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Fantástico, guerreiros!

Vitória histórica em Franca recupera confiança do Bauru Basket, que tem maratona de desafios em dezembro

Douglas Nunes, no jogo da quarta-feira: Pedrocão calado no dia seguinte. Foto de Cristiani Simão/Jornada Esportiva

Ok, estou atrasado. A vitória foi na noite de ontem (1/12) e já estamos na hora do almoço. Mas somente neste intervalo para eu dar conta da correria. O leitor não tem nada com isso, já leu aqui e ali sobre a vitória, mas não poderia deixar de registrar.

Fantástico, emocionante, heroico. Use os adjetivos que quiser. São vitórias assim (82 a 78 sobre Franca, empatando o playoff das quartas de final em 1 a 1) que levantam um grupo. Guerrinha, entretanto, alertou após a partida que os jogadores já mostraram que sabem se superar nas dificuldades, mas que precisam aprender a não relaxar quando estão vencendo.

Como é de costume neste espaço, registro algumas falas de Guerrinha ao microfone do Jornada Esportiva, após o jogo. A melhor revelação de ontem é que o presidente do Itabom/Bauru, Pedro Poli, realizou churrasco após a derrota para o Minas, para motivar o grupo. Foi como um pai, segundo Guerrinha. Lançou mão de todo o seu know-how de líder para resgatar um grupo que vinha de quatro derrotas seguidas – e teria pela frente um playoff cascudo, contra Franca.

Com Larry Taylor bem fisicamente, a história é diferente. O Alienígena fez 23 pontos e pegou sete rebotes. Ele ainda não está 100%, mas o diferencial é que as dores acabaram. Assim, teve mais confiança em quadra. E fez a diferença, sobretudo, nos lances de três pontos (acertou quatro). Fischer, o especialista, anotou apenas um desse arremesso, mas na hora certa – além disso, ficou praticamente o jogo todo em quadra e deu cinco assistências. Jeff, com 18 pontos e sete rebotes, foi bem. Gui tem ganhado espaço, colaborado na formação defensiva. E Douglas Nunes fez duplo-duplo (15 pontos, 11 rebotes).

Antes de lutar para fechar o playoff em casa (jogos dias 7 e 8 de dezembro, às 20h, na Luso), o Itabom/Bauru brinda a torcida com um grande duelo: contra o Flamengo, pelo NBB. Se vencer esse jogo, ninguém segura os guerreiros no meio da semana. Mas, repito, Guerrinha alertou sobre a displicência do time exatamente nos momentos de confiança, por começarem a se achar autosuficientes, experientes, donos da situação. Alerta dado, é hora de curtir o bom momento e valorizar a garra desse time, ainda mais após outra revelação importante do treinador – sempre ao microfone do Jornada: o presidente Pedro Poli assumiu questões trabalhistas envolvendo o pivô Brasília e o armador Leandrinho. O treinador, ao contar esse episódio, falou em tom magoado.

Foto na homepage: Levi Fanan/Franca Basquete

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Will: o pulmão que o Bauru/Basket precisa?

Will em treino: boa sorte! Foto de Gabriel Pelosi/Bauru Basket

Até a parada para as festas de fim de ano, o Bauru Basket terá um “reforço”. Entre aspas porque ele participará somente dos treinamentos. O ala/armador Will, há algumas temporadas no XV de Piracicaba, passará por fase de testes e poderá compor o elenco para a sequência do NBB, a partir de janeiro 2011. Tudo dependerá de seu desempenho e, claro, de um aval financeiro da diretoria. Atualizado: Will tem 26 anos, como bem indagou o leitor Leonardo.

Marcando Thyago Aleo, no Paulista deste ano. Foto de Cristiani Simão/Jornada Esportiva

O jogador agradou Guerrinha por seu jeito vibrante de jogar e por ter se destacado na marcação, sobretudo sobre Larry Taylor, nas vezes em que enfrentou Bauru.

Will conquistou recentemente a medalha de bronze, por Piracicaba, dos Jogos Abertos do Interior. Em 2009, ganhou prêmio FastWork (Melhores do ano no esporte) como destaque do basquete na cidade.

Números de Will no Campeonato Paulista 2010:
24 jogos • 9,2 pontos por partida •
27,4% em tentativas de três pontos • 65,4% em tentativas de dois pontos • 78,8% de aproveitamento em lances livres • 1,17 rebote por jogo • 1,75 assitência por partida • 2,08 roubadas de bola por jogo (quinto melhor da primeira fase)

Opinião do Canhota 10: reforço nunca é demais. E baseando-se no grande achado que foi Pilar, talvez uma das melhores contratações do NBB (em relação a “encaixe” de peça no elenco, não a investimento), pode ser mais uma grata surpresa. Esperemos que Will se dê bem nos treinamentos. Quem sabe ele não corrige os vacilos de marcação e dá fim aos cochilos do time no último quarto?

Atencioso com a molecada, Will irá gostar do Projeto Cesta Mágica. Foto (reproduzida) de Adriana Passari
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Derrota amarga em casa

Itabom/Bauru Basket perde em sua estreia em casa, no NBB, para o Minas
*** direto do ginásio da Luso

Depois de uma boa sequência fora de casa (duas vitórias e uma derrota) em seus primeiros confrontos no Novo Basquete Brasil (NBB), o Bauru Basket estreou mal em casa, perdendo para o Minas por 78 a 82. O visitante chegou a se dar ao luxo de deixar, por um bom tempo em quadra, dois meninos (Cauê e Bruno), que nitidamente tremiam. A derrota, na avaliação do técnico Guerrinha, veio da falta de alguém que chamasse o jogo: “Nosso time teve um rendimento individual muito baixo. Não tivemos força e ímpeto para garantir a vantagem nos momentos decisivos e vencer a partida”.

Pelos números, o treinador tem razão. Vários jogadores ficaram aquém do que podem produzir:

Pilar, até então melhor reboteiro do NBB, pegou apenas três rebotes. Ficou pouco em quadra: 17 minutos. Pode-se constatar, entretanto, de que foi uma grande contratação: bom jogador, raçudo e habilidoso, que se tornou alternativa para infiltrações. Deu ainda cinco assistências e fez dez pontos.

Larry Taylor, recuperando-se de contusão, poderia atuar cinco minutos por período, segundo divulgado pela comissão técnica – o colega Rafael Antônio, do Jornada Esportiva, comentou a respeito e lamentou que o norte-americano tenha jogado no sacrifício. Mas Guerrinha não resiste em contar com a fera: atuou 29 minutos. E em jogo da TV, difícil imaginá-lo fora. Era nítida, porém, a dificuldade de Larry em realizar jogadas agudas – foram somente três infiltrações. Fez apenas sete pontos e pegou três rebotes.

Jeff chegou ao jogo com média de onze rebotes e constava como jogador mais eficiente de Bauru nas estatísticas do NBB. Sumido em quadra, fez quatro pontos e pegou três rebotes.

Fischer, cestinha do time, ficou abaixo de sua média, com apenas 12 pontos. Chutou seis vezes para três pontos e acertou duas – o pivô Douglas Nunes converteu quatro de seis…

Os destaques positivos do Itabom/Bauru:

Alex começou a partida tímido. Na hora de correr atrás do placar nos dois últimos períodos, foi o atleta mais lúcido. Finalizou a partida com 24 pontos (quatro bolas de três), sete rebotes e três assistências.

Thyago Aleo é um bom armador. Jovem (21 anos), tem potencial. Não deve nada a um Neto, por exemplo. Precisa apenas de confiança. Alterna jogadas geniais – como a bola que roubou e serviu, em contra-ataque, a Fischer, levantando o ginásio – com outras infantis – no final da partida, tentou lance individual e levou toco. Mas só acerta quem já errou muito. Não adianta, Larry terá que descansar mais para voltar a dar 100% de seu potencial. Hora de dar crédito a Thyaguinho. Nessa partida, foram dois pontos, três rebotes e quatro assistências.

*** Já estava passando da hora de o Canhota 10 acompanhar um jogo do Bauru/Basket in loco. A agenda permitiu e foi um prazer – em família, inclusive – acompanhar a boa partida de basquete, ver os colegas da imprensa (Jornada Esportiva e o assessor Gabriel Pelosi) e observar o comportamento do time bauruense, ainda mais com os comentários do meu amigo Oswaldo Thompson, que manja desse esporte como poucos e me ajuda a ler melhor o jogo.

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Entrevista com Pilar

Ele chegou com ótima credencial: melhor reboteiro do Campeonato Paulista, jogando pelo modesto São Bernardo. Em duas partidas disputadas por Bauru, no NBB, já é também o líder no fundamento: 12 rebotes por partida. A contratação de Pilar animou a torcida e ele tem correspondido.

Ala/pivô de 1,98m, veloz e bom arremessador, o camisa 17 do Itabom/Bauru conta ainda estar se adaptando ao time, pelo fato de não poder jogar o Paulista. “A adaptação está um pouco mais devagar do que poderia ser. Estou pegando intimidade com as pessoas ainda, foram poucos treinamentos”, comenta.

Há menos de um mês em Bauru, Pilar pouco conhece da Cidade Sem Limites. “Ainda estou arrumando a casa, cuidando da mudança. Conhecendo ainda, vendo o que as pessoas fazem, os lugares bacanas”, revela o universitário, que tenta concluir o curso de História. “Estudo há cinco anos, mas não consigo terminar. Começo numa cidade, troco de time, levo créditos para outra cidade, aí não valida todos, é difícil terminar… Mas eu gosto muito de estudar. Se eu terminar minha carreira faltando um ano para me formar, já está bom. O que vale mais é mudar o ambiente, integrar-me mais com a cidade. Ano que vem pretendo retomar a faculdade aqui em Bauru, aí vou me integrar não só com o time, mas com as pessoas da cidade”, projeta.

Sobre o treinador Guerrinha, com quem ainda não havia trabalhado, Pilar diz estar gostando dos métodos. “Ele cobra bastante, o treino é bem forte, estou gostando do trabalho dele. Faz pouco tempo, mas estou conhecendo o Guerrinha melhor e o time está numa fase tranquila, o que facilita”, avalia.

Sobre sua postura em quadra, pergunto o que acha do estilo agressivo e quase individualista de Larry Taylor atuar. O ala/pivô acredita que vai complementar o trabalho do norte-americano. “Joguei com o Marcelinho Huertas, no Paulistano, que chamava muito mais o jogo do que chama hoje. É um jogador que ficava a maior parte do tempo com a bola. E eu me dava muito bem com ele. Tanto fora quanto dentro da quadra. Ele jogava com velocidade e puxava muitos contra-ataques, características parecidas com as do Larry. Acho que vou me entrosar com o Larry, uma hora ele vai ter que arremessar e eu vou estar no rebote. Então, vou fazer o trabalho que for preciso”, avisa.

Polivalente, Pilar disse em sua apresentação que joga onde Guerrinha precisar, mas tem sua preferência. “De um ano para cá, estou mais acostumado a jogar na posição quatro – e acredito levar certa vantagem, porque eu sou veloz, tenho bom corte. No Brasil, não há muitos posições quatro que tenham velocidade de corte e infiltração, minhas maiores qualidades. Prefiro jogar na quatro e serei mais usado nessa posição. Só joguei na três quando o Alex estourou em faltas”, lembra. Mas, se precisar… “Jogo de três, de dois, estou pronto. Posso jogar em qualquer posição”.

Neste domingo (28/11), o camisa 17 fará sua estreia em Bauru, primeira partida do Itabom em casa no NBB, contra o Minas. Está ansioso. “Já conhecia o calor da torcida como adversário, agora quero saber como é estar a favor de Bauru, só quando eu estiver mesmo na quadra. Da arquibancanda [acompanhando os jogos do Paulista], não é a mesma coisa”. Boa sorte, Pilar!

Atualizado: a estreia de Pilar não foi das melhores. Derrota para o Minas (78 a 82), mas o torcedor pode ver de perto ser um jogador raçudo de muito potencial.

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Guerrinha surpreende, escala Larry, mas Bauru perde

Estive na sexta-feira, no treino do Bauru Basket, e falei com Larry. O norte-americano disse que ia para São Paulo dar força para o time e que esperava que Guerrinha não o colocasse em quadra, temendo agravar a contusão, como acontecera na última semana. Apesar de anunciados oficialmente como ausências contra o Paulistano, Larry Taylor e Douglas Nunes acabaram entrando em quadra.

Imagino que Guerrinha questionou a condição dos dois – o famoso “Dá pra jogar?” – e pensou na sequência positiva no NBB. Douglas, principalmente, teve que suprir a ausência de Jeff Agba, contundido no olho.

Foto de Cristiani Simão/Jornada Esportiva (inclusive home)

Já o Alienígena atuou no primeiro e último quartos. No quarto período para tentar conter a reação do Paulistano, que, surpreendemente, após chegar a estar 20 pontos atrás, fechou a partida em 88 a 86.

Douglas e Pilar foram os cestinhas de Bauru, com 19 pontos, seguidos de Alex (15), Fischer (14) e Larry (10). Pilar, com 13 rebotes, alcançou a liderança desse fundamento no NBB (média de 12); Jeff é o segundo, com 11.

Com a derrota, o time caiu da segunda para a oitava posição do NBB.

Guerrinha, sempre um grande entrevistado, falou bastante com o repórter Thiago Navarro, do Jornada Esportiva. E como o vento leva o áudio, registrei algumas aspas importantes do treinador.

Falhas na saída de bola
“A grande virtude do nosso time, ano passado, era não perder bolas. Mas, não ganhávamos fora. Agora, vem acontecendo o contrário. Saída de bola não é treinamento, é o mínimo que o jogador tem que fazer!”

Vacilo
“O time vem se desenvolvendo. Se tivéssemos vencido, era o momento de colocar a cereja no bolo. Nos daria condição de chegar a Bauru (dia 28, contra o Minas), com três vitórias fora de casa, líder do campeonato, com TV. Mas os jogadores se acham experientes e não são. Para se considerar bom, tem que ganhar títulos, não pode perder um jogo como esse. Levamos um baile no último quarto.”

Larry e Aleo
“O Larry, inteiro, ajuda muito. O Thyaguinho é um jogador de composição. Estamos passando para ele um papel de ser o principal, ser mais agressivo.”

Bronca
“Após a partida, fiquei meia hora no vestiário ‘rediscutindo a relação’ com eles. (…) São jogadores em formação.”

Playoff do Paulista
“Para ganhar de Franca, em playoff, tem que ter algo mais, o que não temos hoje. Não adianta treinador, imprensa, torcida… É o jogador que tem a bola na mão.”