Confira como jogo o time de Nedo Xavier na Série B
Na coluna de estreia do Canhota 10 no caderno Mais Esporte, do jornal ituiutabano Mais Notícia, descrevi em detalhes o esquema táticos do Boa. Isso depois de assistir com atenção a ótima vitória do Tricolor sobre o Sport Recife. Já previa que Marinho Donizete ser firmaria como titular, mas errei no parceiro de zaga de Thiago Carvalho – Pablo levou a melhor sobre Marcelinho. E a baixa é o bom lateral-direito Jackson, que fraturou a clavícula e ficará quase dois meses fora. Em seu lugar, Nedo aposta no polivalente Carlos Cesar, que apareceu no Guarani como meia-atacante. O Boa encara a Ponte Preta, em Varginha, na noite desta terça (16/8), pela 17ª rodada da Série B. Confira o desenho tático da Coruja:
No desenho acima, substituir Jackson (titular, contundido) por Carlos Cesar; e Marcelinho deu lugar a Pablo na zaga.
O esquema acima é o do time ideal do Boa. Os laterais são o desafogo ofensivo da equipe. Mas a grande qualidade do Tricolor está no trio e volantes. Além de permitirem o avanço dos laterais, revezam subidas ao ataque — sempre que o time avança, pelo menos um deles se aproxima dos atacantes —, principalmente Moisés, bom driblador e elemento surpresa para ajudar Carlos Magno na armação. O camisa 10 se desdobra na articulação das jogadas, está sempre onde a bola está. Além do apoio de Moisés, Magno conta com a movimentação constante de Waldison, que cai pelos dois lados do campo, dando opção de passe. Já Jheimy é o típico homem de área.
Em entrevista exclusiva ao Canhota 10, centroavante rubro-negro fala de sua boa fase
O Canhota 10 entrevistou, por e-mail, o centroavante Deivid, do Flamengo. Prioritariamente, para a coluna de estreia no caderno Mais Esporte, do semanário Mais Notícia, de minha Ituiutaba-MG. Uma pincelada na coluna do Bom Dia também e cá está, na íntegra, o papo virtual com o camisa 9 rubro-negro, que ontem (14/8) fez dois gols sobre o Figueirense, chegando a 14 na temporada, oito no Brasileirão. Definitivamente, reencontrou seu futebol, seu faro de gol. Confira!
Você reencontrou seu futebol e, principalmente, os gols. Deve isso à confiança do Luxemburgo? A procura por outro centroavante (Kleber, Ariel, Jael) deixou você ‘mordido’? “Ter a confiança do técnico é fundamental para você poder render o melhor em campo. Em relação a procura por outros atletas, isso é normal, ainda mais quando o objetivo do time é brigar pelo título em um campeonato tão longo e difícil como o Brasileirão. Estou tranquilo porque sempre joga quem estiver melhor.”
Poucos atacantes têm o privilégio de ter tanto jogador bom para dar assistência (Léo Moura, Thiago Neves, Ronaldinho, Junior Cesar…). Acha que o entrosamento já encaixou? “Encaixou sim, tanto que estamos crescendo a cada rodada. Conversamos antes das partidas, mas às vezes dentro de campo apenas um sinal, um olhar já é suficiente para nos entendermos, pois são jogadores diferenciados.”
Você já foi campeão brasileiro por Cruzeiro e Santos — e vice com o Corinthians. Conhece o caminho da taça. Esse time do Flamengo tem cheiro de título? “É uma competição longa e complicada, mas estamos no caminho certo sim. Temos um bom grupo e com jogadores que fazem a diferença, um treinador vitorioso que sabe tirar o melhor dos seus atletas, enfim… Temos tudo para fazer bonito até o final.”
Você não comemorou gol contra o Santos, mas festejou contra o Cruzeiro. Qual a diferença desses dois times na sua carreira? “Tenho enorme carinho por ambos, mas foi no Santos onde tudo começou, onde me projetei para o futebol, então essa é a diferença. Sem contar que já tive duas passagens por lá.”
No Triângulo Mineiro, a torcida do Flamengo é muito expressiva. Como é jogar num time que gera tanta paixão? E mande um recado especial para os flamenguistas de Ituiutaba! “A torcida flamenguista realmente é um caso a parte. Por essa paixão que você citou, a responsabilidade dentro de campo só aumenta. Mas isso só serve para estimular mais, buscar fazer o melhor a cada jogo. Agradeço o apoio e carinho de todos vocês e peço que continuem nos incentivando. Esse 12º jogador sem dúvida também faz a diferença. Um abraço a todos!!!”
Coluna da semana aborda o mau futebol do Noroeste na Copa Paulista
Texto publicado na edição de 15 de agosto de 2011 no jornal Bom Dia Bauru
Que fase, Norusca!
Há duas semanas eu associava eficiência no futebol à incessante busca pelo gol. Hoje, parece piada, mas eu estava falando do Noroeste, que fora bastante ofensivo contra Inter de Bebedouro, Linense e no primeiro tempo contra a Santacruzense. De lá pra cá, a rede não balançou mais… Os laterais/alas não vão ao fundo, não existe troca de passes entre meio e ataque, a bola não chega no centroavante. Não por acaso, todas as chances de gol do Norusca na derrota para o Penapolense, no último sábado, foram em chutes de fora da área.
O que me causou espanto foi a demora de Jorge Saran em mexer no time. Não variou o posicionamento dos jogadores para adaptar-se ao adversário. O Alvirrubro insistiu no erro até o fim. E amargou sua terceira derrota na competição. Se cair na primeira fase da Copa Paulista, não haverá outra palavra senão vexame. Em letras garrafais.
Justificar as más atuações pela juventude do time? Não, não pode. O Alvirrubro está (corretamente) apostando na molecada, aproveitando os jogadores formados em suas categorias de base. Mas eles não estão sozinhos. Estivesse o time sub-20 representando o clube na Copinha, vá lá. Mas há gente rodada mesclando a formação em campo. Tanto que a média de idade da escalação titular da última partida foi de 23 anos. E mais: dos cinco criados na base que começaram jogando, apenas Vitor Hugo é do atual elenco inferior. Os demais já compunham a equipe principal. Mais? Sete titulares são remanescentes do Paulistão deste ano. Não se pode falar em nervosismo para, com todo o respeito, enfrentar o Penapolense numa Copa Paulista.
Tem que ter paciência com os garotos? Claro. Mas vale puxão de orelhas para contribuir com seu crescimento. Tanto Vitor Hugo quanto Mariano são fominhas e, pior, não acertam um drible.
Interrogações no DM
Ninguém entende o que se passa no departamento médico noroestino. Giovanni contundiu o joelho e o tempo se arrastou até que finalmente realizasse cirurgia. O atacante Adilson está de molho há quase 20 dias, desde que sofreu mal-estar em campo. É correta a prudência do time em não colocá-lo para jogar enquanto não tiver um check-up completo em mãos; o que espanta é a demora. O mesmo vale para o atacante Renam, cujo tratamento no tornozelo é uma incógnita. O zagueiro Bruno Lopes, o volante Tiago Ulisses e o meia Felipe Barreto engrossam a lista de lesionados.
Com que roupa?
Depois de longos cinco anos, se a memória não me trai, o Noroeste voltou a jogar no Alfredão com seu tradicional uniforme: camisa vermelha, calção branca e meia vermelha. Isso foi na última quarta, contra o Oeste. No jogo seguinte, porém, voltou a vestimenta branca, marca registrada da era Damião Garcia. Mais um elemento para caracterizar a perda de identificação do clube.
Agora vai?
Para fazer o título de capitalização ‘É Gol’ decolar, a empresa de marketingo esportivo DirectRio irá intensificar ações no Interior – tanto que já estampa a loteria na manga da camisa noroestina. O fracasso do Timemania, contudo, está aí para provar que os clubes de futebol não estão com essa bola toda nas lotéricas. Torço para que dê certo e traga dinheiro para o Noroeste, tanto que já comprei cartela – R$ 3 dos R$ 954 arrecadados pelo Alvirrubro até agora saíram do meu bolso.
Tranquilo
Autor de dois gols sobre o Figueirense ontem, o centroavante Deivid contou à coluna que não se preocupou quando o Flamengo foi atrás de outro atacante – tentou Kleber Gladiador e Ariel e trouxe Jael. “É normal procurar outros atletas, ainda mais quando o objetivo do time é brigar pelo título em um campeonato tão longo e difícil como o Brasileirão. Estou tranquilo, porque sempre joga quem estiver melhor”, disse o camisa 9.
Estive no Alfredão no último sábado, mas não pude publicar relato/análise – o que, de certa forma, esta coluna contempla. Abaixo, como de hábito, ficha do jogo (reproduzida do parceiro BOM DIA)
O equilíbrio na disputa pela vitória em Nürburgring me faz bater novamente na tecla que venho pressionando há algum tempo: Vettel não é campeão antecipado. Estamos na metade do campeonato e (desculpem o clichê) muita coisa pode acontecer.
Além de Hamilton, o primeiro a cruzar a linha de chegada na Alemanha, Mark Webber e Fernando Alonso tiveram plenas condições de vencer. Mostra de que o trabalho das equipes no meio da temporada pode ser tão ou mais importante do que aquele do começo de ano.
Vettel teve problemas no seu carro e isso pode acontecer quantas vezes os deuses da Fórmula 1 quiserem. Ele tem como fortes adversários um bicampeão Alonso lutando pela sua honra diante dos espanhóis e ferraristas, um estabanado Hamilton tentando fugir da pecha de campeão decadente e um racional Button tentando provar que não venceu uma temporada só porque tinha o melhor carro.
Por falar nisso, Jenson é quem mais poderia ajudar Sebastian com algumas dicas. Em 2009, ano em que o inglês reinou na primeira metade da temporada com seu Brawn GP, foi preciso segurar as pontas com o crescimento visível da Red Bull sob comando de um alemãozinho atrevido, para chegar ao fim do ano com mais pontos.
Além dos três citados, Vettel também precisa conter dois pilotos sem aquela áurea de campeões, mas com muita vontade de se superar: Massa e Webber. O brasileiro deu trabalho no fim da corrida germânica e o australiano pode até chutar o balde, deixar pra lá a renovação de contrato com a equipe dos energéticos e pelo menos lutar por alguma coisa mais honrosa do que a função de escudeiro.
Enfim. Não digo que Vettel não será campeão. Mas ele vai precisar encarar todos esses adversários e, se vencer, virará um jovem bicampeão e um piloto completo.
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A Ferrari errou na última parada de Massa sim, mas não é perseguição.O prejudicado não foi o piloto brasileiro, mas Alonso, que lucraria mais alguns pontinhos de recuperação no campeonato caso Vettel permanecesse na quinta colocação. E, diga-se de passagem, nada garante que naquela volta final o atual campeão não fosse passar Felipe.
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Está cada vez mais interessante a disputa entre as equipes medianas. A pontuação mostra Mercedes e Lotus Renault na quarta e quinta posições do Mundial de Construtores com folga (78 e 66 pontos, respectivamente), mas Sauber (35) e Force India (20) têm dado trabalho às duas escuderias nos treinos e na pista.
Na briga, a Mercedes leva vantagem pelo trabalho de sua dupla. Mesmo que Schumacher ande atrás de Rosberg , sempre luta por pontos. Já as outras três têm contado com o bom trabalho de apenas um de seus pilotos: Petrov (Lotus), Kobayashi (Sauber) e Sutil (Force India).
@RenatoDiniz_ é estudante do quarto ano de Jornalismo da Unesp Bauru e atua na rádio Jovem Auri-Verde. Conheça seu blog
Pato erra na cara de Villar. Foto de Rafael Ribeiro/CBF
A eliminação
Por Arthur Sales
Antes de repercutir a eliminação precoce da Seleção, vale ressaltar que este é um espaço para a discussão do futebol, por isso ele é tratado como prioridade. Porém, é importante atentar que alguns sentimentos que ecoam Brasil afora como revolta e vergonha são descabidos, há no país motivos de verdade para se revoltar e se envergonhar.
Voltando à Seleção, é evidente que o jogo contra o Paraguai foi bom, o Brasil dominou a partida, criou oportunidades, faltou o gol. É o que sempre vem faltando. O principal defeito da Seleção vem sendo a escassez de gols. Primeiro o motivo era a falta de conjunto, entrosamento, afinal era o início do trabalho. Na Copa América a razão foi outra. As chances foram criadas e não foram aproveitadas.
Nos dois primeiros jogos, a impressão que o time passou foi de querer enfeitar demais, de estar pecando pela vaidade. Contra o Equador, já pudemos ver uma equipe em ação. Veio o resultado e a classificação. A diferença entre o jogo de quinta e o derradeiro é que a ineficácia na hora da finalização voltou, mas, ao contrário das duas primeiras partidas, o motivo pareceu ser outro. Não foi por falta de seriedade que a bola não entrou, o que faltou foi competência.
A dúvida que fica é se a causa dessa incompetência foi a falta de experiência na Seleção ou se simplesmente a qualidade técnica não é das mais altas. Os dois caminhos têm seus argumentos. Neymar, Ganso e Pato, começaram agora a trilhar seu caminho com a camisa amarela, isso com certeza tem seu peso. Robinho, Fred e Ramires já têm Copa do Mundo no currículo, já chegaram ao ápice do desenvolvimento como jogadores e não ocupam lugar de destaque no futebol mundial, como outrora Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos ocuparam. São ótimos jogadores, mas do segundo escalão no mundo da bola.
Porém, apesar de não contar com nomes de grandeza maior, a Seleção é competitiva e mostrou evolução na competição, não é hora de jogar todo trabalho no ralo. Muitos defeitos foram evidenciados, alguns corrigidos. É assim que se monta uma equipe, errando, reconhecendo erros e melhorando.
Arthur Sales é estudante do segundo ano de Jornalismo da Unesp/Bauru e edita o blog Doente 91