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Paschoalotto Bauru cesteia Liga Sorocabana no pique de Gui

Na partida do líder contra o lanterna, entre o cansado e o desesperado, prevaleceu o talento e o comprometimento do Paschoalotto Bauru, que venceu a Liga Sorocabana, fora de casa por 110 a 71. O Dragão está cansado, mas Gui Deodato nunca. Ele ficou apenas quatro segundos fora do jogo, tempo para um copinho de água. E aproveitou bem cada segundo, fazendo belíssima atuação com 35 pontos e elogios do chefe. Agora, pausa para descanso, Jogo das Estrelas para alguns — para jogar na maciota, hein! — e foco total no Final Four da Liga das Américas, semifinal contra o Peñarol. Esta semana ainda saberemos qual será a sede — Bauru na disputa, conforme o Canhota antecipou semana passada.

BOLA QUICANDO
Início de jogo parelho, em boa disputa de Murilo e Guilherme Hubner no garrafão. Já fora da zona pintada, o duelo de pontos é entre o armador Clahar e Gui Deodato. Com a mão quente, o Batman ajuda Bauru a terminar o primeiro quarto na frente: 24 a 21.

Com Larry e Gui todo o tempo em quadra e Murilo por 9min, o Dragão consegue forçar erros da Liga Sorocabana. Apesar do esforço de Gaúcho, Gui segue impecável — 100% de chutes aproveitados no segundo período. Wesley Sena e Carioca entram e pontuam, enquanto Mathias não faz um bom primeiro tempo. A parcial de 23 a 17 ajuda a dar tranquilidade para a metade final do jogo: 47 a 38.

No intervalo, Ricardo Fischer fala ao repórter Luiz “Tá no jogo” Lanzoni que os 5min iniciais do terceiro quarto têm que ser intensos para confirmar a vitória. Dito e feito: o placar é esticado rapidamente, principalmente com Alex Garcia sobrando em quadra, roubando bolas, cravando e guardando de três. Murilo também se destaca na redinha e o Ligeirinho nas assistências. Fração larga de 32 a 19 (79 a 57).

Com placar tranquilo, Guerrinha lança os meninos aos poucos durante o quarto final. Day fica mais um pouco em quadra para retomar o ritmo de jogo, Mathias finalmente desencanta. E Gui segue pontuando! E descanso para Larry e Alex. Murilo e Ricardo ajudam  e Carioca acelera com sua habitual excesso de energia. Com os sorocabanos grogues, a parcial de 31 a 14 sela o placar centenário: 110 a 71.

ABRE ASPAS
Declarações a Luiz Lanzoni, durante a transmissão da Auri-Verde/Jornada Esportiva

“Bela vitória, o time veio firme para o jogo, sabendo do perigo que é jogar em Sorocaba. Eles têm um time aguerrido e a gente foi inteligente. Agora vamos para um merecido descanso”, comentou o ala Gui, craque da noite.

“Bauru mostrou o time que tem, sabendo jogar mesmo com desfalques”, destacou o pivô Mathias.

“A gente está tendo excesso de jogos por estar passando adiante. É o preço. Hoje demos descanso bom para o Alex, o Larry. Colocamos o Day como estímulo do tratamento. O Gui fez uma excelente partida. Os meninos puderam entrar. E demos tempo de quadra para o Murilo pegar ritmo. Foi uma excelente vitória e dentro do nosso objetivo de rodar o time, descansar quem pode”, avaliou o técnico Guerrinha.

NUMERALHA
Gui Deodato: 35 pontos, 4 rebotes
Alex Garcia: 16 pontos, 3 assistências, 2 roubos de bola
Murilo Becker: 14 pontos, 6 rebotes
Thiago Mathias: 12 pontos, 6 rebotes
Carioca: 12 pontos, 3 roubos de bola
Ricardo Fischer: 11 pontos, 5 rebotes, 10 assistências

 

Foto: Henrique Costa/Bauru Basket

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Mesmo cansado, Paschoalotto Bauru vence o Minas com tranquilidade

(Direto da Panela) O time está cansado, para não dizer esgotado. Além de as pernas começarem a fraquejar com a maratona de jogos, a cabeça já está pesada, com o baque da contusão de Jefferson, fora da temporada, e com a ausência de casa e as intermináveis horas de busão e aeroporto. Mesmo assim, venceu o encardido time do Minas com folgas, por 89 a 71, mesmo sem Jé e Robert Day — este poupado para o Final Four.

Foi a 22ª vitória em 24 jogos, a 19ª seguida (e a 25ª, somando a Liga das Américas), e liderança com certa folga. Antes do Final Four, ainda falta jogar já na próxima segunda (2/mar) contra a Liga Sorocabana, fora de casa. Já o confronto com o rival Franca, na Panela, está marcado para o dia 13, véspera do Final Four da LDA (14 e 15), será adiado. Contra Pinheiros (inicialmente dia 18), também.

BOLA QUICANDO
Bauru começa o jogo perfeito no ataque, aproveitando as primeiras avançadas. É simbólico a primeira cesta ser de Murilo, o homem que vai repor à altura os minutos em quadra de Jefferson. Ele domina o garrafão no primeiro quarto, além de as bolas de fora de Ricardo, Alex e Hettsheimeir caírem. A esticada de 22 a 11 irrita o técnico Demétrius, que pede tempo, bronqueia e o Minas reage, fechando a parcial em 24 a 20.

No segundo período, o Paschoalotto é impecável. A defesa funciona e o ataque complementa. Murilo segue bem embaixo, Alex guarda de três, enquanto a molecada mineira corre em vão. Na última jogada antes do intervalo, a vibração do time é contagiante quando conseguem gastar a posse do Minas até o cronômetro zerar. Fração ignorante de 20 a 4, abrindo 20 pontos (44 a 24).

Fosse outro momento, escreveria reinício sonolento. Mas o Dragão está cansado… Os guris de Demétrius chegam a abrir 5 a 14 na parcial, Guerrinha pede tempo e Bauru esboça reação, em contra-ataques puxados por Alex e Larry. Mas o Minas segue com mais fôlego, Henrique Coelho (joga muito!) e Ansaloni tramam boas jogadas e fecham o terceiro quarto em 16 a 25 — prejuízo só não é maior porque o Alienígena guarda chute de fora no estouro do cronômetro, 60 a 49.

Apesar de a diferença cair de 20 para 11 pontos, ninguém duvida da vitória. Até porque o Minas se atreve mais e abre a guarda. Ricardo Fischer rouba uma bola atrás da outra, gerando investidas, algumas delas só contidas com faltas. Com o Canela impossível no chute triplo, a tranquilidade reina na Caverna do Dragão para fechar mais uma vitória. Parcial de 29 a 22 e convincentes 89 a 71 para o líder no NBB.

ABRE ASPAS
Murilo Becker, admitindo ainda estar pegando ritmo e comentando o drama de Jefferson:

 

Peguei o papo dos colegas com Alex Garcia no meio, mas são boas aspas do Brabo:

 

Avaliação de Guerrinha e comentário sobre o impacto da contusão dO Definidor:

 

NUMERALHA
Hett, o Canela: 21 pontos, 4 rebotes
Brabo: 18 pontos, 7 rebotes, 5 assistências
Murilaço: 18 pontos, 6 rebotes
Alienígena: 17 pontos, 3 rebotes, 3 assistências
Batman: 8 pontos, 2 rebotes, 2 assistências, 2 roubos de bola
Ligeirinho: 5 pontos, 6 rebotes, 6 assistências, 6 roubos de bola
Príncipe Balothias: 2 pontos, 5 rebotes, 2 roubos de bola

 

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Contundido, Jefferson vai fazer muita falta, mas Paschoalotto Bauru continua forte com Murilo

A primeira coisa a fazer é lamentar. Pelo craque que vai fazer falta, mas sobretudo pelo atleta que vai ficar afastado do que mais gosta de fazer. O Paschoalotto Bauru confirmou a ruptura total do Tendão de Aquiles do tornozelo direito, em lance na vitória de ontem sobre Uberlândia, pelo NBB.

jefferson-uberlandia-bauru-nbbO camisa 1 do Dragão passará por cirurgia na próxima semana e a previsão de recuperação é de seis meses — isto é, somente na próxima temporada. “Com certeza é a lesão mais grave de minha carreira, nunca passei por nenhuma cirurgia antes, mas tenho fé que tudo vai dar certo e logo estarei nas quadras de volta, fazendo que mais amo fazer que é jogar basquete. Agora, estarei do outro lado, torcendo muito para o time no NBB e Liga das Américas!”, disse o atleta em seu perfil no Facebook, onde as manifestações de solidariedade se multiplicam. Força, guerreiro!

Passado o baque — inclusive do elenco, era visível ontem a preocupação dos amigos, a solidariedade –, é preciso seguir em frente, o Final Four está logo ali. E certamente os jogadores transformação a tristeza pelo colega em força mental, superação. E na quadra, além do fator emocional, tecnicamente a solução é imediata: Murilo Becker tem jogado bem em seus minutos em quadra. Já está com bom ritmo de jogo. Claro que o scout de Jé é mais forte, mas fazendo a conta das médias de pontos e rebotes divididos pelos minutos em quadra (tanto no NBB, quanto na LDA), percebe-se que o MVP do NBB 4 tem potencial para produzir números bem mais expressivos daqui pra frente:

PTS/MIN=pontos por minuto; REB/MIN=rebotes por minuto
PTS/MIN=pontos por minuto; REB/MIN=rebotes por minuto

É fato que Murilo vai focar o jogo interno e terá que revezar com Hettsheimeir entre as posições 4 e 5 — o que acabará por ser uma arma tática que confundirá adversários. E no perímetro, apesar de Jefferson ser o cara — tanto que disputaria o Desafio de 3 Pontos do Jogo das Estrelas –, Murilo está com aproveitamento idêntico ao dele no NBB, 43%. A diferença é que Jefferson acertou 43% em 171 chutes, enquanto o Murilaço fez esse percentual em apenas 16 chutes. Mas, convenhamos, que com Ricardo, Larry, Alex, Day e Hett, ele não precisa se preocupar com esse quesito.

O técnico Guerrinha comentou ao Canhota 10 como deverá ser o comportamento do time a partir de agora, que realmente haverá inversões entre Hett e Murilo: “É uma situação tática interessante. E tem o revezamento do Mathias, o Alex pode fazer 4 também, abrindo o jogo. Perdemos em algumas coisas, mas temos soluções”.

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Ranking Canhota 10: Paschoalotto Bauru leva a melhor em comparação com elenco do Flamengo

Depois que o Paschoalotto Bauru desandou a contratar jogadores de primeira linha, a comparação com o Flamengo, atual bicampeão brasileiro, tornou-se inevitável. Até porque, o elenco bauruense foi montado para, de fato, pôr em xeque a hegemonia de rubro-negros e de Brasília, únicos vencedores do NBB, competição organizada pelos clubes desde 2009 — são três títulos para cada lado.

O elenco do Dragão ficou tão forte, mas tão forte, que surgiram brincadeiras na internet. A ponto de o Território, blog da Liga, embarcar e cravar, com fotomontagem e tudo, uma vaguinha para o astro da NBA (e amigo de Larry Taylor) Dwayne Wade em Bauru! Diante do apetite bauruense, houve até quem acreditasse… Nos comentários nas redes sociais, entretanto, sempre surgem torcedores do Flamengo avisando: sim, está forte, mas o Urubu segue poderoso. E eles têm razão. A manutenção do qualificado elenco já faz do clube carioca o favorito no que disputar, com a vantagem de já estar entrosado.

Sendo assim, surgiu a ideia de medir essas forças. Rascunhei uns critérios — que muitos vão questionar, é normal — e tabulei sobre os oito principais jogadores de cada time. Nasce, assim, o Ranking Canhota 10, metodologia que posso usar para o Campeonato Paulista que vem aí, inclusive. E também para o NBB7.

Mas vamos por partes. Primeiro, Bauru x Flamengo, os dois times mais poderosos no papel. São 11 quesitos. Cada item que o jogador cumprir, a equipe marca um ponto. Para as estatísticas, o critério para levar o visto verdinho é o seguinte: média igual ou superior a 15 pontos, 7 rebotes, 5 assistências e 15 de eficiência. Nos demais, ter pelo menos uma premiação — todas descritas abaixo.

 

Para quem teve curiosidade, também fiz a conta multiplicando a quantidade premiações (exemplo: dar 6 pontos por Alex ter ganhado 6 prêmios individuais do NBB). Dessa forma também dá Bauru, 81 a 67 — mesmo sem Hettsheimeir ter histórico no NBB e com os flamenguistas somando pontos como atuais bicampeões nacionais. Mas fiquemos com o critério de um ponto para cada tick verde. Resta agora ao timaço alvilaranja confirmar, em quadra, tamanho poder.

Se ficar em dúvida sobre algum critério, deixe seu recado aí embaixo, na caixinha, que irei responder. Para comentar, é preciso ter conta no Facebook. Se não tiver, envie e-mail (fernandobh@canhota10.com).

 

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Coluna da semana revela interesse do Bauru Basket em Guillermo Araujo

E antes comenta o desafio do Noroeste de apostar em reforços vindos de times inexpressivos. Confira o texto publicado na edição de 25 de junho de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Loteria dos reforços

Não é fácil a vida de clube do interior em busca de reforços. É como um garimpo no escuro. Ou como comprar carro usado – pode se mostrar confiável ou revelar um defeito pouco tempo depois. É nessa gangorra que vive o Noroeste nos últimos anos, apostando em jogadores de clubes inexpressivos Brasil afora e praticamente entregue à sorte.

Aproveitando que a Copa Paulista é um torneio sem grandes responsabilidades, o clube experimenta – por mais que o termo laboratório tenha sido banido do vocabulário alvirrubro. Por enquanto, só decepções. Em 2010, trouxe do interior gaúcho o meia Deivid, especialista na bola parada. Reprovado. Outra aposta veio com pedigree: o atacante Marcus Vinicius, vindo do Goiás, tinha passagem por seleções brasileiras de base. Não tinha fôlego para correr 45 minutos… Reprovado.

Ano passado, o Norusca trocou de região, passou a olhar para o mercado nordestino. O meia-atacante Da Silva, vindo do Centro Sportivo Paraibano, foi aprovado num período de testes, fez três gols na Copinha, mas ficou marcado mesmo por expulsões. Reprovado. Já o atacante Renam, vindo do Sergipe, ficou mais tempo no departamento médico e nem pôde mostrar seu potencial. Reprovado.

Antes desta Copinha de 2012, o clube se aventurou mais cedo. Trouxe para a Série A-2 o lateral-esquerdo Alexandre Aguiar, da SE Decisão, da segunda divisão pernambucana! Reprovado.

Agora, há novos “vestibulandos” em Alfredo de Castilho. O zagueiro Alan veio do Serra Talhada-PE e o atacante Everton Biton viajou menos: acabou de ser rebaixado para a Série A-3 com o Rio Preto e não marcou nenhum gol nessa desastrosa campanha. Já de contrato assinado, o volante Johnnattan (CRB-AL) e o meia-atacante Lauro César (Corinthians Alagoano) são as outras incógnitas. Vale destacar que o zagueiro Lima (Volta Redonda-RJ), o lateral-esquerdo Ralph (São José-SP) e o atacante Fernando Russi (Inter de Limeira) são apostas menos arriscadas, pois vêm de um semestre mais sólido.

Não dá para criticar o clube, pois é preciso mesmo arriscar. Há muito craque por aí que vale milhões e que saiu de times modestos. Talentos obscuros que estavam no lugar certo na hora certa. Esse lugar pode ser o Noroeste, essa hora pode ser a Copinha. Mas não basta cruzar os dedos. Tem que jogar muita bola, moçada.

Papo de basquete
Segue a busca do Bauru Basket por seu terceiro reforço para a nova temporada, agora um pivô. E entre os pretendidos da diretoria está GUILLERMO ARAUJO (29 anos e 2,05m). O paraguaio jogou a última edição do Novo Basquete Brasil pelo Paulistano (médias de 9,7 pontos e 3,6 rebotes em 18 minutos em quadra) e se destacou defendendo seu país no último Sul-Americano (16,3 pontos e 6 rebotes por jogo).

“Bauru seria uma boa opção. Gostei da cidade quando joguei aí, a torcida apoia muito o time”, disse o jogador à coluna. Seu agente está em contato com a diretoria do Bauru Basket, mas é preciso esperar um posicionamento do Paulistano, que tem preferência na renovação – a resposta sai nesta semana. Se não é uma estrela que viria para fazer barulho, pelo menos é ótima opção para o revezamento no garrafão.