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Bauru 3, Brasília 0: #partiuMarília

Paschoalotto Bauru fecha série contra Brasília e vai à final

retranca-NBBSempre chego de um grande jogo, decisivo, meio pilhado. Lembro-me da derrota na final do NBB 7, de precisar de um tempo para digerir aquele sábado de manhã e contar aquela história — um texto do qual muito me orgulho, aliás. E cá estou de novo. Pilhado. Querendo narrar essa nova batalha vencida pelos guerreiros, ainda com o som da Panela latejando na memória. O placar de 85 a 79 do Paschoalotto Bauru sobre Brasília selou em 3 a 0 uma semifinal perfeita, incontestável, e o Dragão está novamente na final do NBB. O time cresceu na hora certa e, como costumam ser as boas histórias, com um herói improvável: Paulinho Boracini.

“Fodeu”. Os mais polidos que me perdoem, mas a palavra foi essa para a reação da grande maioria quando o joelho de Ricardo Fischer foi condenado à cirurgia. Porque não confiavam em Paulinho, seu substituto. Pelos problemas físicos que acabaram por refletir no seu desempenho. Ele estava mesmo devendo e, pior, quando Ricardo machucou, ele também estava contundido. Voltaria como? Este Canhota 10 bancou o conciliador e lançou otimismo, relembrando os feitos da carreira do armador. Como se dissesse que não se esquece como andar de bicicleta ou jogar basquete. Feito: o cara sai de médias de 7,6 pontos e 1,6 assistência na fase de classificação para 14,9 pontos e 5,0 assistências nos playoffs! É o personagem até aqui.

Nesta derradeira partida da série contra Brasília, foi o cestinha do time e chamou a responsabilidade no último quarto, desgarrando o placar quando os candangos encostaram novamente. Houve uma jogada em que o capitão Alex, do banco, levantou para aplaudir efusivamente o colega, pela coragem de encarar três grandalhões no caminho da cesta — ele foi lá, bandejou sem amarelar. E quando fez a quinta falta e foi automaticamente excluído, pela primeira vez ouviu a Panela, em coro, gritar seu nome. Magic Paulo fez todos mudarem de ideia porque ele foi f… Pode até render menos na decisão, mas já escreveu uma bela história.

Anotei lances quarto a quarto, o galope do placar, mas acho que assim cumpri melhor a missão nesse texto. Sem ignorar o sucesso coletivo, mas pincelando uma das tantas emoções que aqueceram essa fria noite de terça. Abro aspas para nosso herói improvável e para outros guerreiros, incluindo o fisioterapeuta Rogerinho Lourenço e o diretor técnico Vitinho Jacob, explicando quais serão os próximos passos até a decisão. Alô, Marília, prepare-se para a invasão bauruense.

ABRE ASPAS

Fala, Paulinho!

 

Jefferson William estava contundido na final passada, agora vai saborear a decisão:

 

Demétrius fará sua primeira final de NBB:

 

Vitinho Jacob fala sobre a logística para os jogos como mandante em Marília:

 

Rogerinho fala de recuperação pós-jogo e preparação para a decisão:

 

NUMERALHA
Magic Paulo: 22 pontos, 3 rebotes, 2 assistências
Canelaimeir: 18 pontos, 8 rebotes, 3 assitências, 2 roubos
Roberdei: 17 pontos, 7 rebotes, 2 assistências, 2 roubos
Jé: 10 pontos, 5 rebotes, 4 assistências
Léo Monstro: 8 pontos, 6 rebotes, 5 assistências, 1 toco providencial a  30s do fim
Capitão América: 8 pontos, 6 rebotes, 4 assistências
Wesley Sena do Brasil: 2 pontos, 1 rebote
Murilaço: 2 rebotes, 1 roubo
Gui Santos: 1 roubo

 

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Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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