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Noroeste sofre derrota feia na capital e mantém dúvida sobre potencial do time na A3

Nacional aplica 3 a 0 no Norusca, que fica longe do G-8 da Série A3

retranca-ECN-A3Apagão? Deficiência técnica? Erro tático? Difícil diagnosticar à distância e apenas na última rodada. O fato é que o Noroeste foi derrotado por 3 a 0 pelo Nacional, em partida disputada na capital paulista. Assim, estaciona com um pontinho em dois jogos, na metade de baixo da classificação.

Claro que a torcida está brava, ainda mais os que foram até o Nicolau Alayon tomar sol na cabeça. Mas, mesmo sabendo que o campeonato passa voando (quarta-sábado-quarta-sábado…), é cedo. Talvez os dois adversários até aqui sejam muito fortes e justifiquem os resultados. Talvez sejam fracos, o que significaria um Norusca beeem fraco… Por enquanto, o que temos de concreto: o 4-3-3 foi muito ousado para atuar fora de casa; e Lela demorou a fazer substituições.

Com dois minutos de partida, o Nacional já havia perdido um gol feito e aberto o placar, com Michel. Aos 12, Piraju ampliou. Ainda grogue, nas cordas, o Alvirrubro sofreu o golpe final, aos 31, gol de Emerson Mi — aquele mesmo de triste passagem pelo Alfredão em 2013. Só pra deixar a derrota mais doída.

No intervalo, o presidente Emílio Brumati desceu até o vestiário para “dar um chacoalhão no grupo”, segundo suas próprias palavras ao repórter Jota Augusto, da Auri-Verde 760AM/Jornada Esportiva. Por quê? “Porque não é segredo pra ninguém que não é o perfil do Lela fazer isso”, complementou. O Canhota 10 havia comentado sobre o estilo pacato do treinador noroestino na crônica do primeiro jogo. Se isso será um problema ou não, também é difícil afirmar agora.

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O papo quente nos bastidores pelo menos evitou uma goleada maior. “Combinamos que teríamos raça e íamos dar o máximo em campo, mesmo que perdêssemos ou tomássemos mais gols”, contou o lateral Guilherme ao Jota. O segundo tempo foi mais equilibrado mesmo, mas a verdade é que o Norusca não teve muito volume ofensivo, resumindo o perigo à meta adversária a uma cabeceio de Marcão na trave.

No sábado de Carnaval (16h), mesmo fora de casa, obrigação: o combalido Grêmio Barueri, que mal consegue montar um time e até sofreu WO na primeira rodada. Na boa: se não ganhar deles, não vai ganhar de ninguém.

O Noroeste perdeu jogando com Roni; Guilherme, Herick Samora, Victor Matheus e Hipólito; Sigmar, Rodrigo (Maicon Douglas) e Marcelo Santos (Vitor Visa); Cassiano (Ueslei), Marcão e Everton.

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Mais um lance da partida dessa quente tarde de quarta. Fotos: Luciano Santoliv/Agência Nacional

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Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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