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Diário do Larry 2

Alienígena faz exames médicos e enfrenta gripe no segundo dia na Seleção

[author] [author_image timthumb=’on’]https://www.canhota10.com/arquivo//wp-content/uploads/2011/06/LARRY.jpg[/author_image] [author_info]“Ontem [5/7] foi um dia muito tranquilo. A gente acordou às 6h30 para fazer exames de sangue e do coração. E à tarde mais exames, de nutrição. A parte de isso, a gente não teve mais nada na programação. Eu estava passando mal ontem. O médico falou para mim que eu estava com gripe. Ele me deu remédio e acordei hoje bem melhor. Então, esse foi meu dia, vou escrever mais hoje à noite. Até mais.”[/author_info] [/author]

Na sala de exames, conversando com o ala Diego
Com os colegas Arthur, Alex, Diego, Marcelinho, Nezinho e Benite

Fotos de Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBB

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As injustiças do Brasileirão

A seção ‘Fala, universitário!’ ganha mais um colaborador. E ele traz bons elementos para afirmar que, apesar de justos, os pontos corridos sofrem com agentes externos. Confira!


Por Arthur Sales Pinto*

A fórmula dos pontos corridos é unimidade nos quesitos justiça e estímulo à organização dos clubes, mas mesmo assim está longe de ser perfeita. A justiça nos pontos corridos está contida na igualdade de desafios que um time precisa enfrentar ao longo da competição, todos os times enfrentam todos, os confrontos são os mesmos e, ainda assim, em situações normais, sem alteração de tabela, essa igualdade já não é plena. Os melhores exemplos estão nas rodadas finais, um time que briga pelo rebaixamento vai vender a derrota muito mais caro do que quando já estiver rebaixad – vantagem de quem o confrontar depois. O mesmo vale para um candidato ao título, à vaga na Libertadores, etc.

Quando a tabela é alterada, a situação é semelhante. Na data original do jogo, uma equipe pode estar em melhor ou pior fase do que na data da remarcação, beneficiando ou prejudicando seu adversário em relação aos que enfrentaram o primeiro na sequência correta. Por isso, a mudança de datas deve ser evitada ao máximo, o que não ocorreu na última rodada do brasileiro.

O Santos foi liberado pela CBF de disputar ontem o clássico contra o Corinthians sob o argumento de não aguentar a maratona de jogos. Muito talvez se deva à escolha do time da Vila pelo Pacaembu – em detrimento do Morumbi – como palco do jogo decisivo da Libertadores. A medida compromete duas vezes o campeonato. O confronto com o Corinthians será agora apenas em agosto, quando o contexto será outro. O Santos poderá estar mais forte ou mais fraco – o time do Parque São Jorge idem – e a tabela será sempre contaminada com o jogo a menos tanto de um como de outro. Por outro lado, o jogo entre Corinthians e São Paulo também será prejudicado com as duas semanas de descanso do Timão. Se o problema era a Libertadores, faria mais sentido abdicar de todos os jogos do Brasileiro até que a participação do Peixe na competição continental se encerrasse.

Seleção desfalca clubes
Outra injustiça são as convocações para as seleções, tanto a principal como a sub-20. Com o calendário do Brasileirão coincidindo com o de competições internacionais, alguns times serão muito prejudicados com a ausência de seus atletas.
Analisando o quadro ao lado, fica claro que Santos e São Paulo são os mais prejudicados, se levarmos em conta o peso dos atletas que perdem. Elano, Paulo Henrique, Neymar e seus possíveis substituos (Felipe Anderson e Alan Patrick) pelo Santos; Lucas, Casemiro e Henrique, pelo São Paulo. Prejuízo total para a dupla San-São. Por essas, e algumas outras, o Brasileirão passa longe da justiça.

* Arthur Sales Pinto é aluno do segundo ano de Jornalismo da Unesp Bauru e edita o blog Doente 91

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Pra sempre Fenômeno

Ronaldo se despede da Seleção Brasileira com festa; Canhota 10 relembra texto sobre o camisa 9

Esqueça a silhueta arredondada de hoje, viaje na memória da grande contribuição de Ronaldo ao futebol brasileiro. Afinal, ele mesmo aprendeu a rir de si, como comprovou em sua participação no programa Bem, amigos! do dia 6 de junho. Abaixo, reproduzo texto publicado na revista Tributo Esportivo Edição Histórica 2, da Editora Alto Astral, tema Os 100 grandes craques do futebol, em reverência ao Fenômeno, na ocasião (novembro de 2007) eleito o décimo maior da história. O texto é do meu colega Marcelo Ricciardi.

PENSE BEM ANTES DE FALAR MAL DELE

Por Marcelo Ricciardi

Você deve ter se cansado de tanto ouvir falar dele. Na segunda metade da década de 90, o futebol mundial praticamente se resumiu a um nome: Ronaldinho. Isso mesmo, no diminutivo ainda. Posteriormente, o maior artilheiro de todas as Copas (o 15º gol saiu contra Gana em 2006 e o isolou na liderança, à frente de Gerd Müller) enfrentaria problemas com seu peso, que lhe acrescentariam um maldoso sufixo “ão” ao apelido. Teria também a concorrência pela carinhosa alcunha com outro xará brasileiro.

Quando saiu do Cruzeiro em 1994 para o PSV Eindhoven, não era tão badalado assim, mas já um recordista em cifras. Talvez nem mesmo aquele garoto franzino de dentes salientes sabia que chamaria tanto a atenção dali a pouco tempo. Ronaldo fez parte do elenco do tetra nos Estados Unidos, porém aparecia para as câmeras mais pelas gracinhas e brincadeiras ao lado do corintiano Viola. Mal sabia que seriam as lentes suas algozes logo mais.

E Ronaldo estourou: mais robusto, suas arrancadas vertiginosas no Barcelona e na Internazionale garantiram praticamente a unanimidade na eleição da Fifa para melhor do mundo em 96 e 97. Os flashes eram tantos na Copa de 98 que transbordaram até para a então namorada Suzana Werner. Raspar o cabelo e comemorar gol com o indicador levantado era febre em qualquer pelada da molecada.

E então, o apagão. Literalmente, Ronaldo foi desligado instantes antes daquela final contra a França de Zidane. Sem sequer saber ao certo pelo que tinha passado, entrou em campo para trombar com o carequinha Barthez e ser crucificado pela derrota. A mesma mídia que o idolatrou não teve remorsos em devorá-lo sem perdão. Os joelhos sentiram então, tanto psicologicamente como fisicamente, o peso do que era ser Ronaldo.

Meses depois daquela Copa, o atacante não teve como escapar da mesa de cirurgia. Após quase um ano parado, uma volta em falso: não foram sequer dez minutos de jogo aquele dia no Estádio Olímpico de Roma, contra a Lazio, até a dolorosa queda no primeiro arranque, reprisada exaustivamente até em programas de auditório ou de fofocas vespertinas. Forçado a encarar um novo limite, Ronaldo teve que reinventar o próprio estilo de jogo para voltar a campo. E como se não bastasse, novamente o mundo desabou sobre ele sem dó.

Ronaldo ainda iria chorar mais uma vez em outra final de Copa. Pouco antes de Pierluigi Colina apitar o final daquela partida contra a Alemanha em 2002, o (novamente) Fenômeno não resistiu às lágrimas quando foi substituído antes do final. A alteração no time que todos cobraram quatro anos atrás desta vez fora totalmente subjugada pelo próprio atacante, que balançou as redes duas vezes naquela final e outras seis durante a campanha do penta. Podemos até ter nos emocionado com toda a sua epopéia, mas somente ele, Ronaldo Nazário de Lima, sabia que gosto amargo tinha a água no fundo do poço. Houve até quem chorasse junto, mas somente uma lágrima entre todas era a mais sincera que poderia existir, aquela que escorreu de seus próprios olhos.

O Fenômeno segue jogando e ocasionalmente parece que não aprendeu algumas lições (anunciou um casamento desastroso em rede nacional e se apresentou quilos acima do peso na Alemanha em 2006). Dá munição para seus detratores, talvez até seja dependente disso para reagir. Para os urubus oportunistas de sempre é bom lembrar: antes de profetizarem uma nova aposentadoria de Ronaldo, lembrem-se que em bom futebolês esse nome quer dizer “volta por cima”. Foi o que aconteceu no Milan, em 2007, quando o agora cabeludo camisa 99 recuperou o prazer de balançar as redes.

*** Depois deste texto, Ronaldo se contundiu seriamente no joelho de novo, deu a volta por cima de novo (!) e fez o que fez no Corinthians, naquele brilhante primeiro semestre de 2009.

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Seleção Brasileira deixa boa impressão

Quantos deles estarão na foto da estreia em 2014?

O primeiro gol da nova fase da Seleção Brasileira, sob o comando de Mano Menezes, tem todos os ingredientes para animar aqueles sedentos por futebol arte. Há quanto tempo você não via um lateral cruzar quase da linha de fundo, em velocidade, e meter um arco tão perfeito na marca do pênalti? A bola de André Santos encontrou o estreante Neymar, que não tremeu e fez seu primeiro gol com a Amarelinha.

Robinho, que gera desconfiança de muitos, vestiu a braçadeira de capitão e não decepcionou em campo, com sua movimentação e boa troca de passes com os colegas. Pato fez bem o papel de camisa 9. Como disse em outra oportunidade, desloca-se com eficiência – como fez para receber primoroso passe de Ramires e marcar o segundo gol – e tem uma finalização fria e calibrada.

Ganso, legítimo canhota 10

Mas o nome do jogo foi mesmo Ganso. A camisa 10 lhe caiu muito bem. Ele confessou ter tremido um pouco, mas se não tivesse contado nem perceberíamos. Joga como um veterano. Assim como Ramires, que acho que só sai desse time quando se aposentar! Como é inteligente o novo meiocampista do Chelsea. Seu colega de meiuca, Lucas, é outro de lugar cativo, tamanha a confiança – à qual fez jus – de Mano nele.

A nova dupla de zaga foi pouca exigida, mas saiu-se bem, sobretudo David Luiz, que matou a curiosidade de muita gente e deu ótimo cartão de visitas. Criticaram Daniel Alves pela direita, mas ele ficou devendo na Copa e deveria estar compreensivelmente ansioso por mostrar serviço. E nem foi tão mal assim, apoiou bastante no primeiro tempo.

Victor trabalhou bem quando a bola chegou em sua área. Por fim, André Santos. Particularmente, não vou muito com a cara de seu futebol. Mas tiro o chapéu. O treinador o conhece bem e explorou sua melhor virtude, o apoio – o que não aconteceu com Dunga, na Copa das Confederações, quando foi muito tímido ao ataque.

Mano tá ligado: nada de oba-oba

Mano Menezes prometeu montar um time ofensivo e lembrou aquele professor de escolinha que joga a bola no meio do campo e deixa a molecada correr solta. Começa bem sua caminhada, mas que não se acomode com o atual oba-oba, fruto muito mais da forra da imprensa de se ver livre de Dunga.

O episódio negativo do amistoso Brasil x Estados Unidos foi o presente da CBF ao jornalista Alex Escobar, da TV Globo, ofendido por Dunga durante a Copa. Desnecessário e constrangedor. Que a entidade se retratasse à época. Foi apenas mais um capítulo da fortíssima reaproximação da emissora com a confedaração de Ricardo Teixeira. Tanto que a Globo, agora, deixa aparecer as marcas dos patrocinadores atrás de treinador e jogadores, durante as entrevistas.

Para terminar, há muitas pulgas atrás da minha orelha. Apesar de duvidar que as obras para a Copa de 2014 serão pontuais, se forem, há um grande problema: imagine estádios novinhos em folha em 2012, expostos ao vandalismo de torcedores mal educados durante dois anos? Haja grana para mais reformas…