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Vaga pertinho: Paschoalotto Bauru mostra sua força em vitória sobre o Defensor

Paschoalotto Bauru, agora sim, joga bem, derrota equipe uruguaia e pode perder por até 19 pontos no último jogo para ir à próxima etapa da Liga Sul-Americana

(Direto da Panela) A vitória dos uruguaios sobre Brasília na terça-feira foi um aviso: vinha jogo encardido pela frente. Foi um primeiro tempo estudado, com alternâncias e a superioridade técnica e física do Paschoalotto Bauru só deslanchou, mesmo, a partir da metade do terceiro quarto. O Dragão venceu o Defensor por 94 a 80 e só não se classifica para a segunda fase se acontecer uma catástrofe na quinta-feira: perder por 20 ou mais pontos para os candangos.

Ao contrário da partida da estreia, os donos da casa jogaram com intensidade, com  raros cochilos e só não venceram com mais folga porque a mira estava descalibrada no primeiro tempo. Quando as feras resolveram jogar, o jogo encardido se transformou em vitória tranquila. entre os tantos destaques do jogo (cinco jogadores pontuando em dois dígitos), Larry Taylor merece menção especial por mostrar que ainda tem magia em sua cartola de outro planeta.

O Dragão fecha o grupo D da Liga Sul-Americana 2014 contra Brasília, nesta quinta, 23/out, às 20h. Promessa de Panela cheia.

O JOGO
Com paciência na troca de passes e aproveitando a mão descalibrada do Dragão, o Defensor conseguiu abrir vantagem no placar, achando o homem certo para chutar ou deixando por conta da individualidade expolosiva do ala Anthony Danridge. Com Larry e Day no lugar de Ricardo e Gui — até então zerados –, uma tímida reação no final já foi suficiente para diminuir o preju: 15 a 22.

No segundo período, a defesa funcionou, o contra-ataque encaixou e os bauruenses conseguiram virar a partida, com Larry e Jefferson principalmente. Não fosse o baixo aproveitamento de chutes de fora (3-16 no primeiro tempo, 19%), seria possível abrir vantagem. Novos chutes errados e a reação uruguaia no final resultaram no empate: 45 a 45 (parcial de 30 a 23).

O terceiro quarto começou amarrado e marcava apenas 4 a 2 a 6min do fim. O Defensor cadenciava e errava, o Dragão corria e encontrava o aro. Mas, aos poucos, soube explorar as faltas, acertar os lances livres e, principalmente, confiar a Alex o protagonismo do período. Ao diferença de oito pontos foi fundamental para abrir o caminho para a vitória: 67 a 59 (22 a 14).

O último ato começou com espetáculo de Hettsheimeir. O camisa 30 infiltrou, cobrou lance livre, guardou de fora. Jefferson e Day ajudaram a estabelecer a diferença para encaminhar a vitória, a ser administrada nos 4min finais — por mais que os uruguaios não desistissem, com Cabot e Dobbins ajudando Danridge nos tentos. O Alienígena fez o que quis no garrafão uruguaio e o saldo construído valerá muito para uma quinta-feira tranquila.

NUMERALHA
Rafael Hettsheimeir: 21 pontos, 9 rebotes
Alex Garcia: 19 pontos, 7 rebotes, 3 roubadas
Larry Taylor: 18 pontos, 4 rebotes, 5 assistências
Jefferson William: 15 pontos, 8 rebotes
Robert Day: 10 pontos, 3 rebotes, 3 assistências

ABRE ASPAS
“A gente sofreu um pouco no começo. O time deles é organizado e mexe bastante a bola. Mas a partir do terceiro quarto jogamos nosso jogo, acertamos contra-ataque e fizemos tudo bem. Foi uma boa vitória. Eu estava focado na defesa que a gente treina bastante e os pontos vêm naturalmente”, disse o cestinha Rafael Hettsheimeir.

“Amanhã vai ser complicado, pois os jogadores de Brasília nos conhecem. Nós os conhecemos também. Acho que vai ser igualado. Pra mim está difícil ficar de fora, é terrível, fico no cantinho, quieto, vendo o jogo. Mas todo o meu esforço para me recuperar vai compensar depois”, comentou o “torcedor” Murilo Becker, que confirmou que só deve voltar mesmo no NBB, para se recuperar bem, sem precipitação.

“Poderíamos ter feito uma vantagem maior, se tivéssemos mantido uma defesa mais agressiva. Mas o importante foi a vitória. Agora é pegar Brasília. Nossa equipe conhece os jogadores deles. Estão jogando diferente do que jogavam comigo e com o Nezinho e a comissão já filtrou para passar informações pra gente”, disse o ex-candando Alex Garcia, craque do jogo.

“Foi bem diferente do primeiro jogo. Quando conversei com os jogadores, o Alex até comentou que os colombianos não exigiam pegada. Mas comissão técnica temos que alertar sempre. São jogadores que sabem de suas responsabilidades e têm de onde tirar. Hoje enfrentamos um adversário duríssimo e só vencemos por ter minado o adversário com revezamento. O Alex fez uma função tática muito importante para descansar o Jefferson. O time inteiro trabalhou muito e construímos essa vitória, inclusive com uma pontuação decisiva do Larry”, avaliou o técnico Guerrinha.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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