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Olha o Dragão aí… Que vitória do Bauru Basket sobre Limeira!

Na verdade, o Dragão já voltou. Voltaram a garra, a pegada, o entusiasmo e o espírito coletivo. Mas contive a euforia da afirmação no título desse post porque tem muita coisa para acontecer nessa equilibradíssima quinta edição do Novo Basquete Brasil. O momento é de alta, haverá outra baixa e o importante é perseguir um percentual à altura das pretensões para os playoffs.

Nem vou falar em revanche da derrota da final dos Abertos. Deixemos aquele jogo pra lá. Hora de celebrar essa vitória sofrida e fantástica na casa de um adversário difícil. Por 84 a 82, o Bauru Basket sai de Limeira ainda mais revigorado. E comemorando duas coisas: a atuação de um jogador que começa a se soltar: Jason Detrick, o cestinha bauruense com 17 pontos; a vitória na última bola, que dá confiança para a equipe que já perdeu três vezes assim (Uberlândia, Basquete Cearense e Flamengo).

Com 6 vitórias em 10 jogos, agora é receber Suzano (quinta, 10/jan) e Palmeiras (sábado) na Panela para aproximar-se de vez dos líderes.

O JOGO

Sidão fez esses 2 pontos, pegou 2 rebotes e deu 2 assistências. Fotos: JB Anthero/Divulgação

O primeiro quarto foi arrasador, com Bauru impondo um ritmo impressionante, comandado por Ricardo Fischer (voltou a jogar muito bem, o menino) e com Pilar e Jason puxando a pontuação: 28 a 15.

O Dragão continou bravo até a metade do segundo período, quando Limeira começou a mostrar reação. Nesse equilíbrio, parcial de 23 a 24 para os donos da casa, com DeAndre Coleman se destacando. Bauru leva vantagem de 12 pontos para o intervalo: 51 a 39.

Esperava-se que os comandados de Demétrius voltassem voando para tentar a virada, mas os de Guerrinha seguiram controlando a diferença, que subiu para 14 no final do terceiro quarto: 69 a 55 (parcial de 18 a 16). Isso graças aos 6 rebotes de Larry Taylor no período e aos pontos de Jason e Coleman.

No último quarto, Limeira entrou no jogo. Tirou a diferença com Fernando Mineiro e o gringo Carter. Do lado bauruense, bolas providenciais de Mosso e Jason tentavam segurar o avanço adversário. Até que Coleman desperdiçou dois lances livres e Limeira virou a partida a 12s do fim! — ficando pela primeira vez à frente do placar em todo o jogo (81 a 82). Com a bola queimando nas mãos, Bauru confiou a Jason Detrick o último lance: ela rodopiou no aro e Pilar estava atento para pegar o rebote e converter sofrendo falta. O Cavalo converteu o lance de bonificação e os anfitriões, a 4s do fim, desperdiçaram no desespero. Que vitória bauruense: 84 a 82.

ASPAS
Entrevistas ao repórter Chico José (Jornada Esportiva/Auri-Verde); e que transmissão de Rafael Antonio!

“Seria um castigo imenso perder hoje, jogamos muito bem coletivamente”, cravou Pilar, o homem da bola do jogo, que não viu a vitória como revanche. “A gente vem se reerguendo. Não é revanchismo bobo vencer aqui, mas foi uma vitória para reafirmar nosso crescimento.”

“Vacilamos no último quarto, mas estamos de parabéns, essa vitória fora de casa foi muito importante”, comemorou Ricardo Fischer, um dos grandes nomes do jogo (quase duplo-duplo).

“Temos todos que nos preparar, esse campeonato vai ser todo assim, muito duro. Essa vitória recupera uma derrota nossa em casa e aos poucos vamos melhorando. O importante é que a equipe está vibrando e todos colaborando. Veja o Mosso, que quase não jogou, mas fez uma bola de três importantíssima e ainda pegou um rebote. E finalmente o Jason apareceu, pois quem determina o tempo em quadra do jogador é ele mesmo, com seu desempenho”, avaliou o técnico Guerrinha.

DESTAQUES

Jason Detrick atuou 28min e foi o cestinha de Bauru, com 17 pontos.

DeAndre Coleman fez 14 pontos e pegou 7 rebotes.

Jeff Agba, sempre pontuando em dois dígitos (12), pegou 8 rebotes.

Ricardo Fischer, 27min em quadra, fez 8 pontos, pegou 4 rebotes e distribuiu 10 assistências!

Gui não foi o monstro de Joinville, mas fez 8 importantes pontos e deu 3 assistências.

Larry Taylor contribuiu com 7 pontos, 7 rebotes e 2 assistências.

Importante destacar o trabalho coletivo, pois a cada jogo é um cestinha diferente, alguém se sobressai em algum fundamento e, claro, Bauru ganha com isso.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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