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Mais motivado, Noroeste traz empate de Sertãozinho

Pressionando o adversário, Noroeste alcança o empate de Sertãozinho aos 39 do segundo tempo. Confira no CANHOTA 10

Ufa… Enfim, uma atuação convincente. Numa noite em que mais pressionou o adversário do que passou sufoco, o Noroeste trouxe animador empate de 1 a 1 contra o Sertãozinho, jogando na terra dos canaviais.

Este jornalista é bastante reticente quanto a troca de treinador sem tempo para trabalhar, mas tenho que concordar que Ney Silva não tinha mais clima para trabalhar no Alvirrubro. Assisti à derrota para o Juventus bem próximo ao banco noroestino e ele só fazia criticar e minimizar o esforço de seus comandados. Os jogadores, definitivamente, não iriam correr por ele.

Chegou Jorge Saran, velho conhecido, com seu jeitão simplório, habituado ao ambiente do complexo da Vila Pacífico. Não é o treinador dos sonhos, mas o da realidade noroestina. E faça-se justiça: conseguiu, num curtíssimo espaço de tempo, motivar o grupo.

Segundo relatos dos repórteres que estiveram em Sertãozinho, o treinador reuniu o grupo no centro do gramado, depois do suado e merecido empate, para motivá-los e dar o primeiro passo da reação alvirrubra. Aos microfones dos Jotas, Saran revelou que os atletas, exaustos, chegaram às lágrimas.

Pintou uma esperança na caminhada noroestina, com garra e correria. O Água Santa, na terça de carnaval, na Rua Javari — seu estádio só gerou reclamações e segue vetado –, será o próximo a experimentar essa nova (e, tomara, duradoura) fase do Noroeste.

O jogo
Mal teve tempo de se localizar na partida, o Noroeste, para variar, sofreu o primeiro gol nos instantes inciais. Giravam apenas 11min quando Juninho, de cabeça, completou cruzamento e abriu o placar. Quando se recompôs do baque, o Norusca avançou. Lauro, o mais lúcido desde a primeira rodada, levou perigo ao goleiro Clééééristooon (isso mesmo!) aos 23 e 27. O goleiro alvirrubro Aranha foi exigido algumas vezes, mas nada perto dos milagres que operou no último domingo.

No segundo tempo, o arqueiro grená seguiu salvando, principalmente em cabeçada a queima-roupa de Gustavo. Ele ainda foi bem no golpe de vista, secando a cobrança de falta de Lauro que beijou o ninho da coruja. Aos 39min, a recompensa, em nova bola parada: Lelê deu asas ao pombo que, dessa vez, preferiu a rede do que o poste. Alívio geral.

O Norusca empatou jogando com Wellington Aranha; Alex Bacci, Zé Ilton e Lucas Matheus; Fernando (Gilson), Gustavo, Bira, Lelê (Raphael) e Hércules (Davi); Lauro César e Jairo.

Clique nas imagens da partida!

Fotos gentilmente cedidas por LUCIANO ANDRÉ, do jornal O Pinga Fogo, de Sertãozinho.

Em tempo: não me esqueci da eleição do Conselho. Apenas não tive tempo de opinar e ainda o farei.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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