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Exclusivo! Entrevista com Paulinho Boracini, reforço do Paschoalotto Bauru

Paschoalotto Bauru anuncia armador, que falou com exclusividade com o CANHOTA 10. Confira o papo com Paulinho Boracini!

Pronto. Elenco fechado. Depois do ala Léo Meindl, chegou a vez de o Paschoalotto Bauru anunciar o armador Paulinho Boraciniambos reforços tiveram o início das negociações revelado em primeira mão pelo Canhota 10 (aqui e aqui) — que falou com partes envolvidas e revelou o tempo de contrato de ambos. No caso do ex-jogador do Pinheiros, será de uma temporada. Dessa forma, a diretoria cumpriu a promessa de trazer dois atletas com passagem pela Seleção Brasileira, conforme publiquei aqui também, no primeiro texto sobre o Léo.

Falei por telefone com o novo camisa 3 do Dragão, que está animadíssimo para chegar a Bauru e começar a trabalhar. Confira abaixo o papo exclusivo:

Foi uma longa negociação e imagino que rolou uma ansiedade. Quando nos falamos no dia 8 de junho, você disse que queria jogar nesse time campeão. Será o maior desafio da sua carreira?
Com certeza. Vir para um time que já tem esse currículo… A expectativa é ser melhor do que o ano passado, quando Bauru ganhou quase tudo. Estou pronto, feliz. A negociação foi longa, surgiram outras propostas para ambas as partes nesse meio tempo. Fiquei ansioso por esse desfecho, mas é normal.

Durante esse período, você falou com o Guerrinha? O que ele espera de você?
Estou pra falar com ele por esses dias. Devo ir para Bauru logo e me encontrar com ele. É importante saber o ele quer de mim. Já comentei com a diretoria que, apesar de jogar como armador na maioria das equipes, eu também tenho características de 2, de pontuar. Independentemente de como vai ser, estou contente com a escolha que fizeram por mim. Vai ser legal fazer parte desse projeto, que para mim é o melhor do Brasil.

Por causa das contusões nas duas últimas temporadas, existe uma certa desconfiança sobre sua condição física. Como você está? Como se preparou nos últimos meses?
Tive foco total para me dedicar e conseguir voltar. Consegui ficar com a cabeça boa nessa fase tão difícil e estou bem. Não é fácil ficar fora das quadras e só trabalhando físico… Mas não tenho problema de engordar e estou preparado. Meu médico conversou com a diretoria antes de bater o martelo e todos sabem da minha condição. Confiaram que vou chegar bem e fazer uma boa temporada.

Você já fez algum tipo de planejamento? Irá atuar no Campeonato Paulista desde o início?
Conversamos um pouco sobre isso. Eu tive alta médica para jogar basquete, mas meu médico pediu um pouco de cautela no começo. Que eu vá sentindo gradativamente. Pretendo chegar semana que vem em Bauru para complementar o físico e conversar sobre a parte tática. Ainda vou falar com o Guerrinha e com os preparadores físicos. Com certeza, vou participar uma hora do Paulista, para retomar ritmo de jogo e entender na prática como ele quer que eu jogue.

As finais contra o Real Madrid serão sua segunda disputa de Mundial, depois de ser vice com o Pinheiros. Naquela ocasião, você sentiu que uma disputa dessas aumenta a qualidade do time?
Bauru tem um elenco bem melhor do que o Pinheiros tinha naquela época. Dá para encarar. O Real Madrid virá de volta de férias e já estaremos há um tempo treinando. Para eles será um primeiro desafio. E de fato melhora. Quando acabou o Mundial contra o Olympiacos, voltamos para o nacional e deslanchamos. Acho que sempre que tem um desafio desse nível, a equipe se concentra muito mais, treina e foca mais.

Com quem você já trabalhou do atual grupo do Dragão?
O Guerrinha já foi meu técnico em seleção de base, o Hudson no Guarujá e já joguei com o Murilo em Mogi. Eu conheço quase todos os jogadores, de conversar nas partidas, encontrar no Jogo das Estrelas… O Jefferson conheço mais, somos mais próximos, mas nunca joguei junto. Mas só tem cara fera! Vou conhecê-los melhor agora. Vai ser bom e espero que eles também gostem de me receber.

Como era enfrentar Bauru e sua torcida e o que espera agora, do lado de cá?
Sempre foi casa cheia, desde o outro ginásio. Depois desse timaço, mais cheio ainda, a cidade ficou inflamada. Sempre foi uma experiência boa, tive bons duelos com o Larry… Sei que ele era muito querido, jogou todos os NBBs por Bauru. Por isso, não sei como vão me receber no começo, mas confio que, com o tempo, com o que eu produzir, os torcedores vão ver que valeu a pena.

 

Montagem sobre fotos de Divulgação/LNB

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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