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Abre aspas: Bauru Basket 79 x 90 Brasília

Foto: Sergio Domingues/HDR Photo

Estive na Panela ontem, na emocionante e alucinante (sobretudo na correria do terceiro quarto) partida dos guerreiros contra Brasília. Os candangos levaram a melhor, mais uma vez usando toda sua experiência de atuais tricampeões. Ao final da peleja (velho, isso, mas foi peleja mesmo!), falei com Ricardo Fischer, Guerrinha e Larry Taylor sobre o confronto.

RICARDO FISCHER
“Para ganhar de Brasília, tem que ser mais intenso. O time tentou, lutou, mas no detalhe de algumas bolas não tivemos bom aproveitamento, enquanto o Nezinho estava em uma noite inspirada. A diferença não descreve o jogo. Mas eles mereceram, bola pra frente. Nosso objetivo é o G-4, estamos perto, temos totais condições de lutar por isso.”

LARRY TAYLOR
“Eu quero é ganhar o jogo. Tem dia que em não pontuo e o time ganha, isso é que é importante. Sempre é melhor ganhar, prefiro mil vezes. Mas Brasília jogou muito bem”, sobre sua exuberante atuação, 30 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

“Foi apenas nossa segunda derrota este ano, contra times fortes e acima de nós na tabela. Não podemos baixar a cabeça e temos que continuar melhorando. Nosso objetivo ainda é ficar entre os quatro primeiros”, avisou.

“Vai ser muito bom estar ao lado dos meus irmão de seleção, voltar a jogar ao lado deles. Não fiz campanha para ser votado como titular, deixo para os torcedores escolherem. O importante é que estou no jogo, não importa se serei titular ou não”, comentou, sobre seu primeiro Jogo das Estrelas como brasileiro.

GUERRINHA
“O placar não reflete o que foi o jogo, mas a qualidade de Brasília, que tem é superior individualmente e não erraram no final. Nós erramos. No último quarto, faltou um pouco de fôlego e um pouco de cabeça. E no jogo todo, faltou o Jeff. O jogo dele caiu muito e não temos substituto para o jogo interno. O Coleman faz uma excelente partida e depois entra em stand-by em outras três… O Gui ficou neutro no jogo, não foi mal, mas passivo. Ficou tudo em cima do Larry, e do Ricardo em alguns momentos. Os demais foram muito abaixo, no nível que o adversário exige ofensivamente. Na defesa, todo mundo foi voluntarioso, tentou, mas faltou defesa no jogo todo. Aí entra a qualidade de Brasília. O Paulão levou vantagem sobre o Jeff, o Nezinho brincou, jogou descontraído. Não pude colocar o Gui para marcá-lo, pois ele tinha que pegar o ala. Aí, vira um jogo de xadrez em que a gente leva muita desvantagem nesse nível que tem Brasília”, analisou o treinador.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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