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Conheça Victor Júnior, o novo reforço do Noroeste

Meia jogou o último Brasileirão pelo Guarani e tem histórico no futebol português

O Noroeste divulgou na tarde desta sexta-feira mais uma contratação: o meia Victor Júnior, de 26 anos. Após iniciar sua carreira no futebol paranaense, passou cinco temporadas em Portugal até retornar ao Brasil, ano passado, para atuar no Guarani.

Não confunda com o meia Vitor Junior, ex-Grêmio, Santos e Sport Recife! Desse que agora vesta a camisa do Noroeste, pouco se sabe. Em resumo:

• Começou no Francisco Beltrão-PR e passou por Paraná Clube e Cianorte-PR antes de se mudar para Portugal.

• Em solo lusitano, atuou primeiramente no time B do Marítimo. No time principal, atuou em 16 partidas (apenas duas como titular) na temporada 2008/2009, marcando dois gols (veja um gol de Victor Júnior logo abaixo). Na temporada 2009/2010, defendendo o Varzim, foram 21 partidas (dez como titular) e nenhum gol. Atualizado: Victor Júnior foi treinado por Lori Sandri na temporada 2008/2009, o que justifica sua chegada, por indicação.

• Em 2010, chegou ao Guarani para se recondicionar fisicamente e acabou assinando contrato para disputar o Brasileirão. Atuou em apenas trê jogos, nas rodadas 30 (contra o Corinthians), 31 (Atlético-GO) e 32 (Avaí, somente esse como titular) e não marcou gol.

Opinião do Canhota 10: não parece que vai acrescentar muito ao grupo. Uma grande incógnita. Tomara que surpreenda… Abaixo, um vídeo do último gol de sua carreira, há quase dois anos (abril de 2009), no empate em 1 a 1 do Marítimo com o Belenenses.

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Pacotão de raio-X

Confira os perfis de 11 dos 15 reforços do Noroeste

Não fosse a parada forçada do site, o torcedor noroestino já teria o mais completo perfil dos reforços do Alvirrubro. Mas, de qualquer forma, 11 de 15 já é um bom material. Quase um dossiê. Abaixo, para relembrar quem leu, e facilitar a vida de quem não leu, os links dos raios-X já publicados (basta clicar no nome do jogador):

Lateral-direito
MÁRCIO GABRIEL

Zagueiros
CRIS
DA SILVA
HALISSON
MATHEUS

Lateral-esquerdo
GLEIDSON

Volante
FRANCIS

Meias
RICARDINHO
THIAGO MARIN

Atacantes
VANDINHO
ALEÍLSON

Estão pendentes, leitor: o goleiro Nicolas, o meia Altair e os atadantes Otacílio Neto e Bruno Gaúcho.

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Raio-X de Vandinho

Meia-atacante retorna para time em que teve melhor momento da carreira

Em 2007, quando era comentarista do programa Ritmo do Esporte, da 94FM, estava empolgado com minha estreia no rádio e dei uma de criador de termos. Trem-Bala, para o Noroeste, pegou aqui e ali e até causou rejeição em pronunciamento (à época) na Câmara Municipal – não me lembro o nome do vereador, o Bruno Mestrinelli deve saber. Também reproduzi apelido dado ao Vandinho pelo meu amigo José Rodrigo de Oliveira, o Zé: Vandinho Ferrari. Afinal, vestindo vermelho e naquela velocidade toda… Não pegou, mas as lembranças das arrancadas de Vandinho naquele Paulistão estão vivas. Quanto vigor! Parêntese: o Zé também chamava Fábio Ferreira de Fábio Beckenbauer. Exagero a parte, o hoje beque do Botafogo jogava muito no Norusca.

Voltando ao Vandinho – hoje com velocidade, talvez, de uma Williams, depois de recuar taticamente e mudar seu estilo de jogo – é bom reforço pela sua identificação com o clube, mas é uma incógnita, pois passou mais tempo no departamento médico, em 2010, e jogou pouco, muito pouco (64 minutos, pra ser exato). Que esteja com os músculos zerados para voltar a rasgar a grama do Alfredão e, quem sabe, voltar a ser Ferrari…

A seguir, um resumo da carreira de Vanderlei Bernardo de Oliveira, 30 anos (10 de julho de 1980, em Presidente Epitácio-SP), de 1,78m e 73kg:

Até 2002
Formado pelo Vasco, tem poucas chances no time principal. Jogo de elite nacional, apenas um: em 1999, contra o Ji-Paraná, na primeira fase da Copa do Brasil. É escalado por Antônio Lopes ao lado de Guilherme (ex-MAC, Galo e Timão). E só.

2003
Atua no União Bandeirante-PR como titular na campanha do título da seletiva paranaense para a Série C daquele ano. No torneio nacional, é desclassificado pelo Ituano, que se tornaria o campeão, na terceira fase. O goleiro do time de Itu é André Luis, hoje seu colega no Norusca.

2004
Transferido para o Mogi Mirim, destaca-se no Paulistão, fazendo três gols em um ataque comandado por Gilson Batata. Faz outros três na Série B antes de ser emprestado ao Paraná Clube – onde não ganha chance de atuar no Brasileirão.

2005
De volta ao Mogi, não atua em nenhuma partida do Paulistão. Vai para o Paulista, onde fica de maio a agosto, período em que o time de Jundiaí ganha a Copa do Brasil – mas ele não atua em nenhum jogo da campanha. Ainda tem tempo de se transferir para a Ponte Preta e atuar em quatro jogos do Campeonato Brasileiro.

2006
Pelo Vila Nova, faz uma boa Série B, apesar do rebaixamento do clube goiano, lanterna da competição. Termina como vice-artilheiro do time, com nove gols.

2007
Desembarca desconhecido ao Norusca, mas joga como titular desde a estreia. Com arrancadas impressionantes e assistências, chega a jogar até improvisado na ala-direita. Faz oito gols no Paulistão, um deles sobre o São Paulo, no Alfredão – Rogério Ceni nem se mexe…
Em evidência, transfere-se para o Paraná Clube: joga 30 partidas no Brasileirão e faz dois gols na campanha que rebaixou o time de Curitiba.

2008
Volta ao Norusca no início de fevereiro e, de cara, faz gol na reestreia: vitória sobre o Palmeiras por 1 a 0. Também marca o gol de empate com o São Paulo (2 a 2), no Morumbi, repetindo a dose sobre Rogério Ceni. E faz mais um contra a Ponte, na 18ª rodada (derrota por 3 a 2).
Segue para o São Caetano, ainda a tempo de disputar uma partida da Copa do Brasil (contra o Corinthians, pelas quartas de final). E disputa a Série B no segundo semestre.

2009
Bom ano jogando pelo Azulão, com dez gols na temporada: no Paulistão, quatro em nove partidas; na Série B, seis em 22. Estabelece-se como meia-atacante, o que diminui sua velocidade, mas aumenta sua visão de jogo – tanto que passa a marcar gols de falta. Em setembro, lesiona ligamento cruzado do joelho esquerdo e passa por cirurgia – só volta em maio do ano seguinte.

2010
Recuperado em março, prestes a voltar, escorrega na escada de casa e volta a sentir dores no joelho, o que o obriga a fazer uma artroscopia – e tira Vandinho definitivamente do Paulistão. Volta na Série B, na 11ª rodada (Portuguesa), sua única partida pelo São Caetano no ano.
Transfere-se para o Ceará, a pedido do técnico Mário Sérgio. Joga contra o Vasco, na 19ª rodada, e nas partidas seguintes não é escalado para melhorar o condicionamento físico. Só volta na rodada 30, contra o Palmeiras. Ambas a partidas partindo do banco de reservas. Com a saída de Mário Sérgio, perde espaço e passa a treinar em separado, até pedir a rescisão de contrato, no fim de novembro – àquela altura, já apalavrado com o Noroeste.

Vídeo com um pouco de Vandinho (muito longo, vale pelos momentos iniciais – Noroeste):

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Raio-X de Aleilson

Atacante paraense de 25 anos fez oito gols na temporada 2010

De fazedor de vassouras a colega de quarto do Imperador: Aleilson chegou lá

A história de vida do atacante Aleilson, reforço noroestino, já foi contada aqui e ali, sobretudo pela curiosidade de ter sido revelado em um clube formado quase que exclusivamente por indígenas – o Gavião Kyikatejê, aliás, é profissional desde 2009 e disputa a segunda divisão do Pará. Mas sempre há um fio solto para arrumar e contar a história direitinho. Portanto, aí vai mais um perfil detalhado, agora de Aleilson Sousa Rabelo, 25 anos (3/12/1985), 1,74m, 74kg, natural de Marabá-PA:

Até 2007
Dividindo a vida entre trabalhar em uma fábrica de rodos e vassouras e participar de peladas e partidas amadoras pelo Gavião Kyikatejê (escudo ao lado) – como contou matéria do GloboEsporte.com -, Aleilson é descoberto em amistoso contra o Águia. O clube de Marabá o profissionaliza.

2008
Esclareça-se que Aleilson não é campeão paraense e, sim, de um dos turnos do Estadual – importantíssimo por valer vaga para a Série C do mesmo ano e a Copa do Brasil do ano seguinte. O Águia de Marabá perde a finalíssima para o Remo e fica com o vice. Destaque da campanha, o atacante marca seis gols.
No segundo semestre, faz 12 gols e por pouco não leva o time paraense à Série B nacional – fica em quinto na Série C.

2009
Ganha projeção ao fazer um gol e dar uma assistência na vitória do Águia sobre o Fluminense (2 a 1), em jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil, no Mangueirão. O treinador do Flamengo, Cuca, recruta jogadores que equipes de menor expressão que chamaram a atenção no torneio nacional e Aleilson é o único aprovado nos testes. Atua em uma partida do Brasileirão, na derrota rubro-negra por 5 a 0 para o Coritiba (sexta rodada), no Couto Pereira – entra aos 11 do segundo tempo. Estatisticamente, portanto, pode se considerar campeão brasileiro pelo Fla.
Com a demissão de Cuca, perde espaço na Gávea e se transfere para o Olaria, a tempo de disputar a reta final da Segundona do Rio. Seus seis gols ajudam o time da rua Bariri a conquistar o vice-campeonato e o acesso à elite.

2010

Pelo Bahia na Copa do Nordeste: braçadeira de capitão

Tem início fulminante no Campeonato Carioca pelo Olaria, com quatro gols nas primeiras três rodadas – isolando-se na artilharia – mas para por aí. Soma 15 partidas como titular e ajuda seu time a ganhar a taça Moisés Mathias de Andrade (sistema de disputa semelhante ao Troféu do Interior paulista, envolvendo classificados subsequentes aos semifinalistas), relativa ao primeiro turno.
Contratado pelo Bahia para a disputa da Série B, não se torna titular – entra no decorrer de nove partidas, sem anotar gol, e ajuda o tricolor baiano a subir para a elite nacional. Em paralelo, é aproveitado com maior destaque na Copa do Nordeste, fazendo quatro gols.

Opinião do Canhota 10: vem de uma temporada significativa em relação a ritmo de jogo e, ao contrário de outros colegas que chegaram ao Alvirrubro, vem com um acesso na bagagem. É veloz e aparenta ter boa finalização. Parece mais ser opção de segundo tempo, para botar fumaça no jogo. Boa contratação. Tomara que emplaque.

Há um vídeo de dez minutos (!) de Aleilson no YouTube. Se tiver paciência, clique aqui. Selecionei este, de um minutinho, com algumas ciscadas do atacante:

Sem maldade, mas como registro, em das edições do Fantástico neste ano, quando se tornou o primeiro Bola Murcha Profissional do programa – quadro que não pegou bem e foi extinto de cara:

Fotos na home: Marcia Feitosa/Vipcomm e Diogo Carvalho/Noroeste

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Raio-X de Thiago Marin

Meia canhoto pode se tornar o camisa 10 que o noroestino tanto sonha?

Treinando no Botafogo: não emplacou, mas pegou experiência

A cada reforço que foi chegando ao Noroeste, somados ao noticiário das contratações dos outros times do Interior, fica fácil constatar uma realidade: os pequenos vivem de refugos. Não tem jeito: é preciso pegar jogador sem contrato, que se adeque à realidade salarial – o Norusca paga em dia, mas não são vencimentos astronômicos.

Portanto, não é de se estranhar que o perfil dos reforços alvirrubros seja de atletas dispensados de seus clubes e com histórico de rebaixamento. Não quer dizer, entretanto, que o time será um fracasso. Todos querem mostrar serviço e, se “der liga”, o grupo se entrosar, o Noroeste pode, sim, fazer boa campanha e conquistar a vaga na Série D.

O meia Thiago Marin é mais um de carreira errante, com alguns picos de notoriedade. Canhoto, pode se tornar o sonhado camisa 10 da torcida. Por que não? A seguir, a trajetória desse paulistano de 26 anos (3/11/1984), de 1,70m e 68kg, nascido no bairro de Itaquera, mas crescido em Apucarana-PR:

Até 2005
Formado na base do Atlético Paranaense, disputa o Estadual júnior de 2004 pelo Roma de Apucarana. No ano seguinte, profissionaliza-se defendendo a Portuguesa Londrinense, na segunda divisão do Paraná.

2006
Contratado pelo Operário-MS, destaca-se em duas partidas da Copa do Brasil, contra o Botafogo do Rio. Após perder por 2 a 1 em casa, o time sul-matogrossense vai ao Maracanã e, apesar da derrota de 5 a 1, Thiago Marin guarda o gol de honra e chama a atenção do clube carioca, que o contrata. O meia atua em 13 partidas do Brasileirão daquele ano.

2007
Reserva no Campeonato Carioca, participa da vitoriosa campanha da Taça Rio (segundo turno), mas o Fogão perde a finalíssima para o Flamengo, nos pênaltis. No Brasileirão, atua em nove partidas.

No CFZ

2008
Emprestado ao Itumbiara, sagra-se campeão goiano, mas sem se firmar entre os titulares, à sombra de Wellington Saci e Caíco. Terminado o Estadual, é devolvido ao Botafogo, que o escala para uma excursão à Europa com o time B – o Glorioso fica em terceiro lugar num torneio na Suíça.
No retorno, é novamente emprestado: disputa a Segundona do Rio de Janeiro pelo CFZ. Thiago é titular na campanha do sexto lugar do clube de Zico.

2009
Inicia o ano mais obscuro de sua carreira no Anápolis, disputando o Campeonato Goiano. Não consegue evitar o rebaixamento do time, penúltimo colocado. Em julho, transfere-se para o Londrina para disputar a Série D. Os paranaeneses são eliminados em setembro e ficam sem atividades até o fim do ano. Especula-se que Thiago Marin tenha passado o restante da temporada atuando no futebol amador de Apucarana, para manter a forma.

Gol pelo Uberaba no Mineirão

2010
É contratado pelo Uberaba em fevereiro para disputar o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil. Pelo torneio nacional, atua em três partidas. No Estadual, apesar de atuar em apenas sete jogos, tem ótimo aproveitamento: quatro gols. O principal deles, de falta, na partida de ida das quartas de final, sobre o Cruzeiro. O suficiente para chamar a atenção do Náutico.
No time pernambucano, não se firma. São apenas quatro partidas na Série B (pelas rodadas 8, 13, 21 e 32), todas saindo da reserva – ainda fica no banco, sem entrar, em outras nove oportunidades. É aproveitado no elenco da Liga do Nordeste.
Thiago pede dispensa do Náutico no início de novembro, após um polêmico churrasco, depois de derrota para o Guaratinguetá, em que comemorava seu aniversário – a festa foi mal interpretada por torcedores. O jogador solicita a rescisão alegando não ter mais clima para continuar nos Aflitos.

Opinião do Canhota 10: não se firmou no Botafogo, a grande chance de sua vida. Nem sempre foi titular nos clubes por onde passou. Aos 26 anos, ainda dá tempo de estourar? Que a canhotinha de Thiago Marin supere todas as desconfianças, pois o Noroeste precisa de um meia de ligação com suas características. Ciscador, ainda pode atuar como segundo atacante, caindo pelo lado esquerdo. Poderá dividir a responsa da bola parada com Ricardinho.

Abaixo, o golaço de falta de Marin sobre o Cruzeiro, este ano (é o primeiro do jogo):

Mais lances de Thiago Marin, aqui atuando pelo Botafogo: