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Noroeste demora a reagir, perde para o São Carlos e Z-6 assombra

Noroeste perde para o São Carlos e fica a apenas três pontos da zona de rebaixamento

retranca-ECN-A3Não fosse essa a bela cor do glorioso Noroeste, diria que o sinal vermelho está aceso. Vamos a outro clichê, então: o fantasma está no retrovisor, é possível sentir o bafo da morte no cangote. O Alvirrubro está apenas três pontos acima do Z-6, a zika do rebaixamento. Estacionou na 11ª posição, com 13 pontos, não vence há três jogos e tem muita bronca pela frente nas nove rodadas finais:

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Catanduvense (hoje a 3ª colocada), no Alfredão
São José genérico (16º), fora
Rio Preto (líder!), no Alfredão
Inter de Limeira (18ª), fora
Comercial (9º), no Alfredão
Guaratinguetá (15º), fora
Fernandópolis (19º), no Alfredão
Primavera (14º), no Alfredão
Atibaia (vice-líder), fora

Ainda bem que desses nove adversários, cinco estão na briga pra não cair. Ganhar deles significa aumentar a distância do inferno. Mas não serão babas, porque no desespero podem arrancar pontos precisosos do Noroeste — que já desperdiçou vários, aliás… Preocupa-me chegar com alguma indefinição na última rodada, contra o Atibaia, na casa deles. Foi um time montado para a A-2 e que teve que continuar na Terceirona por conta da capacidade do seu estádio. Certamente já estará classificado na última rodada, mas será que vai relaxar? Ganhar do Rio Preto, aqui na Vila Pacífico, daria um moral danado… Mas como está difícil esse time emplacar!

O franzino Everton disputa bola: tarefa ingrata. Fotos: Cristiani Simão/Jornada Esportiva
O franzino Everton disputa bola: tarefa ingrata. Fotos: Cristiani Simão/Jornada Esportiva

O Norusca sofreu mais um gol de bola parada — Cássio, de cabeça, sozinho no segundo pau, aos 5min do segunto tempo — e outro estendendo o tapete vermelho para o ataque adversário — Alef, aos 16. Mais uma vez, provou ter volume de jogo e posse de bola, mas sem qualidade para completar a jogada. A única boa trama encontrou Rodrigo Menezes invadindo a área com o pé ruim, o esquerdo, e o traque foi nas mãos do goleiro. Em outra insistida, pênalti que o mesmo Rodrigo cobrou. Finalmente um penal convertido, diferença diminuída, esperança. Em vão. A pressão não vira chute a gol, falta objetividade e verticalidade ao ataque alvirrubro. Só ciscar, não dá.

ABRE ASPAS
Entrevistas na beira do gramado pelo Jota Augusto (Auri-Verde 760AM/Jornada Esportiva):

“No segundo tempo, conseguimos adiantar a marcação, mas infelizmente tomamos mais um gol de bola parada. Temos que corrigir isso e o nosso poder ofensivo”, avaliou o volante Maicon Douglas.

“A gente já tinha falado na preleção que a jogada deles era no segundo pau. No intervalo, alertamos sobre essa bola usando o pivô. Agora é tentar recuperar em casa. Vai ficando complicado, temos que voltar a vencer para afastar da parte de baixo e lá na frente voltar a pensar em alguma coisa. A gente não tem muita opção de elenco e tenta colocar o que é melhor. Esse time é técnico, mas não temos referência na frente e acabamos sofrendo”, lamentou o técnico interino Diego Kami Mura.

HORA DA BRONCA
Também em entrevista ao Jota, o presidente Emilio Brumati lamentou o resultado e disse que, a exemplo da cobrança que fez ainda nos vestiários do Nicolau Alayon, após a derrota para no Nacional, chegou a hora de outro chacoalhão no time. “O imporante é que estamos conseguindo manter o grupo e a disciplina. Mas chegou a hora de dar um choque de novo”, disse o presida, que afirmou ainda não ser o momento de trazer um novo treinador, mas que segue pensando em um nome. E finalizou dando recado direto ao interino: “O Kami Mura tem que mudar o time no próximo jogo”.

O Noroeste perdeu para o São Carlos jogando com Roni; Thiaguinho, Diego Bebê, Victor Matheus e Hipólito; Rafael Olinto (Tuxa), Maicon Douglas, Alemão e Marcelo Santos (Rodrigo Menezes); Everton e Vitor Visa (Ueslei).

Foi a primeira partida do zagueiro Diego Bebê como profissional. E vamos combinar: Tuxa é pedido por todo mundo todo jogo, cantado em prosa e verso, mas ainda não deu o tom.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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