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Noroeste empata com Osasco e deixa boa impressão na estreia na Série A3

Norusca vira o jogo no fim, sofre empate nos acréscimos, mas deixa boa impressão

retranca-ECN-A3(Direto do Alfredão) A partida vai ficar marcada pelo gol nos acréscimos, mas há muito mais a considerar desta estreia do Noroeste na Série A3 de 2016 — empate em 2 a 2 com o Grêmio Osasco.

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Esses dois pontos perdidos podem fazer falta? Certamente. Mas para primeiro jogo, para o fôlego ainda incompleto, pela ansiedade, foi sim um bom começo. Até para já saber que há defeitos. Lembra-se em 2013, quando o Norusca sapecou 4 a 0 no Juventus (na Javari!) e animou a todos em vão? Pois é. Melhor começar sofrendo pra sorrir no final.

RESUMO DA PELEJA
Enquanto as equipes ainda se estudavam, o Osasco achou um gol logo a 13min, depois que o noroestino Everton errou um domínio de bola e permitiu que o lateral visitante encontrasse Matheus, livre na área, para abrir o placar. O menino que veio do Palmeiras não se abateu e no minuto seguinte fez o goleiro adversário trabalhar. A partir disso, o Norusca foi mais agressivo, sobretudo pelas pontas, com o próprio Everton e principalmente com o arisco Cassiano, que sofreu pênalti convertido por Rodrigo Menezes aos 28.

Vitor Visa entra no lugar de Marcão aos 24; 20 minutos depois, ele celebra seu gol
Vitor Visa entra no lugar de Marcão aos 24; 20 minutos depois, ele celebra seu gol

No segundo tempo, o GEO começou mais perigoso: acertou bola na trave aos 2min, com Castro e assustou a torcida alvirrubra num belo voleio de Bruninho, aos 32. Era nítido o buraco entre as linhas de defesa e meio-campo do Noroeste, onde o adversário articulava… O ECN devolveu a pressão em três boas descidas de Cassiano: numa, tentou encobrir o goleiro; sofreu outro pênalti, não marcado; e chutou forte sobre o gol. O camisa 11 ainda deu um belo exemplo: a torcida começou a chamar o técnico Lela de burro, quando o substituiu por Tuxa, mas o jogador fez o gesto de que tinha pedido para sair, cansado.

Outro atacante, Vitor Visa, havia entrado minutos antes, no lugar do esforçado Marcão. Mal havia tocado na bola até os 44, quando o bom lateral Guilherme cruzou na medida e ele, sozinho, teve tempo de dominar e tocar no canto. Festa no Alfredão, acaba logo, seu juiz. O Osasco abafou em busca do empate, chutando rente à trave com Bruninho, já aos 46, e valeu a insistência, aos 49min30, quando a bola sobrou para Juca, em cima da linha, após bate-rebate. Um empate com gostinho amargo, mas a torcida ficou satisfeita com o desempenho, sobretudo porque ainda tem muito a melhorar.

O Noroeste empatou jogando com Roni; Guilherme, Herick Samora, Victor Matheus e Maicon Douglas; Sigmar, Rodrigo Menezes e Marcelo Santos; Cassiano (Tuxa), Marcão (Vitor Visa) e Everton (Thiaguinho).

Lela: estilo tranquilo, paizão
Lela: estilo tranquilo, paizão

IMPRESSÕES
O goleiro Roni bateu roupa uma vez, mas foi pouco exigido e seria covardia avaliá-lo por uma partida. Gostei muito do lateral-direito Guilherme, que compõe bem a defesa, só desce na boa e bem: deu a assistência do segundo gol. A dupla de zaga se antecipou em várias jogadas, é esperta para rebatidas, mas passou sufoco quando chegavam tabelando. Herick Samora é o xerifão, paga geral. Deu para perceber que Maion Douglas estava quebrando galho na lateral-esquerda. A dupla de volantes tem boa saída de bola, mas precisa preencher melhor o espaço de marcação quando atacada. Marcelo Santos, sozinho na armação, não vai conseguir jogar 90 minutos dos 19 jogos, tomara que haja outro meia cadenciador à disposição — o argentino Hernández pode fazer esse papel. Os pontas já comentei, fizeram boa fumaça na defesa adversária. E o centroavante Marcão é mais pivô, preparador, do que finalizador. É raçudo, mas a bola tem que chegar redondinha pra ele. E o técnico Lela é bem pacato à beira do gramado, tem um jeito de conversar paternal com os jogadores, não bota pilha, tomara que seja um estilo que o grupo assimile e se mate pelo chefe em campo.

ABRE ASPAS
Breve conversa com o treinador, Lela:

 

Entrevista com o lateral Guilherme:

 

PÉ NA PORTA
O árbitro Eduardo Pereira de Araujo relatou na súmula o fato ocorrido após o final da partida, quando foi hostilizado. “Quando já nos encontrávamos no vestiário, uma pessoa não identificada chutou a porta por várias vezes, dizendo as seguintes palavras: ‘Seus filhos da puta, vou esperar vocês aqui fora'”. Um destempero que pode complicar o Norusca no tribunal desportivo…

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Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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