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Coluna da semana: faça as contas, noroestino!

Atualizo (no dia 25/4) lá embaixo, porque queimei a língua e errei contas. As correções estão em bold abaixo das hipóteses equivocadas. Vou colocar errata na coluna do BOM DIA da próxima segunda.

Fiz todas as contas possíveis para o sonho do acesso noroestino. E comemoro com Larry sua naturalização. Confira o texto publicado na edição de 23 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Ainda dá

O empate do Noroeste com o Penapolense no último sábado foi uma ducha de água fria, mas o baque não pode ter acordado no domingo. O momento é de acreditar. Afinal, um time que ainda depende apenas de si tem mais é que manter o otimismo, junto com sua torcida. E ainda conta com uma ajudinha do surpreendente time de Penápolis – essa é uma das possibilidades. Vejamos o que os resultados da penúltima rodada, na quarta-feira (Noroeste x Red Bull, Penapolense x São Bernardo), projetam para a decisão do próximo sábado (São Bernardo x Noroeste, Red Bull x Penapolense).

Hipótese 1
Noroeste vence, Penapolense vence ou empata com o São Bernardo (e o CAP sobe). No sábado: Norusca precisa apenas empatar com o Bernô para voltar à primeira divisão.

Hipótese 2
Noroeste vence, São Bernardo vence. No sábado: Alvirrubro precisa vencer o adversário direto para não depender de nada. Se empatarem, o Bernô sobe e o Noroeste torce para o Penapolense ser goleado pelo Red Bull para ascender pelo saldo de gols (na verdade, o Noroeste teria que torcer para o Penapolense perder por qualquer placar – se o Penapolense empatasse é que iria pensar em saldo).

Hipótese 3
Noroeste empata, São Bernardo vence (e sobe). No sábado: o Norusca tem que vencer e torcer para o Penapolense perder para o Red Bull – se o outro jogo terminar empatado, a decisão vai para o saldo de gols, isto é, o Noroeste tem que golear e torcer para o Penapolense ter sido goleado na quarta, pois a diferença de saldo entre eles, hoje, é de sete gols.

Hipótese 4
Noroeste empata, Penapolense vence ou empata com o São Bernardo (nos dois casos dessa combinação, o CAP sobe). No sábado: Alvirrubro garante vaga somente se vencer, pois o São Bernardo é beneficiado pelo empate.

Hipótese 5
Noroeste perde, Penapolense vence ou empata com São Bernardo. No sábado: se o Norusca empatar, está fora. Tem que vencer e torcer por empate ou derrota do Red Bull, que entra na briga. Se ambos vencerem, vai para o saldo de gols.

Hipótese 6
Noroeste perde, São Bernardo ganha (é o que aconteceu na quarta, 25/4): com uma rodada de antecedência, Bernô e Penapolense classificam-se para a Série A-1 (o Red Bull está na briga, tem que vencer o Penapolense por quatro gols de diferença – o Norusca tem que torcer por isso e ainda vencer o São Bernardo por cinco ou mais!!!).

Cardápio do sofredor
Ufa, quanta conta. Se estiver desconfiado que jornalista não sabe fazê-las, pode pegar a caneta e rabiscar cada hipótese (rs) (me ferrei). Parece precipitado, muitos dirão para esperar a quinta-feira chegar. Mas recorte esta coluna e a tenha como cardápio da emoção durante a rodada de quarta, roendo as unhas com cada possibilidade – e acabando com o resto delas no sábado. Garanto que vai ser divertido. Porque, no futebol, sofrer é sinônimo de diversão…

Resumindo…
… o Penapolense precisa de apenas um empate nessa quarta-feira para entrar no mapa da elite do futebol paulista. E começar a se mexer para tornar o estádio Tenente Carriço apto a receber jogos da primeira divisão.

Papo de basquete
Talvez esteja no Diário Oficial da União de hoje. Se não estiver, ainda esta semana. Enfim, o estadunidense Larry James Taylor Junior é brasileiro de fato. Ele nasceu em Chicago, mas se perguntarem onde nasceu sua versão brasileira, dirá com orgulho: BAURU. Portanto, fica a sugestão para o Alinenígena aterrissar na Câmara Municipal para receber o título de cidadão bauruense.

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Coluna da semana: Noroeste não pode mais errar

Nem tudo está perdido, mas o Norusca não tem mais o direito de errar… Confira o texto publicado na edição de 16 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru, que também fala do bom início do Itabom/Bauru nas oitavas do NBB4.

Terra arrasada?

Não, ainda não. O termo é o treinador do Noroeste, Amauri Knevitz, ao raciocinar que “quando ganha, nem tudo está certo, quando perde, nem tudo está errado, não é terra arrasada”. O problema é que, depois da derrota de ontem, o Noroeste não pode errar mais. A goleada sofrida em Penápolis surpreendeu o mais pessimista dos alvirrubros. Mas há tempo de corrigir esse trajeto.

Vice-líder, o Norusca ainda depende só de si. Se vencer Penapolense e Red Bull, os dois próximos jogos no Alfredão, fica perto da vaga. Mas é bom não comemorar dez pontos como o número do acesso. A nota de corte segura para a classificação para a Série A-1 é de 11 pontos. Quem chegar a essa pontuação não será alcançado pelo terceiro colocado. Já com dez, o passaporte para a elite pode ser decidido no saldo de gols — e é aí que a derrota de ontem ganha um peso desastroso no sonho noroestino.

Então, duas vitórias em casa e um empate com o São Bernardo, na última rodada: essa é a conta segura. Mas será preciso correr dobrado para alcançá-la. Um vacilo jogando em Bauru e adeus Paulistão.

Caminho mais fácil
Entre as combinações de resultados que recolocam o Noroeste na elite, essa é a melhor: se vencer os dois jogos no Alfredo de Castilho e o Penapolense ganhar do São Bernardo, em Penápolis, na penúltima rodada, os dois chegam a dez pontos e não podem mais ser alcançados. Essa é minha aposta – ou esperança…

Dúvida
Afinal de contas, é “o” Penapolense ou “a” Penapolense? Partindo do princípio que é o Clube Atlético Penapolense, é no masculino. Mas a Sociedade Esportiva Palmeiras é “o” Palmeiras… A maioria da crônica bauruense fala “a”, a imprensa de Penápolis diz “o”. Enfim, isso não vai mudar o preço do dólar, até porque o próprio site oficial do time não se decide – usa os dois gêneros em textos distintos – e também porque os torcedores preferem chamar de CAP ou Pantera.

Camisa 9
Se Zé Carlos foi decisivo em 2010, o Noroeste sofre este ano na posição de centroavante. Boka, Roberto, Diego… Ninguém se firmou. Mas daí colocar Nena de titular, só porque fez o gol salvador na rodada anterior? É notório que se trata de um atacante limitado. Tomara que volte a queimar a língua de todos. Se uma façanha dessa acontecer, que construam dois bustos na Vila Pacífico: para o artilheiro improvável e para o treinador que insistiu nele! Mas prefiro que Knevitz escale dois velocistas no ataque e deixe a opção de um trombador para o segundo tempo, se necessário.

Papo de basquete
Tudo leva a crer que o Itabom/Bauru fecha a série contra a Liga Sorocabana na próxima sexta-feira, em 3 a 0, depois abrir esse confronto das oitavas do NBB vencendo fora de casa. Após semanas de contusões, longas viagens, e desgaste (físico e emocional), o time volta aos trilho na hora certa. Se Larry Taylor e Jeff Agba estão jogando no limite de suas forças, Fischer e Pilar voltam inteiros e logo estarão no ritmo dos colegas. A ótima notícia é a boa fase de Gaúcho, o que melhora o revezamento na ala. Sem contar o trio de “moleques maduros”: Gui, Luquinha e Andrezão são a maior prova do potencial do projeto Bauru Basket. Os elogios da imprensa especializada a eles se multiplicam.

Premiado
Anote aí: Gui vai concorrer a pelo menos dois prêmios ao final da temporada: melhor jogador jovem e atleta que mais se desenvolveu – troféu que Andrezão também merece disputar.

Necessário
A relação Douglas Nunes/Bauru, hoje, não é das melhores. Marrento, quando ele está invocado em quadra, os pontos se multiplicam. Introspectivo, quando não protagoniza jogadas, murcha… No último sábado, jogou apenas 19 minutos e anotou apenas três pontos. É preciso uma conversa franca entre as partes para extrair o melhor desse jogador nessa reta final do NBB.

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Coluna da semana: bom começo noroestino

Com atraso, mas em tempo, reproduzo aqui o texto publicado na edição de 9 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru, que fala da ótima vitória do Noroeste na abertura da fase decisiva da Série A-2 – hoje tem jogo contra o Red Bull. Falo ainda do momento do Bauru Basket antes da magnífica vitória sobre Brasília.

Vitória fundamental

Futebol é simplicidade, não tem o que inventar. Por isso o título acima, essa verdade absoluta: para retornar à elite paulista, estrear vencendo em casa na fase final da Série A-2 era fundamental para o Noroeste. Afinal, os dois próximos confrontos serão fora de casa. Era imprescindível (permita-me o clichê) fazer o dever de casa. E o Norusca fez. No sufoco, na raça, mas quem disse que vai ter jogo fácil? Mais uma vez, o acesso virá com sangue (rubro!) nos olhos, determinação em cada dividida, dando chutão sem ter vergonha.

Na agradável noite de sábado, tudo conspirava a favor. Mais uma vez fardado como deve ser (seja rubro, Norusca! – a campanha deu certo!) e com bom público (quase três mil pagantes) apoiando. Mas o São Bernardo jogou solto no primeiro tempo, merecia ir para o intervalo com a vitória. As vaias e a conversa no vestiário devem ter acordado o time. No segundo tempo, a atitude e a entrega em campo é que garantiram o triunfo. Porque os sustos continuaram, Nicolas (goleiraço!) salvou pelo menos dois gols certos deles, mas o Noroeste, finalmente, assustou os aurinegros do ABCD, com chutes de fora da área. Se não funcionou na articulação, que seja na bola aérea, que encontrou Thiago Junio (assim mesmo, sem o R) na pequena área completar de canela. Numa hora dessas, gol de canela é golaço.

Líder
Com o empate entre Penapolense e Red Bull, na outra partida do grupo, o Noroeste se isola na liderança. Contra esses dois times é que o Norusca vai decidir sua vida nos próximos quatro jogos, os dois primeiros fora de casa – dois empates já seriam bem-vindos – e depois decidir a vida no Alfredão, para não precisar do resultado no dificílimo confrontro contra o São Bernardo, lá na terra do Lula.

Invasão noroestina
Concordo com o Rafael Antônio, do Jornada Esportiva: é precisa pintar de vermelho o estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, nessa quarta. Um ônibus já está confirmado, no valor de R$ 5 e cada um arca com seu ingresso – faltam poucos lugares. Interessados devem procurar o Pavanello no telefone 3011-1936. Por ser quarta, a disponibilidade da galera é menor, mas noroestinos quem moram em Campinas e região ou mesmo na capital deverão reforçar a torcida. Para domingo, em Penápolis, a expectativa é de três ônibus partindo de Bauru.

Lamentável
A galera alvirrubra está em festa pelo rebaixamento do XV de Jaú para a quarta divisão paulista, é justo e essa é a graça do futebol. Mas não posso deixar de lamentar que esse vizinho e tradicional clube tenha chegado ao fundo do poço. Os noroestinos Pedro, Léo e Nathan participaram da campanha do Galo.

Papo de basquete
O Itabom/Bauru vive seu pior momento físico e técnico justamente no momento mais importante da temporada, a reta final do NBB. A derrota para a Liga Sorocabana na última sexta evidenciou o mau momento do time, que acumula lesões, desgaste físico e também (está saltando aos olhos) falta de entusiasmo em quadra. Mesmo sem Fischer, Pilar e Jeff, não seria normal (ou aceitável) perder para Minas jogando em casa. E os mineiros quase saíram de Bauru com a vitória. Se não vencerem Brasília amanhã, na Panela, os guerreiros terminam a primeira fase no sétimo lugar e encaram ninguém menos do que Franca, de cara, nas oitavas… Vencendo, o adversário será a Liga Sorocabana.
[Atualizado: o time reagiu na hora certa e vai para os playoffs com moral após bater Brasília em seu último compromisso na fase de classificação. Por outro lado, o que era iminente explodiu: Douglas Nunes destoando do grupo em relação a comprometimento, segundo Guerrinha.] 

Bom Mosso
Ele saiu do banco para decidir a partida de ontem [domingo]. Fez sete pontos decisivos no último período, inclusive os quatro últimos. O pivô Mosso, que passou boa parte da temporada quieto na reserva, chegou a não viajar em alguns jogos, mas nunca desistiu. O técnico Guerrinha relatou que o camisa 25 emocionou o grupo recentemente quando pediu a palavra e disse a todos para aproveitarem a oportunidade de defender Bauru, que oferece boa estrutura. Aos 30 anos, ele já dormiu no chão e comeu muito pão amassado Brasil afora. Disse que limpa a quadra se for preciso e que está à disposição mesmo que seja para jogar só um minuto. É desse espírito que o Bauru Basket precisa nessa reta final.

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Coluna da semana: derrota para o União pode custar caro

O Canhota avisou semana passada e agora vem por aí um grupo fortíssimo e a decisão no estádio Primeiro de Mario, onde o Norusca é freguês. Confira o texto publicado na edição de 2 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Má escolha, Knevitz

Quando treinador noroestino Amauri Kenvitz decidiu que iria a campo com os reservas contra o União São João, na última rodada da primeira fase da Série A-2, assumiu um risco. O de ficar fora do G-4 e, consequentemente, não decidir em casa, na última rodada da fase decisiva, uma vaga na elite paulista. Focado em poupar jogadores e testar o elenco, o técnico dizia-se pouco preocupado com o chaveamento da segunda fase. Na verdade, ou subestimou o time de Araras ou imaginou ser difícil chegar entre os quatro. O Canhota10.com fez todas as contas durante a última semana e provou que não era uma missão das mais difíceis. Deu no que deu: se tivesse vencido ontem, o Norusca teria terminado em quarto. Mas a derrota para o rebaixado União de pouco serviu para extrair respostas positivas. Apenas revelou um banco de reservas fraco.

Knevitz perdeu a chance de decidir em casa. Em entrevista pós-jogo à TV Preve, disse não ver muita vantagem atuar no Alfredão, pela distância da arquibancada para o gramado. Disse que o adversário não se sente pressionado. Talvez porque nunca viu o estádio noroestino pintado de vermelho, com grande público empurrando o time, como aconteceu nos momentos decisivos dos dois recentes acessos à elite (em 2005 e 2010). E mais: como ignorar o fator gramado, com o qual os jogadores estão habituados?

Enfim, tomara que o Noroeste não precise da última rodada, que suba com uma de antecedência. Que toda a programação do treinador alvirrubro esteja correta e se concretize. Ele que deixou claro que queria a classificação entre os oito, mesmo que no último suspiro, no saldo de gols. No lucro, qualificado de véspera, tirou o pé. Mas vai para a decisão com o ônus de estar com um elenco desacreditado, que vem caindo de produção a cada rodada.

Em queda
Retire o último jogo, com reservas, e divida as outras 18 partidas em três momentos. Tanto no primeiro quando no segudo terço do campeonato, o Noroeste teve 61% de aproveitamento dos pontos. Na reta final, caiu para 50% e diminui seu saldo de gols para somente um positivo c nas partes anteriores, foram dois e quatro, respectivamente. Empatou demais, perdeu muitos gols e viu a condição física de seus atletas minar.

Ataque em crise
Com Boka oscilante, Knevitz esperava obter respostas no teste de ontem para ganhar opções no ataque alvirrubro, afinal, o reserva imediato, Diego, está novamente contundido. O menino guatemalteco Henry Lopez finalmente ganhou sua chance e não agradou. Nena, o centroavante que fez somente 20 gols nas últimas três temporadas, correu, correu e ainda não justificou sua contratação. Enquanto isso, sabe-se lá porque Roberto não ganhou nova oportunidade. Ele que, pelo menos, já fez dois gols no campeonato.

Os adversários
O São Bernardo teve uma arrancada impressionante: depois de começar perdendo os cinco primeiros jogos, venceu 11 dos 14 restantes. Tem em Danielzinho seu homem-gol, além do lateral-artilheiro Renato Peixe – olho nos chutes dele. E o Norusca é freguês em jogos recentes lá no ABC.
O Red Bull fez o caminho oposto do Bernô: começou impossível com sete vitórias consecutivas, depois desceu a ladeira e venceu apenas mais três nas 12 partidas seguintes. Leandro Love, conhecido dos noroestinos de seus tempos de Oeste, Marília e Linense, já marcou oito gols.
O Penapolense é sinônimo de dor de cabeça. Time encardido que complica no Alfredão e dificilmente perde atuando em seu acanhado estádio. Seu destaque é o de sempre: o veloz e ciscador Luciano Gigante.

Papo de basquete
Depois de encerrada sua participação na Liga das Américas, a maratona de jogos do Itabom/Bauru não para… A torcida é pelo breve retorno de Fischer e para que Larry Taylor consiga se recuperar a tempo de disputar os playoffs em boas condições físicas – após seu esforço heroico na partida contra o Pioneros, do México.
Atualizado: Larry jogou normalmente na noite de domingo, na vitória sobre o Bucaneros. Arriscando menos infiltrações, é verdade, mas suportou 35 minutos sem aparentar dor. Boa notícia. 

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Coluna da semana: Noroeste em busca do G-4

De passo em passo, o Noroeste vai caminhando de volta à Série A-1. Mas para isso se concretizar é preciso entrar bem na reta final. É disso que falo (e do Bauru Basket também) na coluna publicada na edição de 26 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

2ª missão cumprida

A classificação antecipada para a próxima fase do Paulista Série A-2 foi a segunda missão cumprida pelo Noroeste nesta temporada. Afinal, não ser rebaixado era a primeira preocupação – logo afastada, pelo bom início, mas que chegou a ser uma hipótese forte quando não havia elenco montado a menos de dois meses do início do campeonato.

Agora, há mais uma missão na primeira fase antes de encarar a luta final por uma vaga na elite: ficar entre os quatro primeiros e garantir uma tabela melhor no quadrangular decisivo, com o último jogo disputado em casa. Faz uma diferença danada, ainda mais porque a expectativa de bom público é grande – pois já se parte de uma média recente na casa dos dois mil pagantes – para empurrar o Norusca. Golear o já rebaixado União São João em casa é a tarefa.

Números à parte, preocupa o Noroeste chegar previsível na hora da verdade. Corre muito no primeiro tempo, cria chances de gols – concretizando poucas – e cai de rendimento no segundo tempo. Foi assim também contra o Palmeiras B, anteontem. No fim das contas, o goleiro Nicolas é sempre exigido. Ainda bem que está numa fase brilhante.

Ataque encalhado
Uma pena que o time esteja falhando no ataque, apesar das inúmeras opções que o técnico Amauri Kenvitz tem. Para Velicka entrar no time, Leandro Oliveira (artilheiro da equipe) aproximou-se mais do centroavante. Isto é: atacante de ofício, titular, apenas um, Boka. E os que entram não têm agregado muito.
Diego tem sido o mais acionado recentemente, mas sua limitação física atrapalha seu rendimento. Roberto já teve chance, fez seus golzinhos, mas perdeu espaço até para Nena, recém-chegado que tem histórico recente de poucos gols na carreira. Romarinho, meia-atacante que se mexe muito, dá trabalho aos defensores, é o prata-da-casa pedido pela galera. Verdade seja dita: cisca bastante, tem potencial, mas também ficou devendo – e cansa no segundo tempo.
E onde estão Rafael Silva, Bruno Oliveira, Daniel Grando? Os dois primeiros chegaram com alarde e sumiram. E ninguém entendeu até hoje porque Grando ficou no elenco de 2012. E o baladado centroavante da seleção da Guatemala, Henry Lopes? Já está regularizado, quando vai para o jogo?
Claro que estou falando de alguma aposta nova no banco, alguém pra botar fogo nos 15 minutos finais de uma partida. Nenhuma revolução, apenas explorar melhor o numeroso elenco.

Gorduchinha 2014
É mesmo um simpático nome para a bola da próxima Copa do Mundo, o da Gorduchinha – apesar de achar a ideia de Caramuri, a fruta amazônica que é colhida a cada quatro anos, também sensacional. Mas o carisma de Osmar Santos, hoje artista plástico, porém eterno “animal” do rádio esportivo brasileiro, conta muito a favor. Quem quiser apoiar a campanha, o site oficial é gorduchinha2014.com.

Papo de basquete
O final de semana na Argentina, na disputa do torneio Interligas, valeu muito como bagagem para os jogadores do Itabom/Bauru. Os resultados eram a menor das preocupações do técnico Guerrinha – ainda mais porque quatro titulares estão fora, se recuperando fisicamente. “Um amistoso tem o peso de um mês de treinamento. Um torneio internacional, de uma temporada inteira!”, comentou recentemente o treinador.
Chamou a atenção a participação do ala norte-americano Nathan Thomas, recontratado às pressas para suprir as ausências de Fischer e Pilar. Pontuou bem contra os argentinos (11 pontos contra o Peñarol de Mar del Plata e 13 contra o Obras Sanitarias), ficou muitos minutos em quadra e vai tentando mostrar serviço para convencer Guerrinha a apostar nele na próxima temporada. Carisma e vontade, o gringo tem de sobra. Falta se encontrar taticamente, ter leitura de jogo. Trocando em miúdos, abandonar o estilo peladeiro.