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Quem é Edson Machado, novo técnico do Noroeste

Dois dias após iniciar sua gestão no Noroeste, o empresário Fabiano Larangeira anunciou o nome do novo técnico. Desconhecido da comunidade alvirrubra, Edson Machado é gaúcho e tem currículo construído mais em categorias de base do que no profissional. “Podíamos até trazer outros nomes mais conhecidos, mas confiamos no  trabalho dele”, disse Larangeira ao GloboEsporte.com.

Olhando para o currículo do treinador, há títulos expressivos comandando juniores. Ele é quatro vezes campeão estadual sub-20: gaúcho pelo Internacional (1994) e paulista por Corinthians (1997) e São Paulo (1999 e 2000). Sua última atuação na base foi em 2009, como gerente da categoria no Caxias-RS – alguns jogos atuou como treinador. Nesse mesmo ano, liderou projeto para profissionalizar o União FC, vitorioso time amador da cidade gaúcha de Santiago, mas a empreitada não vingou.

Ao lado de Milton Cruz: campeão na base do Tricolor paulista

Comandando profissionais, o mais recente trabalho de Edson Machado — chamado também de Edinho, no Sul — foi no Grêmio Bagé, em 2011 (saiu após cinco derrotas em cinco jogos na segundona gaúcha). Antes, havia treinado o Anápolis (demitido após quatro rodadas do Goianão 2009, com dois pontos ganhos).

Suas passagens no futebol paulista foram no Osvaldo Cruz, na Série A-2 de 2007 (pediu demissão após perder cinco dos sete jogos iniciais, na lanterna), no Guaratinguetá, em 2004 (ajudou a montar o elenco, mas não ficou para a Série A-3), e no Jaboticabal em 2002 (saiu após sete rodadas da A-3, em antepenúltimo). O treinador tem ainda uma experiência internacional, no Altamira, do México.

Trajetória vitoriosa com a molecada e pouco consistente entre profissionais. Esse é o histórico de Edson Machado, o novo comandante do Norusca. Merece um voto de confiança, mas é bom ele saber que a paciência da arquibancada da Vila Pacífico é bem curta…

Inchaço
Em reportagem de Thiago Navarro, o Jornal da Cidade publicou que o Noroeste pretende contratar dois supervisores (um para a base, outro para o profissional) e dois diretores (idem). Parece-me um exagero. Larangeira e Josimar já deveriam dar conta do recado, com, no máximo, mais um supervisor de base.

O contrato
Haver a obrigatoriedade do depósito mensal de R$ 130 mil pela FL Work and Sport é um alívio para o cofre noroestino. Se não cumprirem, desfaz-se o acordo sem ônus para o Noroeste. A princípio, é um contrato que protege o clube. A partir de agora, cada novo jogador que chegar ao Norusca renderá ao parceiro, numa eventual venda, 50% da negociação. E a FL fica com 15% da receita noroestina que exceder R$ 130 mil — traduzindo: se o Alvirrubro arrecadar R$ 150 mil num mês, a empresa fica com 15% de R$ 20 mil. É muita grana para investir e quem investe quer retorno. Então, será preciso encontrar patrocinadores. Também no JC, fala-se de suporte financeiro de um banco. Mas uma coisa é certa, torcedor: prepare-se para elencos de aluguel, vitrine para boleiros de empresários. Vai ser difícil decorar a escalação.

Conselho
Lamentável: apenas seis conselheiros se reuniram para aprovar a parceira — que na verdade já estava trabalhando de contrato assinado… A renovação do quadro é urgente! Que se juntem à meia dúzia noroestinos verdadeiramente comprometidos.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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