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Esporte de Bauru

Construir, reformar, estruturar e apoiar

Por Rafael Pavan

No ano de 2009, o esporte bauruense passou por diversos problemas de ordem estrutural. Havia praças esportivas depredadas, campos de futebol em terra batida ou parcialmente gramados (com buracos), ginásios esportivos com goteiras, sujos e, em casos mais críticos, animais defecavam sobre a quadra.

Após diversos questionamentos e cobranças por parte da população e da mídia local, algumas medidas foram tomadas por parte da prefeitura. Os campos que estavam deficientes em suas estruturas tiveram suas “maquiagens” feitas. Isso mesmo, pequena melhorias foram realizadas, como a troca de alambrado e cal demarcando mais claramente os campos. As quadras de esporte tiveram retocadas as pinturas e lâmpadas foram trocadas. Mas, infelizmente, tais medidas não foram de encontro ao verdadeiro problema.

É necessário que atitudes mais drásticas sejam tomadas, caso contrário teremos nossas praças esportivas sucateadas. A administração pública deve atuar no núcleo do problema, ou seja, adequar os espaços para a prática esportiva por parte da população, não se restringindo a torneios oficiais.

A Semel (Secretaria Municipal de Esportes e Lazer) deve sanar problemas e não adiá-los. É fato que a simples manutenção não resolve e não resolverá a situação deficiente na qual encontramos o esporte bauruense. O atleta e os cidadãos necessitam que praças esportivas passem por reformas para que crianças – como as que moram nas mediações do ginásio Raduan Trabulsi Filho e que participam de treinamentos de basquete – não tenham que se sujeitar a dividir o espaço com os pombos e a conhecida sujeira que produzem.

Não se pode deixar de sinalizar que também são necessárias medidas para o futebol amador. Jogadores atuam em campos esburacados, sujeitos a contusões. Os vestiários, sem higiene nem lâmpadas. Fora outros atletas que não têm espaço na mídia e muito menos locais para a prática esportiva com qualidade, como é o caso do atletismo – por falta de espaço e estrutura, sujeitam-se ao perigo das ruas ou treinam em pistas de areia.

Ocorre que terminamos o ano de 2009 com promessas e suposições e hoje algumas melhorias podem ser vistas e aplaudidas – com moderação.

O atual secretário de esportes, Batata, prometeu e cumpriu – em relação ao distrital Edmundo Coube,  que teve campo, arquibancadas, muros, banheiros e vestiários reformados. Acrescento apenas uma ressalva, pois o secretário de esportes  prometeu uma pista de corrida emborrachada e a que foi construída foi de asfalto mesmo. Mas é de se parabenizar a iniciativa e a conquista.

Mas, de todas as promessas e possibilidades, a que mais deve orgulhar os bauruenses é a construção da praça paradesportiva, onde deficientes físicos poderão praticar esporte. Reconheça-se que tal obra veio graças a um vereador bauruense que conseguiu levantar os recursos. Trata-se de Fábio Manfrinato, que em pouco tempo de cargo (suplente durante a licença-maternidade de Chiara Ranieri) conseguiu tal feito.

Enfim, são ações visando à melhoria das estruturas bauruenses, mas necessitamos de mais reformas, fornecer material para a prática esportiva, apoiar os atletas de representam nossa cidade país afora. Apoiar e dar estrutura para o lazer são, sim, deveres da prefeitura.

Rafael Pavan é estudante de Jornalismo da Universidade do Sagrado Coração e integrante da equipe do Jornada Esportiva

Foto da homepage, do distrital Edmundo Coube, reproduzida do site da prefeitura de Bauru

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Bauru Basket

Guerrinha: “Hoje somos a quinta força do campeonato”

O primeiro passo está dado. Passar pela primeira fase de forma tranquila, entre os favoritos – inclusive liderando seu grupo por algumas rodadas. O saldo é mais do que positivo para o Itabom/Bauru, mas ficou um gostinho de que poderia ser melhor. Nesse “rali de resistência”, como define o campeonato o técnico Guerrinha, o time tropeçou em alguns obstáculos. “Perdemos para o Pinheiros em duas partidas que poderíamos ter ganhado. Isso pesou para as nossas pretensões na competição”, avalia. Apesar de ter sido um jogo fora de casa, o Canhota 10 avalia que o fiel da balança também tenha sido a derrota para Rio Claro.

Além de pensar no título – o que não é nenhum delírio -, o desempenho no Paulista se reflete nas pretensões para o NBB. Afinal, se hoje somos a quinta força, que posição teremos no campeonato nacional? – no qual, além dos paulistas, há os fortes Brasília, Flamengo e Joinville e muita expectativa sobre sobre como virá Uberlândia. Uma frase de Guerrinha é providencial: “A próxima fase vai ser muito difícil, teremos que jogar acima da média”. Dessa necessária evolução virá a resposta para o questionamento acima.

Enquanto isso, no Estadual, um regulamento confuso. Os próximos seis jogos de Bauru valem somente para definir a posição para os playoffs. Mas o lado bom é poder medir forças contra Franca, Araraquara e Limeira em partidas não-eliminatórias – melhor preparação para o NBB, impossível.

Em relação aos jogadores, Larry segue sendo o cara, Jeff evoluiu em relação à última temporada e Alex está de volta! Fisher poderia melhorar o calibre – hoje tem 43,2% de aproveitamento nos chutes de três pontos (9º melhor do campeonato). Entre os contratados, Thyago Aleo precisa sair da sombra de Larry. A grande decepção é Júlio Toledo. Não o esperava como titular, mas como ótima peça para o rodízio das partidas, o que nem de longe está acontecendo (média de 8min em quadra e apenas dois pontos por jogo!).

A seguir, um olhar sobre os números do time:

ITABOM/BAURU:

Time que mais pontuou na primeira fase (87,4 por jogo), Desses pontos:
• 31,5% em bolas de três
• 52,5% em bolas de dois
• 16% em lances livres

3ª melhor equipe em rebotes (32,5 por partida), sendo:
•  21,9 defensivos (6ª melhor)
• 10,6 de ataque (2ª melhor)
• Jeff pega 8,21 rebotes por jogo (6º melhor)

E mais:
• 4º time que mais roubadas bolas (7,9 por jogo)
• 3º que mais deu tocos (3,1)
• 2º menos faltoso (17,6) – nesse ponto, poderia explorar mais faltas na hora certa
• é a equipe que menos perdeu bolas (9,6)

LARRY TAYLOR:
• 2º jogador mais eficiente do campeonato (atrás de Fúlvio, do São José)
• cestinha da competição (média de 19,6 pontos por partida); em números absolutos (252), é o segundo (atrás de Shamell, do Pinheiros, mas com um jogo a menos)
• 14º maior reboteiro (6,08) – e ele não é pivô…
• 2º em assistências (7,46)
• 2º em roubadas de bola (2,46)
• é quem mais fica em quadra pelo time (33min30s – Fisher fica em média 33min29s), mas tem descansado mais do que em outros tempos
• tem 58,4% de aproveitamento em lances de dois pontos – pode melhorar

Fotos da homepage: Gabriel Pelosi/Bauru Basket

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Esportes

Balanço da 26ª rodada: Cruzeiro na cola

A goleada sofrida para o Santos no último final de semana não poderia refletir o real futebol do Cruzeiro. A Raposa, nesta 26ª rodada, voltou a fazer o que tem feito: vencer. O pobre Atlético-GO sofreu inapelável 3 a 0. O time azul está a quatro pontos do Fluminense e nem precisa de lupa para mirar a liderança. Apenas seguir bem e secar.

Secado, como de costume, o Corinthians pode lamentar, mas também agradecer pelo empate contra o Botafogo, no Pacaembu. O time carioca desperdiçou duas ótimas jogadas, já nos acréscimos, com Somália e Diego. Os três pontos de uma virtual vitória sobre o Vasco no jogo a menos a cumprir, somente serviriam para alcançar o Flu, na situação atual.

Wallace Teixeira/Photocamera

O Tricolor carioca, aliás, ri à toa. Teve uma “vitória de título”, segundo o treinador Muricy Ramalho – vitórias magras e sem brilho foram uma constante em seu tricampeonato pelo São Paulo. Não vi lances das partida, mas o gol de Conca é emblemático. Um degrau acima de Montillo e D’Alessandro, ele é o melhor jogador do campeonato. A braçadeira de capitão que usa hoje é o símbolo de sua maturidade técnica, sobretudo por atuar com um treinador que sempre sonhou tê-lo como articulador em campo.

A destacar ainda, nesta 26ª rodada:
• Marcus Assunção não se cansa de conduzir a bola com carinho às redes, em suas cobranças de falta
• Atlético-MG e Ceará ficaram no zero a zero e o pesadelo desses alvinegros parece nunca acabar
• Dois times que viram o fantasma de perto estão numa ótima fase. O Grêmio, como ídolo Renato e o artilheiro Jonas, impôs-se no Olímpico; e o impressionate Atlético Paranaense já é o quinto colocado!
• Por fim, a bomba que deve estourar nesta quinta feira (30/9): a demissão de Silas, no Flamengo. Veículos de imprensa já revelam negociações de Zico com o flamenguista Vanderlei Luxemburgo. A infeliz frase “Eu não faço gol contra!”, de Silas, mostrou despreparo do jovem e promissor treinador. Ele é novo, ele aprende.

Foto na homepage: Washington Alves/Vipcomm

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Noroeste

Mais uma amostra negativa do laboratório noroestino

De Bauru
(ligado na Jovem Auri-Verde)

Seria uma derrota aceitável, normal, não fosse a necessidade de pontuar após perder em casa na estreia da segunda fase da Copa Paulista. O XV de Piracicaba venceu o Noroeste por 3 a 1, chegou a quatro pontos no grupo 7 e deixou o Alvirrubro na lanterna, com zero. O líder é o Sport Barueri, com seis – Francana tem um.

Repetindo os erros de criação de jogos anteriores, o Norusca até ameaçou reagir no início do segundo tempo, quando já perdia por dois gols e enconstou no placar. Mas o entusiasmo durou pouco tempo e a dura realidade se estabeleceu. Um time bom no papel, se comparado com os modestos elencos da maioria dos clubes, que não deu liga. Que tem menos fome de bola do que os adversários. Que credenciará poucos jogadores à disputa da elite em 2011 – o que significará um trabalhão para entrosar o novo grupo que se formará a partir de novembro, provavelmente.

No próximo sábado, 19h, o Noroeste recebe a Francana no Alfredo de Castilho.

O JOGO

1º tempo
Disposto a levar ponto(s) para Bauru, o Norusca começa melhor e acerta uma bola na trave logo aos quatro minutos, em chute rasteiro de Cleverson. A partir daí, o XV começa a se impor e conquista quatro escanteios nos dez primeiros minutos. E logo chega o primeiro gol, em pênalti duvidoso sobre Fábio Santos, aos 13 – quem banca a infração é o experiente bandeira Vicente Romano. O camisa 9 cobra forte, no meio do gol, para abrir o placar.

O time vermelho mal tem tempo de se recompor e já leva o segundo. Aos 20, em mais um escanteio, o zagueirão Marcus Vinícius testa livre para as redes. Sem reação, o Noroeste ainda passa sufoco aos 33, em chute de Paulinho, e no minuto seguinte Fábio Santos perde gol feito na frente de Yuri. O Alvirrubro só aparece aos 36, em boa cobrança de falta de Deivid, espalmada por Leandro.

Intervalo
Ao microfone de Jota Augusto, da Auri-Verde, o zagueiro Geilson reclama do pênalti. “É suspeito… Nossa equipe estava bem. Não houve nada no lance”. Mais tarde, após o jogo, o gerente de futebol Ricardo Occhiuto disse ao repórter que levará reclamação à Federação Paulista a respeito da atuação do trio de arbitragem.

2º tempo
A exemplo do que ocorreu em Bauru no último sábado (25/9), o Noroeste volta para a etapa final cheio de um gás que dura cinco minutos. O grandalhão Paulo Roberto entre no lugar de Tales – provavelmente cansado, readquirindo ritmo de jogo – e quase faz boa trama com Diego, que quase marca logo a um minuto.

Aos seis, Marlos arrisca chute de longe e Yuri faz difícil defesa. No minuto seguinte, o Alvirrubro desconta. Rafael Mineiro bate forte, de fora da área, e Rafael Aidar, esperto, pega o rebote do goleiro Leandro. 2 a 1.

Quando se sonhava com uma virada épica, o XV mostra ter o domínio do jogo. Aos 11, Marlos cobra falta de longe, explorando a grama molhada – choveu forte duas horas antes da partida. A bola quica antes e Yuri pula atrasado. Fim de papo.

A partir daí, o Norusca tenta reagir, mas segue passando sufoco: aos 22, em chute de Marcus Vinícius, aos 41, com Vinícius Bovi, e aos 46, quando Yuri faz milagre em finalização de Carlão. Do lado vermelho, chance aguda somente num cabeceio de Paulo Roberto rente à trave esquerda, aos 30.

Ao final do jogo, o goleiro Yuri disse que é preciso reagir. “Se formos mal na Copa Paulista, ninguém vai ficar para o Paulistão”, sentenciou. Se não der tempo de buscar a classificação, que o time consiga, pelo menos, apresentar um futebol convincente, sobretudo em relação a entusiasmo – comer grama, mesmo.

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Noroeste

É proibido perder!

Na noite de ontem (28/9), o Barueri venceu a Francana por 1 a 0 (gol de Diego Borges aos 45 do segunto tempo!), em sua Arena. O time da Grande São Paulo chega aos seis pontos no grupo 7 e torna a necessidade de vitória de Noroeste e XV de Piracicaba, que se enfrentam hoje às 20h, ainda maior.

Mais para o XV, claro. Para o Norusca, apesar de não ser o ideal, um empate seria razoável por manter o próprio Nhô Quim por perto na pontuação (dois contra um). Assim, na rodada seguinte Barueri e XV se pegariam e – aí, sim! – teria obrigação de vencer a Francana em casa, no dia 2.

Mesmo a tarefa de empatar será difícil, olhando friamente para os números. O XV teve a melhor campanha da primeira fase, ao lado do Linense (76% de aproveitamento, mas jogou 14 vezes, contra 10 do Elefante). Arrancou empate fora de casa na estreia da segunda fase. E o Alvirrubro (50% na primeira fase), como se sabe, apanhou no Alfredão.

Por motivo da suspensão de Giovanni, o técnico Luciano Dias acabará por escalar a equipe da maneira que a voz do povo queria: com Cleverson no meio e Rafael Aidar no ataque – sua velocidade será fundamental nos contra-ataques.

Quem for ao estádio Barão de Serra Negra terá que abrir um pouco mais o bolso. Depois da carta de apelo à sociedade piracicabana, redigida por jogadores, com salários atrasados – mas prometendo continuarem empenhados –  o XV reajustou o preço dos ingressos. Eles estarão 50% mais caros, segundo a imprensa de Piracicaba, para ajudar a diminuir os problemas financeiros e confiando na fidelidade de sua torcida (média de 1.106 pagantes por partida na primeira fase e renda líquida total de R$ 30.453,15, segundo Ruben Fontes Neto, repórter da Rádio Educadora, de Piracicaba).