Há exatos dez anos, Noroeste venceu o Marília no Alfredão

O clássico desta noite entre Noroeste e Marília está cercado de euforia. Bem maior do que a do reencontro do ano passado (primeira partida em um Campeonato Paulista desde 2010), pelo menos para o lado vermelho da força. Afinal, naquela ocasião, o MAC estava no G-8 e o ECN na zona de rebaixamento. Hoje, é o Norusca quem sonha com o acesso e o rival foge do fantasma.

A animação da torcida bauruense também se justifica pelo fato de o Noroeste não ser mandante do clássico desde 2012. Na ocasião, returno da primeira fase da Copa Paulista, a derrota por 2 a 0 derrubou o técnico Amauri Knevitz — aí chegou Moisés Egert e o Alvirrubro arrancou para o título. Portanto, lá se vão quase seis anos sem ser o anfitrião do clássico. Pelo Campeonato Paulista, a espera foi mais longa…

Há exatos dez anos, em 21 de fevereiro de 2008, o Noroeste venceu o MAC por 3 a 2 na Série A1, diante de 5.952 pagantes. Os gols alvirrubros foram marcados por Luciano Bebê, Bonfim e Otacílio Neto — o atacante estava em fase esplendorosa, era artilheiro da competição, mas se contundiria gravemente rodadas depois. O hoje auxiliar técnico Marcelo Santos estava em campo, com a camisa 6. O corintiano Ralf também. Mauro, goleiro do Norusca no inesquecível 4 a 0 de 2006, defendia o Marília.

Fabiano Paredão; Eder Sciola, Bonfim, Eder Monteiro (Alexandre Luz) e Marcelo Santos; Júlio Bastos, Ralf, Luciano Bebê (Alexandre Rotweiller) e Edno; Vandinho e Otacílio Neto (Danilo Dias). Esse foi o time que entrou em campo sob o comando de Márcio Bittencourt.

Na ocasião, o Norusca se consolidava no G-4, fazia grande campanha. Acabou fora das semifinais (mas venceu o Corinthians na última rodada, deixando-o também eliminado) e disputou o título do Interior, perdendo a decisão para o Grêmio Barueri. O MAC não foi rebaixado e os rivais se encontraram pela última vez na elite estadual em 2009 (no Bento de Abreu, vitória dos azuis por 3 a 0), quando ambos caíram para a Série A2.

Em 2018, disputa à parte

Assim como em 2012 o Noroeste perdeu o clássico, mas ganhou a Copa Paulista, o resultado de hoje não decreta o futuro do time nesta Série A3. Entretanto, pode sim elevar o moral do elenco, adaptando-se ao trabalho do novo treinador e a poucos pontos de se garantir matematicamente na próxima fase. Para a torcida, é sim um campeonato à parte. Ser zoado ou não amanhã é o que está em jogo. Dormir de alma lavada e sair à rua amanhã vestido orgulhosamente com o manto noroestino. É o que os maqueanos devem estar mentalizando para tentarem, na motivação, compensar o desnível técnico das equipes. Aos alvirrubros, portanto, cabe apenas manter a raça e o foco para fazer valer o melhor momento — e aumentar a hegemonia histórica para 33 vitórias em 86 confrontos.

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