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Noroeste: o fundo do poço não chega nunca

Funcionários do Noroeste relatam agressão de Fabiano Larangeira em Edinho Machado; situação da parceria fica insustentável

Quando parece quem não há nenhuma notícia negativa capaz de expor ainda mais a situação calamitosa do Noroeste — como a recente inspeção do sindicato dos jogadores profissionais —, vem mais um golpe no estômago… Segundo relataram os jornalistas Emerson Luiz, no site da 94FM, e Erlinton Goulart, em seu Futebol Bauru, funcionários do clube testemunharam uma agressão do gestor Fabiano Larangeira ao técnico Edinho Machado.

O empresário gaúcho já havia manifestado desejo de demitir o treinador, que foi bancado pelo presidente Anis Buzalaf. O motivo da agressão ainda não está claro. A reportagem do Jornal da Cidade apurou que haverá uma reunião entre o presidente, o gestor e o treinador para, provavelmente, descontinuar a parceria. “Por mim não teria dado os 15 dias que pediu o gestor. Já teria acabado com a parceria”, disse o presidente do Conselho Deliberativo, Toninho Rodrigues, ao Futebol Bauru, ressaltando que não tem a prerrogativa de afastar a FL Work and Sport, que cabe ao presidente Buzalaf.

Luz no fim do túnel?
A situação está insustentável. É preciso uma limpeza geral na gestão do clube, recomeçar do zero. Ao JC de ontem, o presidente afirmou que passa o bastão a quem encarar o desafio. No programa Giro Esportivo, da 87FM, o jornalista Rafael Antonio revelou que há sim um grupo interessado em assumir o clube, desde que a atual diretoria executiva saia — junto com a cogestora, claro. Coincidência ou não, ontem houve uma reunião entre o ex-presidente Toninho Gimenez (também mandatário interino na transição Damião-Anis), Toninho Rodrigues, Anis Buzalaf e o conselheiro Abel Abreu. Afirmaram ter sido um papo informal, mas é bom lembrar que Gimenez é quem costurava o acordo com o cantor Sorocaba, que chegou a cogitar investir no Alvirrubro. A conferir.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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