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Derrota para o Velo Clube coloca o Noroeste em alerta

A ladeira está logo ali. Com duas derrotas seguidas, o Noroeste saiu de uma situação confortável (mais próximo da ponta da tabela) e agora tem sua posição no G-8 muito ameaçada. Ao perder para o Velo Clube (1 a 0), em Rio Claro — a segunda derrota seguida –, o Alvirrubro caiu para o sétimo lugar, apenas um ponto acima de quem está fora da zona de classificação.

Durante a transmissão da 87FM/Jornada Esportiva, o repórter Jota ‘Profeta’ Martins cantou a bola: o cartão amarelo ingênuo de Paulinho, ao retardar uma cobrança de falta do adversário, custou caro lá na frente, quando ele cometeu falta no final do primeiro tempo e foi expulso pela segunda advertência. Como passar sufoco é habitual para o Norusca nessa Série A-2, imagine como foi a partir dali com um a menos…

O Velo tanto insistiu que conseguiu seu gol aos 30 da segunda etapa. No desespero, o Noroeste correu em vão e ainda teve o atacante Vitor Hugo expulso nos minutos finais, ao matar uma jogada perdido na defesa.

“É difícil falar, mas a arbitragem erra muito. Como são incompetentes!”, reclamou o volante Manu no microfone do Jota. “Fomos prejudicados. No lance do gol deles, o bandeira inverteu a falta. Mas nós brigamos muito e temos condições de ficar entre os oito. Vamos trabalhar”, fez coro o capitão Bonfim. Não acho que seja o caso de creditar a derrota à atuação do árbitro. O time de Carlos Alberto Seixas tem muitos erros a corrigir. Tirar o foco disso será adiar a reação e rolar ladeira abaixo.

Raça o time tem de sobra. Qualidade há aqui e ali no elenco. Talvez não o suficiente para sonhar com o acesso, mas certamente para nem pensar no rebaixamento, que parecia assunto encerrado e que ameaça, mesmo que timidamente, o retrovisor.

O Noroeste perdeu para o Velo Clube com Yuri; Bonfim, Luiz Gustavo e Magrão; Mizael, Paulinho, Manu, Nathan (Berg) e Adilson; Diogo e Diego (Vitor Hugo).

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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