transição Damião-Anis), Toninho Rodrigues, Anis Buzalaf e o conselheiro Abel Abreu. Afirmaram ter sido um papo informal, mas é bom lembrar que Gimenez é quem costurava o acordo com o cantor Sorocaba, que chegou a cogitar investir no Alvirrubro. A conferir.

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Noroeste quer fazer amistoso contra grande paulista, mas calendário não ajuda

Lendo matéria de Luiz Beltramin na edição de ontem (20/ago) do Jornal da Cidade, fiquei espantado com a pretensão do gestor noroestino, Fabiano Larangeira (foto). Segundo a reportagem, ele pretende fazer uma amistoso comemorativo, pelos 103 anos do Noroeste, contra um grande clube paulista, no dia 3 de setembro.

Entende-se por time grande paulista Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, certo? Pois bem: a não ser que a partida seja disputada por reservas ou juniores, não dá para essas equipes comparecerem ao Alfredo de Castilho nessa data. Vejamos:

O São Paulo joga contra o Náutico, pelo Brasileirão, exatamente no dia 3.

O Palmeiras enfrenta o Chapecoense, pela Série B, também no dia 3.

No dia 4, o Corinthians pega o Internacional pelo Campeonato Brasileiro.

Também no dia 4, o Santos encara o Atlético Parananense pela Série A.

Se o gestor tem expectativa de grande público e renda — “Seria um alívio em nossos encargos”, disse ao JC –, tem que ser com os titulares, certo? Ninguém vai comprar ingresso (caro) para rever o goleiro Walter (ex-noroestino e atual terceiro goleiro do Corinthians) ou a molecada santista.

A reportagem derrapou informando que dia 3 é sábado (é uma terça), então ficou a dúvida se não seria num final de semana. Tanto faz: aos sábados há jogos do Brasileiro também.

Larangeira já reclamou da imprensa bauruense, que só mostra lado negativo — mostra a verdade, que infelizmente, hoje, é caótica. Mas a saída que encontrou para tentar criar uma esperança de que entrará receita no clube afronta a inteligência.

Lembrando que o recurso não é inédito. Em 2010, ano do centenário, o Norusca cogitou fazer um amistoso festivo contra o Corinthians, fundado no mesmo dia. Depois, sondou o Boca Juniors. Ambos, entretanto, estavam envolvidos com seus campeonatos nacionais. Até o Remo do Pará foi convidado e disse não. A solução? Veio o Estoril, então na segunda divisão de Portugal, que estava em pré-temporada no Brasil e nem tinha camisa oficial para jogar, improvisou uniforme, sem escudo. Partida vista por 1.200 pagantes e renda de míseros R$ 7.850…

E nem é preciso falar que clube grande cobra “cachê” para jogar amistosos, pede passagens, hospedagem…

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Jeff Agba foi defendido pelo Bauru Basket

Como é sabido, foi julgado recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva que manteve os três jogos de suspensão do  pivô Jeff Agaba — em virtude da “dividida” que resultou na contusão no pulso do francano Jhonatan. Isso foi no último dia 15 de agosto e, prontamente, o Minas anunciou o Gigante como seu reforço para a temporada — onde voltará a dividir o garrafão com Douglas Nunes.

O que não foi muito difundido, e vale aqui o registro, é que o Paschoalotto Bauru enviou advogado para defender o jogador, mesmo não sendo mais do elenco. A medida denota a gratidão e o respeito do time pela trajetória do jogador defendendo o Dragão. E também desvenda uma dúvida que alguns torcedores tinham: Jeff não ficou pela expectativa da punição ou por critério técnico?

O resultado dos tribunais elucida: ele ficou livre da pena de ficar fora até Jhonatan se recuperar, com os argumentos da assessoria jurídica do próprio Bauru Basket. Portanto, não fazia mesmo parte dos planos da comissão técnica para 2013/2014. Como comentei na época da janela de transferências: “A situação de Jeff Agba não depende apenas do julgamento, muitos acreditam que venceu seu tempo em Bauru”. Sua condição física já vinha dando sinais e, como se vê hoje, com Murilo e Tischer, o comportamento tático do garrafão mudou, ficou mais ágil.

De qualquer forma, a atitude da associação é louvável, principalmente em respeito ao que Jeff fez por várias temporadas — e, não à toa, é ídolo da torcida.

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Larry Taylor é confirmado no grupo que vai defender o Brasil na Copa América

O técnico da Seleção Brasileira de basquete, Rubén Magnano, definiu o grupo que vai defender o país na Copa América, que começa no próximo dia 30 de agosto e é classificatória para o Mundial, em 2014. Entre os 12 confirmados está o armador do Paschoalotto Bauru Basket, Larry Taylor.

Apesar de o time bauruense estar sentindo falta de sua maior estrela, a notícia não surpreende e Guerrinha já estava preparado para contar com o gringo-brasuca somente em setembro. E há o lado muito bom dessa convocação: atesta a qualidade do elenco do Bauru Basket e há o fator visibilidade, pois Larry é carismático e acaba sendo personagem de muitas reportagens da imprensa especializada.

Boa sorte ao Alienígena! (e que ele volte a Bauru com a vaga no Mundial)

Confira a lista definitiva de Magnano (vale destacar que o texto oficial da CBB comete erros de informação, como o de creditar Caio Torres como jogador do Flamengo…). E apesar de listado como armador, está claro que Larry será aproveitado bastante na posição 2.

Armadores
Marcelinho Huertas (30 anos, Barcelona-ESP)
Larry Taylor (32, Paschoalotto Bauru)
Raulzinho (21, Lagun Aro-ESP)
Rafael Luz (21, Blusens Monbus-ESP)

Alas
Alex Garcia (33, Brasília)
Arthur (30, Brasília)
Vitor Benite (23, Flamengo)

Pivôs
Caio Torres (26, São José)
Cristiano Felício (21, Flamengo)
Guilherme Giovannoni (33, Brasília)
JP Batista (32, Le Mans-FRA)
Rafael Hettsheimeir (27, Real Madrid-ESP)

Atualizado: fui cornetar a CBB e coloquei o time errado do Raulzinho… Agradeço ao colega JP Benini, do Papo como Papa, pelo alerta.

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Edinho Machado atribui permanência no Noroeste aos jogadores

Conforme relatei na crônica da primeira vitória noroestina nesta Copa Paulista, o técnico Edinho Machado está aliviado — ao apito final, palavrão de desabafo e aquela benzida básica.

Depois que saiu do vestiário, concedeu entrevista à imprensa, descontraído entre os jornalistas e mais ainda entre colegas do clube. Brincou, deu risada, estava solto, sem o peso dos cinco jogos sem vitória que antecederam os 2 a 0 sobre o Monte Azul.

Mantido no cargo pelo presidente Anis Buzalaf, a despeito do desejo do gestor Fabiano Larangeira, Edinho não economizou nas palavras durante a coletiva. Trazido pelo empresário gaúcho, hoje ele parece afastado de quem lhe confiou o cargo há algumas semanas. E deu o recado: quer melhores condições de trabalho para o grupo, que, garante, pediu sua permanência.

“Espero que esse jogo de hoje tenha sido um marco para o Noroeste. De maneira nenhuma pensei em sair, como disse a cogestora. Mesmo sem a mínima estrutura, ganhamos, os jogadores se empenharam. Eles estavam pedindo a minha permanência”, revelou.

Acompanhando a partida atrás do banco de reservas, pude perceber o diálogo entre Edinho e jogadores. Parece mesmo haver cumplicidade. Ele dá bronca, cobra posicionamento e é atendido. Sua demissão seria mesmo precipitada, levando em consideração o turbilhão de fatos negativos ao redor do elenco. Deixemos a turma trabalhar, eles são o menor dos problemas em Alfredo de Castilho.

E como têm que trabalhar: os próximos quatro jogos, sendo três fora de casa, serão difíceis. Apesar da euforia da primeira vitória, a situação noroestina ainda é incômoda na tábua de classificação da Copa Paulista.