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Em bom jogo, Noroeste perde para a catimba do Audax

Gol do Noroeste, de Diogo: bola pra um lado, Juninho para o outro.

 

Depois de já ter encarado o Osasco e Rio Claro (e perdido), o Noroeste enfrentou outra grande força dessa Série A-2, o Audax (derrota por 2 a 1 em um bom jogo de futebol, exceção à confusão no fim). Falta só a Portuguesa. Partidas assim ajudam a lapidar a caminhada do time na luta pela elite — porque ninguém mais cogita rebaixamento para esse raçudo time de Carlos Alberto Seixas.

Logo no início, como avisou o colega Rafael Antônio (acostumado a cobrir o Paulista de Jundiaí, onde Fernando Diniz se formou técnico),  deu para perceber a liberdade tática do Audax. Até a numeração ajudava a confundir. O ex-alvirrubro Velicka, camisa 2, aturou por todo o campo, até na zaga! E o primeiro tempo foi todo dos visitantes, dominando a posse de bola e chegando na cara de Yuri, que mais uma vez esteve milagroso.

No segundo tempo, exatamente quando a partida estava lá e cá, com chances claras de gol que evidenciaram a qualidade da partida, o Audax abriu o placar, quando Marcus Vinícius recebeu livre e fuzilou Yuri, aos dez. O Norusca não se curvou e após a expulsão de Rafael Martins, teve mais espaço para pressionar. Bem em campo, perdeu gols em jogadas construídas por Nathan. E o foi próprio camisa 8 que avançou sozinho à área para encontrar o goleiro Juninho e cavar pênalti — convertido por Diogo, aos 30.

O Alvirrubro continou pressionando, tudo caminhava para um justo empate até que o experiente time da capital, recheado de medalhões, motivou um empurra-empurra. Expulsões para ambos os lados (Thiago Martinelli, deles, e os noroestinos Pedro e Neto) e muito tempo de acréscimo… Resultado: em jogada idêntica à do primeiro gol, foi a vez de Léo receber de frente para o goleiro e finalizar com tranquilidade.

O resultado, circunstancial, não desabona a qualidade desse time raçudo. Bola pra frente.

O Noroeste perdeu para o Audax com Yuri; Mizael, Neto, Cazão e Adílson; Pedro, Paulinho e Nathan; Diogo (Luiz Gustavo), Diego (Dourado) e Adriano (Berg).

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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