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Ainda procurando formação ideal, Noroeste perde para a Portuguesa Santista e se distancia da ponta

O técnico Alberto Félix vinha invicto e de uma partida que merecia ganhar, contra o São Carlos. Naquele sábado, na Cidade do Clima, a boa partida do volante André Rocha causou um enrosco ao treinador para encarar a Portuguesa Santista: mantê-lo e encaixar o retorno de Alex Silva, que perdera a posição, mas vinha titularíssimo até então.

Alex foi para a lateral-direita (onde treinou na pré-temporada), mas sofreu com as jogadas agudas da Briosa. Foi por lá, logo aos 15min, que foi gerado o gol da vitória da líder do campeonato, que criou muito e poderia ter ido ao intervalo com placar mais folgado.



Na segunda etapa, Alberto consertou: devolveu a Pacheco a posição que só pode ser dele. Mas novamente insistiu com Gindre, que só saiu aos 38min — e incrivelmente jogou os noventa contra o São Carlos. O estreante Jorge Mauá entrou bem e deve ser titular domingo, contra a Matonense (10h, no Alfredão), ainda mais após a expulsão de Wellington (André Rocha também).

Perder para a líder invicta, fora de casa, problema nenhum. Perder três pontos, sempre mau negócio. Porque o Norusca estacionou na quinta posição, viu a Santista disparar na ponta. Mais: está a apenas três pontos do nono colocado. Domingo, portanto, o empate não interessa.

O Norusca perdeu jogando com Ferreira; Alex Silva (Pacheco), Jean Pierre, Marcelinho e Hipólito; Maicon Douglas, André Rocha, Leandro Oliveira (Jorge Mauá) e Vilson; Gindre (Romão) e Wellington.

 

Foto: Alberto Ferreira/Agência Briosa

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Será uma quinta-feira maravilhosa, Norusca!

Escrevi mais cedo o que significava o clássico para os torcedores alvirrubros: “Ser zoado ou não amanhã é o que está em jogo. Dormir de alma lavada e sair à rua amanhã vestido orgulhosamente com o manto noroestino”. Pois bem. O Noroeste venceu o Marília por 1 a 0. A quinta-feira, 22 de fevereiro, será invadida pela camisa do Norusca nas ruas, aqueles sorrisos de orelha a orelha vão estampar o bom dia na padaria, na banca de revistas, no trabalho. Os jogadores devem estar orgulhosos por proporcionarem essa alegria à cidade, sobretudo aos 4.919 pagantes, recorde de público desta Série A3.

Foi sofrido, bateu a dúvida, o medo de brotar um gol celeste, mas fez-se justiça à equipe que se jogou mais ao ataque. Que aparentemente sabia que a rede iria balançar. Nem que fosse com a contribuição do zagueiro adversário, que queria desviar para escanteio, mas no meio do caminho apareceu Alef, para entrar para a história do clássico e quebrar o jejum de oito anos sem vencer o MAC — lembrando que há quase seis o confronto não acontecia no Alfredão e houve anos sem encontros.



Agora com três partidas no comando do Noroeste, Alberto Félix soma duas vitórias e um empate. De fala mansa e objetiva, parece já estar com o elenco nas mãos, faz mudanças pontuais. Pela frente, duas partidas fora de casa contra adversários de G-8 (São Carlos e Portuguesa Santista). O time dá esperanças de que não volta de mãos vazias. Tem gordurinha (inha… está em quarto, com 21 pontos, quatro a mais do que o nono) até para perder um jogo, mas tem bola para ganhar também.

O Noroeste venceu o clássico jogando com Ferreira; Pacheco, Marcelo Augusto, Marcelinho e Lucas Hipólito; Maicon Douglas, Alex Silva (Alef), Leandro Oliveira (Romão) e Vilson; Wellington e Gindre (André Rocha).

Ídolo no clássico, com a galera

O ex-zagueiro Bonfim, que estava em campo e fez gol há exatos dez anos (naquele 3 a 2, pelo Paulistão), foi torcer para seu Norusca:

Bonfim no clássico Noroeste x Marília
Ex-zagueiro e ídolo do Noroeste, Bonfim estava no meio da galera. Foto: Reprodução Facebook

 

Leandro Oliveira no clássico Noroeste x Marília
Leandro Oliveira perdeu pênalti, mas teve boa atuação. Ao fundo, a bela presença da torcida. Fotos: Bruno Freitas/Noroeste
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Há exatos dez anos, Noroeste venceu o Marília no Alfredão

O clássico desta noite entre Noroeste e Marília está cercado de euforia. Bem maior do que a do reencontro do ano passado (primeira partida em um Campeonato Paulista desde 2010), pelo menos para o lado vermelho da força. Afinal, naquela ocasião, o MAC estava no G-8 e o ECN na zona de rebaixamento. Hoje, é o Norusca quem sonha com o acesso e o rival foge do fantasma.

A animação da torcida bauruense também se justifica pelo fato de o Noroeste não ser mandante do clássico desde 2012. Na ocasião, returno da primeira fase da Copa Paulista, a derrota por 2 a 0 derrubou o técnico Amauri Knevitz — aí chegou Moisés Egert e o Alvirrubro arrancou para o título. Portanto, lá se vão quase seis anos sem ser o anfitrião do clássico. Pelo Campeonato Paulista, a espera foi mais longa…

Há exatos dez anos, em 21 de fevereiro de 2008, o Noroeste venceu o MAC por 3 a 2 na Série A1, diante de 5.952 pagantes. Os gols alvirrubros foram marcados por Luciano Bebê, Bonfim e Otacílio Neto — o atacante estava em fase esplendorosa, era artilheiro da competição, mas se contundiria gravemente rodadas depois. O hoje auxiliar técnico Marcelo Santos estava em campo, com a camisa 6. O corintiano Ralf também. Mauro, goleiro do Norusca no inesquecível 4 a 0 de 2006, defendia o Marília.

Fabiano Paredão; Eder Sciola, Bonfim, Eder Monteiro (Alexandre Luz) e Marcelo Santos; Júlio Bastos, Ralf, Luciano Bebê (Alexandre Rotweiller) e Edno; Vandinho e Otacílio Neto (Danilo Dias). Esse foi o time que entrou em campo sob o comando de Márcio Bittencourt.

Na ocasião, o Norusca se consolidava no G-4, fazia grande campanha. Acabou fora das semifinais (mas venceu o Corinthians na última rodada, deixando-o também eliminado) e disputou o título do Interior, perdendo a decisão para o Grêmio Barueri. O MAC não foi rebaixado e os rivais se encontraram pela última vez na elite estadual em 2009 (no Bento de Abreu, vitória dos azuis por 3 a 0), quando ambos caíram para a Série A2.

Em 2018, disputa à parte

Assim como em 2012 o Noroeste perdeu o clássico, mas ganhou a Copa Paulista, o resultado de hoje não decreta o futuro do time nesta Série A3. Entretanto, pode sim elevar o moral do elenco, adaptando-se ao trabalho do novo treinador e a poucos pontos de se garantir matematicamente na próxima fase. Para a torcida, é sim um campeonato à parte. Ser zoado ou não amanhã é o que está em jogo. Dormir de alma lavada e sair à rua amanhã vestido orgulhosamente com o manto noroestino. É o que os maqueanos devem estar mentalizando para tentarem, na motivação, compensar o desnível técnico das equipes. Aos alvirrubros, portanto, cabe apenas manter a raça e o foco para fazer valer o melhor momento — e aumentar a hegemonia histórica para 33 vitórias em 86 confrontos.

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De técnico e futebol novo, Noroeste volta ao G4!

O Noroeste venceu nesta quarta o E.C. São Bernardo, por 2 a 0, fora de casa e encarando a grama sintética. A vitória valeu o retorno ao G4, alcançando a terceira posição, com 17 pontos (a dois do líder Atibaia, que perdeu na rodada). Mas valeu, principalmente, para inaugurar uma nova fase da equipe. Foi a estreia do técnico Alberto Félix, apresentado na última segunda no lugar de Tuca Guimarães, cuja saída, apesar de justificada por motivos familiares, concretizou-se conturbada pela forma como foi conduzida — a ponto de ser criticado publicamente pelo presidente Estevan Pegoraro.

Ao final da partida, ao microfone de Jota Martins (Jovem Pan News), o goleiro Ferreira rasgou o verbo sobre o ex-comandante:

Era um cara que tirava nossa confiança pra jogar… Com o novo treinador, mudou a pegada, a atitude, todo mundo deu carrinho. Série A3 é assim”, cravou Ferreira.

O guapo alvirrubro, aliás, foi fundamental no triunfo. Fez defesa importante já nos acréscimos, jogada que gerou contra-ataque para o gol de Alef, que decretou a vitória — Vilson abriu o placar aos 17 do primeiro tempo.

O discreto Alberto (craque de bola nos anos 90, principalmente pelo Bragantino) chegou, observou, ouviu a comissão técnica e montou um time interessante para encarar o São Bernardo. Escalou a equipe mantendo a zaga, seguida de uma dupla de volantes e três meias (Leandro Oliveira finalmente centralizado!) para servirem Wellington lá na frente.

O Norusca venceu jogando com Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Ricardinho (Hipólito); Alex Silva, Igor Pimenta, Vilson, Leandro Oliveira (André Rocha) e Samuel (Alef); Wellington.

Com dez rodadas pela frente, o Noroeste sob nova direção em campo tem tempo suficiente para encontrar um novo padrão de jogo e se manter entre os líderes da competição, para chegar tinindo no mata-mata. É bom conter a euforia mas é um recomeço animador — e com dois jogos no Alfredão pela frente.

 

Foto: Luciano Santoliv/MKT Esportes

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Derrota para o Atibaia queima a gordura do Noroeste

Quando Tavares fez seu segundo golaço na partida, aos 25 do segundo tempo, parte do público (novamente bom, dois mil) começou a ir embora. O Bar do Totó já estava cheio de camisas vermelhas antes de a partida acabar. Quem permaneceu até o fim vaiou o time pela primeira no Alfredão. A derrota para o Atibaia foi a segunda seguida na Série A3, que fez o Noroeste cair da liderança para a quinta posição, apenas um ponto acima do nono colocado.

A gordura se foi , mas o time ainda tem crédito. Isto é: falar em “fora, Tuca” é precipitado. Ele deu padrão de jogo ao time, que vem dominando as ações das partidas — só falta mesmo aproveitar as chances criados, o que venho dizendo há algum tempo. MAS… há uma exceção perigosa: o desastroso segundo tempo de ontem.



O técnico Tuca Guimarães colocou o centroavante Flávio Carvalho, que mal tocou na bola, porque ela nem chegou a ele. Quando teve que sair da área para buscá-la, mostrou pouca mobilidade. Pior: ainda sacou Samuel (excelente primeiro tempo dele!) e Leandro Oliveira, os dois meias criativos, abrindo um buraco entre os três volantes e os três atacantes. Questionado pelo repórter Jota Martins (Jovem Pan News) sobre isso na coletiva pós-jogo, Tuca afirmou que Rodrigo Tiuí foi colocado para armar. Em nenhum momento isso aconteceu: ele sempre esteve alinhado com Flávio e Wellington. Pelo menos, admitiu: “Não jogamos bem hoje”.

Ao propor o desafio de buscar quatro pontos nas próximas duas partidas fora de casa, Tuca sabe que a gordura acumulada no excelente início desta Série A3 (quatro vitórias e um empate) já foi queimada. Três desses pontos viriam contra o Rio Branco, afundado no 18º lugar e sem casa (estádio Décio Vitta, em Americana, interditado). Mais um empate com o São Bernardo (quarto), na grama sintética.

É desses quatro pontos que o Norusca precisa para se manter na metade de cima do G8, seguir contando com a confiança do torcedor e, consequentemente, com a boa média de público no Alfredão.  Próximos jogos em Bauru: dia 17, às 18h30, contra o Grêmio Osasco (remarcado para fugir do sol das 10h de domingo); dia 21, clássico contra o rival Marília, que vem reagindo.

Resumindo, temos dois momentos do Noroeste após sete rodadas: um início animador e uma queda de rendimento (um gol marcado e cinco sofridos em duas partidas). Com doze rodadas pela frente, os ajustes de agora podem trazer uma nova fase crescente, que tem início crucial no próximo domingo.

 

Foto: Bruno Freitas/Noroeste