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Bauru 0, Limeira 1: os recados foram dados

Paschoalotto Bauru lidera boa parte do jogo, mas sucumbe a Limeira. Jogo 2 é nesta terça e ambos os times têm lições para encará-lo

As cartas estão na mesa. Para os dois lados, há com o que se preocupar na decisão do Campeonato Paulista de 2014, após a vitória de Limeira sobre o Paschoalotto Bauru, por 84 a 78, no jogo 1 série. Para o Winner, que tem a vantagem de decidir em casa, a pressão de vencer o jogo 2 para não perder a vantagem conquistada na fase de classificação, já que os bauruenses deixaram o recado de sua força ao liderar o placar em boa parte do segundo tempo. Para o Dragão, o adversário deixou o recado de que será dificílimo ser batido em casa. Um recado contradiz o outro, o que certifica que, por maior que seja a força do superelenco bauruense, essa final está longe de estar no papo. Os guerreiros terão que suar muito para confirmar o favoritismo.

Bauru e Limeira medem forças de novo nesta terça, à 20h, no ginásio Vô Lucato, em Limeira.

O JOGO
Começo lá e cá, com alternância de liderança no placar, com Rafael Hettsheimeir mandando no garrafão ofensivo, mas Limeira consegue escapar um pouco no fim e fechar em 19 a 14. No segundo quarto, os donos da casa começaram melhor, mas uma bola de fora de Day (sua única no jogo…) e duas roubadas de bola de Gui Deodato que terminaram em cravadas recolocaram o Dragão no jogo a ponto de virar o placar: 38 a 41 (parcial de 19 a 27). Destaque para o volume de rebotes de Bauru no primeiro tempo, capturando 22 contra 12 de Limeira.

Na volta do intervalo, o Paschoalotto começa avassalador, em acertos seguidos de Jefferson William. Entretanto, o time de Nezinho (voltando de contusão) dominou o final do terceiro período e ainda fechou a fração na frente (17 a 16), encostando em 55 a 57. O período final seguiu amarrado e indefinido até David Jackson guardar chute crucial a 2min do fim. Erros de conclusão de Larry Taylor e Jefferson William proporcionaram contra-ataques. Aí, foi só Limeira se garantir nas faltas no minuto final e iniciar a série na frente, fechando o quarto em 29 a 21 e o placar em 84 a 78.

ABRE ASPAS
Entrevistas ao repórter Luiz Lanzoni (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

“Temos que que voltar mais organizados e com mais foco para o segundo jogo”, foi direto o ala Robert Day, em noite apagada.

“Quando a gente entrou no jogo, cada um quis decidir, temos que ter mais paciência, todos têm potencial para pontuar. A gente vai conseguir sair com a vitória, tenho certeza”, comentou o armador Ricardo Fischer.

“No final, a gente perdeu no detalhe, vamos ver onde erramos para tentar melhorar”, resumiu o ala Alex Garcia.

“Não soubemos fechar e eles fizeram 29 pontos no último quarto. Mas pode pôr uns oito na canta da arbitragem… Mas erramos bola embaixo do cesto, erramos lances livres. Final é isso, mas ficamos tristes porque não dava pra reclamar de arbitragem na sul-americana. No paulista, é triste finalizar um campeonato bom assim. Temos que corrigir os erros, saber que tem que jogar contra arbitragem”, comentou o técnico Guerrinha.

NUMERALHA
Rafael Hettsheimeir: 17 pontos, 10 rebotes
Alex Garcia: 16 pontos, 7 rebotes, 5 assistências
Ricardo Fischer: 12 pontos
Larry Taylor: 10 pontos

Foto: Henrique Costa/Bauru Basket
Arte da final: Divulgação Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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