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Paschoalotto Bauru e Flamengo poderão fazer jogo de abertura do NBB7, na Globo

Conforme prometido, seguem notinhas que renderam depois de ótimos papos na festa de apresentação do elenco 2014/2015 do Paschoalotto Bauru Basket.

NA TELINHA DA GLOBO
Eu deveria ter escrito o PODERÃO, lá no título, em maiúsculas. As partes não confirmam, mas a possibilidade de Bauru e Flamengo fazerem o jogo de abertura do NBB7 é grande porque: 1) O Flamengo já está garantido na partida, que está confirmada na grade da Globo — isso confirmei com a Liga. 2) A emissora precisa de uma motivação para promover a peleja, chamar audiência. Na última temporada, foi a primeira vez que transmitiu o jogo inicial e mirou na rivalidade entre os rubro-negros e Brasília. Os candangos, entretanto, estão remontando o elenco. Se a platinada quiser outro choque de estrelas, não há o que pensar, sobretudo porque estarão em quadra sete jogadores com o Mundial da Espanha fresquinho na memória. Se essa tendência emplacar, pode inclusive ser disputada em Bauru. Por quê? Porque ano passado não conseguiram lotar a Arena da Barra, no Rio. Na Panela, ia pipocar gente feliz na telinha da Globo.

E A FINAL?
A tendência é que, mais uma vez, a decisão do NBB seja disputada em jogo único (de novo na Globo). Mas já há uma forte corrente a fim de voltar ao formato de playoffs — não necessariamente em cinco jogos. Aguardemos a reunião do Conselho Técnico da Liga. Entre torcedores bauruenses, claro, já se especula onde disputar a decisão, se tiver melhor campanha — a Panela não comporta. No NBB5, quando o Dragão foi semifinalista, o palco escolhido se tivesse avançado à final (e se São José tivesse vencido o Flamengo na outra semi) foi São Carlos.

PAULISTA SEM TV…
A ESPN não vai transmitir o Campeonato Paulista… A Federação ainda tenta algum acordo, mas por enquanto a situação é essa: estadual sem TV. Ano passado, a emissora demorou a exibir jogos e, quando o fez, foi no canal ESPN+, bastate restrito, assistido somente por quem tem pacotes top de TV fechada. Mesmo assim, valia para a galera se reunir num bar. Para sorte dos bauruenses, o Jornada Esportiva vai onde Bauru estiver.

SUL-AMERICANA LONGE
A chance de herdar uma vaga na Liga Sul-Americana 2014 é remotíssima. Só se concretizaria se algum time desistisse. E, normalmente, são os de países menos tradicionais. Entretanto, o primeiro grupo da primeira fase já está confirmado na cidade equatoriana de Ambato, onde o CKT será o cabeça-de-chave. Ano passado, o Caquetios da Venezuela desistiu na segunda fase. Aí já não dá mais… E agora, como atual campeão sul-americano, o país vinotinto deverá estimular suas equipes. Resta secar colombianos, chilenos, mesmo os equatorianos pedirem água… Mas é bom nem contar com essa possibilidade.

GINÁSIO MUNICIPAL
O assunto novo ginásio segue na mesma: projeto sendo elaborado pela Assenag e impasse a respeito do local. Mas a expectativa é sair a licitação ainda em 2014. O que não garante que, em março de 2016 (quando acaba o aluguel da Panela), o empreendimento que deverá custar R$ 15 milhões estará pronto. Ainda há muita burocracia pela frente. Inclusive sobre onde buscar o dinheiro. Ministério das Cidades? Ou do Esporte? Mesmo os mais otimistas concordam que será preciso renovar o contrato entre Prefeitura e Noroeste.

CAPITÃES
Em quadra, o técnico Guerrinha já nomeou seus líderes. Na temporada passada, eram Ricardo Fischer e Larry Taylor (Fernando Fischer já não era capitão, ergueu troféus como homenagem). Neste ano, Ligeirinho e Alienígena ganham a companhia de Alex Garcia. No basquete, aliás, a função é bem discreta nas burocracias do jogo. Para o treinador, é mais uma questão de liderança — cada um a seu estilo, aliás. Ricardo tem personalidade para sua idade. Larry tem uma liderança técnica e carismática; é tímido, mas no vestiário costuma fazer uso da palavra; e Alex, o Brabo, dispensa comentários como xerife.

TIME UNIDO
Em todas as rodas que conversei, ninguém teme um choque de egos no estelar elenco bauruense. É consenso que esses jogadores vencedores têm um objetivo comum: ganhar títulos. Vão se fechar em busca disso. Todos têm perfil de treinar forte e as cobranças serão recíprocas, sem mimimi. Além disso, todos foram apresentados ao Código de Ética e Conduta do Paschoalotto Bauru. O recado está claro: contrato foi feito pra ser rescindido. A retidão e o profissionalismo estão acima do desempenho em quadra. Mas, pela animação e comprometimento de todos, a impressão é de que não haverá problemas nesse sentido.

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Se avançar, Itabom/Bauru pega Brasília ou Flamengo nas quartas

Se passar pela Liga Sorocabana, é provável que o Itabom/Bauru encare Brasília nas quartas de final.

Entenda: o regulamento do NBB4 diz que os times vitoriosos nas oitavas são classificados de quinto a oitavo, de acordo com sua campanha na primeira fase. Assim:

São José (1º) x 8ª melhor campanha (entre os classificados das oitavas)
Pinheiros (2º) x 7ª
Brasília (3º) x 6ª
Flamengo (4º) x 5ª

Bauru teve a sexta melhor campanha e, se passar da LSB, pega Brasília. MAS, se o Tijuca conseguir a façanha de superar Uberlândia (quinto), os guerreiros passam a ser a quinta campanha entre os sobreviventes — aí, encararia o Flamengo.

Enfim, pedreira pra qualquer lado.

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A derrota do Bauru Basket para o Flamengo: análise e entrevistas

Larry teve outra atuação de outro planeta

Não vou me alongar muito em análises. Foi um jogão, intenso, nervoso, disputado e qualquer um poderia sair com a vitória. A palpitação, a emoção durante toda a partida até dificulta uma análise apurada, quarto a quarto. Mas é certo que se o Itabom/Bauru não tivesse cochilado no final do segundo quarto – quando levou 20 pontos seguidos -, a vitória seria uma realidade.

O problema é que o Flamengo foi constante no jogo, esteve inferior apenas no início dos períodos dois e três. Mas no final desses mesmos quartos reagiu. Contou com a inspiração dos irmãos Machado (Marcelinho 16 pontos e Duda 14 – sendo quatro bolas de três em cinco chutes) e principalmente com o pivô argentino Kammerichs, 18 pontos, 7 rebotes e 5 assitências (confira a entrevista  com o campeão olímpico mais abaixo).

Larry foi um monstro, com 30 pontos, 5 assitências e 11 faltas recebidas. Douglas, aniversariante do dia, começou mal, mas reagiu e fez até duplo-duplo (14 pontos, 12 rebotes). Fischer manteve sua boa média, com 17 pontos. Talvez se Jeff tivesse atuado melhor (apenas 6 pontos e 4 rebotes, números tímidos para a temporada que vem fazendo).

Sobre a atuação de Jeff, em resposta a questionando do repórter João Paulo Benini, do Jornada Esportiva, Guerrinha deixou nas entrelinhas que talvez (eu disse talvez…) o norte-americano esteja reagindo a um provável (eu disse provável…) atraso de pagamento. “A gente está vivendo um momento administrativo muito complicado. Ele é americano… Apesar de ser uma pessoa muito dócil, muito compreensiva, que veio para cá num voto de confiança, pois não tínhamos como pagar, cada um sente a situação de uma forma diferente. Não tem tido nenhum problema com a gente, os jogadores estão dando o seu máximo…”.

Enfim, foi a sexta derrota bauruense, a terceira seguida. Hora de reagir! A seguir, depoimentos riquíssimos de Guerrinha, Fischer e do simpaticíssimo Kammerichs – que tirou fotos, interagiu com fãs, afagou crianças. Um gentleman – que nem combina com o estilo marrento e arrogante dos rubro-negros – que, pra variar, motivaram certo tumulto no fim do jogo.

GUERRINHA

“A gente não pôde fazer o revezamento no final. Quando fizemos, os outros não tiveram a mesma qualidade dos titulares. O Douglas contribuiu para o time, o Larry desequilibrou como sempre, o Fischer, enquanto teve fôlego, jogou muito bem. O Gui, dentro do que se pode esperar dele, foi muito bem, marcou bem o Marcelinho. Isso faz parte, elenco, revezamento… Fizemos um jogo bom, lutamos, a torcida participou legal. Mas o Flamengo mereceu a vitória”, analisando a partida.

“O time está precisando do melhor de cada um. O Mosso jogou muito mal, ao contrário da partida anterior. O André contribuiu, mas ainda não está pronto para assumir a responsabilidade. O Alex não entrou mal, mas ele cansa rápido, pois tem um problema sério de garganta. Como o Jeff não foi bem, se tivéssemos um jogador que entrasse bem como o Mosso entrou lá em São José, poderia ter sido diferente. Tentamos com o Gaúcho o jogo inteiro, mas ele não produziu nada! Faz parte… Com tudo isso, perder de dois pontos do Flamengo… Como diz nosso amigo Jordan, não existe derrota bonita nem vitória feita. Mas foi uma derrota digna, lutando dentro de nossas limitações”, sobre o revezamento.

“Se jogarmos contra Tijuca como jogamos hoje, certamente sairemos com a vitória”, prognóstico para sábado.

“A gente tentou usar da psicologia, da nossa experiência. Eu pedi dois tempos no segundo quarto, troquei o time e levamos 18 a 0 [na verdade, foi 20]. No intervalo, tive mais tempo para trabalhar melhor, pensar no revezamento. Mesmo assim, chegou o final e o time cansou. A gente tem que chegar com o time como chegou no último quarto, mas era um adversário de categoria. Não é demérito perder para o Flamengo. Alguns mostraram qualidade, mas não tivemos reposição à altura e faz parte…”, explicando como a bronca no intervalo surtiu efeito até o time cansar.

“A Liga das Américas ser em casa já é uma vantagem. O Interligas será, provavelmente, oitenta por cento em Buenos Aires. Mas a viagem é tranquila até São Paulo, mais duas horas de voo até Buenos Aires. Melhor do que ir até Joinville, Brasília, Belo Horizonte, Vila Velha… Então, a sequência de jogos pode até cansar, mas vai nos dar uma bagagem que os outros times têm – aqui vimos jogadores do Flamengo que decidiram o Pré-Olímpico por Argentina e Brasil. E quase que pedi o Marcelinho e o Caio Torres emprestados, porque estavam descansando no banco e a gente precisando de jogadores…”, brincou sobre a sobra de talentos dos cariocas, após analisar a maratona que vem pela frente.

FISCHER

“É o tipo de jogo que foi perfeito, um ótimo clima para jogo de basquete, só faltou ganhar. Conseguimos conquistar esse espaço no basquete nacional, tanto que o Flamengo vem e a gente se sente na obrigação de ganhar. O Flamengo é uma baita equipe, sai um jogador e o do banco entra melhor, eles têm muitas opções. É difícil jogar contra um time assim. Foi lamentável porque tínhamos que resgatar a derrota para Joinville, que pra mim ficou muito marcada”, analisou o camisa 14.

“É um momento especial, em que temos que saber conciliar jogos fora de casa e longas viagens. Voltamos, já encaramos o Flamengo, agora vem Tijuca, jogo duro, depois tem confronto direto com o Paulistano… O desafio é grande, estamos sabendo responder a momentos adversos, recuperamos no terceiro quarto depois de perder o ritmo no segundo. Mas vamos seguir em frente, vamos planejar jogo a jogo”, comentando a maratona de jogos que já começou.

“Eles fizeram o papel deles de reclamar. A arbitragem agiu certo, teve uma postura boa”, minimizando a confusão no final, quando o auxiliar técnico do Flamengo e o armador Fred quase partiram para a briga.

KAMMERICHS

“As partidas nunca são iguais. Eu tenho que apoiar a equipe na defesa, o ataque não é minha prioridade. Estou anotando pontos, é verdade, não pensava em marcar tantos pontos quando cheguei, mas devido à generosidade dos companheiros, fui encontrando meu lugar e ajudei a equipe a ganhar a partida”, avaliou seu desempenho e a vitória.

“O ambiente é muito lindo, é um dos ginásios com melhor ambiente. A torcida perto e animando a equipe todo o tempo. Bauru é um grande time, é um dos mais importantes da competição e por isso a vitória valia muitíssimo para nós. Foi muito difícil”, elogiou os guerreiros dentro da quadra e nas arquibancadas.

Kammerichs fez a diferença no jogo - e ganhou a simpatia da galera depois dele
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Imagens de Bauru 81 x 83 Flamengo

Antes do jogo: Marcelinho, concentradíssimo como sempre, e...
... Jeff Agba em sua curiosa e costumeira pose de mão no peito durante o hino BRASILEIRO!
Bola para o alto: muita emoção a partir dali
Breve reunião rubro-negra no cronômetro parado: concentração durante todo o jogo

 

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Bauru Basket: balanço do primeiro turno do NBB4

Números mostram que Itabom melhorou na defesa

É o que Guerrinha sempre diz: seus comandados se superam a cada jogo, com disciplina tática e garra na defesa, para manter o Bauru Basket, de modesto orçamento, entre os melhores do Novo Basquete Brasil. O time está mais entrosado e Larry Taylor já não brilha sozinho: a terceira colocação ao final do primeiro turno tem muito, muito mesmo, da fase fantástica de Jeff Agba, do chute calibrado de Fischer, de noites inspiradas de Douglas e da entrega de Pilar. Sem contar a força de Gui e dos importantes minutos em quadra dos demais jogadores para o revezamento, sobretudo Aleo, Gaúcho e Andrezão. Luquinha perdeu espaço, mas mostrou seu valor na LDO. Já Mosso e Alex Passilongo, hoje, são mais úteis em treinamentos do que nas partidas, o que também tem seu mérito. E Nathan foi só um sonho.

A seguir, números do Itabom/Bauru (com os destaques individuais) na primeira metade do campeonato nacional, confrontados com os de toda a fase de classificação do NBB3. Perceba que o time evoluiu na defesa, mas caiu no aproveitamento de arremessos e pontua menos – melhorou um pouquinhos nos lances livres, mas continua mal.

PONTOS
6º melhor ataque: 85,6 pontos marcados por jogo (Flamengo lidera: 91,5)
no NBB3: 4º (86,4)

2ª melhor defesa: 75,9 pontos sofridos em média (Flamengo lidera: 71,9)
no NBB3: 3º (77,8)

CHUTES DE 3
9º aproveitamento: 36% de chutes certos (Flamengo lidera: 44,1)
no NBB3: 1º (39,7%)

CHUTES DE 2
6º aproveitamento: 54,5% de acerto (Flamengo lidera: 61,6)
no NBB3: 6º (55,2%)

LANCES LIVRES
9º aproveitamento: 78,3% convertidos (São José lidera: 86,6)
no NBB3: 13º (72,1%)

ASSISTÊNCIAS
4º em passes decisivos: 14,8 por jogo (São José lidera: 19,5)
no NBB3: 5º (14,9)

REBOTES
1º no quesito! 34,5 por partida (São José em 2º: 33,5)
no NBB3: 2º (32,9)

BOLAS RECUPERADAS
3º em roubadas: 8,2 por jogo (Pinheiros lidera: 9,2)
no NBB3: 10º (6,8)

ERROS
4º que menos erra: 9,6 violações em média (Uberlândia erra menos: 8,9)
no NBB3: 1º (8)

FALTAS COMETIDAS
3º que menos para o jogo: 18,7 faltas por partida (Flamengo bate menos: 17,3; Paulistano bate mais: 23,8)
no NBB3: 3º (18,6)

FALTAS RECEBIDAS
12º que mais recebe infrações: 18,1 por jogo (Liga Sorocabana apanha menos: 21,9)
no NBB3: 10º (18,6)

Destaques individuais

LARRY TAYLOR
3º mais eficiente: 14,6 (Murilo, de São José, lidera: 18,1)
2º em assistências: 7,5 passes decisivos por jogo (Fúlvio, de São José, lidera)
1º em roubadas de bola: 2,3 por partida
3º em minutos em quadra: 34,9 por jogo (Robby Collum, de Uberlândia, joga mais: 35,9)

JEFF AGBA
4º mais eficiente: 14,6
11º cestinha: 16,4 pontos de média (Sowell, de Franca, lidera: 21)
2º reboteiro: 9,4 por partida (Murilo, de São José, lidera: 9,7)
7º em enterradas: 10 no total (Cipolini, de Uberlândia, lidera: 28)
1º em chutes de 2 pontos! 89 bolas convertidas no acumulado

FISCHER
5º cestinha: 18,6 pontos por jogo
1º em chutes de 3! 43 bolas convertidas no total

DOUGLAS NUNES
2º em tocos: 16 no total (Murilo, de São José, lidera: 21)
8º em minutos em quadra: 33,1

PILAR
8º reboteiro: 6,6 por jogo

Para finalizar, vale a pena ler o texto de Guilherme Tadeu, do Basketeria, questionando-se porque não conseguer ver Bauru como um dos favoritos ao título do NBB4. Com bons argumentos, ele acaba por reforçar o que Guerrinha fala há anos: falta personalidade na reta final, nos momentos decisivos.