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Paschoalotto Bauru prega foco para chegar ao inédito título da Sul-Americana

Vitória arrasadora sobre Malvín deve ser inspiração, mas não armadilha para o Paschoalotto Bauru na grande decisão continental contra o Mogi. Confira entrevistas

Mesmo para o mais otimista torcedor do Paschoalotto Bauru, a vitória massacrante na semifinal da Liga Sul-Americana ainda parece um delicioso exagero. Ela pode servir de inspiração, não pelo salto alto, mas pelo foco nos 40 minutos em quadra, para a grande decisão desta noite, contra o Mogi, na Panela de Pressão, às 21h30 — para quem não conseguiu ingresso, transmissão do Sportv3 e no Jornada Esportiva/Auri-Verde.

O Canhota 10 falou com o técnico Guerrinha e com os guerreiros Jefferson William e Murilo Becker sobre como se deu essa grande vitória e como encarar Mogi como favorito.

O ATROPELO NO MALVÍN
• “Ninguém poderia imaginar um jogo com esse placar tão elástico. O mais importante é que, desde o primeiro quarto ao último segundo, a equipe mostrou uma força muito grande, uma pegada na defesa”, comenta Murilo.
• “Não sei explicar, mas tem a ver com a postura do time, dando o devido valor ao campeonato, à importância da partida. Teve foco, determinação e obediência tática. O que treinamos conseguimos colocar em jogo e isso fez toda a diferença”, completa Jefferson.
• “Bauru mostrou toda sua força. Os comentaristas da Fiba vieram das os parabéns pela forma como o time defendeu, com foco, o tempo todo. Traçamos um plano de jogo cumprido à risca pelos jogadores, planejado por eles também, que participam, opinam. Tiramos o volume de jogo deles completamente”, explica Guerrinha.

FAVORITOS CONTRA MOGI, COM OS PÉS NO CHÃO
• “Final é final. Mogi conhece bem nossa equipe e nós sabemos do valor de Mogi. Em todos os jogos, sempre é na última bola. Claro que temos mais potencial, estamos em casa, diante da torcida. Mas Mogi tem uma equipe bem aguerrida e sabe o que quer. Se a gente deixar, eles gostam do jogo. Temos que marcar, continuar com foco e estar num dia bom. Lógico que nosso time é favorito, mas não pode pensar assim, tem que trabalhar. A comissão técnica estudou bastante o time do Malvín, achamos o caminho, como temos o caminho para Mogi também”, avisa o treinador bauruense.
“Já conversamos sobre favoritismo. Foi a primeira coisa que o Guerrinha falou logo que acabou o jogo contra o Malvín. A gente conhece a equipe de Mogi, sabe que é perigosa e tem jogadores de talento. Se estiverem no dia, podem nos complicar. Temos que dar muita importância para esse jogo, o jogo da nossa vida. Estamos há três meses juntos, indo para nossa segunda final e amadurecendo a cada dia”, pondera Jé.
“Se continuarmos com a mesma pegada, acho difícil tirarem o título da gente”, crava o Murilaço.Foto: Henrique Costa/Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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