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Paschoalotto Bauru bate o Flamengo na estreia do NBB 8

Vice e campeão da última edição se reencontraram na abertura e o Dragão levou a melhor sobre o Flamengo

retranca-NBB(Direto da Panela) Sempre acho válido escrever isso: sem essa de revanche. O Flamengo continua campeão do NBB 7. A importância do vitória do Paschoalotto Bauru sobre o time carioca (77 a 73) tem outras implicações, de olho no futuro. Foram poucos dias de trabalho com o novo treinador, Demétrius Ferracciú, e mesmo assim a vitória veio — contra uma equipe que também está se acertando, é verdade. Melhor ainda: se são os dois favoritos a fechar a fase de classificação em primeiro, o Dragão já pula na frente num eventual desempate no confronto direto.

A comemorar, também, o fato de a Cidade Sem Limites ter inaugurado a competição. Coquetel no meio da tarde, Panela de Pressão cheia de recursos (telão, câmera do beijo, publicidade em LED, transmissão ao vivo, etc) e cheia de gente, mais de 2 mil pagantes.

Claro que havia no ar aquela interrogação de “como será sem Guerrinha?”, a torcida Fúria levou uma faixa para homenagear o “eterno paizão do projeto”, o nome dele foi gritado. Justo. Mas, como teria que ser, Demétrius foi bem acolhido, percebe-se que o grupo está animado com a mudança, bola pra frente.

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DESAJUSTE
Tenho dito isso em rodas de conversa e publico aqui: o empecilho do penta nacional do Flamengo está na armação. Rafa Luz ainda está se adaptando ao basquete brasileiro, percebe-se que está irritadiço. Tanto que Marquinhos teve que se desdobrar em quadra (distribuiu oito assistências!) para compensar a baixa produção ofensiva do colega — e de Gegê, que ficou 24min em quadra e saiu zerado em pontos e passes decisivos. Vejamos se no próximo duelo Ricardo x Luz, no segundo turno, as forças se equiparam. Por enquanto, o Ligeirinho sobra.

AS TAIS BOLAS DE TRÊS…
Elas nunca sairão do repertório dos atiradores de elite de Bauru. E vai demorar para equilibrar tentativas e acertos. Ainda foram muitos os chutes de fora (31), com um aproveitamento mediano (32%), muito por conta de exageros de Jefferson (1/8) e Alex (1/6), em noite descalibrada. Ainda bem que Ricardo (4/5) e Day (3/5) compensaram.

NO GRITO
O time tem muito pouco tempo de treinos táticos, com um cardápio completamente novo de jogadas. Por isso, os atletas têm que conversar muito durante as partidas. E se exaltar também. Ricardo e Hett discutiram no primeiro tempo. O Brabo deu uma sonora bronca no menino Sena. Todos tentando acertar.

SPARRING
O reforço Thiago Labbate ficou apenas 1min54 em quadra, pegou um rebote e levou um toco de cinema. Nos bastidores, o que se diz é que a principal função do pivô será exigir fisicamente de Hettsheimeir nos treinamentos, para tirá-lo da zona de conforto. O que vier a mais, é lucro. Mas ele é dedicado e vivencia a chance da carreira.

ABRE ASPAS

Roberdei, com visual lenhador, analisou a mudança do time:

 

Ricardo Fischer, cada dia melhor:

 

Demétrius avalia a estreia:

 

NUMERALHA
Ligeirinho: 18 pontos, 6 assistências
Canelaimer: 15 pontos, 4 rebotes
Brabo: 11 pontos, 6 rebotes, 7 assistências, 3 roubos de bola, 1 bronca
Léo Monstro: 11 pontos, 4 rebotes
O Especialista: 9 pontos
Jé: 8 pontos, 8 rebotes
Wesley Sena do Brasil: 5 pontos, 3 rebotes (e uma senhora cravada!)

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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