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Invicto, incontestável: Paschoalotto Bauru é campeão sul-americano

Paschoalotto Bauru confirma favoritismo em casa, vence Mogi com facilidade e conquista o continente

(Direto da Panela) Olha, amigo leitor, amiga leitora: fiquem com a descrição do jogo. Vai ter muito texto pra saborear essa conquista inédita. Em resumo, foi um passeio de um time que vai fazer história. Vitória tranquila por 79 a 53. E parabéns a Mogi, que perdeu com dignidade — assim como o Paschoalotto Bauru também não fez firula. O espetáculo desse time é a seriedade, a entrega em cada segundo. Sábado tem final dos Jogos Abertos. Pouca coisa diante de um continente? Certamente. Mas a fome desse Dragão é sem limites.

O JOGO
A partida começou tensqa, corrida, mas já dava pra notar que vinha pela frente um rico repertório do Dragão. Só que as primeiras bolas teimaram e preocuparam as duas faltas de Hettsheimeir com menos de dois minutos de jogo. Por mais experiente que seja o time bauruense, parecia haver certo nervosismo: teve air ball e até mesmo uma quase cesta contra… Ainda bem que a defesa estava atenta e que Alex chamou a responsabilidade, para vigiar o placar. A 4min do fim do período, Larry Taylor puxou belo contra-ataque, o Brabo guardou uma de fora e pronto: acabou a tensão, o braço soltou e a mão quente já tocava a taça. Até porque não dá pra perder pra um time que tem dois chutes seguidos de três com Alemão… Enquanto isso, o Alienígena chamava os visitantes para dançar — ídolo eterno, o gringo-brasuca. E pra fechar a primeira parte do baile, duas bolaças de Robert Day.

E como esse time joga mesmo por música. As bolas de fora se multiplicam, o quinteto não perde o compasso. Mas chega de trocadilho, porque o segundo quarto foi mais apertado. Bem… mais ou menos. Bastou Hettsheimeir capturar alguns rebotes, Gui roubar uma bola e pronto: um “econômico” 20 a 11 na parcial levou a tranquilidade necessária para o papo do vestiário: 45 a 22. Que não deve ter sido de tapinhas costas. Sangue nos olhos até o fim, amigo.

O terceiro período foi o mais disputado — até a página 8. Mogi liderou a fração boa parte do tempo, mas sem chegar a dois dígitos. Isto é, não ameaçou. A 2min30 do fim, já estava tudo em casa, após chutes certeiros de Roberdei, Jé — este depois de uma roubada de bola fantástica de Alex — e Batman. Foi até bom um pouco de resistência para manter o foco do Dragão: 22 a 18 no quarto, também pra lembrar que Mogi tem seu valor, time pra G-4 do NBB.

O último período foi protocolar. A 2min25 do fim, após cesta de Murilo e mais de 30 pontos de frente, o banco já se abraçava, a torcida já gritava é campeão. Dava até batedeira de vontade que o relógio corresse logo. Até os reservas de Mogi foram à quadra. E o príncipe Balothias, puxa, tinha mesmo que entrar nos minutinhos para doar seu carisma ao jogo mais importante da história de Bauru — ele, pé quente, que coincide com o período de conquistas. Chegou e ganhou tudo com quem já estava: o maior de todos, Larry Taylor, o capitão Ligeirinho Ricardo Fischer, o bauruense Guilherme Deodato. Cheg0u junto com Murilo Becker, o elo de duas gerações, 2002 e 2014. E, claro, Guerrinha, a junção de tudo. O jogo, estava lá, rolando, mas já estávamos todos em transe. Campeão, campeón, fodón.

NUMERALHA
Rafael Hettsheimeir: 18 pontos, 5 rebotes
Robert Day: 13 pontos, 4 rebotes
Alex Garcia: 12 pontos, 5 rebotes, 8 assistências
Jefferson William: 11 pontos, 13 rebotes
Larry Taylor: 8 pontos, 5 rebotes
Ricardo Fischer: 7 pontos, 7 rebotes
Murilo Becker: 6 pontos, 5 rebotes
Guilherme Deodato: 4 pontos
Tiago Mathias: 1 rebote, 2 faltas cometidas
Gabriel, Wesley Sena, Carioca: muita vibração e aprendizado

Em breve, entrevistas com os campeões

 

Jefferson: outro vencedo que veio para forjar esse timaço
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Hettsheimeir, o cestinha da noite
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Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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